<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540</id><updated>2011-08-19T07:38:04.429-07:00</updated><title type='text'>BLOG DO ROSSINY CAVALCANTI</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>159</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4692281375578299378</id><published>2011-05-24T22:08:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T22:10:18.043-07:00</updated><title type='text'>Como nos tempos da Inquisição</title><content type='html'>Como nos tempos da Inquisição&lt;br /&gt;Rodrigo Martins 23 de maio de 2011 às 17:43h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após defender o direito à união civil homoafetiva a CartaCapital, o pastor Ricardo Gondim vira alvo de ofensas na internet e perde o posto de colunista em revista evangélica na qual escrevia há 20 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após defender o Estado laico e o reconhecimento jurídico da união homoafetiva em entrevista a CartaCapital no fim de abril (clique aqui para ler), o pastor Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista, virou alvo de ferrenhos ataques de grupos evangélicos na internet. Um fiel chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse “arrancaria a cabeça” do pastor herege. “É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição”, comenta Gondim, que já previa uma reação de setores do mainstream evangélico, os movimentos neopentecostais com forte apelo midiático. Surpreendeu-se, no entanto, ao ser informado que, graças às declarações feitas à revista, não poderia mais escrever para uma publicação evangélica na qual é colunista há 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fui devidamente alertado pelo reverendo Elben Lenz Cesar de que meus posicionamentos expostos para a CartaCapital trariam ainda maior tensão para a revista Ultimato”, escreveu Gondim em seu site pessoal, na sexta-feira 20. “Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um Estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por telefone, o pastor explicou as razões expostas pela revista evangélica para “descontinuar” a sua coluna, falou sobre as ofensas que sofreu na internet e não demonstrou arrependimento por ter falado à CartaCapital em abril. “A entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CartaCapital: Qual foi a justificativa dada pela revista Ultimato para descontinuar a sua coluna na publicação?&lt;br /&gt;Ricardo Gondim: Eu escrevi para a Ultimato por 20 anos. Trata-se de uma publicação evangélica bimensal, na qual eu tinha total liberdade para escrever sobre o que quisesse. Não falava apenas da doutrina, mas de muitos assuntos relacionados ao cotidiano evangélico. E nunca sofri qualquer tipo de censura. Mas, agora, eles entenderam que as minhas declarações a CartaCapital eram incompatíveis com o que a Ultimato defende e expuseram três argumentos para justificar a decisão. Eu não concordo com essas teses e, para dar uma satisfação aos leitores, publiquei uma carta de despedida no meu site (www.ricardogondim.com.br).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CC: A defesa dos direitos civis de homossexuais foi um dos aspectos criticados pelo corpo editorial da revista?&lt;br /&gt;RG: Sim. Eles entendem que o apoio à união civil de homossexuais abriria um precedente dentro das igrejas evangélicas para a legitimação do ato em si, a homossexualidade. Tentei explicar que uma coisa é teologia, outra é o ordenamento das leis. Num Estado é laico, não podemos impor preceitos religiosos à toda a sociedade. Uma coisa não transborda para a outra. Dei como exemplo o fato de a Igreja católica viver muito bem em países que reconhecem juridicamente o divórcio, embora ela condene a prática e se recuse a casar pessoas divorciadas. Eu não fiz uma defesa da homossexualidade, e sim dos direitos dos homossexuais. O direito deve premiar a todos. Num Estado democrático, até mesmo os assassinos têm direitos. Não é porque eles cometeram um crime que possam ser torturados ou agredidos, por exemplo. As igrejas podem ter uma posição contrária à homossexualidade, mas não podem confundir seus preceitos com o ordenamento jurídico do país ou tentar impor sua vontade. Muitos disseram que o Supremo Tribunal Federal tripudiou sobre as igrejas evangélicas ao reconhecer a união estável homoafetiva. Nada disso, o STF estava apenas garantindo os direitos de um segmento da sociedade. Essa é sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CC: Quais foram os outros aspectos criticados?&lt;br /&gt;RG: Eles também criticaram uma passagem da entrevista na qual eu contesto a visão de um Deus títere, controlador da história e da liberdade humana, como se tudo que acontecesse de bom ou ruim fosse por vontade divina e ou tivesse algum significado maior. E apresentaram um argumento risível: o de que a minha tese coloca em xeque a ideia de um Deus soberano. Claro que sim! Deus soberano é uma visão construída na Idade Média, e serviu muito aos interesses de nobres e pessoas do clero que, para justificar seu poder, se colocavam como representantes da vontade divina na terra. Só que essa visão é incompatível com o mundo de hoje. O Estado é laico. As pessoas guiam os seus destinos. Deus não pode ser culpado por uma guerra, por exemplo. Não vejo nisso nenhuma expressão da vontade divina, nem como punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CC: O fato de o senhor ter criticado a expansão do movimento evangélico no País também foi destacada?&lt;br /&gt;RG: Sim. Eu fiz um contraponto à tese de que o Brasil ficará melhor com o crescimento da comunidade evangélica. Não acho que é bem assim. Critica-se muito a Europa pelo fato de as igrejas de lá estarem vazias, mas eu não vejo isso como um sinal de decadência. Ao contrário, igreja vazia pode ser sinal do cumprimento de preceitos do protestantismo se os cidadãos estão mais engajados com suas comunidades, dedicados às suas famílias, preocupados com os direitos humanos, vivendo os preceitos do cristianismo no cotidiano. Eu critico essa visão infantilizadora da vida, na qual um evangélico precisa da igreja para tudo e Deus é responsável por tudo o que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CC: O senhor se arrepende de ter concedido aquela entrevista à CartaCapital?&lt;br /&gt;RG: De maneira alguma. O repórter Gerson Freitas Jr. até conversou comigo, preocupado com a reação que as minhas declarações poderia causar na comunidade evangélica. Mas a entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos. Eu já esperava alguma reação, só não sabia que viria com tanta virulência. Um evangélico chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse arrancaria a minha cabeça. É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição. Recebi inúmeros e-mails com ofensas e mensagens de ódio. Não sei precisar quantos, porque fui deletando na medida em que chegavam à caixa postal. Também surgiram centenas de textos me satanizando em blogs, sites e redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CC: E entre os fiéis da sua igreja? Houve algum constrangimento?&lt;br /&gt;RG: Alguns, influenciados pelo bafafá na internet, vieram me questionar. Então fiz questão de dar uma satisfação à minha comunidade. Após discursar, acabei aplaudido de pé, fiquei até meio constrangido diante daquela manifestação de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação: Todos os comentários no site da CartaCapital estão submetidos a moderação. Não serão tolerados textos ofensivos, de teor preconceituoso ou com acusações injuriosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito da foto: Olga Vlahou.&lt;br /&gt;Rodrigo Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Martins é repórter da revista CartaCapital há cinco anos. Trabalhou como editor assistente do portal UOL e já escreveu para as revistas Foco Economia e Negócios, Sustenta!, Ensino Superior e Revista da Cultura, entre outras publicações. Em 2008 foi um dos vencedores do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Acompanhe também pelo www.twitter.com/rodrigomartins0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/como-nos-tempos-da-inquisicao&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4692281375578299378?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4692281375578299378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4692281375578299378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4692281375578299378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4692281375578299378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/05/como-nos-tempos-da-inquisicao.html' title='Como nos tempos da Inquisição'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-2460463293090508951</id><published>2011-05-24T21:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T22:27:53.208-07:00</updated><title type='text'>Professora Amanda Gurgel, do RN, fala sobre situação crítica da educação e vira heroína nas redes sociais</title><content type='html'>RIO - A professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel virou heroína da causa da classe, por melhores salários, nas redes sociais. Um vídeo no qual ela silencia os deputados do RN em audiência pública quando fala sobre a situação crítica da educação já tem mais de 54 mil visualizações no You Tube. Desde o começo da tarde desta quarta-feira (18) o nome “Amanda Gurgel” já está na lista brasileira dos Trending Topics, no Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu depoimento, Amanda Gurgel acaba fazendo um resumo preciso sobre o quadro da educação no Brasil apresentando seu contracheque de R$ 930 reais. “Como as pessoas até agora, inclusive a secretária Bethania Ramalho, apresentaram números, e números são irrefutáveis, eu também vou fazê-lo. Apresento um número de três algarismos apenas, que é o do meu salário, de R$ 930".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora continua seu discurso dizendo que "os deputados deveriam estar todos constrangidos com a educação no estado do Rio Grande do Norte e no Brasil. Não aguentamos mais a fala de vocês pedindo para ter calma. Entra governo, sai governo, e nada muda. Precisamos que algo seja feito pelo estado e pelo Brasil. O que nós queremos agora é objetividade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: http://extra.globo.com/noticias/educacao/professora-amanda-gurgel-do-rn-fala-sobre-situacao-critica-da-educacao-vira-heroina-nas-redes-sociais-1840767.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-2460463293090508951?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/2460463293090508951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=2460463293090508951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/2460463293090508951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/2460463293090508951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/05/professora-amanda-gurgel-do-rn-fala.html' title='Professora Amanda Gurgel, do RN, fala sobre situação crítica da educação e vira heroína nas redes sociais'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-8218695851168650944</id><published>2011-05-24T21:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T21:53:40.815-07:00</updated><title type='text'>BLOG DO ROSSINY CAVALCANTI: Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê</title><content type='html'>&lt;a href="http://rossinytagore.blogspot.com/2011/05/finalmente-sai-primeiro-beijo-gay-da.html"&gt;BLOG DO ROSSINY CAVALCANTI: Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-8218695851168650944?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/05/finalmente-sai-primeiro-beijo-gay-da.html' title='BLOG DO ROSSINY CAVALCANTI: Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/8218695851168650944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=8218695851168650944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8218695851168650944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8218695851168650944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/05/blog-do-rossiny-cavalcanti-finalmente.html' title='BLOG DO ROSSINY CAVALCANTI: Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1271400884762494225</id><published>2011-05-24T21:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T21:50:21.502-07:00</updated><title type='text'>Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê</title><content type='html'>Publicado em 24 24America/Recife maio 24America/Recife 2011 por robertamalmeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23/05/2011 – 11h45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por : André Fischer,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1o beijo entre homens na tv brasileira já tem data marcada. Veja cena e comentário do protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Candelot e Mauricio Branco são namorados em Natalia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Candelot e Mauricio Branco são namorados em Natalia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro beijo entre homens em novelas da tevê brasileira vai finalmente acontecer.&lt;br /&gt;Vai ser no seriado Natália da TV Brasil, a rede pública federal. A cena será protagonizada pelo booker de modelos encarnado por Maurício Branco e Rodrigo Candelot (o coronel Formoso de Tropa de Elite), na frente da chefe Claudia Ohana e será um longo beijo de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Branco, que apresentou recentemente o quadro Gayme no programa Amor &amp; Sexo da Tv Globo, conta como foi a gravação da cena histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rodrigo foi escalado para fazer seu namorado francês na série. No dia da gravação ele queria dar um beijo rápido porque na verdade não queríamos que o beijo fosse o ponto principal da cena. Gostaríamos de mostrá-lo de forma espontânea sem alardes.Mas na hora do ensaio pedi que Rodrigo demorasse mais. Já que daríamos o primeiro beijo em canal aberto,gostaria que as pessoas vissem um beijo de verdade,com amor.E foi o queaconteceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perca: 17 de julho, às 22h30h, na série Natália, da TV Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://mixbrasil.uol.com.br/cultura-gls/televisao/finalmente-sai-primeiro-beijo-gay-da-teve.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta entrada foi publicada em Notícias e política, Organizações. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.&lt;br /&gt;fonte: http://robertamalmeida.wordpress.com/2011/05/24/finalmente-sai-primeiro-beijo-gay-da-teve/  &lt;br /&gt;acesso: 24/05/2011&lt;br /&gt;← Pastor pró-gays é expulso de revista evangélica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1271400884762494225?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1271400884762494225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1271400884762494225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1271400884762494225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1271400884762494225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/05/finalmente-sai-primeiro-beijo-gay-da.html' title='Finalmente sai primeiro beijo gay da tevê'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-3006690229443261069</id><published>2011-04-03T19:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T19:09:10.403-07:00</updated><title type='text'>A ética abortista</title><content type='html'>Análise&lt;br /&gt;A ética abortista&lt;br /&gt;Os argumentos pela vida não são apenas religiosos&lt;br /&gt;Por padre John Flynn, L.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMA, domingo, 3 de abril de 2010 (ZENIT.org) - Os defensores do direito ao aborto costumam criticar os que apoiam a vida por supostamente tentar impor suas crenças religiosas aos demais. Ainda que a religião proporcione ao debates sólidos argumentos, estes não são apenas religiosos, como destaca um livro de recente publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christopher Kaczor, em ‘The Ethics of Abortion: Women's Rights, Human Life and the Question of Justice’ (A Ética do Aborto: Direitos das Mulheres, Vida Humana e a Questão da Justiça) (Editora Routledge), toma uma postura filosófica perante o aborto e explica por que não é justificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos chave que Kaczor enfrenta é: quando se começa a ser pessoa. Alguns defensores do aborto sustentam que se pode distinguir os humanos das pessoas. Um exemplo dado é o de Mary Anne Warren, que oferece critérios para se levar em conta antes de dizer de alguém que ele é uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela propõe que as pessoas têm consciência dos objetos e dos acontecimentos e a capacidade de sentir dor. Têm também a força da razão e a capacidade para atividade auto-motivada, junto à capacidade de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resposta a tais argumentos, Kaczor assinala que, usando tais critérios, seria difícil sustentar razões contra o infaticídio, posto que um bebê recém-nascido não cumpre tais critérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não deixamos de ser pessoas quando estamos dormindo ou sedados em uma operação cirúrgica, ainda que nesses momentos não sejamos conscientes nem estejamos em movimento. De igual forma, quem sofre de demência ou os deficientes não satisfazem os critérios de Warren para ser pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão de lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro posicionamento para justificar o aborto é o que se baseia na localização, quer dizer, se se está fora ou dentro do útero. Kaczor afirma que a pessoa vai muito além da simples localização. Se admitimos este argumento, segue-se que, quando há uma fecundação artificial fora do útero, o novo ser teria o status de pessoa, mas logo o perderia quando fosse implantado, voltando a ganhá-lo quando saísse do útero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também casos de cirurgia fetal aberta, procedimento em que o feto humano é extraído do útero. Se determinarmos o ser pessoa por uma existência fora do útero, nos veríamos na inverossímil situação de que em tais casos o feto é uma ‘não-pessoa’, que depois passa a ser ‘pessoa’, para depois voltar a ser ‘não pessoa’, já que retorna ao útero, para depois tornar-se ‘pessoa’, quando nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excluindo portanto a localização como critério para ser considerado pessoa, Kaczor discute a questão de se a condição de pessoa se estabelece em algum ponto entre a concepção e o nascimento. Ele observa que a viabilidade, quer dizer, se o feto no útero é potencialmente capaz de viver fora do ventre materno, era citada pelo Supremo Tribunal dos EUA no processo ‘Roe v. Wade’ como um modo de determinar se os fetos humanos merecem alguma proteção legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, segundo Kaczor, esta postura tem seus problemas. Por exemplo, os gêmeos unidos dependem em ocasiões um do outro para viver e, ainda assim, ambos são considerados pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viabilidade também estabelece um problema, porque nos países ricos, com avançados cuidados médicos, os fetos se tornam viáveis antes que nos países pobres. E os fetos femininos são viáveis antes que os masculinos. As diferenças de sexo e de riqueza deveriam influir em quem é pessoa ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ideia é considerar que a capacidade de sofrer dor ou desfrutar do prazer é o que poderia marcar o começo do direito à vida, continua Kaczor. Isso tampouco é suficiente, pois exclui os que estão sob anestesia ou em coma. Ademais, alguns animais têm esta capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética ‘gradual’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta pró-abortista às críticas anteriores adota a forma do ponto de vista ‘gradual’. Kaczor explica que isso consiste em sustentar que o direito à vida aumenta em força de modo gradual conforme se desenvolve a gravidez, e quanto mais similar um feto é de uma pessoa como nós, maior proteção deveria ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Kaczor observa que há uma diferença entre o direito à vida e o restante dos direitos. Há restrições de idade para votar, dirigir ou ser eleito para um cargo público. Isso acontece porque o direito em questão exige uma capacidade para assumir as responsabilidades implicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, o direito à vida não contém implicitamente nenhuma responsabilidade e, por isso mesmo, pode ser desfrutado sem ter em conta a idade ou as capacidades mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema da postura ‘gradual’ é que o desenvolvimento humano não termina com o nascimento. Se o status moral se vincula ao desenvolvimento psicológico, matar alguém de 14 anos iria requerer uma justificativa maior que matar um de 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaczor afirma que o erro desses argumentos nos leva à conclusão de que, se não há diferenças eticamente relevantes entre os seres humanos em suas diversas etapas de desenvolvimento que faça com que alguém não seja uma ‘pessoa’, a dignidade e o valor de uma pessoa não começa depois de seu nascimento, nem em momento algum de sua gestação. Todo ser humano é também uma pessoa humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história nos apresenta muitos exemplos da necessidade de respeitar todo ser humano como pessoa portadora de dignidade. Kaczor argumenta que em teria ninguém atualmente, ao menos no Ocidente, defenderia a escravidão, a misoginia ou o antissemitismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa começa com a concepção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kaczor, essa questão não é a princípio moral, mas científica. Ele cita textos científicos e médicos que afirmam que com a concepção há o início de nova vida humana e uma mudança fundamental com a criação de um ser com 46 cromossomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fecundação não há presença de nenhum agente exterior que mude o organismo recém-concebido em algo que seja diferente. Pelo contrário, o embrião humano se auto-desenvolve para futuras etapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fazendo uma analogia, o embrião humano não é um mero modelo detalhado da casa que se construirá, mas uma casa minúscula que se faz cada vez maior e mais complexa, através de seu auto-desenvolvimento ativo para a maturidade”, esclarece o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso, os últimos capítulos do livro analisam alguns argumentos utilizados pelos defensores do aborto. Examina-os um por um, mostrando suas debilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, tem-se sustentado que, posto que nas primeiras etapas há a possibilidade de que haja uma divisão em dois irmãos, o embrião não é um ser humano individual. Kaczor rebate isso dizendo que, ainda que se possa dividir em dois seres, isso não significa que não seja um ser individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele comenta que a maioria das plantas pode dar lugar a mais plantas individuais, mas isso não significa que uma planta não possa ser uma planta individual e diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor analisa também alguns casos difíceis como as gravidezes resultado de violação ou incesto. A personalidade do feto, insiste Kaczor, não depende da forma como foi concebido. “És o que és, sem importar as circunstâncias de tua concepção e nascimento”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Kaczor, como uma argumentação sólida, contém muitos raciocínios cuidadosamente elaborados, o que o torna uma valiosa fonte de inspiração para os que lutam por defender a vida humana.&lt;br /&gt;fonte:zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-3006690229443261069?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/3006690229443261069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=3006690229443261069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/3006690229443261069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/3006690229443261069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/04/etica-abortista.html' title='A ética abortista'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4818850709723417666</id><published>2011-04-03T18:42:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T18:43:25.422-07:00</updated><title type='text'>Judeus e católicos esperam assinatura dos Acordos Santa Sé-Israel</title><content type='html'>Judeus e católicos esperam assinatura dos Acordos Santa Sé-Israel_ Comissão bilateral de diálogo abordou a questão da liderança religiosa&lt;br /&gt;JERUSALÉM, sexta-feira, 1º de abril de 2011 (ZENIT.org) - A comissão bilateral de diálogo, formada pelo Grão-Rabinato de Israel e pela Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo, expressou confiança de que sejam assinados logo os Acordos bilaterais entre a Santa Sé e o Estado de Israel. &lt;br /&gt;Assim afirma a declaração com a que se concluiu a 10ª reunião das duas delegações, realizada em Jerusalém até ontem, 31 de março, e que discutiu a "liderança religiosa na sociedade leiga".&lt;br /&gt;A Comissão "manifestou sua esperança de que as questões pendentes nas negociações entre a Santa Sé e o Estado de Israel sejam resolvidas em breve, e que os acordos bilaterais sejam prontamente ratificados em benefício de ambas as comunidades", diz a nota.&lt;br /&gt;Ambas as delegações reconheceram que o trabalho desta Comissão "influencia na mudança positiva ocorrida na percepção das relações judaico-cristãs na sociedade de Israel".&lt;br /&gt;O diálogo se centrou nos "desafios da sociedade secular moderna", bem como no papel de liderança dos crentes nela.&lt;br /&gt;"Além de seus muitos benefícios, os rápidos avanços tecnológicos, o consumismo desenfreado e uma ideologia niilista, com foco exagerado no indivíduo, em detrimento da comunidade e do bem-estar coletivo, levaram-nos a uma crise moral."&lt;br /&gt;Junto com os benefícios da emancipação, diz a nota, "o século passado foi testemunha de uma violência e crueldade sem precedentes. Nosso mundo moderno está substancialmente desprovido de sentido de pertença, significado e propósito".&lt;br /&gt;Para judeus e católicos, "a fé e a liderança religiosa têm um papel fundamental na resposta a estas realidades", para trazer "esperança" e "orientação moral".&lt;br /&gt;Ambas as delegações propuseram a figura de Moisés como "paradigma de líder religioso que, através de seu encontro com Deus, responde ao chamado divino com fé total, amando a sua gente, pregando a Palavra de Deus sem medo, tendo a liberdade, a coragem e a autoridade que vem de obediência a Deus, sempre e incondicionalmente, ouvindo todos, pronto para o diálogo".&lt;br /&gt;Também sublinharam que a responsabilidade dos crentes é "testemunhar coerentemente a presença divina em nosso mundo", o que deve ser visto "na educação, com foco nos jovens e no compromisso efetivo dos meios de comunicação", bem como na área caritativa.&lt;br /&gt;Tanto para judeus como para católicos, a secularização ou laicidade positiva "trouxe muitos benefícios".&lt;br /&gt;Se a secularização for bem compreendida, enfatizou, "é possível prover uma sociedade em que a religião possa florescer".&lt;br /&gt;"No entanto, para este foco possa ser sustentável, precisa contar com mais estrutura antropológica e espiritual, que leve em conta o bem comum, que, por sua vez, encontra sua expressão na fundação religiosa dos deveres morais."&lt;br /&gt;A delegação católica aproveitou a ocasião para "reafirmar o ensinamento histórico da declaração ‘Nostra Aetate', do Concílio Vaticano II, com relação à aliança divina com o povo judeu, que é amado em atenção aos seus pais. Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis".&lt;br /&gt;Por parte católica, participaram os membros da Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo, entre os quais os cardeais Jorge Mejia e Peter Turkson, o patriarca de Jerusalém, Dom Fouad Twal, e seu vigário, Dom Giacinto-Boulos Marcuzzo, além de teólogos de renome, bem como o arcebispo de Chieti, Dom Bruno Forte, e Francesco Fumagalli.&lt;br /&gt;Por parte dos judeus, participaram o rabino-chefe, Shear Yashuv Cohen, e os rabinos David Brodman, Ratzon Arussi e David Rosen. &lt;br /&gt;Fonte: zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4818850709723417666?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4818850709723417666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4818850709723417666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4818850709723417666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4818850709723417666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2011/04/judeus-e-catolicos-esperam-assinatura.html' title='Judeus e católicos esperam assinatura dos Acordos Santa Sé-Israel'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-7339370470233535482</id><published>2010-11-21T19:02:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T19:05:47.705-08:00</updated><title type='text'>Bispos dos EUA assinam acordo sobre batismo com igrejas protestantes</title><content type='html'>Um marco na história do ecumenismo no país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTIMORE, sexta-feira, 19 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - A Conferência Episcopal dos Estados Unidos aprovou um acordo no qual reconhece como válido o batismo de quatro comunidades cristãs reformadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conferência votou, na última terça-feira, o Common Agreement on Mutual Recognition of Baptism (Acordo Comum de reconhecimento Mútuo do Batismo) durante a realização da Assembleia plenária que se realiza em Baltimore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo foi resultado de seis anos de estudo e debates entre os representantes da Conferência Episcopal norte-americana, a Igreja Presbiteriana dos EUA, a Igreja Reformada da América, a Igreja Reformada Cristã e a Igreja Unida de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Wilton Gregory, arcebispo de Atlanta e presidente do USCCB Committee for Ecumenical and Interreligious Affairs, afirmo una última terça-feira num comunicado que essa decisão pode ser considerada "um marco no caminho ecumênico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Junto com nossos irmãos e irmãs da Reforma" destas quatro igrejas, afirmou, "os bispos católicos podemos afirmar, mais uma vez, que o Batismo é a base da real, ainda que incompleta, unidade que temos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa Conferência espera agora que os quatro organismos competentes das comunidades reformadas aprovem o acordo comum que fizemos", disse o arcebispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prelado explicou que, assim que for aprovado pelas outras quatro denominações, o acordo "permitirá que os ministros católicos aceitem que o batismo realizado nestas comunidades seja ‘verdadeiro batismo', como se entende na doutrina e na lei católicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A apresentação de um certificado de Batismo por parte dos cristãos reformados que desejem entrar em plena comunhão com a Igreja Católica ou casar-se com um católico assegura aos ministros que o Batismo, realizado por um ministro da Reforma, utilizou água corrente e a invocação bíblica de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo", argumentou o bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conferência expressou, num comunicado de imprensa, que o acordo comum afirma que o Batismo é "o vínculo sacramental de unidade para o Corpo de Cristo, que se realiza uma só vez por um ministro autorizado, mas com água corrente, utilizando a fórmula trinitária das Escrituras ‘Pai, Filho e Espírito Santo'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem declarou que outras conferências episcopais do mundo assinaram acordos semelhantes com as comunidades protestantes locais, mas este documento "não tem precedentes" na Igreja Católica nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Católica geralmente tem reconhecido a validez da maioria das principais comunhões cristãs, desde o Concílio Vaticano II. Entretanto, em 2002, O Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, incentivou as conferências episcopais a reunir-se com as comunidades cristãs locais para estudar, esclarecer dúvidas e perguntas sobre a reciprocidade das práticas nas diversas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://www.zenit.org &lt;br /&gt;[ZP101119] O mundo visto de Roma / Serviço diario - 19 de novembro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-7339370470233535482?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/7339370470233535482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=7339370470233535482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7339370470233535482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7339370470233535482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/11/bispos-dos-eua-assinam-acordo-sobre.html' title='Bispos dos EUA assinam acordo sobre batismo com igrejas protestantes'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-7402406208598472032</id><published>2010-11-21T18:59:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T19:01:20.074-08:00</updated><title type='text'>Ecumenismo não é “negociar acordo”, diz Papa</title><content type='html'>Discurso ao Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O diálogo ecumênico não tem os objetivos “políticos” de chegar a “compromissos aceitáveis” entre as diferentes confissões cristãs, mas “à unidade na verdade”, assegura Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pontífice fez essa afirmação nessa quinta-feira, no discurso que dirigiu aos participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, que celebra seus 50 anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda em presença de novas situações problemáticas ou de pontos difíceis para o diálogo, a meta do caminho ecumênico continua imutável, como também o firme empenho em persegui-la”, disse o Santo Padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não se trata, no entanto, de um empenho segundo categorias, por assim dizer, políticas, em que entram em jogo a capacidade de negociar ou a maior capacidade de encontrar compromissos, pelo que se poderia esperar, como bons mediadores, que após um certo tempo se chegasse a acordos aceitáveis para todos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ação ecumênica tem um duplo movimento” – afirmou –. De um lado está “a busca convencida, apaixonada e tenaz para encontrar toda a unidade na verdade, para idear modelos de unidade, para iluminar oposições e pontos obscuros para alcançar a unidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E isso no necessário diálogo teológico, mas sobretudo na oração e na penitência, nesse ecumenismo espiritual que constitui o coração latente de todo o caminho: a unidade dos cristãos é e continua sendo, oração, habita na oração.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, citou “outro movimento operativo, que surge da firme consciência de que nós não sabemos a hora da realização da unidade entre todos os discípulos de Cristo e não a podemos conhecer, porque a unidade não ‘a fazemos nós’, Deus ‘a faz’: vem do alto, da unidade do Pai com o Filho no diálogo de amor que é o Espírito Santo; é um tomar parte na unidade divina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Papa, “isso não deve fazer diminuir nosso compromisso, ao contrário, deve nos tornar cada vez mais atentos a captar os sinais dos tempos do Senhor, sabendo reconhecer com gratidão o que já nos une e trabalhando para que se consolide e cresça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao concluir, o bispo de Roma reconheceu que “também no caminho ecumênico se trata de deixar para Deus o que é unicamente seu e de explorar, com seriedade, constância e dedicação, o que é tarefa nossa, tendo em conta que ao nosso compromisso pertencem os binômios de atuar e sofrer, de atividade e paciência, de cansaço e alegria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://www.zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-7402406208598472032?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/7402406208598472032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=7402406208598472032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7402406208598472032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7402406208598472032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/11/ecumenismo-nao-e-negociar-acordo-diz.html' title='Ecumenismo não é “negociar acordo”, diz Papa'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-57088878918652494</id><published>2010-11-21T18:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T18:50:21.721-08:00</updated><title type='text'>Por que questões das origens são tão importantes?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/TOnaDft7GAI/AAAAAAAAACI/r32Xux9NlmA/s1600/9_1.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/TOnaDft7GAI/AAAAAAAAACI/r32Xux9NlmA/s320/9_1.1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542200570044684290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O PhD em Física, Bejnamim Clausen, falou sobre o tema Por que questões das origens são tão importantes? e apresentou as seguintes razões: está nos noticiários; é relevante para os cristãos e ajuda na forma como lidamos com os problemas causados pelo mal.  Em sua explanação sobre como compreeender os males existentes no mundo, Clausen disse que "pela encarnação o mal foi sentido por Deus e por um longo tempo.   O exemplo da cruz nos mostra como Deus sofre com o mal por um longo período. Ele experimenta as cosias ruins e sofre junto com a gente. A renovação da natureza é uma forma como Deus lida com o probelma mal", declarou o físico.&lt;br /&gt;http://www.forigens.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-57088878918652494?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/57088878918652494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=57088878918652494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/57088878918652494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/57088878918652494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/11/por-que-questoes-das-origens-sao-tao_21.html' title='Por que questões das origens são tão importantes?'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/TOnaDft7GAI/AAAAAAAAACI/r32Xux9NlmA/s72-c/9_1.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-8005295594390465848</id><published>2010-11-21T18:45:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T18:46:50.703-08:00</updated><title type='text'>Por que questões das origens são tão importantes?</title><content type='html'>O PhD em Física, Bejnamim Clausen, falou sobre o tema Por que questões das origens são tão importantes? e apresentou as seguintes razões: está nos noticiários; é relevante para os cristãos e ajuda na forma como lidamos com os problemas causados pelo mal.  Em sua explanação sobre como compreeender os males existentes no mundo, Clausen disse que "pela encarnação o mal foi sentido por Deus e por um longo tempo.   O exemplo da cruz nos mostra como Deus sofre com o mal por um longo período. Ele experimenta as cosias ruins e sofre junto com a gente. A renovação da natureza é uma forma como Deus lida com o probelma mal", declarou o físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:http://www.forigens.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-8005295594390465848?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/8005295594390465848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=8005295594390465848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8005295594390465848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8005295594390465848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/11/por-que-questoes-das-origens-sao-tao.html' title='Por que questões das origens são tão importantes?'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4263100719398376757</id><published>2010-11-21T18:43:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T18:45:38.368-08:00</updated><title type='text'>Como os ocidentais vêem a criação</title><content type='html'>Torres em sua palestra, apresentou o tema Como os ocidentais vêem a criação, enfatizando como os relatos sobre a criação circulavam no ociente, nos primórdios, valendo-se da utilização do alfabeto grego.  Nisto, se destacou Hesíodo.  Milton Torres também concentrou-se em Platão mostrando que foi ele quem fez o primeiro esforço, verdadeiramente, filosófico para explicar a criação. &lt;br /&gt;"Platão descobriu que Deus é pai de tudo, de todos nós, poeta e criador, criou tudo, mas que é impossível contar isso a todos". "Se todas as coisas foram criadas" - dizia ele - "existe uma causa para tanto". Ele atribuiu essa causa a Deus, afirmou Torres. O professor também acrescentou que Platão fez uma descrição munuciosa de todo o processo da criação, sendo um relato bem mais meticuloso e articulado que o relato bíblico e foi feito há 500 anos antes de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:http://www.forigens.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4263100719398376757?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4263100719398376757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4263100719398376757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4263100719398376757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4263100719398376757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/11/como-os-ocidentais-veem-criacao.html' title='Como os ocidentais vêem a criação'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-543987382150464025</id><published>2010-03-01T05:17:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T05:18:23.222-08:00</updated><title type='text'>CIÊNCIA E FÉ – Parte I - Aula do dia: 18/06/2009 - Matéria</title><content type='html'>Aula do dia: 18/06/2009 - Matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;CIÊNCIA E FÉ – Parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A fé e a razão são as duas asas com as quais o espírito humano alça vôo para contemplar a verdade” (João Paulo II, Fides et ratio, 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ciência verdadeira contrariamente a arriscadas afirmações do século passado, quanto mais avança tanto mais descobre Deus, como se Ele estivesse vigiando à espera, por trás de cada porta que a ciência abre...”. (Pio XII, 1951)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa Pio XII na encíclica “Humani generis” de 12.08.1950:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Magistério da Igreja não proíbe que, em conformidade com o atual estado das ciências e da teologia, seja objeto de pesquisas e de discussões, por parte dos competentes em ambos os campos, a doutrina do evolucionismo, enquanto ela investiga a origem do corpo humano, que proviria de matéria orgânica preexistente (a fé católica nos obriga a professar que as almas são criadas imediatamente por Deus). Isto, porém, deve ser feito de tal maneira que as razões das duas opiniões, isto é, da que é favorável e da que é contrária ao evolucionismo, sejam ponderadas e julgadas com a necessária seriedade, moderação, justa medida e contanto que todos estejam dispostos a se sujeitarem ao juízo da Igreja, à qual Cristo confiou o ofício de interpretar autenticamente a S. Escritura e de defender os dogmas da fé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas ateus: Daniel Dennett, Richard Dawkins, Sam Harris, e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Francis Collins, Diretor do “Projeto Genoma Humano”, dos EUA. Em 2001, foi responsável pelo mapeamento do DNA humano. É o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo, autor do livro “The Language of God” (A Linguagem de Deus), conta como deixou de ser “ateu insolente” para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. Ele afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus. O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está além do mundo natural”. (Revista Veja, Edição n. 1992 de 24 jan 07)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu acredito na Ressurreição. Também acredito na Virgem Maria e em milagres. A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PALAVRA DA IGREJA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constituição Pastoral Gaudium et Spes : “Se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se do mesmo Deus. Mais ainda: Aquele que tenta perscrutar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disto não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo que elas sejam o que são.” (GS, 36)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. Agostinho quem o diz: Sermão, 126,3: "Eleva o olhar racional, usa os olhos como homem, contempla o céu e a terra, os ornamentos do céu, a fecundidade da terra, o voar das aves, o nadar dos peixes, a força das sementes, a su¬cessão das estações. Considera bem os seres criados e busca o seu Criador. Presta atenção no que vês e procura quem não vês. Crê naque¬le que não vês, por causa das realidades que vês. E não julgues que é pelo meu sermão que és assim exortado. Ouve o Apóstolo que diz: “As perfeições invisíveis de Deus tornaram-se visíveis, desde a criação do mundo, pelos seres por ele criados” (Rom 1,20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concilio Vaticano I (1870) afirmou o conhecimento natural de Deus, contra a agnosticismo, o fideísmo e o tradicionalismo:&lt;br /&gt;“A mesma santa Mãe Igreja sustenta e ensi¬na que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas, “pois sua realidade invisível tornou-se inteligível desde a criação do mun¬do, através das criaturas"' (Rm 1,20).( Dz 1785 – Dz S 3004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E contra o racionalismo:&lt;br /&gt;"Todavia, aprouve à sua sabedoria e bonda¬de revelar ao gênero humano, por outra via, sobrenatural, a Si mes¬mo e os eternos desígnios de sua vontade, como diz o Apóstolo: “Outro¬ra, muitas vezes e de muitas modos, Deus falou aos pais pelas Profetas; no período final, em que estamos, Ele nos falou pelo Filho" (Hb 1,1-2). (Dz 1785- DzS 3004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Concílio mostrou a harmonia entre a fé e a razão:&lt;br /&gt;"Na verdade, quando a razão, iluminada pela fé, busca, cuidadosamente, com piedade e prudência, então consegue, com a ajuda de Deus, uma certa inteligência muito frutuosa dos mistérios, seja pela analogia com que conheço pela via natural, seja pela cone¬xão de uns mistérios com outros e com o fim último do homem; contudo, nunca chegará a penetrar neles como verdades que constituem seu ob¬jeto próprio. Pois os mistérios divinos, por sua natureza, ultrapassam tanto a inteligência criada que, mesmo transmitidas pela revelação e aceitos pela fé; continuam, contudo, recobertos pelo véu da fé e como que envol¬tos em certa obscuridade, enquanto nesta vida mortal “peregrinamos para o Senhor; pois caminhamos na fé e não na visão” (2Cor 5,65)". (Dz 1796- DzS 3016)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não só a fé e a razão nunca podem entre si discordar, mas elas se auxiliam mutuamente. Eis que a reta razão demonstra os fundamentos da fé e, iluminada com a luz da fé, se dedica à ciência das coisas divinas. Também a fé livra e protege a razão de erros e a instrui com múltiplos conhecimentos. Pelo que, longe de por obstácu¬los ao cultivo das artes e disciplinas humanas, a fé as ajuda e promove de muitas formas. Pois não ignora nem desconsidera (a Igreja) as vanta¬gens que delas dimanam para a vida humana; mais, confessa-as como sendo “de Deus, Senhor das ciências” (IRs 2,3); conduzem a Deus como ajuda da graça, se tratadas convenientemente. A Igreja não proíbe que essas disciplinas, cada qual em sou campo, utilizam os princípios e méto¬dos que lhes são próprias; mas, reconhecendo esta justa liberdade, com cuidado rigoroso procura evitar que nelas se introduzam erros contrários ao ensino divino ou que, ultrapassando suas próprias fronteiras, invadam e perturbem o campo da fé". (Dz 1799- DzS 3019)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Define-se o racionalismo como consta do Sílabo de Pio IX:&lt;br /&gt;“É a doutrina segundo a qual a razão humana é o árbitro do verdadeiro e do falso, do bem e do mal, sem qualquer consideração a Deus. Ela é lei para si mesma, e, por suas capacidades naturais, basta para prover ao bem dos homens e dos povos”. (Dz 1703 – DzS 2903).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o Concílio do Vaticano I, o racionalismo absoluto é a doutrina segundo a qual “a razão humana é tão independente que Deus não lhe pode exigir a fé” (Dz 1610 – DzS 3031), donde, não haver lugar para a revelação divina. O princípio do racionalismo é o da absoluta autonomia da razão. Como supremo árbitro, a razão deve julgar o que é verdade, o que é falso ou simplesmente simbólico na Escritura Sagrada” (idib. P. 201).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academias Pontifícias do Vaticano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontifícia Academia das Ciências&lt;br /&gt;Pontifícia Academia das Ciências Sociais&lt;br /&gt;Pontifícia Academia Para a Vida&lt;br /&gt;- 29 Prêmios Nobel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa João Paulo II, em 24 de outubro de 2004, nomeou dois cientistas, pioneiros da física, para membros da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano:&lt;br /&gt;1 – Dr. William D. Phillips, professor de Física na Universidade de Maryland, líder do Grupo de esfriamento com laser da Divisão de Física Atômica do “National Institute of Standards and Technology” (NIST) de Gaithersburg (Estados Unidos). Em 1997 recebeu o Prêmio Nobel em Física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Professor de origem indiana Dr. Veerabhadran (Ram) Ramanatham, nascido em Chennai (Índia), é professor de ciências da atmosfera na Universidade da Califórnia (San Diego) e diretor do Centro para as Ciências da Atmosfera da “Scripps Institution of Oceanography”, La Jolla (Estados Unidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encíclica Fé e razão – Papa João Paulo II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientificismo - só valoriza as teses das ciências positivas e nenospreza o conhecimento religioso e o saber ético: estes seriam do domínio da imaginação ou do irracional. A conseqüência desta posição é que tudo quanto se pode realizar no plano da tecnologia é admissível no plano da Moral (Cf. nº 88).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pragmatismo - que tudo julga em função da sua utilidade ou de suas aplicações práticas excluindo o recurso a reflexões abstratas e avaliações éticas. Estas concepções tem tido muita voga na política: há certas formas de democracia que julgam a viabilidade ética de determinado comportamento com base apenas no voto da maioria parlamentar: a vida humana é valorizada tão somente pela sua capacidade de produzir e servir; donde se seguem a legalização do aborto e da eutanásia (Cf. n. 89).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niilismo - que é a negação de qualquer verdade objetiva e a destruição da dignidade humana; a pessoa é assim levada ao desespero da solidão (Cf. n. 90).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pós-modernidade” com que alguns pensadores designam a nossa época. Para alguns filósofos, quer dizer que "o tempo das certezas está irremediavelmente ultrapassado, de modo que o homem deveria viver num mundo de total ausência de sentido, onde tudo é provisório e efêmero; assim, estariam extintas até mesmo as certezas da fé (Cf. n0- 91).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o Papa:&lt;br /&gt;“lludindo-o, vários sistemas filosóficos convenceram-no de que ele é senhor absoluto de si mesmo, que pode decidir autonomamente sobre o seu destino e a seu futuro, confiando apenas em si próprio e nas suas forças. Ora esta nunca poderá ser a grandeza do homem. Para a sua realização, será determinante apenas a opção de viver na verdade, construindo a própria casa à sombra da Sabedoria e nela habitando. Só neste horizonte da verdade poderá compreender, com toda a clareza, a sua liberdade e a sua vocação ao amor e ao conhecimento de Deus como suprema realização de si mesma" (nº 107).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas e a Fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Adolf Butenandt, prêmio Nobel em Bioquímica:&lt;br /&gt;“Com os átomos de um bilhão de estrelas, o acaso cego não conseguiria produzir sequer uma proteína útil para o ser vivo”.(A Criação não é um mito, Ed. Paulinas, SP, 1972)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac Newton (1642-1727), fundador da física clássica e descobridor da lei da gravidade:&lt;br /&gt;“A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Herschel (1738-1822), astrônomo alemão, descobridor do planeta Urano:&lt;br /&gt;“Quanto mais o campo das ciências naturais se dilata, tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma Sabedoria criadora e todo-poderosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro Volta (1745-1827), físico italiano, descobridor da pilha elétrica:&lt;br /&gt;“Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé, e [...] deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a religião acreditável a quem use apenas a sua razão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Marie Ampère (1755-1836), físico e matemático francês, católico, descobridor da lei fundamental da eletrodinâmica, cujo nome deu origem ao termo amperagem:&lt;br /&gt;“A mais persuasiva demonstração da existência de Deus depreende-se da evidente harmonia daqueles meios que asseguram a ordem do universo e pelos quais os seres vivos encontram no seu organismo tudo aquilo de que precisam para a sua subsistência, a sua reprodução e o desenvolvimento das suas virtualidades físicas e espirituais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H. C. Oersted (1777-1851), físico dinamarquês, descobridor de uma das leis do Electromagnetismo:&lt;br /&gt;“Cada análise profunda da Natureza conduz ao conhecimento de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jons Jacob Berzelius (1779-1848), químico sueco, descobridor de inúmeros elementos químicos:&lt;br /&gt;“Tudo o que se relaciona com a natureza orgânica revela uma sábia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior [...]. O homem [...] é levado a considerar as suas capacidades de pensar e calcular como imagem daquele Ser a quem ele deve sua existência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Friedrich Gauss (1777-1855), alemão, considerado por muitos como o maior matemático de todos os tempos, também astrônomo e físico:&lt;br /&gt;“Quando tocar a nossa última hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas pudemos pressentir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agustín-Louis Cauchy (1789-1857), matemático francês, que desenvolveu o cálculo infinitesimal:&lt;br /&gt;“Sou um cristão, isto é na creio na divindade de Cristo como Tycho Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Leibniz, Pascal [...], como todos os grandes astrônomos e matemáticos da Antiguidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Prescott Joule (1818-1889), físico britânico, estudioso do calor, do eletromagnetismo e descobridor da lei que leva o seu nome:&lt;br /&gt;“Nós topamos com uma grande variedade de fenômenos que [...] em linguagem inequívoca falam da sabedoria e da bendita mão do Grande Mestre das obras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernest Werner Von Siemens (1816-1892), engenheiro alemão, inventor da eletrotécnica e que trabalhou muito no ramo das telecomunicações:&lt;br /&gt;“Quanto mais fundo penetramos na harmoniosa dinâmica da natureza, tanto mais nos sentimos inspirados a uma atitude de modéstia e humildade; [...] e tanto mais se eleva a nossa admiração pela infinita Sabedoria, que penetra todas as criaturas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Thompson Kelvin (1824-1907), físico britânico, pai da termodinâmica e descobridor de muitas outras leis da natureza:&lt;br /&gt;“Estamos cercados de assombrosos testemunhos de inteligência e benévolo planejamento; eles nos mostram através de toda a natureza a obra de uma vontade livre e ensinam-nos que todos os seres vivos são dependentes de um eterno Criador soberano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. Sabatier (1854-1941), zoólogo alemão, Prêmio Nobel:&lt;br /&gt;“Querer estabelecer contradições entre as Ciências Naturais e a religião, demonstra que não se conhece a fundo ou uma ou outra dessas disciplinas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carl Gustav Jung (1875-1961), suíço, um dos fundadores da psicanálise:&lt;br /&gt;“Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão da sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva sempre deu aos seus adeptos, e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Werner Von Braun (1912-1977), físico alemão radicado nos Estados Unidos e naturalizado norte-americano, especialista em foguetes e principal diretor técnico dos programas da NASA (Explorer, Saturno e Apolo), que culminaram com a chegada do homem à lua:&lt;br /&gt;“Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos crer em Deus. Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e religião são, pois, irmãs, e não pólos antitéticos”. “Quanto mais compreendemos a complexidade da estrutura atômica, a natureza da vida ou o caminho das galáxias, tanto mais encontramos razões novas para nos assombrarmos diante dos esplendores da criação divina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Einstein (1879-1955), físico judeu alemão, criador da teoria da relatividade, Prêmio Nobel 1921:&lt;br /&gt;“Todo profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois ele não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que ele contempla. No universo, incompreensível como é, manifeste-se uma inteligência superior e ilimitada. A opinião corrente de que eu sou ateu, baseia-se sobre grande equívoco. Quem a quisesse depreender de minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max Plank (1858-1947), físico, alemão, criador da teoria dos quanta, Prêmio Nobel 1928:&lt;br /&gt;“Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências Naturais e Religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão. (Gott steht für den Gläubigen em Anfang, fur den Phystker am Ende alles Denkens)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guglielmo Marconi (1874-1937), físico italiano, inventor da telegrafia sem fio, Prêmio Nobel 1909:&lt;br /&gt;“Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como fiel cristão, mas também como cientista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Alva Edison (1847-1931), inventor no campo da Física, com mais de 2.000 patentes:&lt;br /&gt;“Tenho... enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Darwin, famoso autor da teoria da evolução:&lt;br /&gt;“Nunca neguei a existência de Deus. Creio que a teoria da evolução é plenamente conciliável com a fé em Deus. A impossibilidade de provar e compreender que o grandioso e imenso universo, assim como o homem, tiveram origem por acaso parece-me ser o argumento principal para a existência de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaire, racionalista e inimigo sagaz da fé católica, que se converteu no final da vida, foi levado a dizer:&lt;br /&gt;“O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eddington dizia que:&lt;br /&gt;“Nenhum inventor do ateísmo foi pesquisador da natureza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data Publicação: 18/06/2009&lt;br /&gt;http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESCOLA&amp;id=esc0220&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-543987382150464025?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/543987382150464025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=543987382150464025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/543987382150464025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/543987382150464025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/03/ciencia-e-fe-parte-i-aula-do-dia.html' title='CIÊNCIA E FÉ – Parte I - Aula do dia: 18/06/2009 - Matéria'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-2097462898703751062</id><published>2010-03-01T05:16:00.001-08:00</published><updated>2010-03-01T05:17:27.466-08:00</updated><title type='text'>CIÊNCIA E FÉ – Parte II - Aula do dia: 20/08/2009 - Matéria</title><content type='html'>Aula do dia: 20/08/2009 - Matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;CIÊNCIA E FÉ – Parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BÍBLIA E A CIÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Evangelhos são Documentos de autenticidade cientificamente comprovada. Neles se baseia a fé católica.&lt;br /&gt;Quem provou para o mundo a autenticidade dos Evangelhos foram os próprios inimigos da Igreja Católica, os racionalistas dos séculos XVIII e XIX. Os seus adeptos, Renan, Harnack, Rousseux, Voltaire, etc., empreenderam, com grande ardor, o estudo crítico dos quatro Evangelhos, com a sede de destruí-los, e mostrar ao mundo que eles eram falsos, uma invenção da Igreja Católica, e que teriam sido forjados para apresentar Jesus como Deus e, assim, justificar a existência da Igreja Católica como guia espiritual dos homens.&lt;br /&gt;A que conclusão chegaram os racionalistas, que só acreditavam na matéria e na ciência sobre a autenticidade histórica dos Evangelhos?&lt;br /&gt;Empregando os conhecimentos da ciência, os “métodos das citações”, “das traduções”, “o método polêmico”, e outros, vasculharam todas as páginas e palavras dos Evangelhos... No entanto, a própria ciência racionalista mostrou ao mundo a autenticidade dos Evangelhos. Depois de 50 anos de trabalho chegaram à conclusão exatamente oposta a seus desejos e, por coerência científica, tiveram que afirmar como: &lt;br /&gt;Renan, racionalista da França: “Em suma, admito como autênticos os quatro Evangelhos canônicos”. (Vie de Jesus)&lt;br /&gt;Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar: “O caráter absolutamente único dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido pela crítica” (Jesus Cristo é Deus? José Antonio de Laburu, ed. Loyola, SP, 2000).&lt;br /&gt;Streeter, grande crítico inglês afirmou que: “Os Evangelhos são, pela análise crítica, os que detém a mais privilegiada posição que existe” ( idem).&lt;br /&gt;Os mais exigentes críticos racionalistas do século XIX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar: “As sete oitavas partes do conteúdo verbal do Novo Testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte do texto” (idem).&lt;br /&gt;Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer a veracidade histórica, científica, dos Evangelhos: “Trabalhamos 50 anos febrilmente para extrair pedras da cantaria que sirvam de pedestal à Igreja Católica?” (ibidem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão os originais dos Evangelhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram-nos as cópias (manuscritos) antigas desses originais, que são os papiros, os códices unciais (escritos em caracteres maiúsculos sobre pergaminho), os códices minúsculos (escritos mais tarde em caracteres minúsculos) e os lecionários (textos para uso litúrgico).&lt;br /&gt;Conhecem-se cerca de 5236 manuscritos (cópias) do texto original grego do Novo Testamento, comprovados como autênticos pelos especialistas. Estão assim distribuídos: 81 papiros; 266 códices maiúsculos; 2754 códices minúsculos e 2135 lecionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Os papiros são os mais antigos testemunhos do texto do Novo Testamento. Estão assim distribuídos pelo mundo:&lt;br /&gt;Número - Conteúdo - Local - Data (Século.)&lt;br /&gt;p1 - Evangelhos - Filadélfia (USA) - III&lt;br /&gt;p2 - Evangelhos - Florença (Itália) - VI&lt;br /&gt;p3 - Evangelhos - Viena (Áustria) - VI - VII&lt;br /&gt;p4 - Evangelhos - Paris - III&lt;br /&gt;p5 - Evangelhos - Londres - III&lt;br /&gt;p6 - Evangelhos - Estrasburgo - IV&lt;br /&gt;p7 - Atos - Berlim - IV&lt;br /&gt;Em resumo, existem 76 papiros do texto original do Novo Testamento. Acham-se ainda em:&lt;br /&gt;Leningrado (p11, p68),&lt;br /&gt;Cairo (p15, p16),&lt;br /&gt;Oxford (p19), &lt;br /&gt;Cambridge (p27),&lt;br /&gt;Heidelberg (p40),&lt;br /&gt;Nova York (p59, p60, p61),&lt;br /&gt;Gênova (p72, p74, p75),...&lt;br /&gt;Desses papiros alguns são do ano 200, o que é muito importante, já que o Evangelho de São João foi escrito por volta do ano 100. É, por exemplo, do ano 200, aproximadamente, o papiro 67, guardado em Barcelona.&lt;br /&gt;O mais antigo de todos é o papiro de Rylands, conservado em Manchester (Inglaterra) sob a sigla P. Ryl. Gk. 457; do ano 120 aproximadamente, e contém os versículos de João 18,31-33.37.38.&lt;br /&gt;Ora, se observarmos que o Evangelho de S. João foi escrito por volta do ano 100, verificamos que temos um manuscrito que é, então, cópia do próprio original.&lt;br /&gt;As pequenas variações encontradas nessas cinco mil cópias são meramente gramaticais ou sintáticas e que não alteram o seu conteúdo. Os estudiosos, analisando este grande número de manuscritos antigos, concluem que é possível reconstruir a face autêntica original do Novo Testamento, que é o que hoje usamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Os códices unciais são verdadeiros livros de grande formato, escritos em caracteres maiúsculos (unciais). Uncial vem de “uncia”, polegada em latim. Eis a relação de alguns deles:&lt;br /&gt;Códice - Conteúdo - Local - Data (Séc.)&lt;br /&gt;Aleph 01 - N.T. - Londres - IV&lt;br /&gt;(Sinaítico)&lt;br /&gt;A 02 - N.T. - Londres - V&lt;br /&gt;(Alexandrino)&lt;br /&gt;B 03 - N.T. - Roma - IV&lt;br /&gt;(Vaticano) (menos Ap.)&lt;br /&gt;C 04 - N.T. - Paris - V&lt;br /&gt;(Efrém rescrito)&lt;br /&gt;D 05 - Evangelhos - Cambridge - VI&lt;br /&gt;(Beza) Atos&lt;br /&gt;D 06 - Paulo - Paris - VI&lt;br /&gt;(Claromantono)&lt;br /&gt;Há mais de duzentos códices unciais, espalhados por Moscou (K 018; V 031; 036); Utrecht (F 09); Leningrado (P 025); Washington (W 032); Monte Athos (H 015; 044); São Galo (037) ...&lt;br /&gt;A pesquisa e o estudo dos manuscritos do Novo Testamento não dependem de concessão do Vaticano, pela simples razão que a sua maioria não está em posse da Igreja. Só há um código datado do século IV, no Vaticano. As pesquisas sempre foram realizadas independentemente da autorização da Igreja Católica, o que dissipa qualquer dúvida.&lt;br /&gt;Uma comparação muito interessante é confrontarmos esse tipo de testemunhas do texto original do Novo Testamento, com as obras dos clássicos latinos e gregos usados pela humanidade. As primeiras cópias das obras desses escritores, consideradas hoje autênticas, foram mais tardias que as primeiras cópias dos Evangelhos, e, mesmo assim são plenamente reconhecidas. Eis alguns dados conhecidos:&lt;br /&gt;Escritor (1a.cópia de sua obra) - Época do Tempo decorrido até a 1a. copia de sua obra&lt;br /&gt;Virgílio - 19 aC - 350 anos&lt;br /&gt;Tito Lívio - 17 dC - 500 anos&lt;br /&gt;Horácio - 8 aC - 900 anos&lt;br /&gt;Júlio César - 44 aC - 900 anos&lt;br /&gt;Córnélio Nepos - 32 aC - 1200 anos&lt;br /&gt;Platão - 347 aC - 1300 anos&lt;br /&gt;Tucídides - 395 aC - 1300 anos&lt;br /&gt;Eurípedes - 407 aC - 1600 anos&lt;br /&gt;A transmissão desses clássicos antigos, gregos e latinos, com total credibilidade, tiveram uma transmissão mais precária do que o Novo Testamento, com os seus mais de 5000 manuscritos, muito mais próximos de seus originais.&lt;br /&gt;As fontes dos primeiros séculos confirmam a autenticidade do Novo Testamento. Vejamos apenas uns poucos exemplos. Atente bem para as datas.&lt;br /&gt;Evangelho de Mateus - No ano 130, Pápias, Bispo de Hierápolis na Frígia, região da Ásia Menor, que foi uma das primeiras a ser evangelizada pelos Apóstolos, fala do Evangelho de São Mateus dizendo: “Mateus, por sua parte, pôs em ordem os dizeres na língua hebraica, e cada um depois os traduziu como pode” (Eusébio, bispo da Cesaréia, História da Igreja III, 39,16).&lt;br /&gt;Santo Irineu (†200): “Mateus compôs o Evangelho para os hebreus na sua língua, enquanto Pedro e Paulo em Roma pregavam o Evangelho e fundavam a Igreja.” (Adv. Haereses II, 1,1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São Marcos - É também o Bispo de Hierápolis, Pápias (†130) que dá o primeiro testemunho do Evangelho de Marcos, conforme escreve Eusébio: “Marcos, intérprete de Pedro, escreveu com exatidão, mas sem ordem, tudo aquilo que recordava das palavras e das ações do Senhor; não tinha ouvido nem seguido o Senhor, mas, mais tarde.... Ora, como Pedro ensinava, adaptando-se às várias necessidades dos ouvintes, sem se preocupar em oferecer composição ordenada das sentenças do Senhor, Marcos não nos enganou escrevendo conforme recordava; tinha somente esta preocupação, nada negligenciar do que tinha ouvido, e nada dizer de falso” (Eusébio, História da Igreja, III, 39,15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São Lucas - O Prólogo do Evangelho de S. Lucas, usado comumente no século II, dava testemunho deste Evangelho, ao dizer:&lt;br /&gt;“Lucas foi sírio de Antioquia, de profissão médica, discípulo dos apóstolos, mais tarde seguiu Paulo até a confissão (martírio) deste, servindo irrepreensivelmente o Senhor. Nunca teve esposa nem filhos; com oitenta e quatro anos morreu na Bitínia, cheio do Espírito Santo. Já tendo sido escritos os evangelhos de Mateus, na Bitínia, e de Marcos, na Itália, impelido pelo Espírito Santo, redigiu este Evangelho nas regiões da Acaia, dando a saber logo no início que os outros Evangelhos já haviam sido escritos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São João – é Santo Ireneu (†202) que dá o seu testemunho:&lt;br /&gt;“Enfim, João, o discípulo do Senhor, o mesmo que reclinou sobre o seu peito, publicou também o Evangelho quando de sua estadia em Éfeso. Ora, todos esses homens legaram a seguinte doutrina: ... Quem não lhes dá assentimento despreza os que tiveram parte com o Senhor, despreza o próprio Senhor, despreza enfim o Pai; e assim se condena a si mesmo, pois resiste e se opõe à sua salvação – e é o que fazem todos os hereges”. (Contra as heresias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma descoberta fundamental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até meados do século XX, o fragmento manuscrito mais antigo dos Evangelhos que se conhecia, era o Papiro 52 (p52), chamado de John Rylands 457, por estar guardado na John Ryland’s Library de Manchester, Inglaterra. Apresenta trecho de Jo 18, 31-33, 37-38; escrito no Egito por volta de 125.&lt;br /&gt;Este papiro foi encontrado no Egito e publicado pela primeira vez em 1935 por C. H. Roberts. Pelo estudo dele os estudiosos puderam afirmar que a redação do Evangelho segundo S. João se deu no fim do século I. Como ele foi redigido em Éfeso (Ásia Menor), devemos admitir que deve ter levado uns 25 anos para passar da Ásia Menor para o Egito.&lt;br /&gt;Na década de 1960 foi descoberto um fragmento do Evangelho de S. Marcos, redigido por volta do ano 50.&lt;br /&gt;Em 1962 três arqueólogos publicaram a notícia de suas pesquisas realizadas em pequenas grutas do deserto de Qumran, próximo do Mar Morto. Chamava-lhes a atenção especialmente a gruta nº 7 (7Q). Eram estes os manuscritos encontrados em 7Q:&lt;br /&gt;7Q1. identificado com Ex. 28, 4-6.&lt;br /&gt;7Q2. identificado com Baruque 6 (carta de Jeremias), versículos 43n-44.&lt;br /&gt;Havia outros dezesseis manuscritos, que ficaram não identificados, até que em 1972 o papirólogo espanhol José O’Callaghan concluiu seus estudos ( Papiros neotestamentarios en la cueva 7 de Qumram ? em “Bíblica” 53 (1972) pp. 91-100 ):&lt;br /&gt;7Q4 = 1 Timóteo 3, 16; 4, 1-3;&lt;br /&gt;7Q5 = Marcos 6, 52-53;&lt;br /&gt;7Q6= Marcos 4, 28;&lt;br /&gt;7Q6= Atos dos Apóstolos 27,38;&lt;br /&gt;7Q7 = Marcos 12,17;&lt;br /&gt;7Q8 = Tiago 1, 23-24;&lt;br /&gt;7Q9 = Romanos 5, 11-12;&lt;br /&gt;7Q10= 2 Pedro 1, 15;&lt;br /&gt;7Q15= Marcos 6, 48.&lt;br /&gt;(Fonte: “Pergunte e Responderemos”, Nº 288 – Ano : 1986 – pág. 194)&lt;br /&gt;Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, diz: “A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, eles têm Deus como Autor e nesta sua qualidade foram confiados à Igreja” (DV,11).&lt;br /&gt;O Catecismo da Igreja afirma com segurança:&lt;br /&gt;“A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até ao dia que foi elevado” (n° 126).&lt;br /&gt;Data Publicação: 20/08/2009&lt;br /&gt;http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESCOLA&amp;id=esc0230&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-2097462898703751062?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/2097462898703751062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=2097462898703751062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/2097462898703751062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/2097462898703751062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/03/ciencia-e-fe-parte-ii-aula-do-dia.html' title='CIÊNCIA E FÉ – Parte II - Aula do dia: 20/08/2009 - Matéria'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-6654255781017962242</id><published>2010-03-01T05:08:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T05:09:35.833-08:00</updated><title type='text'>CIÊNCIA E FÉ – Parte III - Aula do dia: 27/08/2009 - Matéria</title><content type='html'>Aula do dia: 27/08/2009 - Matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;CIÊNCIA E FÉ – Parte III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIÊNCIA E MORAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei natural é a base da Moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§1979 – A lei natural é imutável, permanece através da história. As regras que a exprimem são substancialmente sempre válidas. Ela é uma base necessária para a edificação das regras morais e para a lei civil.&lt;br /&gt;§1954 – A lei natural exprime o sentido moral original, que permite ao homem discernir, pela razão, o que é o bem e o mal, a verdade e a mentira. “A lei natural se acha escrita e gravada na alma de todos e cada um dos homens porque ela é a razão humana ordenando fazer o bem e proibindo pecar. (...) Mas esta prescrição da razão não poderia ter força de lei se não fosse a voz e o intérprete de uma razão mais alta, a qual nosso espírito nossa liberdade devem submeter-se” (Leão XIII, enc. Libertas praestantissimum).&lt;br /&gt;§1955 – A lei “divina e natural” (GS 89,1)... está exposta, em seus principais preceitos, no Decálogo. “A lei natural outra coisa não é senão a luz da inteligência posta em nós por Deus. Por ela conhecemos o que se deve fazer e o que se deve evitar. Esta luz ou esta lei, deu-a Deus à criação” (S. Tomás de Aquino, Decem praec. 1).&lt;br /&gt;§2294 – É ilusório reivindicar a neutralidade moral da pesquisa científica e de suas aplicações. Além disso, os critérios de orientação não podem ser deduzidos nem da simples eficácia técnica nem da utilidade que possa derivar daí para uns em detrimento dos outros, nem muito menos das ideologias dominantes.&lt;br /&gt;§1956 – Presente no coração de cada homem e estabelecida pela razão, a lei natural é universal em seus preceitos, e sua autoridade se estende a todos os homens. Ela exprime a dignidade da pessoa e determina a base de seus direitos e de seus deveres fundamentais:&lt;br /&gt;Cícero: “Existe sem dúvida uma verdadeira lei: é a reta razão. Conforme à natureza, difundida em todos os homens, ela é imutável e eterna; suas ordens chamam ao dever; suas proibições afastam do pecado.(...) É um sacrilégio substituí-la por uma lei contrária; é proibido não aplicar uma de suas disposições; quanto a ab-rogá-la inteiramente, ninguém tem a possibilidade de fazê-lo” (Cicero, Rep. 3, 22, 33) .&lt;br /&gt;S. Agostinho - “O roubo é certamente punido por vossa lei, Senhor, e pela lei escrita no coração do homem e que nem mesmo a iniquidade consegue apagar” (S. Agostinho, Conf. 2,4,9).&lt;br /&gt;§1960 – Os preceitos da lei natural não são percebidos por todos de maneira clara e imediata. Na atual situação, a graça e a revelação nos são necessárias, como pecadores que somos, para que as verdades religiosas e morais possam ser conhecidas “por todos e sem dificuldade, com firme certeza e sem mistura de erro” (DF, c.2, DS: 3005; Pio XII, enc. HG: DS 3876).&lt;br /&gt;§1713 – O homem é obrigado a seguir a lei moral que o chama a “fazer o bem e evitar o mal” (GS 16). Esta lei ressoa em sua consciência.&lt;br /&gt;§1759 – “Não se pode justificar uma ação má, embora feita com boa intenção ” (S. Tomás de Aquino, Decem. prec. 6). O fim não justifica os meios.&lt;br /&gt;§2032 – A Igreja, “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), “recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de pregar a verdade da salvação” (LG 17). “Compete à Igreja anunciar sempre e por toda parte os princípios morais, mesmo referentes à ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer questão humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas” (CDC, cân. 747,2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inseminação artificial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2376 – As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem “o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um através do outro” (CDF, instr. DV, 2,1).&lt;br /&gt;§2377 – Praticadas entre o casal, essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que “remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Uma tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos” (CDF, instr. DV, II,741,5). “A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos... Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa” (CDF, instr. DV, II,4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moribundos - morte iminente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2279 – Mesmo quando a morte é considerada iminente, os cuidados comumente devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos. O emprego de analgésicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, ainda que com risco de abreviar seus dias, pode ser moralmente conforme à dignidade humana se a morte não é desejada, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevitável. Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta razão devem ser encorajados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa Científica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2292 – As experiências científicas, médicas ou psicológicas em pessoas ou grupos humanos podem concorrer para a cura dos doentes e para o progresso da saúde pública.&lt;br /&gt;§2293 – A pesquisa científica de base, como a pesquisa aplicada, constituem uma expressão significativa do domínio do homem sobre a criação. A ciência e a técnica são recursos preciosos que são colocados a serviço do homem e promovem o desenvolvimento integral em benefício de todos; contudo não podem indicar sozinhas o sentido da existência e do progresso humano. A ciência e a técnica estão ordenadas para o homem, do qual provêm a sua origem e crescimento; portanto, encontram na pessoa e em seus valores morais a indicação de sua finalidade e a consciência de seus limites.&lt;br /&gt;§2295 – As pesquisas ou experiências no ser humano não podem legitimar atos em si mesmos contrários à dignidade das pessoas e à lei moral. O consentimento eventual dos sujeitos não justifica tais atos. A experiência em seres humanos não é moralmente legítima se fizer a vida ou a integridade física e psíquica do sujeito correrem riscos desproporcionais ou evitáveis. A experiência em seres humanos não atende aos requisitos da dignidade da pessoa se além disso ocorrer sem o consentimento explícito do sujeito ou de seus representantes legais.&lt;br /&gt;§2301- A autópsia de cadáveres pode ser moralmente admitida por motivos de investigação legal ou de pesquisa científica. A doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória. A Igreja permite a incineração se esta não manifestar uma posição contrária à fé na ressurreição dos corpos(CDC, cân. 1176,3).&lt;br /&gt;§2296 - O transplante de órgãos não é moralmente aceitável se o doador ou seus representantes legais não deram para isso explícito consentimento. O transplante de órgãos é conforme à moral e pode ser meritório se os perigos e os riscos físicos e psíquicos a que se expõe o doador são proporcionais ao bem que se busca no destinatário. É moralmente inadmissível provocar diretamente a mutilação que venha a tornar alguém inválido ou a morte de um ser humano, mesmo que seja para retardar a morte de outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controle da natalidade – contracepção - método natural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2370 – A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e nos recursos aos períodos infecundos (HV 16) estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam os corpos dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar possível a procriação.”(HV, 14)&lt;br /&gt;§2368 - Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.&lt;br /&gt;§2369 - “Salvaguardando esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriativo, o ato sexual conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (HV 12).&lt;br /&gt;§2399 –A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eutanásia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2276 – Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas para levarem uma vida tão normal quanto possível.&lt;br /&gt;§2277 – Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inadmissível. Assim, uma ação ou uma omissão que, em si ou na intenção, gera a morte a fim de suprimir a dor, constitui um assassinato gravemente contrário a dignidade da pessoa humana e ao respeito pelo Deus vivo, seu Criador. O erro de juízo no qual se pode ter caído de boa-fé não muda a natureza deste ato assassino, que sempre deve ser proscrito e excluído (SDF, decl. Iura et bona, 1980).&lt;br /&gt;§2278 – A interrupção de procedimentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou desproporcionais aos resultados esperados pode ser legítima. É a rejeição da “obstinação terapêutica”. Não se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se não pode impedi-la. As decisões devem ser tomadas pelo paciente, se tiver a competência e a capacidade para isso; caso contrário, pelos que têm direitos legais, respeitando sempre a vontade razoável e os interesses legítimos do paciente.&lt;br /&gt;§2279 – Mesmo quando a morte é considerada iminente, os cuidados comumente devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos. O emprego de analgésicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, ainda que o risco de abreviar seus dias, pode ser moralmente conforme à dignidade humana se a morte não é desejada, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevitável. Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta razão devem ser encorajados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embrião humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2270 - A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida (CDF, instr. DV 1,1) Antes mesmo de te formares no ventre materno eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei (Jr 1,5; Jó 10,8-12; Sl 22,10-11).&lt;br /&gt;§2274 - O diagnóstico pré-natal é moralmente lícito “se respeitar a vida e a integridade do embrião e do feto humano, e se está orientado para sua salvaguarda ou a sua cura individual... Está gravemente em oposição com a lei moral quando prevê, em função dos resultados, a eventualidade de provocar um aborto. Um diagnóstico não deve ser o equivalente de uma sentença de morte”. (CDF, const. Donum vitae,3)&lt;br /&gt;“Devem ser consideradas como lícitas as intervenções sobre o embrião humano quando respeitarem a vida e a integridade do embrião e não acarretarem para ele riscos desproporcionados, mas visem à sua cura, à melhora de suas condições de saúde ou à sua sobrevivência individual”. (CDF, const. Donum vitae,1,3)&lt;br /&gt;“É imoral produzir embriões humanos destinados a serem explorados como material biológico disponível”. (CDF, const. Donum vitae,1,5)&lt;br /&gt;§2275 -“Certas tentativas de intervenção sobre o patrimônio cromossômico ou genético não são terapêuticas mas tendem à produção de seres humanos selecionados segundo o sexo e outras qualidades preestabelecidas. Essas manipulações são contrárias à dignidade pessoal do ser humano, à sua integridade e à sua identidade” única, não reiterável. (CDF, const. Donum vitae,1,6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esterilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2375 - As pesquisas que visam a diminuir a esterilidade humana devem ser estimuladas, sob a condição de serem colocadas “a serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projeto e a vontade de Deus (CDF, instr. DV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data Publicação: 27/08/2009&lt;br /&gt; Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESCOLA&amp;id=esc0232&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-6654255781017962242?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/6654255781017962242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=6654255781017962242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/6654255781017962242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/6654255781017962242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/03/ciencia-e-fe-parte-iii-aula-do-dia.html' title='CIÊNCIA E FÉ – Parte III - Aula do dia: 27/08/2009 - Matéria'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4682710118235045290</id><published>2010-03-01T05:07:00.001-08:00</published><updated>2010-03-01T05:08:02.250-08:00</updated><title type='text'>Crônicas romanas  BBC e sua inclinação anticatólica</title><content type='html'>Crônicas romanas  BBC e sua inclinação anticatólica &lt;br /&gt;ZENIT&lt;br /&gt;O mundo visto de Roma&lt;br /&gt;Serviço diario - 24 de fevereiro de 2010&lt;br /&gt;Santa Sé&lt;br /&gt;BBC e sua inclinação anticatólica&lt;br /&gt;Seu diretor Mark Thompson defende postura da emissora&lt;br /&gt;Por Edward Pentin&lt;br /&gt;ROMA, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- A British Broadcasting Corporation (BBC) não é conhecida precisamente por seu grande amor à Igreja Católica.&lt;br /&gt;Ainda que tenha reputação mundial pela alta qualidade de sua programação, essa rede financiada principalmente pelo Estado é muitas vezes acusada de tratar da Igreja e da fé católica, no melhor dos casos, de modo injusto.&lt;br /&gt;Essa acusação pode se sustentar em muitos exemplos, começando por alguns programas dos últimos dez anos que são blasfemos e altamente ofensivos para os católicos.&lt;br /&gt;Em 2003, a BBC transmitiu -com grande audiência internacional- um documentário intitulado “O Sexo e a Cidade Santa”, que desfigurava intencionalmente a Igreja e seus ensinamentos sobre preservativos e Aids. Dois anos depois, transmitiu “Jerry Springer the Opera”, um programa blasfemo e muito ofensivo que ridicularizava Jesus e a fé.&lt;br /&gt;Pouco antes, a BBC gastou dois milhões de libras (3,3 milhões de dólares) em um programa chamado “Popetown” - uma série animada sobre o Vaticano que ridicularizava a Igreja e continha cenas de difamação. Devido aos protestos, o programa foi proibido na Grã-Bretanha, mas continuou em DVD.&lt;br /&gt;A BBC também tem sido acusada de cometer erros em outras áreas quando se trata do catolicismo. A perseguição de católicos no Oriente Médio ou Ásia, raramente recebe sua cobertura ou uma atenção adequada. O bom e imenso trabalho dos sacerdotes, religiosos ou leigos católicos feito pelo mundo é normalmente ignorado; e a inestimável contribuição da Igreja à cultura ocidental tende-se a desacreditar, centrando-se nos pecados do passado dos membros da Igreja.&lt;br /&gt;Também se culpa a BBC de ser tendenciosamente anticatólica nos temas mais sutis. As mesas de debate, as informações das notícias e os artigos em seu website tendem a focar no sensacionalismo; habitualmente incluem também contribuições de figuras laicas ou de católicos dissidentes, mas são raras as ocasiões de católicos praticantes que explicariam adequadamente os ensinamentos da Igreja.&lt;br /&gt;O tratamento do clero por parte da emissora implica com não pouca frequência perguntas de apresentadores que mostram desprezo e desdém e que parecem considerá-los culpados até que se prove o contrário. Stephen Glover, colunista de jornais britânico e não católico, descreveu como um entrevistador televisivo da BBC, submetendo a interrogatório em 2007 o arcebispo inglês Vicent Nichols, "o tratava como um membro de alguma seita extrema, interrompendo-o continuamente, e se dirigia a ele como se pensasse que fosse tolo".&lt;br /&gt;Preconceito tendencioso&lt;br /&gt;A maior parte desse espírito tendencioso é atribuída ao modo do pensamento predominantemente laico na emissora, que abraça ou simpatiza com a cultura da morte, seja o aborto, o feminismo radical, a agenda homossexual, a eutanásia ou a ciência imoral como a pesquisa com células tronco embrionárias.&lt;br /&gt;“A BBC”, escreveu uma vez Glover, “representa um consenso materialista e mecânico, que rejeitou Deus, e se ilude que a ciência é capaz de fornecer uma explicação completa da existência”.&lt;br /&gt;Mesmo um dos jornalistas mais conhecidos da BBC, Andrew Marr, admitiu a dificuldade que a emissora tem na hora de fazer uma cobertura não tendenciosa.&lt;br /&gt;“A BBC não é imparcial ou neutra”, dizia em uma reunião secreta de executivos da BBC em 2006. “É uma organização urbana financiada com dinheiro do público, com um número anormalmente grande de pessoas jovens, minorias étnicas e gays. Tem uma tendência liberal e nem tanto uma tendência política liberal. Pode ser melhor expressa como uma tendência cultural liberal”.&lt;br /&gt;Na mesma reunião, um executivo veterano da BBC, segundo citava a imprensa britânica, disse que havia “um reconhecimento generalizado de que temos ido longe de mais em relação ao politicamente correto” e que a maior parte dessa mentalidade está “tão profundamente enraizada na cultura da BBC que é muito difícil mudar”.&lt;br /&gt;Também se informou de que “quase todos” naquele encontro estavam de acordo em que a Bíblia poderia ser jogada em uma lixeira durante uma comédia televisiva, mas não o Alcorão, por medo de ofender os muçulmanos.&lt;br /&gt;A resposta de seu diretor&lt;br /&gt;Os diretores da BBC, em público, rejeitaram a maior parte das denúncias sobre seu viés anticatolicismo. Há algumas semanas, Mark Thompson, diretor geral da emissora - na prática, seu redator chefe - deu uma palestra na Universidade Pontíficia da Santa Cruz, em Roma, sobre o tema “Transmissão e sociedade civil”.&lt;br /&gt;Foi decepcionante e, talvez, revelador que seu discurso não mencionava de modo algum a religião, mas o foco foi a atuação da BBC como uma emissora estatal e independente, e como uma futura adaptação promete oferecer programas de melhor qualidade.&lt;br /&gt;Mas durante a sessão posterior, de perguntas e respostas, admitiu que “pode acontecer” de um certo preconceito anticatólico em relação a cobertura de notícias, ainda que a BBC procure passar uma “imagem adequada”.&lt;br /&gt;Em seguida, deu alguns exemplos de documentários da BBC e da cobertura ao vivo da Igreja, desde o funeral do cardeal Basil Hume, antigo arcebispo de Westminster, até a exposição na Grã-Bretanha das relíquias de Santa Teresa de Lisieux.&lt;br /&gt;Perguntaram se ele acredita que a BBC tende a favorecer uma ideologia oposta à doutrina da Igreja, e respondeu: Não, de verdade não”, e recordou outro programa, dessa vez sobre a Paixão de Cristo, na Páscoa de 2008.&lt;br /&gt;A advertência de sua mãe&lt;br /&gt;Essa não é a primeira vez que ele enfrentou essas críticas. Falando sobre o tema das transmissões religiosas em uma conferência em Londres em 2008, Thompson, que é católico, recordava que sua mãe mexeu a cabeça quando foi dito que seu filho havia sido nomeado diretor geral. “A BBC é anticatólica e anti-Deus”, disse ela com palavras claras.&lt;br /&gt;Mas tais etiquetas anti-Deus, explicou em sua audiência em Londres, “não são muito comuns, inclusive não são inteiramente verdadeiras”. Ele afirmou que, naturalmente, dentro da BBC há muita gente “que tem um ponto de vista bastante cético a respeito da religião”, mas também se podem encontrar “milhares de pessoas para quem a religião tem um papel central na vida”. Ele defendeu uma cobertura religião como “fé e experiência de vida” e não como uma história ou tema "incomum".&lt;br /&gt;Mas mesmo sob sua direção, caiu a cobertura televisiva dada pela BBC aos assuntos religiosos, das 177 horas em 1987-88 para 155 horas em 2007-08. O órgão do governo da Igreja da Inglaterra, o Sínodo Geral, recentemente debateu se a BBC marginaliza o cristianismo, tratando-o como uma espécie de “show anormal” ou uma “espécie rara” para se estudar em um programa sobre a natureza.&lt;br /&gt;Marginalização&lt;br /&gt;Em sua conferência em Roma, Thompson afirmava que não abordava a religião especificamente porque não queria colocá-la em uma categoria especial, preferindo, pelo contrário, incluir a religião em seus comentários de história, conhecimento e cultura. Ainda assim, essa posição corre o risco de deixar a religião ainda mais de lado. E talvez seja essa uma das razões da BBC raramente emitir programas sobre uma fé em particular. Em vez disso, faz um agrupamento das religiões em uma confusão relativista.&lt;br /&gt;Um sacerdote, depois de ouvir a conferência de Thompson, perguntou: “Por que não há programas dedicados a cada religião, por exemplo, um formado por um grupo de teólogos católicos discutindo o papel das obras na justificação, um outro de muçulmanos discutindo sobre a interpretação do Alcorão?”.&lt;br /&gt;Falando depois com ZENIT, Thompson parecia aberto a ter um diálogo honesto com a Igreja e escutar as ideias para melhorar a programação. O principal propósito de sua visita era se encontrar com o Santo Padre e com representantes do Vaticano para falar sobre a visita do Papa à Grã-Bretanha no final deste ano”.&lt;br /&gt;Um sinal de esperança, ainda que restem muitas dúvidas sobre até que ponto a diretoria da BBC leve genuinamente a sério a Igreja.&lt;br /&gt;Se algum leitor deseja propor ideias a Mark Thompson sobre como melhorar a cobertura da Igreja por parte da BBC, pode me enviar um e-mail que darei as indicações para lhe fazer chegar (epentin@zenit.org).&lt;br /&gt;Envie a um amigo | Imprima esta notícia&lt;br /&gt;top&lt;br /&gt;ZENIT é uma agência internacional de informação.&lt;br /&gt;Visite nossa página: http://www.zenit.org&lt;br /&gt;Para assinatura / cancelar assinatura visite: http://www.zenit.org/portuguese/subscribe.html&lt;br /&gt;Para presentear ZENIT, sem nenhum custo: http://www.zenit.org/portuguese/presente.html&lt;br /&gt;Para qualquer informação: http://www.zenit.org/portuguese/mensagens.html&lt;br /&gt;* * * * * * * * * * * * * * * * &lt;br /&gt;A reprodução dos serviço de ZENIT necessitam da permissão expressa do editor:&lt;br /&gt;http://www.zenit.org/portuguese/permissao.html&lt;br /&gt;(c) Innovative Media Inc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4682710118235045290?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4682710118235045290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4682710118235045290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4682710118235045290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4682710118235045290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/03/cronicas-romanas-bbc-e-sua-inclinacao.html' title='Crônicas romanas  BBC e sua inclinação anticatólica'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1652464238592504708</id><published>2010-03-01T05:06:00.001-08:00</published><updated>2010-03-01T05:07:05.361-08:00</updated><title type='text'>Os Papas da Igreja nos 2000 anos</title><content type='html'>Os Papas da Igreja nos 2000 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sagrado Magistério da Igreja é dirigido pelo Papa, sucessor de Pedro, Cabeça visível do Corpo de Cristo. A história dos papas é, de certo modo, a história da própria Igreja. Apresentamos em seguida a relação dos Papas, desde Pedro até João Paulo II, conforme publicação oficial do Vaticano. Apresentamos também a relação dos 37 anti´papas; foram eleitos sem legitimidade. Esta longa cadeia de 265 Papas da Igreja católica é uma prova inequívoca da Instituição divina do papado, por Cristo, afim de manter a unidade da Igreja e da sua doutrina. Somente a graça de Deus poderia manter esta sucessão ininterrupta de papas, apesar de toda a miséria humana, da qual eles não foram isentos. Nenhuma instituição humana teve tão longa vida e estabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. 42´67 ´ S.PEDRO, de Betsaida (Galiléia), morou na cidade de Antioquia e depois foi a Roma (42), onde morreu mártir no ano 67.&lt;br /&gt;2. 67´76 ´ S. LINO, de Volterra, Toscana&lt;br /&gt;3. 77´88 ´ S. CLETO ou ANACLETO, romano&lt;br /&gt;4. 89´98 ´ S. CLEMENTE I, romano&lt;br /&gt;5. 98´105 ´ S. EVARISTO, grego&lt;br /&gt;6. 105´115 ´ S.ALEXANDRE I, romano&lt;br /&gt;7. 115´125 ´ S. SISTO I, romano&lt;br /&gt;8. 125´136 ´ S. TELÉSFORO, grego&lt;br /&gt;9. 137´140 ´ S. HIGINO, grego&lt;br /&gt;10. 140´155 ´ S. PIO I, de Aquiléia, Itália&lt;br /&gt;11. 155´166 ´ S. ANICETO, Sírio&lt;br /&gt;12. 166´175 ´ S. SOTERO, de Fondi&lt;br /&gt;13. 175´189 ´ S. ELEUTÉRIO, de Nicópolis, Grécia&lt;br /&gt;14. 189´199 ´ S. VÍTOR I, africano&lt;br /&gt;15. 199´217 ´ S. ZEFERINO, romano&lt;br /&gt;16. 217´222 ´ S.CALISTO I, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Hipólito (217´235)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. 222´230 ´ S. URBANO I, romano&lt;br /&gt;18. 230´235 ´ S. PONCIANO, romano&lt;br /&gt;19. 235´236 ´ S. ANTERO, grego&lt;br /&gt;20. 236´250 ´ S. FABIANO, romano&lt;br /&gt;21. 251´253 ´ S. CORNÉLIO, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa Novaciano (251)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. 253´254 ´ S. LÚCIO I, romano&lt;br /&gt;23. 254´257 ´ S. ESTÊVÃO I, romano&lt;br /&gt;24. 257´258 ´ S. SISTO II, grego&lt;br /&gt;25. 259´268 ´ S. DIONÍSIO, grego&lt;br /&gt;26. 269´274 ´ S. FÉLIX, romano&lt;br /&gt;27. 275´283 ´ S. EUTIQUIANO, de Luni, Toscana&lt;br /&gt;28. 283´296 ´ S. CAIO, Dalmácia (hoje, Iugoslávia)&lt;br /&gt;29. 296´304 ´ S.MARCELINO, romano&lt;br /&gt;30. 307´309 ´ S. MARCELO I, romano&lt;br /&gt;31. 309´310 ´ S. EUSÉBIO, grego&lt;br /&gt;32. 311´314 ´ S. MELQUÍADES, africano&lt;br /&gt;33. 314´335 ´ S. SILVESTRE I, romano&lt;br /&gt;34. 336 ´ S. MARCOS, romano&lt;br /&gt;35. 337´352 ´ S. JÚLIO I, romano &lt;br /&gt;36. 352´366 ´ S. LIBÉRIO, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Félix II (355´ 365) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. 366´384 ´ S. DÂMASO I, espanhol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Ursino (366´367)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. 385´398 ´S. SIRÍCIO, romano&lt;br /&gt;39. 399´401 ´ S. ANASTÁCIO I, romano&lt;br /&gt;40. 401´417 ´ S. INOCÊNCIO I, de Roma&lt;br /&gt;41. 417´418 ´ S. ZÓSIMO, grego&lt;br /&gt;42. 418´422 ´ S. BONIFÁCIO I, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Eulálio (418´419)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. 422´432 ´ S. CELESTINO I, sul da Itália&lt;br /&gt;44. 432´440 ´ S. SISTO III, romano&lt;br /&gt;45. 440´461 ´ S. LEÃO I, (Magno), da Túscia (perto de Roma)&lt;br /&gt;46. 461´468 ´ S . HILÁRIO, Sardenha&lt;br /&gt;47. 468´483 ´ S. SIMPLÍCIO, de Tívoli (Roma)&lt;br /&gt;48. 483´492 ´ S. FÉLIX III, romano&lt;br /&gt;49. 492´496 ´ S. GELÁSIO I, africano&lt;br /&gt;50. 496´498 ´ S. ANASTÁCIO II, romano&lt;br /&gt;51. 498´514 ´ S. SÍMACO, da Sardenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Lourenço (498´505)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. 514´523 ´ S. HORMISDAS,de Frisinone&lt;br /&gt;53. 523´526 ´ S. JOÃO I, da Túscia&lt;br /&gt;54. 526´530 ´ S. FÉLIX IV, do Sannio (Roma)&lt;br /&gt;55. 530´532 ´ BONIFÁCIO II, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Dióscoro (530)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56. 533´535 ´ JOÃO II, romano&lt;br /&gt;57. 535´536 ´ S.AGAPITO I, romano&lt;br /&gt;58. 535´540 ´ S. SILVÉRIO, de Frosinone&lt;br /&gt;59. 540´555 ´ VIRGÍLIO, romano&lt;br /&gt;60. 556´561 ´ PELÁGIO I, romano&lt;br /&gt;61. 561´573 ´ JOÃO III, romano&lt;br /&gt;62. 574´578 ´ BENTO I, romano&lt;br /&gt;63. 578´590 ´ PELÁGIO II, romano&lt;br /&gt;64. 590´604 ´ S. GREGÓRIO I, Gregório Magno, romano&lt;br /&gt;65. 605´606 ´ SABINIANO, de Túsculo´Roma&lt;br /&gt;66. 607 ´ BONIFÁCIO III, romano&lt;br /&gt;67. 608´615 ´ S. BONIFÁCIO IV, de Valéria dei Marzi&lt;br /&gt;68. 615´618 ´ S. ADEODATO I, romano&lt;br /&gt;69. 619´625 ´ BONIFÁCIO V, Nápoles&lt;br /&gt;70. 625´638 ´ HONÓRIO I, Campânia&lt;br /&gt;71. 640 ´ SEVERINO, romano&lt;br /&gt;72. 640´642 ´ JOÃO IV, dálmata&lt;br /&gt;73. 642´649 ´ TEODORO I, grego&lt;br /&gt;74. 649´655 ´ S. MARTINHO I, de Todi&lt;br /&gt;75. 655´657 ´ S. EUGÊNIO I, romano&lt;br /&gt;76. 657´672 ´ S. VITALIANO, de Segni&lt;br /&gt;77. 672´676 ´ ADEODATO II, romano&lt;br /&gt;78. 676´678 ´ DONO, romano&lt;br /&gt;79. 678´681 ´ S. AGATÃO, siciliano&lt;br /&gt;80. 682´683 ´ S. LEÃO II, siciliano&lt;br /&gt;81. 684´685 ´ S. BENTO II, romano&lt;br /&gt;82. 685´686 ´ JOÃO V, da Síria&lt;br /&gt;83. 686´687 ´ CÓNON, grego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapas:Teododoro (687), Pascoal (687´692)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;84. 687´701 ´ S. SÉRGIO I, da Síria&lt;br /&gt;85. 701´705 ´ JOÃO VI, grego&lt;br /&gt;86. 705´707 ´ JOÃO VII, grego&lt;br /&gt;87. 708 ´ SISÍNIO, da Síria&lt;br /&gt;88. 708´715 ´ CONSTANTINO, da Síria&lt;br /&gt;89. 715´731 ´ S.GREGÓRIO II, romano&lt;br /&gt;90. 731´741 ´ S. GREGÓRIO III, Síria&lt;br /&gt;91. 741´752 ´ S. ZACARIAS, grego&lt;br /&gt;92. 752 ´ ESTÊVÃO, romano&lt;br /&gt;93. 752´757 ´ S.ESTÊVÃO II (III), romano&lt;br /&gt;94. 757´767 ´ S. PAULO I, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapas: Constantino II (767´768) ´ Filipe (768)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;95. 768´772 ´ S. ESTÊVÃO III (IV), siciliano&lt;br /&gt;96. 772´795 ´ ADRIANO I, romano&lt;br /&gt;97. 795´816 ´ S.LEÃO III, romano&lt;br /&gt;98. 816´817 ´ S. ESTÊVÃO IV, (V), romano&lt;br /&gt;99. 917´824 ´ S. PASCOAL I, romano&lt;br /&gt;100. 824´827 ´ EUGÊNIO II, romano&lt;br /&gt;101. 827 ´ VALENTIM, romano&lt;br /&gt;102. 827´844 ´ GREGÓRIO IV, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: João (844)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;103. 844´847 ´ SÉRGIO II, romano&lt;br /&gt;104. 847´855 ´ S.LEÃO IV, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Anastácio (855)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;105. 855´858 ´ BENTO III, romano&lt;br /&gt;106. 858´867 ´ S. NICOLAU I, romano&lt;br /&gt;107. 867´872 ´ ADRIANO III, romano&lt;br /&gt;108. 872´882 ´ JOÃO VIII, romano&lt;br /&gt;109. 882´884 ´ MARINO I, de Gallese&lt;br /&gt;110. 884´885 ´ ADRIANO III, romano&lt;br /&gt;111. 885´891 ´ ESTÊVÃO V (VI), romano&lt;br /&gt;112. 891´896 ´ FORMOSO, romano&lt;br /&gt;113. 896 ´ BONIFÁCIO VI, de Gallese&lt;br /&gt;114. 896´897 ´ ESTÊVÃO VI (VII), romano&lt;br /&gt;115. 897 ´ ROMANO, de Gallese&lt;br /&gt;116. 897 ´ TEODORO II, romano&lt;br /&gt;117. 898´900 ´ JOÃO IX, de Tívoli&lt;br /&gt;118. 900´903 ´ BENTO IV, romano&lt;br /&gt;119. 903 ´ LEÃO V, de Árdea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Cristóvão (903´904)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;120. 904´911 ´ SÉRGIO III, romano&lt;br /&gt;121. 911´913 ´ ANASTÁCIO III, romano&lt;br /&gt;122. 913´914 ´ LÂNDON, de Sabina (Lácio)&lt;br /&gt;123. 914´928 ´ JOÃO X, de Ravena&lt;br /&gt;124. 928´929 ´ LEÃO VI, romano&lt;br /&gt;125. 929´931 ´ ESTÊVÃO VII (VIII), romano&lt;br /&gt;126. 931´935 ´ JOÃO XI, romano&lt;br /&gt;127. 936´939 ´ LEÃO VII, romano&lt;br /&gt;128. 939´942 ´ ESTÊVÃO VIII (IX), romano &lt;br /&gt;129. 942´946 ´ MARINO II, romano&lt;br /&gt;130. 946´955 ´ AGAPITO II, romano&lt;br /&gt;131. 955´963 ´ JOÃO XII, romano&lt;br /&gt;132. 963´964 ´ LEÃO VIII, romano&lt;br /&gt;133. 964´965 ´ BENTO V, romano&lt;br /&gt;134. 965´972 ´ JOÃO XIII, romano&lt;br /&gt;135. 973´974 ´ BENTO VI, romano&lt;br /&gt;Antipapa: Bonifácio VII (974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;136. 975´983 ´ BENTO VII, romano&lt;br /&gt;137. 983´984 ´ JOÃO XIV, de Pavia&lt;br /&gt;138. 985´996 ´ JOÃO XV, romano&lt;br /&gt;139. 996´999 ´ GREGÓRIO V, de Caríntia, Alemanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: João XVI (997´ 998)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;140. 999´1003 ´ SILVESTRE II, francês&lt;br /&gt;141. 1003 ´ JOÃO XVII, romano&lt;br /&gt;142. 1003´1009 ´ JOÃO XVIII, de Áscoli Piceno&lt;br /&gt;143. 1009´1012 ´ SÉRGIO IV, romano&lt;br /&gt;144. 1012´1024 ´ BENTO VIII, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Gregório (1012)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;145. 1024´1032 ´ JOÃO XIX, romano&lt;br /&gt;146. 1033´1044 ´ BENTO IX, romano (primeiro pontificado)&lt;br /&gt;147. 1045 ´ SILVESTRE III, romano&lt;br /&gt;148. 1045 ´ BENTO IX, romano (segundo Pontificado)&lt;br /&gt;149. 1045´1046 ´ GREGÓRIO VI, romano&lt;br /&gt;150. 1046´1047 ´ CLEMENTE II, alemão&lt;br /&gt;151. 1047´1048 ´ BENTO IX (terceiro pontificado)&lt;br /&gt;152. 1048 ´ DÂMASO II, alemão&lt;br /&gt;153. 1049´1054 ´ S. LEÃO IX, de Egisheim, Alemanha&lt;br /&gt;154. 1054´1057 ´ VÍTOR II, de Dollestein, Alemanha&lt;br /&gt;155. 1057´1058 ´ ESTÊVÃO IX (X), de Lorena, Alemanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Bento X (1058)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;156. 1059´1061 ´ NICOLAU II, de Borgonha, França&lt;br /&gt;157. 1061´1073 ´ ALEXANDRE II, Milão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Honório II (1061´1072)&lt;br /&gt;158. 1073´1085 ´ S. GREGÓRIO VII, de Soana, perto de Sena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: CLEMENTE III (1080 e 1084´1100)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;159. 1086´1087 ´ B.VÍTOR III, de Benevento&lt;br /&gt;160. 1088´1099 ´ B.URBANO II, francês&lt;br /&gt;161. 1099´1118 ´ PASCOAL II, de Viterbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Teodorico (1100´1102), &lt;br /&gt;Alberto (1102), Silvestre IV (1105´1111)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;162. 1118´1119 ´ GELÁSIO II, de Gaeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Gregório VIII (1118´1121)&lt;br /&gt;163. 1119´1124 ´ CALISTO II, de Borganha, França&lt;br /&gt;164. 1124´1130 ´ HONÓRIO II, de Ímola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Celestino II, (1124)&lt;br /&gt;165. 1130´1143 ´ INOCÊNCIO II, romano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapas: Anacleto II (1130´1138), Vítor IV (1138)&lt;br /&gt;166. 1143´1144 ´ CELESTINO II, de Cittá di Castello&lt;br /&gt;167. 1144´1145 ´ LÚCIO II, de Bolonha&lt;br /&gt;168. 1145´1153 ´ B.EUGÊNIO III, de Pisa&lt;br /&gt;169. 1153´1154 ´ ANASTÁCIO IV, romano&lt;br /&gt;170. 1154´1159 ´ ADRIANO IV, inglês&lt;br /&gt;171. 1159´1181 ´ ALEXANDRE III, Sena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapas: Vítor IV (1159´1164); Pascoal III (1164´1168); Calisto III (1168´1178); InocêncioIII (1179´1180)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;172. 1181´1185 ´ LÚCIO III, de Lucca&lt;br /&gt;173. 1185´1187 ´ URBANO III, de Milão&lt;br /&gt;174. 1187 ´ GREGÓRIO VIII, de Benevento&lt;br /&gt;175. 1187´1191 ´ CLEMENTE III, romano&lt;br /&gt;176. 1191´1198 ´ CELESTINO III, romano&lt;br /&gt;177. 1198´1216 ´ INOCÊNCIO III, Anagni&lt;br /&gt;178. 1216´1227 ´ HONÓRIO III, romano&lt;br /&gt;179. 1227´1241 ´ GREGÓRIO IX, Anagni&lt;br /&gt;180. 1241 ´ CELESTINO IV, Milão&lt;br /&gt;181. 1243´1254 ´ INOCÊNCIO IV, de Gênova&lt;br /&gt;182. 1254´1261 ´ ALEXANDRE IV, de Anagni&lt;br /&gt;183. 1261´1264 ´ URBANO IV, francês&lt;br /&gt;184. 1265´1268 ´ CLEMENTE IV, francês&lt;br /&gt;185. 1271´1276 ´ B. GREGÓRIO X, de Piacenza&lt;br /&gt;186. 1276 ´ B. INOCÊNCIO V, de Savóia, França&lt;br /&gt;187. 1276 ´ ADRIANO V, de Gênova&lt;br /&gt;188. 1276´1277 ´ JOÃO XXI, português&lt;br /&gt;189. 1277´1280 ´ NICOLAU III, romano&lt;br /&gt;190. 1281´1285 ´ MARTINHO IV, francês&lt;br /&gt;191. 1285´1287 ´ HONÓRIO IV, romano&lt;br /&gt;192. 1288´1292 ´ NICOLAU IV, de Áscoli Piceno&lt;br /&gt;193. 1294 ´ S.CELESTINO V, de Isérnia&lt;br /&gt;194. 1294´1303 ´ BONIFÁCIO VIII, de Anagni&lt;br /&gt;195. 1303´1304 ´ B.BENTO XI, de Treviso&lt;br /&gt;196. 1305´1314 ´ CLEMENTE V, francês&lt;br /&gt;197. 1316´1334 ´ JOÃO XXII, francês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Nicolau V (1328´1330)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;198. 1334´1342 ´ BENTO XII, francês&lt;br /&gt;199. 1343´1352 ´ CLEMENTE VI, francês&lt;br /&gt;200. 1352´1362 ´ INOCÊNCIO VI, francês&lt;br /&gt;201. 1362´1370 ´ B. URBANO V, francês&lt;br /&gt;202. 1370´1378 ´ GREGÓRIO XI, francês&lt;br /&gt;203. 1378´1389 ´ URBANO VI, de Nápoles&lt;br /&gt;204. 1389´1404 ´ BONIFÁCIO IX, Nápoles&lt;br /&gt;205. 1404´1406 ´ INOCÊNCIO VII, de Sulmona&lt;br /&gt;206. 1406´1417 ´ GREGÓRIO XII, veneziano&lt;br /&gt;Antipapas: Clemente VII (1378´1394);&lt;br /&gt;Bento XIII (1394´1423); Alexandre V (1409´1410);&lt;br /&gt;João XXIII (1410´1415)&lt;br /&gt;207. 1417´1431 ´ MARTINHO V, de Genazzano (Roma)&lt;br /&gt;208. 1431´1447 ´ EUGÊNIO IV, de Veneza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antipapa: Félix V (1439´1449)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;209. 1447´1455 ´ NICOLAU V, de Sarzana, Gênova&lt;br /&gt;210. 1455´1458 ´ CALISTO III, espanhol&lt;br /&gt;211. 1458´1464 ´ PIO II, de Pienza, Sena&lt;br /&gt;212. 1464´1471 ´ PAULO II, de Veneza&lt;br /&gt;213. 1471´1484 ´ SISTO IV, de Celle Lígure (Savona)&lt;br /&gt;214. 1484´1492 ´ INOCÊNCIO VIII, de Gênova&lt;br /&gt;215. 1492´1503 ´ ALEXANDRE VI, espanhol&lt;br /&gt;216. 1503 ´ PIO III, de Sena&lt;br /&gt;217. 1503´1513 ´ JÚLIO II, de Savona&lt;br /&gt;218. 1513´1521 ´ LEÃO X, de Florença&lt;br /&gt;219. 1521´1523 ´ ADRIANO VI, holandês&lt;br /&gt;220. 1523´1534 ´ CLEMENTE VII, de Florença&lt;br /&gt;221. 1534´1549 ´ PAULO III, de Viterbo&lt;br /&gt;222. 1550´1555 ´ JÚLIO III, romano&lt;br /&gt;223. 1555 ´ MARCELO II, de Montepulciano (Sena)&lt;br /&gt;224. 1555´1559 ´ PAULO IV, de Nápoles&lt;br /&gt;225. 1559´1565 ´ PIO IV, de Milão&lt;br /&gt;226. 1566´1572 ´ S. PIO V, de Bosco Marengo, perto de Alexandria, Itália&lt;br /&gt;227. 1572´1585 ´ GREGÓRIO XII, de Bolonha&lt;br /&gt;228. 1585´1590 ´ SISTO V, de Grottammare&lt;br /&gt;229. 1590 ´ URBANO VII, romano&lt;br /&gt;230. 1590´1591 ´ GREGÓRIO XIV, de Cremona&lt;br /&gt;231. 1591 ´ INOCÊNCIO IX, de Bolonha&lt;br /&gt;232. 1592´1605 ´ CLEMENTE VIII, de Florença&lt;br /&gt;233. 1605 ´ LEÃO XI, de Florença&lt;br /&gt;234. 1605´1621 ´ PAULO V, romano&lt;br /&gt;235. 1621´1623 ´ GREGÓRIO XV, de Bolonha&lt;br /&gt;236. 1623´1644 ´ URBANO VIII, de Florença&lt;br /&gt;237. 1644´1655 ´ INOCÊNCIO X, romano&lt;br /&gt;238. 1655´1667 ´ ALEXANDRE VII, de Sena&lt;br /&gt;239. 1667´1669 ´ CLEMENTE IX, de Pistóia&lt;br /&gt;240. 1670´1676 ´ CLEMENTE X, romano&lt;br /&gt;241. 1676´1689 ´ INOCÊNCIO XI, de Como&lt;br /&gt;242. 1689´1691 ´ ALEXANDRE VIII, de Veneza&lt;br /&gt;243. 1691´1700 ´ INOCÊNCIO XII, de Nápoles&lt;br /&gt;245. 1700´1721 ´ CLEMENTE XI, de Urbino&lt;br /&gt;245. 1721´1724 ´ INOCÊNCIO XIII, romano&lt;br /&gt;246. 1724´1730 ´ BENTO XIII, de Bari&lt;br /&gt;247. 1730´1740 ´ CLEMENTE XII, de Florença&lt;br /&gt;248. 1740´1758 ´ BENTO XIV, de Bolonha&lt;br /&gt;249. 1758´1769 ´ CLEMENTE XIII, e Veneza&lt;br /&gt;250. 1769´1774 ´ CLEMENTE XIV, de Forli, Rímini &lt;br /&gt;251. 1775´1799 ´ PIO VI, de Cesena&lt;br /&gt;252. 1800´1823 ´ PIO VII, de Cesena&lt;br /&gt;253. 1823´1829 ´ LEÃO XII, de Genga, Ancona&lt;br /&gt;254. 1829´1830 ´ PIO VIII, de Cíngoli, Macerata &lt;br /&gt;255. 1831´1846 ´ GREGÓRIO XVI, de Belluno&lt;br /&gt;256. 1846´1878 ´ PIO IX, de Senigallia, Ancona&lt;br /&gt;257. 1878´1903 ´ LEÃO XIII, de Carpineto&lt;br /&gt;258. 1903´1914 ´ S. PIO X, de Riese, Treviso&lt;br /&gt;259. 1914´1922 ´ BENTO XV, de Pegli, Gênova&lt;br /&gt;260. 1922´1939 ´ PIO XI, de Désio, Milão&lt;br /&gt;261. 1939´1958 ´ PIO XII, romano&lt;br /&gt;262. 1958´1963 ´ JOÃO XXIII, de Sotto il Monte, Bérgamo&lt;br /&gt;263. 1963´1978 ´ PAULO VI, de Concésio, Bréscia&lt;br /&gt;264. 1978 ´ JOÃO PAULO I, de Canale D’Agordo*, Belluno&lt;br /&gt;265. 1978 ´ JOÃO PAULO II, de Cracóvia, Polônia.&lt;br /&gt;* Canale d’Agordo chamava´se, até 1964, Forno de Canale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nacionalidade dos Papas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Italianos (211), franceses (15), gregos (14), sírios (6), alemães (6), africanos (3), espanhois (3), dálmatas (2´ iuguslavos), português (1), palestino (1), ingles (1), holandes (1), polonês (1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração dos Pontificados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais longos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pio IX 32 anos&lt;br /&gt;Leão XIII 25 anos&lt;br /&gt;Pio VI 24 anos&lt;br /&gt;Adriano I 23 anos&lt;br /&gt;Pio VII 23 anos&lt;br /&gt;Alexandre II 22 anos&lt;br /&gt;Clemente IX 21 anos&lt;br /&gt;Urbano VIII 21 anos&lt;br /&gt;S. Silvestre 21 anos&lt;br /&gt;S. Leão I (Magno) 21 anos&lt;br /&gt;S. Leão III 21 anos&lt;br /&gt;Pascoal II 19 anos&lt;br /&gt;Pio XII 19 anos&lt;br /&gt;Inocêncio II 18 anos&lt;br /&gt;João XXII 18 anos&lt;br /&gt;Bento XIV 18 anos&lt;br /&gt;Pio XI 17 anos&lt;br /&gt;Note que o Papa João Paulo II, já tem 22 anos de pontificado, estando portanto entre os onze papas que tiveram pontificados mais longos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais curtos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estevão 3 dias&lt;br /&gt;Bonifácio VI 10 dias&lt;br /&gt;Urbano VII 15 dias&lt;br /&gt;Marcelo II 20 dias&lt;br /&gt;Teodoro II 20 dias&lt;br /&gt;Celestino IV 20 dias&lt;br /&gt;Dâmaso II 20 dias&lt;br /&gt;Pio XIII 26 dias&lt;br /&gt;Leão XI 26 dias &lt;br /&gt;Adriano V 28 dias&lt;br /&gt;João Paulo I 33 dias&lt;br /&gt;Gregório VIII 57 dias&lt;br /&gt;Inocêncio IX 62 dias&lt;br /&gt;Vitor III 113 dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número de papas por século&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século Número de papas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I 5&lt;br /&gt;II 10&lt;br /&gt;III 14&lt;br /&gt;IV 10&lt;br /&gt;V 12&lt;br /&gt;VI 13&lt;br /&gt;VII 20&lt;br /&gt;VIII 13&lt;br /&gt;IX 20&lt;br /&gt;X 23&lt;br /&gt;XI 21&lt;br /&gt;XII 16&lt;br /&gt;XIII 17&lt;br /&gt;XIV 10&lt;br /&gt;XV 11&lt;br /&gt;XVI 17&lt;br /&gt;XVII 11&lt;br /&gt;XVIII 8&lt;br /&gt;XIX 6&lt;br /&gt;XX 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papas que renunciaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´ Ponciano, em 235&lt;br /&gt;´ Celestino V, em 1294&lt;br /&gt;Gregório XII, 1415 (havia sido deposto pelo Concílio de Pisa, depois renunciou espontaneamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papas que foram depostos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´ Silvério, em 537&lt;br /&gt;´ João X, em 928&lt;br /&gt;´ João XI, em 935&lt;br /&gt;´ João XII, em 963&lt;br /&gt;´ Bento V, em 964&lt;br /&gt;´ Leão VIII, em 964&lt;br /&gt;´ Gregório XII, deposto ilegalmente pelo Concílio de Pisa em 1409, abdicou em 1415.&lt;br /&gt;´ Bento IX, deposto três vezes, em 1044, 1045 e em 1047.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papas irmãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. Paulo I , sucedeu em 757 ao seu irmão S. Estevão II (III). João XIX, sucedeu em 1024 ao seu irmão Bento VIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papas que reinaram várias vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´ Bonifácio VII (antipapa), foi eleito a primeira vez em 974 e novamente eleito em 978.&lt;br /&gt;´ Bento IX (1032 ´ 1044), foi reeleito depois de ter sido deposto (1045), mais tarde foi novamente deposto e novamente reeleito (1047 ´ 1048). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=IGREJA&amp;id=igr0563&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1652464238592504708?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1652464238592504708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1652464238592504708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1652464238592504708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1652464238592504708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/03/os-papas-da-igreja-nos-2000-anos.html' title='Os Papas da Igreja nos 2000 anos'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1101825532051555150</id><published>2010-03-01T05:05:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T05:06:11.166-08:00</updated><title type='text'>A Inquisição no Brasil</title><content type='html'>A Inquisição no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Estevão Bettencourt, osb&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil nunca houve tribunal do Santo Ofício ou da Inquisição. O país achava´se sob a competência do tribunal de Lisboa. Durante o século XVI, a Inquisição agiu discretamente. São conhecidos três processos e uma visita do Santo Ofício, sem graves conseqüências. Misturavam´se, às vezes, fatos reais de índole religiosa ou político´social com faltas graves aparentes ou supostas ou tendências perniciosas no campo religioso e social. A Inquisição no Brasil foi extinta em 1774 quando o Santo Ofício foi oficialmente transformado em tribunal régio, sem autonomia ou completamente dependente da Coroa. A Inquisição de Portugal contava três distritos: Évora, Coimbra e Lisboa, tendo este a jurisdição sobre o Brasil. Seja brevemente examinado o seu funcionamento no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Século XVI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Inquisição no Brasil estivesse sob a jurisdição do Tribunal de Lisboa, não houve na colônia, em nenhuma época, um tribunal próprio. Assim sendo, os processos eram levados para a Corte. No Brasil, os Inquisidores eram os Bispos. Mas, visto o grande número de novos convertidos, foi nomeado Inquisidor Apostólico D. Antonio Barreiros. Seus poderes limitavam´se aos cristãos´novos; era´lhe recomendado usar de prudência, moderação e respeito. A ação do Santo Ofício foi discreta, sendo conhecidos três processos e uma visita do Inquisidor de Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1. Os Processos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a. Processo de Pero de Campo Tourinho, donatário da capitania de Porto Seguro, acusado de opor´se ao clero e ao Papa, e de desrespeitar as leis da Igreja. O processo iniciou´se no Brasil (1546) e terminou em Lisboa (1547). Não se sabe a conclusão. Supõe´se que o acusado tenha sido absolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b. Processo de João de Bolés (Jean Cointha, seigneur des Boulez), francês que viera com Villegaignon. Em 1557 começou a difundir doutrinas calvinistas e luteranas em São Paulo e depois na Bahia. O processo, iniciado no Brasil (1560), foi levado a Portugal, tendo João de Bolés lá chegado em 1563. Retratou´se, mas pouco depois começou novamente a difundir suas idéias, sendo então desterrado para as índias, onde foi condenado à morte, em 1572, como relapso e herege. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c. Processo do Pe. Antonio de Gouveia. Oriundo dos Açores, foi ordenado sacerdote em Portugal. Em 1555 entrou na Companhia de Jesus, sendo dela despedido tempos depois. Deu´se à necromancia e, por isto, foi acusado no Tribunal da Inquisição. Preso, fugiu em 1564. Recapturado, foi degredado para os Açores. Tendo novamente fugido, foi descoberto de 1567 e desterrado para Pernambuco. Aqui conseguiu uso de ordens, mas, continuando as atividades ´mágicas´, foi preso e enviado ao Santo Ofício de Lisboa, embarcando em 1571. Em 1575 seu processo continuava, mas a partir desta data nada mais se sabe dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2. A primeira visitação do Santo Ofício &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1591 a 1595 deu´se a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil. A causa próxima foi a passagem da Colõnia ao domínio espanhol em 1580. Como o rei da Espanha possuísse idéias mais rígidas quanto aos cristãosnovos, julgou necessária uma visita do Santo Ofício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Visitador nomeado, Heitor Furtado de Mendonça, chegou à Bahia em julho de 1591. Poucos dias depois publicou o ´Edito da Graça´, período de trinta dias (de 28/7 a 27/8) em que haveria ´muita moderação e misericórdia´ aos que fossem acusados ou se viessem acusar. Houve muitas denúncias, versando sobre suspeitas de heresia, de judaísmo, escravização dos indígenas, bigamia etc. Em 1594 o Visitador passou a Pernambuco onde, após um período de ´Graça´, iniciou as audiências, seguindo até o ano de 1595, quando retornou a Lisboa. A par de algum erro ou imprevidência, não parece ter sido severo, usando, em muitos casos, de moderação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Século XVII &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data deste século a segunda visita do Santo Ofício. Esta ocorreu entre setembro de 1618 e janeiro de 1619, sendo Inquisidor D. Marcos Teixeira. Os motivos devem prender´se à preocupação da Coroa Espanhola com os cristãos´novos, temendo que pudessem aliar´se aos holandeses, que naquele tempo pressionavam o Reino Unido. A colõnia, de fato, tornara´se lugar de refúgio e de degredo para os novos convertidos, que aqui se achavam em grande número.O Pe. Antonio Vieira, nessa época, defendeu a tolerância para com os cristãos´novos, idéia que se generalizou e continuou viva mesmo após a restauração, em 1640. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Século XVIII &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgindo as minas de ouro, para as quais ia grande número de estrangeiros de todos os Credos, a política de tolerãncia vigente no século anterior começou a mudar. Intensificou´se a ação da Inquisição no Brasil. No reinado de D. José I (1750´77), a Inquisição decaiu, chegando praticamente a anular´se. Dois fatores contribuiram para a sua queda, ambos ligados à personalidade do Marquês de Pombal. Primeiramente, o Primeiro´ministro considerou´a contrária aos interesses da Corte, embora anos antes (1761) a tivesse utilizado contra o Pe. Gabriel Malagrida, por ter este, na ocasião do terremoto de Lisboa (1755), acusado de erros morais os membros da Corte. Além disto, em virtude de um desentendimento entre Pombal e o Santo Ofício em Portugal, chegou o rei D. José I a procurar minorar a ação do Tribunal. Assim é que em 1773 foram baixadas leis que acabaram com a distinção entre cristãos´novos e outros cristãos, e que proibiam qualquer discriminação por ascendência judaica. Em 1774 o Santo Ofício foi transformado num tribunal régio, sem autonomia, completamente dependente da Coroa, o que significou na prática a sua desativação. ´Não obstante as falhas que se podem apontar contra todo e qualquer sistema repressivo, não é lícito nem honesto ver na atuação da Inquisição ou Santo Ofício somente a face negativa. Houve também vantagens para a fé e os bons costumes, evitando´se tolerância em demasia com desvantagens para a pureza da fé ou com tropelos dos mandamentos divinos, visto que a Inquisição não empregava somente a repressão, mas também a persuasão para corrigir desvios na fé ou nos costumes. Ademais, para muita gente que se deixa levar mais pelo temor que pelo amor, por muitas causas que não é o caso de abordar, toda ação coercitiva, quando psicologicamente bem orientada, pode ter seus reflexos positivos. Aliás, o Santo Ofício era, antes do mais, um tribunal eclesiástico que tinha em mente mover o culpado a reconhecer seu pecado, detestálo e prometer emenda. Só em casos de pertinácia agia com penas que variavam segundo a gravidade do delito e a renúncia ao perdão. No Brasil, felizmente, durante o século XVI, não temos a lamentar a pena capital entre os nascidos na terra, mesmo quando encaminhados ao tribunal de Lisboa´ (RUBERT, Arlindo. A Igreja no Brasil. Origem e desenvolvimento (Século XVI), vol. 1. Santa Maria, Pallotti, 1981, p. 284). &lt;br /&gt;FONTE: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=IGREJA&amp;id=deb0631&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1101825532051555150?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1101825532051555150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1101825532051555150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1101825532051555150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1101825532051555150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/03/inquisicao-no-brasil.html' title='A Inquisição no Brasil'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-896519167552065148</id><published>2010-02-12T16:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T16:32:20.600-08:00</updated><title type='text'>Veracidade dos Sinais da volta de Jesus</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Veracidade dos Sinais da volta de Jesus&lt;br /&gt;Postado No novembro 12th, 2009 por admin em Como Será o Fim do Mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinais indicam que a vinda do Salvador está realmente próxima? &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Certamente! Veja o que diz a Bíblia a respeito: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21:28.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus falou que, ao sucederem os sinais que Ele profetizou, deveríamos exultar porque a nossa redenção se aproxima. Os sinais indicam que está muito, mas muito próximo de Jesus voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns acham que o Salvador não voltará em breve “porque guerras e terremotos sempre existiram”. Porém, ao verificarem-se os dados estatísticos, veremos que tal “conclusão” não é válida, pois na época de Jesus, tais sinais não aconteciam com a mesma intensidade que hoje. Veja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doenças, desastres, furacões, incêndios, maremotos, terremotos e tufões catastróficos[1] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data Região Mortos Magnitude Comentários &lt;br /&gt;1290 27/09 Chihli, China 100.000   &lt;br /&gt;1556 23/01 Shensi, China 800.000   &lt;br /&gt;1737 11/10 Calcutá, India 200.000   &lt;br /&gt;1755 01/11 Lisboa, Portugal 70.000   &lt;br /&gt;1783 04/02 Calábria, Itália 50.000   &lt;br /&gt;1797 04/02 Quito, Equador 40.000   &lt;br /&gt;1828 12/12 Echigo, Japão 30.000   &lt;br /&gt;1868 16/08 Equador/Colômbia 70.000   &lt;br /&gt;1906 18/04 São Francisco, USA 700 8,25 Incêndio em São Francisco &lt;br /&gt;1908 28/12 Messina, Itália 120.000 7,5  &lt;br /&gt;1920 16/12 Kansu,China 180.000 8,5  &lt;br /&gt;1923 01/09 Kwanto, Japão 143.000 8,2 Incêndio em Tóquio &lt;br /&gt;1932 26/12 Kansu, China 70.000 7,6  &lt;br /&gt;1939 31/05 Quetta, India 60.000 7,5  &lt;br /&gt;1960 29/02 Agadir, Marrocos 14.000 5,9 Matou 40% da população &lt;br /&gt;1964 28/03 Alaska 131 8,6 Grande destruição &lt;br /&gt;1968 31/08 Iran 11.600 7,4 Falha superficial &lt;br /&gt;1971 09/02 San Fernando, Calif. 65 6,5 Prejuízos meio bilhão de dólares &lt;br /&gt;1972 23/12 Manágua, Nicaragua 5.000 6,2 Praticamente destruiu a capital &lt;br /&gt;1975 04/02 Haicheng, China 1.328 7,4 Foi predito &lt;br /&gt;1976 04/02 Guatemala 22.000 7,9 O falhamento rompeu cerca de  200 Km &lt;br /&gt;1976 27/07 Tangshan, China 650.000 7,6 Ocasionou o maior número de mortos neste século &lt;br /&gt;1985 18/09 México 10.000 8,1 Sérios danos na cidade do    México com  cerca de  US$3.5 bilhões de prejuízos &lt;br /&gt;1989 17/10 Loma Prieta, Cal. 57 7,1 Prejuízos da ordem de US$ 6 bilhões &lt;br /&gt;1994 17/01 Northridge, Cal. 62 6,7 Prejuízos da ordem de US$15 bilhões &lt;br /&gt;1995 16/01 Kobe, Japão 5.500 6.8 Prejuízos da ordem de US$ 100 bilhões &lt;br /&gt;2001 09/11 Nova Iorque, EUA 3.000  Atentado as Torres Gêmeas (World Trade Center) &lt;br /&gt;2004 26/12 Indonésia, Ásia 250.000  Tsunami &lt;br /&gt;2005 08 América e Europa   O clima foi o responsável por tragédias. Em Portugal, imensas áreas foram devastadas por incêndios na seca de agosto. E enchentes mataram 30 pessoas na Áustria, Suiça e Romênia. &lt;br /&gt;2005 08/27 Uttar Pradesh, Índia 800  Encefalite Japonesa ou Febre do Cérebro &lt;br /&gt;2005 08/29 New Orleans, Luisiana, EUA 1036 Ventos de até 233 Km/h Katrina, o pior furacão dos EUA nos últimos 13 anos. – 50.000 casas danificadas. Causou um prejuízo de R$500 bilhões. &lt;br /&gt;2005 09/29 Vietnã , Ásia 120  Tufão Damrey, destruiu ou danificou 10.400 casas e escolas vietnamitas, também devastou quase 120 km de diques construídos para proteger arrozais da água do mar, segundo o governo. &lt;br /&gt;2005 09/23 New Orleans, Luisiana, Texas, EUA e Golfo do México  200 KM/h  (classificação 5 na escala de furacões) Furacão Rita – deixou mais de 1 milhão de casas sem energia elétrica. Provocou incêndios em várias cidades. &lt;br /&gt;2005 10/06 Guatemala 652  Furacão Stan – cerca de 20.000 pessoas tiveram que buscar abrigo em albergues. &lt;br /&gt;2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jan-Out&lt;br /&gt; Golfo do México   Tem a segunda pior estação de furacões da história. Foram 19 tempestades até agora. &lt;br /&gt;2005 10/08 Afeganistão, Paquistão (norte), Índia e até Bangaladesh. 53.000 7.6 Terremoto. Vilas inteiras soterradas por avalanches provocadas pelo terremoto. Nas cidades do norte do país, bairros desaparecidos. &lt;br /&gt;2005 10/16 Tóquio, Japão  6.2 Terremoto &lt;br /&gt;2005 10/18 México, Cuba e Flórida  4 Furacão Vilma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época de Jesus, não ocorriam terremotos e furacões com tanta frequência e nem com tal poder de destruição como nos tempos atuais (no ano de 2005 ocorreram 12 furacões e dezenas de terremotos). Isso é uma forte evidência de que Jesus está realmente voltando para nos buscar: “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.” Lucas 21:27.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras também não ocorriam com a mesma força. Hoje, lemos sobre elas nos noticiários todos os dias. “Mais de 500 mil crianças, entre 7 e 18 anos, estão lutando atualmente em guerras em todo o mundo. A informação é da ONU.”[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intensidade dos sinais nos leva à conclusão de que algo está para acontecer. Até mesmo um professor meu de filosofia, no curso de jornalismo, confessou: “Vejam bem, a religião não é o meu objeto de estudo, mas, que há coisas estranhas acontecendo neste mundo, há.” Como disse Jesus: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.” Mateus 24:44.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo profetizou que também ocorreriam sinais astronômicos antes dEle voltar: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.” Mateus 24:29. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) O Grande Terremoto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes.” Apocalipse 6:12-13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este terremoto ocorreu em 1o de novembro de 1755. Destruiu Lisboa e atingiu três continentes. Foi apontado pelo geólogo J. Nurse como o maior terremoto da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) “O Dia Escuro” de 19 de maio de 1780&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim denominado em razão da extraordinária escuridão naquele dia – estendeu-se por toda a Nova Inglaterra (América do Norte). A escuridão começou cerca de 10h da manhã e continuou até a metade da noite seguinte, porém, com diferenças de graduação em diversos lugares. A verdadeira causa daquele extraordinário fenômeno não é conhecida.”[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse dia escuro não foi um eclipse. Isso é comprovado astronomicamente. Veja esse relato: “Que as trevas não foram causadas por um eclipse é manifesto pelas diferentes posições dos planetas de nosso sistema nessa ocasião; pois a lua estava a mais de cento e cinquenta graus do sol neste dia.”[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) A Lua tornou-se como sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, cientistas, meteorologistas e curiosos acompanhavam aquela singular escuridão e, de súbito, a Lua reapareceu no formato de um enorme “disco de sangue”. Cristo disse que seria assim e, dessa forma, aconteceu. O maior astrônomo da época, William Herschell, testemunha ocular desse fato, assim se manifestou: “O dia escuro da América do Norte foi um fenômeno maravilhoso da natureza, cujo relato será lido com interesse, e que nenhuma filosofia jamais saberá explicar.”[5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Queda de estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este acontecimento foi apontado por Cristo como a referência astronômica que viria após o escurecimento do Sol e da perda da claridade natural da Lua (que se tornou em sangue). Disse Jesus em Mateus 24:29: “… as estrelas cairão do firmamento…” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, Cristo fazia referência às chamadas “estrelas cadentes”. Vamos ver um dos muitos testemunhos que existem sobre tal evento: “Provavelmente o mais notável chuveiro meteórico até hoje visto foi o de Leônidas na noite que seguiu a 12 de novembro de 1833 (13 de novembro). Algumas estações meteorológicas estimam em mais de 200.000 meteoros por hora, durante cerca de cinco ou seis horas.”[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que impressionante! Até os astros nos dizem que Jesus está voltando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja que dos sinais preditos por Jesus em Mateus 24, todos já se cumpriram; falta apenas um (que já está em andamento), que é a pregação do evangelho em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação ao Tsunami[7], nas palavras de Jesus, em Mateus 24 e Lucas 21, vemos implícita em Sua previsão o que aconteceu no dia 26 de dezembro de 2004. Deus conhece todas as coisas. Nada O surpreende. Há coisas estranhas que Ele permite e tolera; outras, envia como condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maremoto que se abateu sobre o sudeste asiático foi consequência de uma desordem ampla e profunda, ocorrida pelo nosso planeta. Veja o seguinte texto do livro Patriarcas e Profetas, págs. 108 e 109:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo [por ocasião do Dilúvio] imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. O carvão e o óleo frequentemente se acendem e queimam debaixo da superfície da Terra. Assim as rochas são aquecidas, queimada a pedra de cal, e derretido o minério de ferro. A ação da água sobre o cal aumenta a fúria do intenso calor, e determina os terremotos, vulcões e violentas erupções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais surpreendente desse ocorrido na Ásia é que nenhum animal foi morto pelas ondas, pois todos eles se refugiaram em algum lugar seguro. Pena que os seres humanos não perceberam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos ter uma visão caótica do fim do mundo, muito pelo contrário. A nossa visão é de uma intervenção divina nos assuntos humanos, quando Deus irá transformar nosso Planeta em seu estado original como era antes de o pecado fazer parte da nossa natureza. Não fomos criados para viver nesta condição na qual estamos; fomos feitos para a felicidade, santidade e eternidade. Devemos nos alegrar com o fato de que logo Jesus irá terminar com o mal e todas as consequências ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, prepare-se para se encontrar com seu Senhor, pois logo Ele virá: “Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará.” Hebreus 10:37.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leandro Soares de Quadros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consultor e conselheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;[1] Disponível no site da Universidade de Brasília: www.unb.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Este dado foi extraído da Revista Época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Vocabulary of Names of Noted, de Webster. Citado em Daniel and Revelation, de Urias Smith, págs. 441 e 443.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Dr. Samuel Stearns, no Independent Chronicle, Boston, 22 de Junho de 1780.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Marcelo I, Fayard, em Hacia la Edad de Oro, pág. 271.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Charles A. Young, Astronomy Manual, pág. 469.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Rubens Lessa. Revista Adventista – Fev. 2005 – Editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:http://www.ofimdomundo.com.br/veracidade-dos-sinais-da-volta-de-jesus/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-896519167552065148?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/896519167552065148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=896519167552065148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/896519167552065148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/896519167552065148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/02/veracidade-dos-sinais-da-volta-de-jesus.html' title='Veracidade dos Sinais da volta de Jesus'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-3470331402442959342</id><published>2010-02-12T16:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T16:29:38.179-08:00</updated><title type='text'>Deus pode impedir as tragédias do fim dos tempos?</title><content type='html'>Deus pode impedir as tragédias do fim dos tempos?&lt;br /&gt;Postado No novembro 12th, 2009 por admin em Como Será o Fim do Mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bíblia, encontramos que muitas vezes Deus interviu pelo seu povo. Acontecimentos como o dilúvio, o livramento do povo hebreu dos Egípcios, a queda de Jericó, enfim, tudo mostra que Deus está nos dirigindo, que Ele age na vida das pessoas que confiam nEle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos dias, lendo as profecias bíblicas, vemos que Jesus irá voltar, com grande clamor de Trombeta; virá para julgar a terra, para dessa forma dar fim à maldade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mateus 24:30-31)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, muitas pessoas sofrem por causa de doenças, problemas familiares, vícios. São tantos os males deste século que somos tentados a pensar que Deus não se preocupa conosco. Mas Ele separou um dia em que irá julgar a terra, e neste dia a maldade terminará para todos quantos estiverem em Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande esperança da volta de Jesus é a grande alegria que deve ser proclamada, pois será o fim da tristeza, do sofrimento, para aqueles que permanecerem nEle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Coríntios 15:19 RA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante, no entanto, que estejamos preparados para a sua volta. Deus pode operar maravilhas em nossa vida, grandes feitos. O Senhor pode até operar o milagre maior, que é transformar nosso coração mau, de pedra, em um coração de carne. Mas existe algo que Deus não vai fazer. Ele não vai nos obrigar a estar ao lado dEle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a você decidir estar sempre ao lado de Cristo, não importa o que aconteça. Somente você pode fazer esta escolha para sua vida, ninguém mais. Mesmo que venham provações, dificuldades, podemos ter a certeza que com Deus podemos ser vencedores sempre, e quando Jesus voltar, iremos com Ele ao Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33 Comparar com Mateus 19:29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, devemos saber que Deus pode todas as coisas; contudo, precisamos ter em mente que as tragédias que virão nesses últimos dias são conseqüência da desobediência e do pecado (a maior de todas as tragédias), e que logo deixarão de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:http://www.ofimdomundo.com.br/deus-pode-impedir-as-tragedias-do-fim-dos-tempos/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-3470331402442959342?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/3470331402442959342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=3470331402442959342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/3470331402442959342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/3470331402442959342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/02/deus-pode-impedir-as-tragedias-do-fim.html' title='Deus pode impedir as tragédias do fim dos tempos?'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1634489570254428986</id><published>2010-02-12T16:23:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T16:24:22.891-08:00</updated><title type='text'>Arquivos secretos vaticanos sobre 2ª Guerra Mundial serão publicados</title><content type='html'>Arquivos secretos vaticanos sobre 2ª Guerra Mundial serão publicados&lt;br /&gt;O Vaticano aceita a proposta da “Pave the Way Foundation”&lt;br /&gt;Por Jesús Colina&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Em breve estará disponível na internet, para acesso gratuito, uma quantidade imensa de documentos da Santa Sé relativos à 2ª Guerra Mundial.&lt;br /&gt;A iniciativa acontece em resposta, por parte do Vaticano, a uma petição da Pave the Way Foundation (PTWF) para digitalizar e publicar 5.125 documentos dos Arquivos Secretos Vaticanos, datados entre março de 1939 e maio de 1945.&lt;br /&gt;Gary Krupp, fundador e presidente da Pave the Way Foundation, anunciou oficialmente a Zenit: “As Actes et Documents du Saint Siège relatifs a la Seconde Guerre Mondiale (Atas e Documentos da Santa Sede relativos à 2ª Guerra Mundial) estarão disponíveis em breve para o estudo mundial online, sem custo algum”.&lt;br /&gt;Os documentos estarão disponíveis tanto no site da Pave the Way Foundation (www.ptwf.org) como no do Vaticano (www.vatican.va), revela Krupp.&lt;br /&gt;A Pave the Way Foundation é uma organização surgida para eliminar os obstáculos entre religiões, fomentar a cooperação e acabar com o abuso da religião para fins partidaristas.&lt;br /&gt;“No desenvolvimento da nossa missão, constatamos que o papado de Pio XII (Eugenio Pacelli) durante a 2ª Guerra Mundial é um motivo de atritos, provocando um impacto em mais de um bilhão de pessoas. A controvérsia se centra em se ele fez o suficiente para prevenir o massacre dos judeus nas mãos dos nazistas”, reconhece Krupp, judeu de Nova York.&lt;br /&gt;“Nossa investigação revelou que, cinco anos depois da morte de Pio XII, os serviços secretos soviéticos, o KGB, organizaram um complô para desacreditar seu inimigo, a Igreja Católica, chamado Seat 12. Um truque sujo, que condenou o Papa Pio XII pelo seu ‘silêncio’ durante o Holocausto, baseado na obra de teatro ‘O vigário’, de Rolf Hochhuth, em 1963”, acrescenta o fundador.&lt;br /&gt;O Papa Paulo VI, em 1964, pediu a uma equipe de três historiadores jesuítas – os padres Pierre Blet, Burkhart Schneider e Angelo Martini – que realizasse uma intensa investigação para procurar documentos relevantes dos anos da guerra, na seção não aberta ao público do Arquivo Secreto Vaticano. Poucos anos depois, o sacerdote americano Robert Graham se uniu ao grupo. Aquela investigação foi recolhida nas atas que agora serão publicadas online. O primeiro dos onze volumes foi publicado em 1965; o último, em 1981.&lt;br /&gt;“Em 1999, o cardeal Edward Cassidy criou uma comissão especial de acadêmicos judeus e católicos para estudar os documentos conjuntamente. Esta iniciativa fracassou no dia 21 de julho de 2001, pois os professores não eram capazes de ler os idiomas dos numerosos documentos. Publicaram uma lista de 47 perguntas e exigiram a abertura dos arquivos entre os anos 1939 e 1958, apesar de não estarem ainda catalogados”, informa Krupp.&lt;br /&gt;Para abrir todos os documentos relativos à 2ª Guerra Mundial do Arquivo Secreto Vaticano, a Santa Sé precisa terminar sua catalogação: cerca de 16 milhões de documentos.&lt;br /&gt;“No cumprimento da nossa missão de divulgar o maior número possível de documentos, para eliminar este obstáculo entre judeus e católicos à luz da verdade documentada, nossa Fundação pediu uma autorização para digitalizar esta coleção e colocá-la à disposição de quem quiser estudá-la.”&lt;br /&gt;Gary Krupp, presidente da Fundação, acrescenta: “Esta iniciativa procura simplesmente mostrar com clareza os esforços de Pio XII para mitigar o sofrimento de tantas pessoas durante a guerra; e mostrar que a ‘lenda negra’ que sujou seu nome simplesmente não é verdadeira”.&lt;br /&gt;“Este acesso que estamos oferecendo não pretende substituir o pleno acesso aos arquivos da 2ª Guerra Mundial, mas mostrará, de maneira única, os esforços de Pio XII e os perigos que ele enfrentou sob a ameaça direta do regime nazista”, indica o fundador.&lt;br /&gt;“Os arquivos secretos vaticanos concernentes até 1939, que foram abertos há dois anos e que mostram 65% do ministério de Pacelli, foram ironicamente ignorados pelos críticos que exigiram sua abertura durante anos”, acrescenta Krupp.&lt;br /&gt;A Pave the Way Foundation agradece à Secretaria de Estado e à Livraria Editora Vaticana pela sua “confiança em nós, ao permitir-nos este privilégio sem precedentes”.&lt;br /&gt;“Esperamos sinceramente que os historiadores internacionais estudem com muita atenção estes documentos. Calculamos que a digitalização destas mais de 9 mil páginas leve cerca de quatro semanas e, quando terminarmos, publicaremos tudo na internet”.&lt;br /&gt;“Enquanto isso, já temos online (www.ptwf.org) milhares de documentos e vídeos de testemunhas para o estudo.”&lt;br /&gt;“Pedimos que os investigadores franceses, italianos e alemães nos ajudem a traduzir documentos para o inglês e enviem este trabalho à Pave the Way Foundation, para que coloquemos a informação ao alcance do maior número possível de acadêmicos, para o estudo. Também gostaríamos de receber todo tipo de comentários, positivos ou negativos, sobre o conteúdo destes documentos”, conclui Krupp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1634489570254428986?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1634489570254428986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1634489570254428986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1634489570254428986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1634489570254428986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/02/arquivos-secretos-vaticanos-sobre-2.html' title='Arquivos secretos vaticanos sobre 2ª Guerra Mundial serão publicados'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-651289417596400038</id><published>2010-02-12T16:21:00.001-08:00</published><updated>2010-02-12T16:21:58.160-08:00</updated><title type='text'>A pintura leva a Deus</title><content type='html'>A pintura leva a Deus&lt;br /&gt;Uma conversa sobre o livro "Ritratti d’autore", de Mario Dal Bello&lt;br /&gt;Por Marialuisa Viglione&lt;br /&gt;ROMA, terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Mario Dal Bello, crítico de arte e teatro, acaba de lançar seu novo livro: “Dal Bello: Ritratti d‘autore” (Città nuova), que traz um panorama dos últimos 800 anos da pintura europeia.&lt;br /&gt;- O que é a inspiração artística?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Um dom de Deus.&lt;br /&gt;- O que é a arte para o senhor?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Expressão da busca da beleza, presente em todo homem. Busca pela eternidade, imortalidade. As grandes obras-primas falam de Deus.&lt;br /&gt;- Como nasceu este livro?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Da amizade de toda uma vida com estes artistas. Venho de Asolo, na província de Treviso, e desde criança conheço a pintura veneziana, que me fez me apaixonar pela beleza: Tiziano, Giorgione, Bassano, Canova. Muitos são convertidos com uma pintura. A pintura conduz a Deus.&lt;br /&gt;- Qual é seu quadro preferido?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: É um dos quadros de El Greco que se encontra em Nova York, A Vista de Toledo. É extraordinário.&lt;br /&gt;- Como a arte abstrata é capaz de falar de Deus? Deus é encarnação.&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: A arte bizantina é abstrata, suas imagens são imateriais.&lt;br /&gt;- O senhor faz descrições apaixonadas de quadros importantes. Descrições que partem de uma emoção e de uma tentativa de compreender por que o quadro foi imortalizado pela história. Qual é a proposta de seu livro? &lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Pretendo apresentar algumas das reflexões que acompanham os apaixonados por desvelar a beleza. E a beleza, sendo algo transcendental, uma propriedade de Deus, ajuda-nos a ser melhores.&lt;br /&gt;- O primeiro pintor que aborda é Duccio. Por que Duccio pintou tantos quadros sobre a Virgem Maria?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Os artistas pintavam por encomenda. Siena, cidade natal do pintor, estava dedicada a Maria. Assim, ele pintava o principal tema de devoção pública e privada de sua comunidade. Suas Madonas, comparadas a outras obras do período, revelam um senso ternura, ainda que sejam de inspiração bizantina. Ele acrescenta humanidade e ternura ao representar a relação com o filho, e por isso agrada tanto.&lt;br /&gt;- Em seguida, apresenta Giotto. Quais novidades ele introduz?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Inaugura o humanismo. Deus é representado de acordo com as representações tradicionais, o juiz Onipotente.&lt;br /&gt;Na contra-fachada da capela Scrovegni, no Juízo Universal, Jesus juiz é retratado forte e, ao mesmo tempo, doce. É o divino que se encarna. É como na narrativa de São Mateus, em que à sua direita estão os bons e à sua esquerda os maus. O Juízo Universal é representado sempre assim na iconografia ocidental e nos mosaicos.&lt;br /&gt;- Michelângelo posiciona os maus em baixo e os bons no alto?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Também Michelangelo, em sua Capela Sistina, representa os bons, que sobem, do lado direito, e os maus à esquerda, descendo.&lt;br /&gt;- Como Masaccio se impõe como artista?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Dando continuidade ao trabalho de Giotto. Na obra de Masaccio, o protagonista é o homem, que é dotado de grande dignidade, por ser filho de Deus. Na capela Brancacci, em Florença, o homem é grandioso também em sua desgraça. Adão e Eva, expulsos do Paraíso, têm formas físicas robustas: permanecem filhos de Deus, mesmo em sua culpa.&lt;br /&gt;- Piero della Francesca fala de Deus?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Contempla o divino. Madonna con il Bambino e i Santi, incompleto, é uma cena muito íntima, interiorizada. É a contemplação do eterno.&lt;br /&gt;- O que há de novo nas Madonas de Leonardo?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: A Virgem das Rochas ou Madona dos Rochedos, a imaculada conceição, é a Virgem de joelhos, atrás de um nicho, que representa a natureza, a criação, a obra de Deus. Representa a presença de Deus na natureza. A Virgem tem uma atitude misteriosa: é parte do mistério da encarnação.&lt;br /&gt;- Rafael é o pintor das Madonas por excelência?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Para a tradição católica, sim. É o pintor dos afetos. Não retrata uma pessoa real. Real é o amor que Maria tem por seu filho. O afeto materno se reconhece imediatamente em sua obra, de forma popular.&lt;br /&gt;- E quanto a Michelangelo e seu tempo?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Surgiu em pleno Renascimento. Tem uma imagem idealizada do homem. E retoma as estátuas gregas com seus nus. A perfeição exterior representa a perfeição da alma. Pode ser considerado um segundo Platão, tendo sido muito popular em sua época. Na Capela Sistina, é o pintor do Gênesis do Antigo Testamento. Deus é onipotente. As formas são gigantescas, robustas. Deus é maior que o homem, e o esmaga. Michelangelo, ao final de sua vida, pintou Pietás, crucificações e a Paixão de Cristo.&lt;br /&gt;- E sobre a religiosidade de El Greco?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: É um pintor místico. Estamos na Espanha, ao final dos 1.500 e início dos 1.600, época de Santa Teresa D’Ávila e de São João da Cruz. Por isso se nota, em seus quadros, esta tendência ao misticismo, à experiência sobrenatural. Ele afila as figuras, as cores são irreais. Alcança aquilo que se dá na alma.&lt;br /&gt;- Velasquez exprime a mesma forma de religiosidade?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Em menor profundidade. É um grande ilustrador da cenas sacras. Em Roma, temos seu retrato do Papa Inocêncio X, na galeria Doria Pamphili.&lt;br /&gt;- Rembrandt, protestante, é uma grande pintor dos temas bíblicos?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Juntamente a El Greco e Michelangelo, é também intimamente religioso. Protestante, inspirado pela Bíblia, teve contato com o mundo judeu em Amsterdã, tendo pintado principalmente cenas do Antigo Testamento &lt;br /&gt;- E Tiziano?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Bastante eclético, servindo na corte do Rei da Espanha, pinta principalmente crucificações e coroações de espinhos.&lt;br /&gt;- Para representar o mundo moderno, o senhor escolheu Picasso. Foi por ter pintado Cristo?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Não. Pode-se pintar arte sacra sem ter fé. A meu ver, representa bem o século XX, o homem fragmentado em um pesadelo, sem Deus, e portanto destruído.&lt;br /&gt;- E Rochtko, o pintor abstrato?&lt;br /&gt;- Mario Dal Bello: Não é católico, mas busca por um Deus, pelo absoluto. Seu desejo de criar uma capela, para expor quadros de todas as expressões de fé, está ligado à sua necessidade de infinito. Busca por um sentido para a existência, sobretudo após a morte. Deseja uma relação com um ser superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-651289417596400038?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/651289417596400038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=651289417596400038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/651289417596400038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/651289417596400038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/02/pintura-leva-deus.html' title='A pintura leva a Deus'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-7117003829468541290</id><published>2010-02-12T16:02:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T16:04:16.972-08:00</updated><title type='text'>Bento XVI confia a Maria a proteção dos doentes</title><content type='html'>Bento XVI confia a Maria a proteção dos doentes&lt;br /&gt;Na véspera do Dia Mundial do Doente&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – Na véspera do Dia Mundial do Doente, que será celebrado amanhã, 11 de fevereiro, dia da memória litúrgica da Beata Virgem de Lourdes, Bento XVI confiou à Mãe de Cristo todos os doentes do mundo. &lt;br /&gt;Em suas saudações após a catequese aos fiéis e peregrinos presentes na sala Paulo VI do Vaticano para a audiência geral desta quarta-feira, o pontífice consignou à ternura materna da Virgem todos os que padecem de alguma experiência de sofrimento corporal ou que prestam auxílio aos que sofrem.&lt;br /&gt;“À proteção da Madona confiemos todos os doentes e todos os que buscam ajudá-los a aliviar seu sofrimento”, disse aos peregrinos poloneses.&lt;br /&gt;“Que nossos irmãos que carregam a cruz da enfermidade e do sofrimento encontrem o conforto na Cruz de Cristo”, acrescentou.&lt;br /&gt;O Papa em seguida se dirigiu, como de costume, aos jovens, aos doentes e aos recém-casados.&lt;br /&gt;“Que Maria Imaculada vos ajude, caros jovens, a conservarem-se sempre fiéis no empenho de seguir a Cristo”, disse ele.&lt;br /&gt;“Que volte seu olhar pleno de amor e ternura sobre vós, caros doentes, e vos sustente para que carreguem com serenidade sua cruz, em união com aquela de Cristo”, acrescentou.&lt;br /&gt;“Que vos ilumine, caros recém-casados, no caminho familiar que acabaram de iniciar, e o torne rico e aberto à vida, dom do Senhor”, concluiu o Papa.&lt;br /&gt;fONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-7117003829468541290?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/7117003829468541290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=7117003829468541290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7117003829468541290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7117003829468541290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/02/bento-xvi-confia-maria-protecao-dos.html' title='Bento XVI confia a Maria a proteção dos doentes'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-8680045629996499879</id><published>2010-02-12T16:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T16:02:19.046-08:00</updated><title type='text'>Viva esperança do Papa nos progressos do diálogo luterano-católico</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viva esperança do Papa nos progressos do diálogo luterano-católico&lt;br /&gt;Audiência com uma delegação da Igreja Evangélica Luterana na América&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Ao receber hoje uma delegação da Igreja Evangélica Luterana na América, Bento XVI expressou sua satisfação pelos resultados alcançados até agora no diálogo luterano-católico e augurou que possam representar uma sólida base sobre a qual é preciso construir o futuro. &lt;br /&gt;“Desde o início do meu pontificado, alentou-me que as relações entre católicos e luteranos tenham continuado crescendo, especialmente no âmbito da colaboração prática ao serviço do Evangelho”, confessou aos seus hóspedes, a quem encontrou na sala contígua à Paulo VI.&lt;br /&gt;“Espero profundamente que a continuação do diálogo luterano-católico, tanto nos Estados Unidos como no resto do mundo, ajude a construir a partir dos acordos alcançados até agora”, acrescentou.&lt;br /&gt;Segundo o pontífice, para isso, “o ecumenismo espiritual deve estar fundado na oração fervente e na conversão a Cristo, fonte de graça e de verdade”, constatou.&lt;br /&gt;“Que o Senhor nos ajude a valorizar o que se conseguiu até agora e guardar isso com cuidado, e para fomentar seu desenvolvimento.”&lt;br /&gt;O Papa citou a encíclica de João Paulo II, Ut unum sint, na qual seu predecessor definiu a relação entre católicos e luteranos como uma “fraternidade reencontrada”.&lt;br /&gt;Da mesma forma, recordou o que João Paulo II disse no discurso aos bispos luteranos, no dia 26 de setembro de 1985: “Vós sois bem-vindos aqui. Alegremo-nos por este encontro estar se realizando. Façamos o propósito de estar abertos ao Senhor, para que Ele possa utilizar esta reunião para seus propósitos, para alcançar a unidade que Ele deseja. Obrigado pelos esforços que estais fazendo para a plena unidade na fé e na caridade”.&lt;br /&gt;A Igreja Evangélica Luterana da América foi fundada em 1988. Tem mais de 4 milhões de fiéis e está presidida pelo bispo Mark Hanson, presente hoje na audiência geral com o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-8680045629996499879?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/8680045629996499879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=8680045629996499879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8680045629996499879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8680045629996499879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/02/viva-esperanca-do-papa-nos-progressos.html' title='Viva esperança do Papa nos progressos do diálogo luterano-católico'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-7959459243346574295</id><published>2010-01-27T19:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T19:49:17.941-08:00</updated><title type='text'>Decreto dominical na Alemanha 01 de janeiro de 2010</title><content type='html'>Decreto dominical na Alemanha 01 de janeiro de 2010&lt;br /&gt;Coincidindo com a aprovação da constituição do Tratado de Lisboa pela União Europeia em 1º de dezembro, o Tribunal Constitucional da Alemanha determinou que a capital da nação deve, como o restante do país, reger-se pela lei que institui o domingo como dia “de descanso do trabalho e de crescimento espiritual” (Deutsche Welle, 1º de dezembro). Desde a guerra, Berlim havia estabelecido sua própria legislação admitindo dez domingos de atividades comerciais por ano. Agora, essa decisão local foi anulada. Valendo a partir de 1º de janeiro de 2010, Berlim deve se alinhar com a lei que institui o domingo como dia de descanso e contemplação religiosa, como manda a Lei Fundamental da Alemanha [Constituição]. &lt;br /&gt;A lei atual que estabelece o domingo como dia semanal de adoração na Alemanha consta de um apêndice da Lei Fundamental sob o título: “Extratos da Constituição alemã de 11 de agosto de 1919 [Constituição de Weimar].” Lá, no subtítulo “Religião e Sociedades Religiosas”, Artigo 139, encontra-se o que está dito: “Os domingos e feriados reconhecidos pelo Estado devem permanecer protegidos por lei como dias de descanso do trabalho e de crescimento espiritual.”&lt;br /&gt;Embora, sob essa mesma seção, o Artigo 137 (1) declare que não deve haver nenhuma “igreja estatal”, o efeito da lei dominical é institucionalizar o catolicismo romano e suas filhas eclesiásticas como religião estatal na Alemanha.&lt;br /&gt;Os conhecedores da história do Sacro Império Romano da nação alemã verão esse ato da Suprema Corte Alemã como um passo a mais para estabelecer a religião de Roma, não apenas como a religião oficial da Alemanha, mas sobre toda a comunidade europeia sujeita ao tratado nesse dia infame, 1º de dezembro de 2009.&lt;br /&gt;As profecias de Apocalipse 13 assumem assombrosa atualidade com essa recente decisão do Tribunal Constitucional da Alemanha.&lt;br /&gt;Fonte: Trumpet &lt;br /&gt;http://www.thetrumpet.com/index.php?q=6782.5295.0.0&lt;br /&gt;http://adventismoemfoco.wordpress.com/2010/01/20/alemanha-reafirma-lei-dominical/ &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;« Members of the German Constitutional Court ruled on December 1 that Berlin must abide by the law instituting Sunday as a day of rest.&lt;br /&gt;(Sascha Schuermann/AFP/Getty Images) &lt;br /&gt;Germany Reaffirms Sunday Law&lt;br /&gt;December 1, 2009 | From theTrumpet.com&lt;br /&gt;Dec. 1, 2009, marks a historic day in Germany in more ways than one! By Ron Fraser &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Coincident with the enacting of the Lisbon Treaty/EU constitution on December 1, Germany’s Constitutional Court has ruled that the nation’s capital must, like the rest of the country, abide by the law instituting Sunday as a day “of rest from work and of spiritual improvement” (Deutsche Welle, December 1). &lt;br /&gt;Since the war, Berlin had enacted its own legislation allowing 10 shopping Sundays per year. That local ruling is now quashed. Effective from Jan. 1, 2010, Berlin must fall into line with the law institutionalizing Sunday as a day of rest and religious contemplation as contained in Germany’s Basic Law. &lt;br /&gt;The actual law establishing Sunday as Germany’s weekly day of worship is enshrined in an appendix to the Basic Law under the heading, “Extracts From the German Constitution of Aug. 11, 1919 [Weimar Constitution].” There we find, under the subhead “Religion and Religious Societies,” Article 139, which reads: “Sunday and holidays recognized by the state shall remain protected by law as days of rest from work and of spiritual improvement.” &lt;br /&gt;Though, under that same section, Article 137 (1) states “There shall be no state church,” the effect of the Sunday law is to institutionalize Roman Catholicism and its daughter churches as Germany’s state religion. &lt;br /&gt;Those aware of the history of the Holy Roman Empire of the German Nation will see this move by Germany’s highest court as one step further toward enforcing Rome’s religion, not only as the state religion on Germany, but on the whole European empire enacted by treaty on this infamous day, Dec. 1, 2009. &lt;br /&gt;The prophecies of Revelation 13 leap into current-day perspective with this latest ruling of Germany’s Constitutional Court. For a clearer understanding of just where this is all leading, read our booklet Who or What Is the Prophetic Beast? • &lt;br /&gt;Fonte: Trumpet &lt;br /&gt;http://www.thetrumpet.com/index.php?q=6782.5295.0.0&lt;br /&gt;http://adventismoemfoco.wordpress.com/2010/01/20/alemanha-reafirma-lei-dominical/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-7959459243346574295?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/7959459243346574295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=7959459243346574295' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7959459243346574295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7959459243346574295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2010/01/decreto-dominical-na-alemanha-01-de.html' title='Decreto dominical na Alemanha 01 de janeiro de 2010'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-6935803897465365807</id><published>2009-08-21T10:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T10:32:11.298-07:00</updated><title type='text'>Quênia: conclui a primeira tradução da bíblia ao Pokot</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quênia: conclui a primeira tradução da bíblia ao Pokot&lt;br /&gt;Um trabalho que durou 30 anos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;NAIROBI, quinta-feira, 20 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- A sociedade bíblica do Quênia coordenou e dirigiu a primeira tradução da Bíblia à língua da população Pokot, que habita o noroeste do Quênia e parte de Uganda. &lt;br /&gt;O ministro de Comunicação e Informação, Samuel Poghisio, da comunidade Pokot, apresentará oficialmente a nova Bíblia neste sábado em Nairobi, segundo informa a edição diária em italiano de L’Osservatore Romano desta quinta-feira. &lt;br /&gt;O trabalho durou trinta anos e as principais dificuldades não se encontraram tanto na tradução da Bíblia, mas nas diferenças na apresentação e na introdução das notas de rodapé e nas indicações doutrinais. &lt;br /&gt;“Somos conscientes da importância da presença da Bíblia traduzida às línguas locais das populações indígenas”, declarou o presidente da sociedade bíblica do Quênia. &lt;br /&gt;“A tradução na língua própria tem um profundo efeito sobre as pessoas, as leva a receber a Palavra de Deus de maneira mais eficaz que antes”, acrescentou. &lt;br /&gt;A sociedade bíblica do Quênia considera fundamental fortalecer a encarnação da fé cristã na vida dos povos que têm uma tradição de fé e espiritualidade, também os mais remotos. &lt;br /&gt;Também, segundo o ministro Poghisio, para a população Pokot, que conta com numerosos pastores de gado, a publicação desta Bíblia significa “uma melhora desde o ponto de vista da alfabetização; muitas pessoas se esforçam para aprender a ler e a escrever”. &lt;br /&gt;A versão da Bíblia em Pokot se une à de 16 línguas do Quênia, ainda que, segundo a sociedade bíblica do país, ainda restam 15 outros grupos linguísticos que contam unicamente com a tradução do Novo Testamento em sua língua. &lt;br /&gt;Também outros três grupos linguísticos dispõem unicamente de uma pequena parte da Sagrada Escritura traduzida a sua língua. &lt;br /&gt;fonte: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-6935803897465365807?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/6935803897465365807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=6935803897465365807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/6935803897465365807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/6935803897465365807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/08/quenia-conclui-primeira-traducao-da.html' title='Quênia: conclui a primeira tradução da bíblia ao Pokot'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-8441874040494889853</id><published>2009-04-07T07:26:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T07:29:26.088-07:00</updated><title type='text'>Primeira encíclica de João Paulo II completa 30 anos veja ela na integra.</title><content type='html'>Ioannes Paulus PP. II&lt;br /&gt;Redemptor hominis&lt;br /&gt;aos veneráveis Irmãos no Episcopado&lt;br /&gt;aos Sacerdotes&lt;br /&gt;às Famílias religiosas&lt;br /&gt;aos Filhos e Filhas da Igreja&lt;br /&gt;e a todos os Homens de Boa Vontade&lt;br /&gt;no início do Seu Ministério Pontifical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1979.03.04&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;fonte:&lt;br /&gt;http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_04031979_redemptor-hominis_po.html&lt;/strong&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benção&lt;br /&gt; Veneráveis Irmãos e caríssimos Filhos:&lt;br /&gt;Saúde e Bênção Apostólica! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I. HERANÇA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1. No final do segundo Milénio&lt;br /&gt;O Redentor do homem, Jesus Cristo, é o centro do cosmos e da história. Para Ele se dirigem o meu pensamento e o meu coração nesta hora solene da história, que a Igreja e a inteira família da humanidade contemporânea estão a viver. Efectivamente, este tempo, no qual, depois do predilecto Predecessor João Paulo I, por um seu misterioso desígnio Deus me confiou o serviço universal ligado com a Cátedra de São Pedro em Roma, está muito próximo já do ano Dois Mil. É difícil dizer, neste momento, o que aquele ano virá a marcar no quadrante da história humana, e como é que ele virá a ser para cada um dos povos, nações, países e continentes, muito embora se tente, já desde agora, prever alguns eventos. Para a Igreja, para o Povo de Deus que se estendeu — se bem que de maneira desigual — até aos mais longínquos confins da terra, esse ano virá a ser o ano de um grande Jubileu. Estamos já, portanto, a aproximar-nos de tal data que — respeitando embora todas as correcções devidas à exactidão cronológica — nos recordará e renovará em nós de uma maneira particular a consciência da verdade-chave da fé, expressa por São João nos inícios do seu Evangelho: « O Verbo fez-se carne e veio habitar entre nós »; 1 e numa outra passagem « Deus, de facto, amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu filho unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna ». 2 &lt;br /&gt;Estamos também nós, de alguma maneira, no tempo de um novo Advento, que é tempo de expectativa. « Deus, depois de ter falado outrora aos nossos pais, muitas vezes e de muitos modos, pelos Profetas, falou-nos nestes últimos tempos pelo Filho ... », 3 por meio do Filho-Verbo, que se fez homem e nasceu da Virgem Maria. Com este acto redentor a história do homem atingiu, no desígnio de amor de Deus, o seu vértice. Deus entrou na história da humanidade e, enquanto homem, tornou-se sujeito à mesma, um dos milhares de milhões e, ao mesmo tempo, Único! Deus, através da Encarnação, deu à vida humana aquela dimensão, que intentava dar ao homem já desde o seu primeiro início e deu-lha de maneira definitiva — daquele modo a Ele somente peculiar, segundo o seu eterno amor e a sua misericórdia, com toda a divina liberdade — e, simultaneamente, com aquela munificência, que, perante o pecado original e toda a história dos pecados da humanidade e perante os erros da inteligência, da vontade e do coração humano, nos dá azo a repetir com assombro as palavras da Sagrada Liturgia: « Ó ditosa culpa, que tal e tão grande Redentor mereceu ter ». 4 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2. Primeiras palavras do novo Pontificado&lt;br /&gt;A Cristo Redentor elevei os meus sentimentos e pensamentos a 16 de Outubro do ano passado, quando, após a eleição canónica, me foi feita a pergunta: « Aceitais? » E eu respondi então: « Com obediência de fé em Cristo, meu Senhor, e confiando na Mãe de Cristo e da Igreja, não obstante as muitas dificuldades, eu aceito ». Quero hoje dar a conhecer publicamente aquela minha resposta a todos, sem excepção alguma, tornando assim manifesto que está ligado com a verdade primeira e fundamental da Encarnação o ministério que, com a aceitação da eleição para Bispo de Roma e para Sucessor do Apóstolo Pedro, se tornou meu específico dever na sua mesma Cátedra.&lt;br /&gt;Escolhi os mesmos nomes que havia escolhido o meu amadíssimo Predecessor João Paulo I. Efectivamente, quando a 26 de Agosto de 1978 ele declarou ao Sacro Colégio (dos Cardeais) que queria ser chamado João Paulo — um binómio deste género não tinha antecedentes na história do Papado — já então reconheci nisso um eloquente bom auspício da graça sobre o novo Pontificado. E dado que esse Pontificado durou apenas trinta e três dias, cabe-me a mim não somente continuá-lo, mas, de certo modo, retomá-lo desse mesmo ponto de partida. Isto precisamente é confirmado pela escolha, feita por mim, desses dois nomes. E ao escolhê-los assim, em seguida ao exemplo do meu venerável Predecessor, desejei como ele também eu exprimir o meu amor pela singular herança deixada à Igreja pelos Sumos Pontífices João XXIII e Paulo VI; e, ao mesmo tempo, manifestar a minha disponibilidade pessoal para a desenvolver com a ajuda de Deus.&lt;br /&gt;Através destes dois nomes e dos dois pontificados, quero vincular-me a toda a tradição desta Sé Apostólica, com todos os Predecessores no espaço de tempo deste século vinte e dos séculos precedentes, ligando-me gradualmente, segundo as diversas épocas até às mais remotas, àquela linha da missão e do ministério que confere à Sé de Pedro um lugar absolutamente particular na Igreja. João XXIII e Paulo VI constituem uma etapa, à qual desejo referir-me directamente, como a um limiar do qual é minha intenção, de algum modo juntamente com João Paulo I, prosseguir no sentido do futuro, deixando-me guiar por confiança ilimitada e pela obediência ao Espírito, que Cristo prometeu e enviou à sua Igreja. Ele, efectivamente dizia aos seus Apóstolos, na véspera da sua Paixão: « É melhor para vós que eu vá; porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei ». 5 « Quando vier o Consolador, que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, o Espírito da verdade que do Pai procede, ele dará testemunho de Mim. E vós também dareis testemunho de Mim, porque estais comigo desde o princípio ». 6 «Quando, porém, Ele vier, o Espírito da verdade, Ele guiar-vos-á para a verdade total, porque não falará por Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas vindouras ». 7&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3. Confiança no Espírito da Verdade e do Amor&lt;br /&gt;É, pois, confiando plenamente no Espírito da verdade, que eu entro na posse da rica herança dos pontificados recentes. Esta herança acha-se fortemente radicada na consciência da Igreja de maneira absolutamente nova, nunca dantes conhecida, graças ao II Concílio do Vaticano, convocado e inaugurado por João XXIII e, em seguida, concluído felizmente e actuado com perseverança por Paulo VI, cuja actividade eu próprio pude observar de perto. Fiquei sempre maravilhado com a sua profunda sapiência e com a sua coragem, e igualmente com a sua constância e paciência no difícil período posconciliar do seu Pontificado. Como timoneiro da Igreja, barca de Pedro, ele sabia conservar uma tranquilidade e um equilíbrio providenciais mesmo nos momentos mais críticos, quando parecia que ela estava a ser abalada por dentro, mantendo sempre uma inquebrantável esperança na sua compacidade. Aquilo, de facto, que o Espírito disse à Igreja mediante o Concílio do nosso tempo, e aquilo que esta Igreja diz a todas as Igrejas 8 não pode — apesar das inquietudes momentâneas — servir para outra coisa senão para uma compacidade mais maturada ainda de todo o Povo de Deus, bem consciente da sua missão salvífica.&lt;br /&gt;Desta consciência contemporânea da Igreja precisamente, Paulo VI fez o primeiro tema da sua fundamental Encíclica, que se inicia com as palavras Ecclesiam Suam; e seja-me permitido fazer referência e pôr-me em conexão, antes de mais nada, com esta Encíclica, neste primeiro e, por assim dizer, inaugural documento do presente Pontificado. Com as luzes e com o apoio do Espírito Santo a Igreja tem uma consciência cada vez mais aprofundada quer pelo que se refere ao seu mistério divino, quer pelo que se refere à sua missão humana, quer mesmo, finalmente, quanto a todas as suas fraquezas humanas: esta consciência, precisamente, é e deve permanecer a primeira fonte do amor por esta Igreja, assim como o amor, da sua parte, contribui para consolidar e para aprofundar tal consciência. Paulo VI deixou-nos o testemunho de uma consciência da Igreja assim, extremamente perspicaz. Através das multíplices e não raro sofridas componentes do seu Pontificado, ele ensinou-nos o amor destemido pela Igreja, a qual — como afirma o Concílio — é « sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano ». 9&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;4. Referência à primeira Encíclica de Paulo VI&lt;br /&gt;Por tal razão, exactamente, a consciência da Igreja há-de andar unida com uma abertura universal, a fim de que todos possam nela encontrar « as imperscrutáveis riquezas de Cristo », 10 das quais fala o Apóstolo das gentes. Uma tal abertura, organicamente conjunta com a consciência da própria natureza, com a certeza da própria verdade, da qual o mesmo Cristo disse « não é minha, mas do Pai que me enviou », 11 determina o dinamismo apostólico, que o mesmo é dizer missionário, da Igreja, professando e proclamando integralmente toda a verdade transmitida por Cristo. E simultaneamente ela, a Igreja, deve conduzir aquele diálogo que Paulo VI na sua Encíclica Ecclesiam Suam chamou « diálogo da salvação », diferenciando com precisão cada um dos círculos no âmbito dos quais ele deveria ser conduzido. 12&lt;br /&gt;Quando assim me refiro hoje a este documento programático do Pontificado de Paulo VI, não cesso de dar graças a Deus, pelo facto de este meu grande Predecessor e ao mesmo tempo verdadeiro pai ter sabido — não obstante as diversas fraquezas internas, por que foi afectada a Igreja no período posconciliar — patentear « ad extra », « para o exterior », o seu autêntico rosto. De tal maneira, também grande parte da família humana, nas diversas esferas da sua multiforme existência, se tornou — na minha opinião — mais consciente do facto de lhe ser necessária verdadeiramente a Igreja de Cristo, a sua missão e o seu serviço. E esta consciência algumas vezes demonstrou-se mais forte do que as diversas atitudes críticas, que atacavam « ab intra », vindas « de dentro », a mesma Igreja, as suas instituições e estruturas, e os homens da Igreja e as suas actividades. &lt;br /&gt;Um tal crítica crescente teve sem dúvida diversas causas e, por outro lado, estamos certos de que ela não foi sempre destituída de um sincero amor à Igreja. Manifestou-se nela, indubitavelmente, entre outras coisas, a tendência para superar o chamado triunfalismo, de que se discutia com frequência durante o Concílio. No entanto, se é uma coisa acertada que a Igreja, seguindo o exemplo do seu Mestre que era « humilde de coração », 13 esteja bem assente também ela na humildade, que possua o sentido crítico a respeito de tudo aquilo que constitui o seu carácter e a sua actividade humana e que seja sempre muito exigente para consigo própria, é óbvio igualmente que também a crítica deve ter os seus justos limites. Caso contrário, ela deixa de ser construtiva, não revela a verdade, o amor e a gratidão pela graça, da qual principal e plenamente nos tornamos participantes exactamente na Igreja e mediante a Igreja. Além disto, o espírito crítico não exprime a atitude de serviço, mas antes a vontade de orientar a opinião de outrem segundo a própria opinião, algumas vezes divulgada de maneira assaz imprudente.&lt;br /&gt;Deve-se gratidão a Paulo VI ainda, porque, respeitando toda e qualquer parcela de verdade contida nas várias opiniões humanas, ele conservou ao mesmo tempo o equilibrio providencial do timoneiro da Barca. 14 A Igreja que — através de João Paulo I — quase imediatamente depois dele me foi confiada, não se acha certamente isenta de dificuldades e de tensões internas. Entretanto, ela encontra-se interiormente mais premunida contra os excessos do autocriticismo; poder-se-ia dizer, talvez, que ela é mais crítica diante das diversas críticas imprudentes, e está mais resistente no que respeita às várias « novidades », mais maturada no espírito de discernimento e mais idónea para tirar do seu perene tesouro « coisas novas e coisas velhas », 15 mais centrada no próprio mistério e, graças a tudo isto, mais disponível para a missão da salvação de todos: « Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade ». 16 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;5. Colegialidade e apostolado&lt;br /&gt;Esta Igreja — contra todas as aparências — está mais unida na comunhão de serviço e na consciência do apostolado. Tal união nasce daquele princípio de colegialidade, recordado pelo II Concílio do Vaticano, que o próprio Cristo enxertou no Colégio Apostólico dos Doze, com Pedro na chefia, e que renova continuamente no Colégio dos Bispos, o qual cresce cada vez mais sobre toda a terra, permanecendo unido com o Sucessor de São Pedro e sob a sua orientação. O Concílio não se limitou a recordar este princípio de colegialidade dos Bispos, mas vivificou-o imensamente, além do mais, auspiciando a instituição de um órgão permanente, que Paulo VI estabeleceu constituindo o Sínodo dos Bispos, cuja actividade não somente deu uma nova dimensão ao seu Pontificado, mas, em seguida, se reflectiu claramente logo desde os primeiros dias no Pontificado de João Paulo I e no do seu indigno Sucessor.&lt;br /&gt;O princípio de colegialidade demonstrou-se particularmente actual no difícil período posconciliar, quando a comum e unânime posição do Colégio dos Bispos — o qual manifestou a sua união ao Sucessor de Pedro sobretudo através do Sínodo — contribuía para dissipar as dúvidas e indicava ao mesmo tempo as justas vias da renovação da Igreja, na sua dimensão universal. Do Sínodo, efectivamente, se originou, entre outras coisas, aquele impulso essencial para a evangelização que teve a sua expressão na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, 17 acolhida com tanta alegria como programa da renovação de carácter apostólico e conjuntamente pastoral. A mesma linha foi seguida também nos trabalhos da última sessão ordinária do Sínodo dos Bispos, aquela que se realizou cerca de um ano antes da morte do Sumo Pontífice Paulo VI, a qual foi dedicada, como é sabido, à Catequese. Os resultados daqueles trabalhos requerem ainda uma sistematização e uma enunciação por parte da Sé Apostólica.&lt;br /&gt;E uma vez que estamos a tratar do manifesto desenvolvimento das formas em que se exprime a Colegialidade episcopal, devemos pelo menos recordar o processo de consolidação das Conferências Episcopais Nacionais em toda a Igreja e de outras estruturas colegiais de carácter internacional ou continental. Referindo-nos, depois, à tradição secular da Igreja, convém salientar a actividade dos diversos Sínodos locais. Foi de facto ideia do Concílio, coerentemente actuada por Paulo VI, que as estruturas deste género, de há séculos comprovadas pela Igreja, bem como as outras formas de colaboração colegial dos Bispos — por exemplo a que se centra nas metrópoles, para não falar já de cada uma das dioceses singularmente tomadas — pulsassem em plena consciência da própria identidade e conjuntamente da própria originalidade, na unidade universal da Igreja.&lt;br /&gt;Um idêntico espírito de colaboração e de corresponsabilidade se está a difundir também entre os sacerdotes, o que é confirmado pelos numerosos Conselhos Presbiterais que surgiram após o Concílio. O mesmo espírito se difundiu também entre os leigos, não apenas confirmando as organizações de apostolado laical já existentes, mas criando outras novas, que não raro se apresentam com um perfil diverso e uma dinâmica excepcional. Além disto, os leigos, conscientes da sua responsabilidade pela Igreja, aplicaram-se de boa vontade na colaboração com os Pastores e com os representantes dos Institutos de vida consagrada, no âmbito dos Sínodos diocesanos, e dos Conselhos pastorais nas paróquias e nas dioceses.&lt;br /&gt;Para mim importa ter em mente tudo isto nos inícios do meu Pontificado, para agradecer a Deus, para exprimir um vivo encorajamento a todos os Irmãos e Irmãs e, além disto, para recordar com sentida gratidão a obra do II Concílio do Vaticano e os meus grandes Predecessores, que deram início a esta nova « vaga » a animar a vida da Igreja, movimento muito mais forte do que os sintomas de dúvida, de abalo e de crise.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;6. Caminho para a união dos cristãos&lt;br /&gt;E que dizer de todas aquelas iniciativas que se originaram da nova orientação ecuménica? O inesquecível Papa João XXIII, com clareza evangélica, pôs e enquadrou o problema da união dos cristãos como simples consequência da vontade do próprio Jesus Cristo, nosso Mestre, afirmada por mais de uma vez e expressa, de modo particular, durante a oração no Cenáculo, na véspera da sua morte: « Rogo ... Pai ... que todos sejam uma só coisa ». 18 E o II Concílio do Vaticano respondeu a esta exigência de forma concisa com o Decreto sobre o Ecumenismo. O Papa Paulo VI, por sua vez, valendo-se da colaboração do Secretariado para a União dos Cristãos, começou a dar os primeiros difíceis passos na caminhada para o conseguimento de uma tal união.&lt;br /&gt;Já teríamos andado muito nesta caminhada? Sem querer dar uma resposta pormenorizada, podemos dizer que fizemos verdadeiros e importantes progressos. E uma coisa é certa: temos trabalhado com perseverança e coerência; e conjuntamente connosco têm vindo a aplicar-se também os representantes de outras Igrejas e de outras Comunidades cristãs, pelo que lhes estamos sinceramente obrigados. Depois, é certo também que na presente situação histórica da cristiandade e do mundo, não se apresenta outra possibilidade para se cumprir a missão universal da Igreja pelo que respeita aos problemas ecuménicos, senão esta: procurar lealmente, com perseverança, com humildade e também com coragem as vias de aproximação e de união daquele modo que nos deixou o exemplo pessoal o Papa Paulo VI. Devemos buscar a união, portanto, sem nos deixarmos vencer pelo desânimo perante as diculdades que se possam apresentar ou acumular ao longo de tal caminho; caso contrário, não seríamos fiéis à palavra de Cristo, não executaríamos o Seu testamento. E será lícito correr um tal risco?&lt;br /&gt;Há pessoas que, encontrando-se diante das dificuldades, ou julgando negativos os resultados dos trabalhos iniciais no campo ecuménico, teriam tido vontade de voltar atrás. Há mesmo alguns que exprimem a opinião de que estes esforços são nocivos para a causa de Evangelho e levam a uma ulterior ruptura na Igreja, provocam a confusão de idéias nas questões da fé e da moral e vão desembocar a um específico indiferentismo. Talvez seja um bem que os porta-voz de tais opiniões exprimam os seus receios; no entanto, também pelo que se refere a este ponto, é necessário manter-se dentro dos devidos limites. É claro que esta nova fase da vida da Igreja exige de nós uma fé particularmente consciente, aprofundada e responsável. A verdadeira actividade ecuménica comporta abertura, aproximação, disponibilidade para o diálogo e busca em comum da verdade no pleno sentido evangélico e cristão; mas tal actividade de maneira nenhuma significa nem pode significar renunciar ou causar dano de qualquer modo aos tesouros da verdade divina, constantemente confessada e ensinada pela Igreja.&lt;br /&gt;A todos aqueles que, por qualquer motivo, quereriam dissuadir a Igreja de buscar a unidade universal dos cristãos, é necessário repetir ainda uma vez: Ser-nos-á lícito deixar de o fazer? Poderemos nós — não obstante toda a fraqueza humana, todas as deficiências acumuladas nos séculos passados — não ter confiança na graça de Nosso Senhor, tal como ela se manifestou nos últimos tempos, mediante a palavra do Espírito Santo, que ouvimos durante o Concílio? Se procedessemos assim, negaríamos a verdade que diz respeito a nós mesmos e que o Apóstolo expressou de maneira tão eloquente: « Pela graça de Deus sou aquilo que sou, e a graça que Ele me conferiu não foi estéril em mim ». 19&lt;br /&gt;Se bem que de um modo diverso e com as devidas diferenças, importa aplicar isto que acabámos de dizer agora à actividade que intenta a aproximação com os representantes das religiões não-cristãs e que se exprime também ela através do diálogo, dos contactos, da oração em comum e da busca dos tesouros da espiritualidade humana, os quais, como bem sabemos, não faltam também aos membros destas religiões. Não acontece, porventura, algumas vezes, que a crença firme dos sequazes das religiões não-cristãs — crença que é efeito também ela do Espírito da verdade operante para além das fronteiras visíveis do Corpo Místico — deixa confundidos os cristãos, não raro tão dispostos, por sua vez, a duvidar quanto às verdades reveladas por Deus e anunciadas pela Igreja, e tão propensos ao relaxamento dos princípios da moral e a abrir o caminho ao permissivismo ético? É nobre o estar-se predisposto para compreender cada um dos homens, para analisar todos os sistemas e para dar razão àquilo que é justo; isso, porém, não significa absolutamente perder a certeza da própria fé 20 ou então enfraquecer os princípios da moral, cuja falta bem depressa se fará ressentir na vida de inteiras sociedades, causando aí, além do mais, deploráveis consequências.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;II. O MISTÉRIO DA REDENÇÃO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;7. No Mistério de Cristo&lt;br /&gt;Entretanto, se as vias a seguir, para as quais o Concílio do nosso século orientou a Igreja, vias que nos indicou na sua primeira Encíclica o saudoso Papa Paulo VI, permanecerão de modo perduradoiro exactamente as vias que nós todos devemos seguir, ao mesmo tempo nesta nova fase podemos justamente interrogar-nos: Como? De que maneira será conveniente prosseguir? O que será necessário fazer, para que este novo advento da Igreja, conjugado com o já iminente fim do segundo Milénio, nos aproxime d'Aquele que a Sagrada Escritura chama « Pai perpétuo », Pater futuri saeculi? 21 Esta é a pergunta fundamental que o novo Sumo Pontífice tem de pôr-se, desde o momento em que aceitou, em espírito de obediência de fé, o chamamento em conformidade com a ordem mais de uma vez dirigida a Pedro: « Apascenta os meus cordeiros »; 22 o que quer dizer: « Sê pastor do meu rebanho »; e depois: « ... e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos ». 23&lt;br /&gt;É precisamente aqui neste ponto, caríssimos Irmãos, Filhos e Filhas, que se impõe uma resposta fundamental e essencial, a saber: a única orientação do espírito, a única direcção da inteligência, da vontade e do coração para nós é esta: na direcção de Cristo, Redentor do homem; na direcção de Cristo, Redentor do mundo. Para Ele queremos olhar, porque só n'Ele, Filho de Deus, está a salvação, renovando a afirmação de Pedro: « Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens as palavras de vida eterna ». 24&lt;br /&gt;Através da consciência da Igreja, tão desenvolvida pelo Concílio, através de todos os graus desta consciência, através de todos os campos de actividade onde a Igreja se afirma presente, se encontra e se consolida, devemos tender constantemente para Aquele « que é a Cabeça », 25 para « Aquele de quem tudo provém e nós somos criados para Ele », 26 para Aquele que é, ao mesmo tempo, « o caminho e a verdade » 27 e « a ressurreição e a vida », 28 para Aquele ao ver o Qual vemos o Pai, 29 para Aquele, enfim, que devia ir, deixando-nos 30 — entende-se aqui a alusão à sua morte na Cruz e depois à sua Ascensão ao Céu — para que o Consolador viesse a nós e continue a vir constantemente como o Espírito da verdade. 31 N'Ele estão « todos os tesouros da sabedoria e da ciência » 32 e a Igreja é o seu Corpo. 33 A Igreja « em Cristo é como que um sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano »; 34 e disto é Ele a fonte! Ele mesmo! Ele o Redentor!&lt;br /&gt;A Igreja não cessa de ouvir as suas palavras, continuamente as relê e reconstrói com a máxima devoção todos os pormenores da sua vida. Estas palavras são escutadas também pelos não cristãos. A vida de Cristo fala ao mesmo tempo também a muitos homens que ainda não se acham em condições de repetir com Pedro: « Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo ». 35 Ele, Filho de Deus vivo, fala aos homens também como Homem: é a sua própria vida que fala, a sua humanidade, a sua fidelidade à verdade e o seu amor que a todos abraça. Fala, ainda, a sua morte na Cruz, isto é, a imperscrutável profundidade do seu sofrimento e do seu abandono. A Igreja não cessa nunca de reviver a sua morte na Cruz e a sua Ressurreição, que constituem o conteúdo da vida quotidiana da mesma Igreja. De facto, é por mandato do próprio Cristo, seu Mestre, que a Igreja celebra incessantemente a Eucaristia, encontrando nela « a fonte da vida e da santidade », 36 o sinal eficaz da graça e da reconciliação com Deus e o penhor da vida eterna. A Igreja vive o seu mistério e nele vai haurir sem jamais se cansar, e busca continuamente as vias para tornar este mistério do seu Mestre e Senhor próximo do género humano: dos povos, das nações, das gerações que se sucedem e de cada um dos homens em particular, como se repetisse sempre, seguindo o exemplo do Apóstolo: « Tomei a resolução de não saber, entre vós, outra coisa, a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado ». 37 A Igreja permanece na esfera do mistério da Redenção, que se tornou precisamente o princípio fundamental da sua vida e da sua missão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;8. Redenção: renovada criação&lt;br /&gt;Redentor do mundo! N'Ele se revelou de um modo novo, de maneira admirável, aquela verdade fundamental respeitante à criação que o Livro do Génesis atesta quando repete mais de uma vez: Deus viu que as coisas eram boas. 38 O bem tem a sua nascente na Sapiência e no Amor. Em Jesus Cristo, o mundo visível, criado por Deus para o homem 39 — aquele mundo que, entrando nele o pecado, foi submetido à caducidade 40 _ readquire novamente o vínculo originário com a mesma fonte divina da Sapiência e do Amor. Com efeito, « Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito ». 41 Assim como no homem-Adão este vínculo foi quebrado, assim no Homem-Cristo foi de novo reatado. 42 Não nos convencem, porventura, a nós homens do século vinte, as palavras do Apóstolo das gentes, pronunciadas com uma arrebatadora eloquência, acerca da « criação inteira que geme e sofre, em conjunto, as dores do parto, até ao presente », 43 e « atende ansiosamente a revelação dos filhos de Deus », 44 acerca da criação que « foi submetida à caducidade »? O imenso progresso nunca dantes conhecido, que se verificou particularmente no decorrer do nosso século, no campo do domínio sobre o mundo por parte do homem, não revela acaso ele próprio e ainda por cima em grau nunca dantes conhecido, aquela multiforme submissão « à caducidade »? Basta recordar aqui certos fenómenos, como por exemplo a ameaça do inquinamento do ambiente natural nos locais de rápida industrialização, ou então os conflitos armados que rebentam e se repetem continuamente, ou ainda as perspectivas de autodestruição mediante o uso das armas atómicas, das armas com hidrogénio e com os neutrões e outras semelhantes e a falta de respeito pela vida dos não-nascidos. O mundo da época nova o mundo dos vôos cósmicos, o mundo das conquistas científicas e técnicas, nunca alcançadas antes, não será ao mesmo tempo o mundo que « geme e sofre » 45 e « atende ansiosamente a revelação dos filhos de Deus »? 46&lt;br /&gt;O II Concílio do Vaticano, na sua penetrante análise do « mundo contemporâneo », chegava aquele ponto que é o mais importante do mundo visível, o homem, descendo — como Cristo — até ao profundo das consciências humanas, tocando mesmo o mistério interior do homem, que na linguagem bíblica (e também não bíblica) se exprime com a palavra « coração ». Cristo, Redentor do mundo, é Aquele que penetrou, de uma maneira singular e que não se pode repetir, no mistério do homem e entrou no seu « coração ». Justamente, portanto, o mesmo II Concílio do Vaticano ensina: « Na realidade, só no mistério do Verbo Encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem. Adão, de facto, o primeiro homem, era figura do futuro (Rom 5, 14), isto é, de Cristo Senhor. Cristo, que é o novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu Amor, revela também plenamente o homem ao mesmo homem e descobre-lhe a sua vocação sublime ». E depois, ainda: « Imagem de Deus invisível (Col 1, 15), Ele é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Já que n'Ele a natureza humana foi assumida, sem ter sido destruída, por isso mesmo também em nosso benefício ela foi elevada a uma dignidade sublime. Porque, pela sua Encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos de homem, pensou com uma mente de homem, agiu com uma vontade de homem e amou com um coração de homem. Nascendo da Virgem Maria, Ele tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado ». 47 Ele, o Redentor do homem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;9. Dimensão divina do mistério da Redenção&lt;br /&gt;Ao reflectirmos novamente sobre este texto admirável do Magistério conciliar, não esqueçamos, nem sequer por um momento, que Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, se tornou a nossa reconciliação junto do Pai. 48 Ele precisamente e só Ele satisfez ao eterno amor do Pai, àquela paternidade que desde o princípio se expressou na criação do mundo, na doação ao homem de toda a riqueza do que foi criado, ao fazê-lo « pouco inferior aos anjos », 49 enquanto criado « à imagem e à semelhança de Deus »; 50 e, igualmente satisfez àquela paternidade de Deus e àquele amor, de um certo modo rejeitado pelo homem, com a ruptura da primeira Aliança 51 e das alianças posteriores que Deus « repetidas vezes ofereceu aos homens ». 52 A redenção do mundo — aquele tremendo mistério do amor em que a criação foi renovada 53 — é, na sua raiz mais profunda, a plenitude da justiça num Coração humano: no Coração do Filho Primogénito, a fim de que ela possa tornar-se justiça dos corações de muitos homens, os quais, precisamente no Filho Primogénito, foram predestinados desde toda a eternidade para se tornarem filhos de Deus 54 e chamados para a graça, chamados para o amor. A cruz no Calvário, mediante a qual Jesus Cristo — Homem, Filho de Maria Virgem, filho putativo de José de Nazaré — « deixa » este mundo, é ao mesmo tempo uma nova manifestação da eterna paternidade de Deus, o Qual por Ele (Cristo) de novo se aproxima da humanidade, de cada um dos homens, dando-lhes o três vezes santo « Espírito da verdade ». 55&lt;br /&gt;Com esta revelação do Pai e efusão do Espírito Santo, que imprimem um sigilo indelével no mistério da Redenção, se explica o sentido da cruz e da morte de Cristo. O Deus da criação revela-se como Deus da redenção, como Deus « fiel a si próprio », 56 fiel ao seu amor para com o homem e para com o mundo, que já se revelara no dia da criação. E este seu amor é amor que não retrocede diante de nada daquilo que nele mesmo exige a justiça. E por isto o Filho « que não conhecera o pecado, Deus tratou-o, por nós, como pecado ». 57 E se « tratou como pecado » Aquele que era absolutamente isento de qualquer pecado, fê-lo para revelar o amor que é sempre maior do que tudo o que é criado, o amor que é Ele próprio, porque « Deus é amor ». 58 E sobretudo o amor é maior do que o pecado, do que a fraqueza e do que « a caducidade do que foi criado », 59 mais forte do que a morte; é amor sempre pronto a erguer e a perdoar, sempre pronto para ir ao encontro do filho pródigo, 60 sempre em busca da « revelação dos filhos de Deus », 61 que são chamados para a glória futura. 62 Esta revelação do amor é definida também misericórdia; 63 e tal revelação do amor e da misericórdia tem na história do homem uma forma e um nome: chama-se Jesus Cristo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;10. Dimensão humana do mistério da Redenção&lt;br /&gt;O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente. E por isto precisamente Cristo Redentor, como já foi dito acima, revela plenamente o homem ao próprio homem. Esta é — se assim é lícito exprimir-se — a dimensão humana do mistério da Redenção. Nesta dimensão o homem reencontra a grandeza, a dignidade e o valor próprios da sua humanidade. No mistério da Redenção o homem é novamente « reproduzido » e, de algum modo, é novamente criado. Ele é novamente criado! « Não há judeu nem gentio, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher: todos vós sois um só em Cristo Jesus ». 64 O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente — não apenas segundo imediatos, parciais, não raro superficiais e até mesmo só aparentes critérios e medidas do próprio ser — deve, com a sua inquietude, incerteza e também fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte, aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar n'Ele com tudo o que é em si mesmo, deve « apropriar-se » e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção, para se encontrar a si mesmo. Se no homem se actuar este processo profundo, então ele produz frutos, não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha perante si próprio. Que grande valor deve ter o homem aos olhos do Criador, se « mereceu ter um tal e tão grande Redentor », 65 se « Deus deu o seu Filho », para que ele, o homem, « não pereça, mas tenha a vida eterna ». 66&lt;br /&gt;Na realidade, aquela profunda estupefacção a respeito do valor e dignidade do homem chama-se Evangelho, isto é a Boa Nova. Chama-se também Cristianismo. Uma tal estupefacção determina a missão da Igreja no mundo, também, e talvez mais ainda, « no mundo contemporâneo ». Tal estupefacção e conjuntamente persuasão e certeza, que na sua profunda raiz é a certeza da fé, mas que de um modo recôndito e misterioso vivifica todos os aspectos do humanismo autêntico, está intimamente ligada a Cristo. Ela estabelece também o lugar do mesmo Jesus Cristo — se assim se pode dizer — o seu particular direito de cidadania na história do homem e da humanidade. A Igreja, que não cessa de contemplar o conjunto do mistério de Cristo, sabe com toda a certeza da fé, que a Redenção que se verificou por meio da Cruz, restituíu definitivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua existência no mundo, sentido que ele havia perdido em considerável medida por causa do pecado. E por isso a Redenção realizou-se no mistério pascal, que, através da cruz e da morte, conduz à ressurreição.&lt;br /&gt;A tarefa fundamental da Igreja de todos os tempos e, de modo particular, do nosso, é a de dirigir o olhar do homem e de endereçar a consciência e experiência de toda a humanidade para o mistério de Cristo, de ajudar todos os homens a ter familiaridade com a profundidade da Redenção que se verifica em Cristo Jesus. Simultaneamente, toca-se também a esfera mais profunda do homem, a esfera — queremos dizer — dos corações humanos, das consciências humanas e das vicissitudes humanas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;11. O Mistério de Cristo na base da missão da Igreja e do Cristianismo&lt;br /&gt;O II Concílio do Vaticano realizou um trabalho imenso, para formar aquela plena e universal consciência da Igreja, acerca da qual escrevia o Papa Paulo VI na sua primeira Encíclica. Uma tal consciência — ou antes autoconsciência da Igreja — forma-se « no diálogo », o qual, antes de se tornar colóquio, deve volver a própria atenção para « o outro », ou seja para aquele com o qual queremos falar. O Concílio Ecuménico deu um impulso fundamental para se formar a autoconsciência da Igreja, apresentando-nos, de maneira adequada e competente, a visão do orbe terrestre como de um « mapa » de várias religiões. Além disto, ele demonstrou como sobre este « mapa » das religiões do mundo se sobrepõe em estratos — nunca dantes conhecidos e característicos da nossa época — o fenómeno do ateísmo nas suas várias formas, a começar do ateísmo programado, organizado e estruturado em sistema político.&lt;br /&gt;Quanto à religião, trata-se, antes de mais, da religião como fenómeno universal, conjunto com a história do homem desde o início; depois, das várias religiões não cristãs e, por fim, do próprio cristianismo. O documento do Concílio dedicado às religiões não cristãs é, em particular, um documento cheio de estima profunda pelos grandes valores espirituais, ou melhor, pelo primado daquilo que é espiritual, e que encontra na vida da humanidade a sua expressão na religião e, em seguida, na moralidade, que se reflecte em toda a cultura. Justamente os Padres da Igreja viam nas diversas religiões como que outros tantos reflexos de uma única verdade, como que « germes do Verbo », 67 os quais testemunham que, embora por caminhos diferentes, está contudo voltada para uma mesma direcção a mais profunda aspiração do espírito humano, tal como ela se exprime na busca de Deus; e conjuntamente na busca, mediante a tensão no sentido de Deus, da plena dimensão da humanidade, ou seja, do sentido pleno da vida humana. O Concílio dedicou uma particular atenção à religião judaica, recordando o grande património espiritual que é comum aos cristãos e aos judeus, e exprimiu a sua estima para com os crentes do Islão, cuja fé se refere também a Abraão. 68&lt;br /&gt;Em virtude da abertura provocada pelo II Concílio do Vaticano, a Igreja e todos os cristãos puderam alcançar uma consciência mais completa do mistério de Cristo, « mistério oculto por tantos séculos » 69 em Deus, para ser revelado no tempo, no Homem Jesus Cristo, e para se revelar continuamente, em todos os tempos. Em Cristo e por Cristo, Deus revelou-se plenamente à humanidade e aproximou-se definitivamente dela; e, ao mesmo tempo, em Cristo e por Cristo, o homem adquiriu plena consciência da sua dignidade, da sua elevação, do valor transcendente da própria humanidade e do sentido da sua existência. &lt;br /&gt;Importa, pois, que nós todos — quantos somos seguidores de Cristo — nos encontremos e nos unamos em torno d'Ele mesmo. Esta união, nos diversos sectores da vida, da tradição e das estruturas e disciplina de cada uma das Igrejas ou das Comunidades eclesiais, não poderá ser actuada sem um válido trabalho que tenda para se chegar a um conhecimento recíproco e para a remoção dos obstáculos ao longo do caminho para uma perfeita unidade. No entanto, podemos e devemos, já a partir de agora, conseguir e manifestar ao mundo a nossa unidade: no anunciar o mistério de Cristo, no tornar patente a dimensão divina e conjuntamente humana da Redenção, no lutar com infatigável perseverança por aquela dignidade que todos os homens alcançaram e podem alcançar continuamente em Cristo, que é a dignidade da graça da adopção divina e simultaneamente dignidade da verdade interior da humanidade, a qual — se na consciência comum do mundo contemporâneo chegou a ter um realce assim tão fundamental — para nós ainda ressalta mais à luz daquela realidade que é Ele: Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Jesus Cristo é princípio estável e centro permanente da missão que o próprio Deus confiou ao homem. E nesta missão devemos participar todos, nela devemos concentrar todas as nossas forças, uma vez que ela é mais do que nunca necessária para a humanidade do nosso tempo. E se uma tal missão parece encontrar na nossa época oposições maiores do que em qualquer outro tempo, então esta circunstância está a demonstrar também que ela na nossa época é ainda mais necessária e — não obstante as oposições — mais esperada do que nunca. Aqui tocamos indirectamente naquele mistério da economia divina que uniu a salvação e a graça com a Cruz. Não foi em vão que Cristo disse alguma vez que « o reino dos céus é objecto de violência, e os violentos tornam-se seus senhores »; 70 e, ainda, que « os filhos deste mundo são mais sagazes do que os filhos da luz ». 71 Aceitemos esta admoestação de bom grado, para sermos como aqueles « violentos de Deus » que tantas vezes nos foi dado ver na história da Igreja e que descortinamos ainda hoje, a fim de nos unirmos conscientemente na grande missão, ou seja: revelar Cristo ao mundo, ajudar cada um dos homens para que se encontre a si mesmo n'Ele, ajudar as gerações contemporâneas dos nossos irmãos e irmãs, povos, nações, estados, humanidade, países ainda não desenvolvidos e países da opulência, ajudar todos, em suma, a conhecer as « imperscrutáveis riquezas de Cristo », 72 pois estas são para todos e cada um dos homens e constituem o bem de cada um deles. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12. Missão da Igreja e liberdade do homem&lt;br /&gt;Nesta união na missão, da qual decide sobretudo o mesmo Cristo, todos os cristãos devem descobrir aquilo que os une, ainda antes de se realizar a sua plena comunhão. Esta é a união apostólica e missionária, missionária e apostólica. Graças a esta união, podemos juntos aproximar-nos do magnífico património do espírito humano, que se manifestou em todas as religiões, como diz a Declaração do II Concílio do Vaticano Nostra Aetate. 73 E graças à mesma união, abeirar-nos-emos também de todas as culturas, de todas as concepções ideológicas e de todos os homens de boa vontade. E aproximar-nos-emos com aquela estima, respeito e discernimento que, já desde os tempos apostólicos, distinguiam a atitude missionária e do missionário. Basta-nos recordar São Paulo e, por exemplo, o seu discurso no Areópago de Atenas. 74 A atitude missionária começa sempre por um sentimento de profunda estima para com aquilo « que há no homem », 75 por aquilo que ele, no íntimo do seu espírito, elaborou quanto aos problemas mais profundos e mais importantes; trata-se de respeito para com aquilo que nele operou o Espírito, que « sopra onde quer ». 76 A missão não é nunca uma destruição, mas uma reassunção de valores e uma nova construção, ainda que na prática nem sempre tenha havido plena correspondência com um ideal assim tão elevado. A conversão, que da missão deve tomar início, sabemos bem que é obra da graça, na qual o homem há-de encontrar-se plenamente a si mesmo.&lt;br /&gt;Por tudo isto, a Igreja do nosso tempo dá grande importância a tudo aquilo que o II Concílio do Vaticano expôs na Declaração sobre a Liberdade Religiosa, tanto na primeira como na segunda parte do Documento. 77 Sentimos profundamente o carácter compromissivo da verdade que Deus nos revelou. Damo-nos conta, em particular, do grande sentido de responsabilidade por esta verdade. A Igreja, por instituição de Cristo, dela é guarda e mestra, sendo precisamente para isso dotada de uma singular assistência do Espírito Santo, a fim de poder guardá-la fielmente e ensiná-la na sua mais exacta integridade. 78&lt;br /&gt;No desempenho desta missão, olhemos para o próprio Cristo, Aquele que é o primeiro evangelizador, 79 e olhemos também para os seus Apóstolos, Mártires e Confessores. A Declaração sobre a Liberdade Religiosa põe a claro, de modo bem convincente, como Cristo e, em seguida, os seus Apóstolos, ao anunciarem a verdade que não provém dos homens, mas sim de Deus — « a minha doutrina não é tão minha como daquele que me enviou », ou seja, o Pai 80 — embora agindo com todo o vigor do espírito, conservam uma profunda estima pelo homem, pela sua inteligência, pela sua vontade, pela sua consciência e pela sua liberdade. 81 De tal modo, a própria dignidade da pessoa humana torna-se conteúdo daquele anúncio, mesmo sem palavras, mas simplesmente através do comportamento em relação à mesma pessoa livre. Um comportamento assim parece corresponder às necessidades particulares do nosso tempo. Uma vez que nem em tudo aquilo que os vários sistemas e também homens singulares vêem e propagam como liberdade está de facto a verdadeira liberdade do homem, mais a Igreja, por força da sua divina missão, se torna guarda desta liberdade, a qual é condição e base da verdadeira dignidade da pessoa humana.&lt;br /&gt;Jesus Cristo vai ao encontro do homem de todas as épocas, também do da nossa época, com as mesmas palavras que disse alguma vez: « conhecereis a verdade, e a verdade torna-vos-á livres ». 82 Estas palavras encerram em si uma exigência fundamental e, ao mesmo tempo, uma advertência: a exigência de uma relação honesta para com a verdade, como condição de uma autêntica liberdade; e a advertência, ademais, para que seja evitada qualquer verdade aparente, toda a liberdade superficial e unilateral, toda a liberdade que não compreenda cabalmente a verdade sobre o homem e sobre o mundo. Ainda hoje, depois de dois mil anos, Cristo continua a aparecer-nos como Aquele que traz ao homem a liberdade baseada na verdade, como Aquele que liberta o homem daquilo que limita, diminui e como que espedaça essa liberdade nas próprias raízes, na alma do homem, no seu coração e na sua consciência. Que confirmação estupenda disto mesmo deram e não cessam de dar aqueles que, graças a Cristo e em Cristo, alcançaram a verdadeira liberdade e a manifestaram até em condições de constrangimento exterior!&lt;br /&gt;E o próprio Jesus Cristo, quando compareceu prisioniero diante do tribunal de Pilatos e por ele foi interrogado acerca das acusações que Lhe tinham sido feitas pelos representantes do Sinédrio, porventura não respondeu Ele: « Para isto é que eu nasci e para isto é que eu vim ao mundo: para dar testemunho da verdade »? 83 Com tais palavras pronunciadas diante do juiz, no momento decisivo, foi como se quisesse confirmar, uma vez mais ainda, o que já havia dito em precedência: « Conhecereis a verdade, e a verdade tornar-vos-á livres ». No decorrer de tantos séculos e de tantas gerações, a começar dos tempos dos Apóstolos, não foi acaso o mesmo Jesus Cristo que tantas vezes compareceu ao lado dos homens julgados por causa da verdade, e não foi Ele para a morte, talvez, conjuntamente com homens condenados por causa da verdade? Cessa Ele, porventura, de continuamente ser o porta-voz e advogado do homem que vive « em espírito e em verdade »? 84 Do mesmo modo que não cessa de sê-lo diante do Pai, assim também continua a sê-lo em relação à história do homem. E a Igreja, por sua vez, apesar de todas as fraquezas que fazem parte da história humana, não cessa de seguir Aquele que proclamou: « Aproxima-se a hora, ou melhor, já estamos nela, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque é assim que o Pai quer os seus adoradores. Deus é espírito, e os que o adoram em espírito e verdade é que o devem adorar ». 85 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;III. O HOMEM REMIDO E A SUA SITUAÇÃO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;13 . Cristo uniu-se com cada um dos homens&lt;br /&gt;Quando, através da experiência da família humana, em contínuo aumento a ritmo acelerado, penetramos no mistério de Jesus Cristo, compreendemos com maior clareza que, na base de todas aquelas vias ao longo das quais — de acordo com a sapiência do Sumo Pontífice Paulo VI 86 — a Igreja dos nossos tempos deve prosseguir, existe uma única via: é a via experimentada de há séculos, e é, ao mesmo tempo, a via do futuro. Cristo Senhor indicou esta via sobretudo, quando — como ensina o Concílio — « pela sua Encarnação, Ele, o Filho de Deus, se uniu de certo modo a cada homem ». 87 A Igreja reconhece, portanto, como sua tarefa fundamental fazer com que uma tal união se possa actuar e renovar continuamente. A Igreja deseja servir esta única finalidade: que cada homem possa encontrar Cristo, a fim de que Cristo possa percorrer juntamente com cada homem o caminho da vida, com a potência daquela verdade sobre o homem e sobre o mundo, contida no mistério da Encarnação e da Redenção, e com a potência do amor que de tal verdade irradia. Sobre o pano de fundo dos sempre crescentes processos na história, que na nossa época parecem frutificar de modo particular no âmbito de vários sistemas, de concepções ideológicas do mundo e de regimes, Cristo torna-se, de certo modo, novamente presente, malgrado todas as suas aparentes ausências, malgrado todas as limitações da presença e da actividade institucional da Igreja. E Jesus Cristo torna-se presente com a potência daquela verdade e daquele amor que n'Ele se exprimiram como plenitude única e que não se pode repetir, se bem que a sua vida na terra tenha sido breve e ainda mais breve a sua actividade pública.&lt;br /&gt;Jesus Cristo é a via principal da Igreja. Ele mesmo é a nossa via para « a casa do Pai » 88 e é também a via para cada homem. Por esta via que leva de Cristo ao homem, por esta via na qual Cristo se une a cada homem, a Igreja não pode ser entravada por ninguém. Isso é exigência do bem temporal e do bem eterno do mesmo homem. Por respeito a Cristo e em razão daquele mistério que a vida da mesma Igreja constitui, esta não pode permanecer insensível a tudo aquilo que serve o verdadeiro bem do homem, assim como não pode permanecer indiferente àquilo que o ameaça. O II Concílio do Vaticano, em diversas passagens dos seus documentos, deixou bem expressa esta fundamental solicitude da Igreja, a fim de que « a vida no mundo /seja/ mais conforme com a dignidade sublime de homem », 89 em todos os seus aspectos, e por tornar essa vida « cada vez mais humana ». 90 Esta é a solicitude do próprio Cristo, o Bom Pastor de todos os homens. Em nome de uma tal solicitude, conforme lemos na Constituição pastoral do Concílio, « a Igreja que, em razão da sua missão e competência, de modo algum se confude com a comunidade política nem está ligada a qualquer sistema político determinado, é ao mesmo tempo o sinal e a salvaguarda do carácter transcendente da pessoa humana ». 91 &lt;br /&gt;Aqui, portanto, trata-se do homem em toda a sua verdade, com a sua plena dimensão. Não se trata do homem « abstracto », mas sim real: do homem « concreto », « histórico ». Trata-se de « cada » homem, porque todos e cada um foram compreendidos no mistério da Redenção, e com todos e cada um Cristo se uniu, para sempre, através deste mistério. Todo o homem vem ao mundo concebido no seio materno e nasce da própria mãe, e é precisamente por motivo do mistério da Redenção que ele é confiado à solicitude da Igreja. Tal solicitude diz respeito ao homem todo, inteiro, e está centrada sobre ele de modo absolutamente particular. O objecto destes cuidados da Igreja é o homem na sua única e singular realidade humana, na qual permanece intacta a imagem e semelhança com o próprio Deus. 92 O Concílio indica isto precisamente, quando, ao falar de tal semelhança recorda que o homem é « a única criatura sobre a terra a ser querida por Deus por si mesma ». 93 O homem tal como foi « querido » por Deus, como por Ele foi eternamente « escolhido », chamado e destinado à graça e à glória, este homem assim é exactamente « todo e qualquer » homem, o homem « o mais concreto », « o mais real »; este homem, depois, é o homem em toda a plenitude do mistério de que se tornou participante em Jesus Cristo, mistério de que se tornou participante cada um dos quatro biliões de homens que vivem sobre o nosso planeta, desde o momento em que é concebido sob o coração da própria mãe. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;14. Todas as vias da Igreja levam ao homem&lt;br /&gt;A Igreja não pode abandonar o homem, cuja « sorte », ou seja, a escolha, o chamamento, o nascimento e a morte, a salvação ou a perdição, estão de maneira tão íntima e indissolúvel unidos a Cristo. E trata-se aqui precisamente de todos e cada um dos homens sobre este planeta, nesta terra que o Criador deu ao primeiro homem, dizendo ao mesmo tempo ao homem e à mulher: « submetei-a (a terra) e dominai-a ». 94 Cada homem, pois, em toda a sua singular realidade do ser e do agir, da inteligência e da vontade, da consciência e do coração. O homem nessa sua singular realidade (porque é « pessoa ») tem uma própria história da sua vida e, sobretudo, uma própria história da sua alma. O homem que, segundo a interior abertura do seu espírito, e conjuntamente a tantas e tão diversas necessidades do seu corpo e da sua existência temporal, escreve esta sua história pessoal, fá-lo através de numerosos ligames, contactos, situações e estruturas sociais, que o unem a outros homens; e faz isso a partir do primeiro momento da sua existência sobre a terra, desde o momento da sua concepção e do seu nascimento. O homem, na plena verdade da sua existência, do seu ser pessoal e, ao mesmo tempo, do seu ser comunitário e social — no âmbito da própria família, no âmbito de sociedades e de contextos bem diversos, no âmbito da própria nação, ou povo (e, talvez, ainda somente do clã ou da tribo), enfim no âmbito de toda a humanidade — este homem é o primeiro caminho que a Igreja deve percorrer no cumprimento da sua missão: ele é a primeira e fundamental via da Igreja, via traçada pelo próprio Cristo e via que imutavelmente conduz através do mistério da Encarnação e da Redenção.&lt;br /&gt;Este homem assim precisamente, em toda a verdade da sua vida, com a sua consciência, com a sua contínua inclinação para o pecado e, ao mesmo tempo, com a sua contínua aspiração pela verdade, pelo bem, pelo belo, pela justiça e pelo amor, precisamente um tal homem tinha diante dos olhos o II Concílio do Vaticano, quando, ao delinear a sua situação no mundo contemporâneo, se transferia sempre das componentes externas desta situação para a verdade imanente da humanidade: « É no íntimo do homem precisamente que muitos elementos se combatem entre si. Enquanto, por uma parte, ele se experimenta, como criatura que é, multiplamente limitado, por outra, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, vê-se obrigado a escolher entre elas e a renunciar a algumas. Mais ainda, fraco e pecador, faz muitas vezes aquilo que não quer e não realiza o que desejaria fazer. Sofre assim em si mesmo a divisão, da qual tantas e tão graves discórdias se originam para a sociedade ». 95 &lt;br /&gt;É este homem assim que é a via da Igreja; via que se encontra, de certo modo, na base de todas aquelas vias pelas quais a Igreja deve caminhar: porque o homem — todos e cada um dos homens, sem excepção alguma — foi remido por Cristo; e porque com o homem — cada homem, sem excepção alguma — Cristo de algum modo se uniu, mesmo quando tal homem disso não se acha consciente: « Cristo, morto e ressuscitado por todos os homens, a estes — a todos e a cada um dos homens — oferece sempre... a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação ». 96&lt;br /&gt;Sendo portanto este homem a via da Igreja, via da sua vida e experiência quotidianas, da sua missão e actividade, a Igreja do nosso tempo tem de estar, de maneira sempre renovada, bem ciente da « situação » de tal homem. E mais: a Igreja deve estar bem ciente das suas possibilidades, que tomam sempre nova orientação e assim se manifestam; ela tem de estar bem ciente, ao mesmo tempo ainda, das ameaças que se apresentam contra o homem. Ela deve estar cônscia, outrossim, de tudo aquilo que parece ser contrário ao esforço para que « a vida humana se torne cada vez mais humana » 97 e para que tudo aquilo que compõe esta mesma vida corresponda à verdadeira dignidade do homem. Numa palavra, a Igreja deve estar bem cônscia de tudo aquilo que é contrário a um tal processo de nobilitação da vida humana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;15. De que é que o homem contemporâneo tem medo&lt;br /&gt;Conservando, pois, viva na memória a imagem que de maneira tão perspicaz e autorizada traçou o II Concílio do Vaticano, procuraremos, uma vez mais ainda, adaptar este quadro aos « sinais dos tempos », bem como às exigências da situação que muda continuamente e evolui em determinadas direcções.&lt;br /&gt;O homem de hoje parece estar sempre ameaçado por aquilo mesmo que produz; ou seja, pelo resultado do trabalho das suas mãos e, ainda mais, pelo resultado do trabalho da sua inteligência e das tendências da sua vontade. Os frutos desta multiforme actividade do homem, com muita rapidez e de modo muitas vezes imprevisível, passam a ser, não tanto objecto de « alienação », no sentido de que são simplesmente tirados àquele que os produz, quanto, ao menos parcialmente e num círculo consequente e indirecto dos seus efeitos, tais frutos se voltam contra o próprio homem. Eles passam então, de facto, a ser dirigidos, ou podem ser dirigidos contra o homem. E nisto assim parece consistir o capítulo principal do drama da existência humana contemporânea na sua mais ampla e universal dimensão. O homem, portanto, cada vez mais vive com medo. Ele teme que os seus produtos, naturalmente não todos e não na maior parte, mas alguns e precisamente aqueles que encerram uma especial porção da sua genialidade e da sua iniciativa, possam ser voltados de maneira radical contra si mesmo; teme que eles possam tornar-se meios e instrumentos de uma inimaginável autodestruição, perante a qual todos os cataclismas e as catástrofes da história, que nós conhecemos, parecem ficar a perder de vista. Deve pôr-se, portanto, uma interrogação: por que razão um tal poder, dado desde o princípio ao homem, poder mediante o qual ele devia dominar a terra, 98 se volta assim contra ele, provocando um compreensível estado de inquietude, de consciente ou inconsciente medo, e de ameaça que de diversas maneiras se comunica a toda a família humana contemporânea e se manifesta sob vários aspectos?&lt;br /&gt;Este estado de ameaça contra o homem, da parte dos seus mesmos produtos, tem várias direcções e vários graus de intensidade. Parece que estamos cada vez mais cônscios do facto de a exploração da terra, do planeta em que vivemos, exigir um planeamento racional e honesto. Ao mesmo tempo, tal exploração para fins não somente industriais mas também militares, o desenvolvimento da técnica não controlado nem enquadrado num plano com perspectivas universais e autenticamente humanístico, trazem muitas vezes consigo a ameaça para o ambiente natural do homem, alienam-no nas suas relações com a natureza e apartam-no da mesma natureza. E o homem parece muitas vezes não dar-se conta de outros significados do seu ambiente natural, para além daqueles somente que servem para os fins de um uso ou consumo imediatos. Quando, ao contrário, era vontade do Criador que o homem comunicasse com a natureza como « senhor » e «guarda » inteligente e nobre, e não como um « desfrutador » e « destrutor » sem respeito algum.&lt;br /&gt;O progresso da técnica e o desenvolvimento da civilização do nosso tempo, que é marcado aliás pelo predomínio da técnica, exigem um proporcional desenvolvimento também da vida moral e da ética. E no entanto este último, infelizmente, parece ficar sempre atrasado. Por isso, este progresso, de resto tão maravilhoso, em que é difícil não vislumbrar também os autênticos sinais da grandeza do mesmo homem, os quais, em seus germes criativos, já nos são revelados nas páginas do Livro do Génesis, na descrição da sua mesma criação, 99 este progresso não pode deixar de gerar multíplices inquietações. Uma primeira inquietação diz respeito à questão essencial e fundamental: Este progresso, de que é autor e fautor o homem, torna de facto a vida humana sobre a terra, em todos os seus aspectos, « mais humana »? Torna-a mais « digna do homem »? Não pode haver dúvida de que, sob vários aspectos, a torna de facto tal. Esta pergunta, todavia, retorna obstinadamente e pelo que respeita àquilo que é essencial em sumo grau: se o homem, enquanto homem, no contexto deste progresso, se torna verdadeiramente melhor, isto é, mais amadurecido espiritualmente, mais consciente da dignidade da sua humanidade, mais responsável, mais aberto para com o outros, em particular para com os mais necessitados e os mais fracos, e mais disponível para proporcionar e prestar ajuda a todos.&lt;br /&gt;Esta é a pergunta que os cristãos devem pôr-se, precisamente porque Cristo os sensibilizou assim de modo universal quanto ao problema do homem. E a mesma pergunta devem também pôr-se todos os homens, especialmente aqueles que fazem parte daqueles ambientes sociais que se dedicam activamente ao desenvolvimento e ao progresso nos nossos tempos. Ao observar estes processos e tomando parte neles, não podemos deixar que se aposse de nós a euforia, nem podemos deixar-nos levar por um unilateral entusiasmo pelas nossas conquistas; mas todos devemos pôr-nos, com absoluta lealdade, objectividade e sentido de responsabilidade moral, as perguntas essenciais pelo que se refere à situação do homem, hoje e no futuro. Todas as conquistas alcançadas até agora, bem como as que estão projectadas pela técnica para o futuro, estão de acordo com o progresso moral e espiritual do homem? Neste contexto o homem, enquanto homem, desenvolve-se e progride, ou regride e degrada-se na sua humanidade? Prevalece nos homens, « no mundo do homem » — que é em si mesmo um mundo de bem e de mal moral — o bem ou o mal? Crescem verdadeiramente nos homens, entre os homens, o amor social, o respeito pelos direitos de outrem — de todos e de cada um dos homens, de cada nação, de cada povo — ou, pelo contrário, crescem os egoísmos de vário alcance, os nacionalismos exagerados em vez do autêntico amor da pátria, e, ainda, a tendência para dominar os outros, para além dos próprios e legítimos direitos e méritos, e a tendência para desfrutar de todo o progresso material e técnico-produtivo exclusivamente para o fim de predominar sobre os outros, ou em favor deste ou daqueloutro imperialismo?&lt;br /&gt;Eis as interrogações essenciais que a Igreja não pode deixar de pôr-se, porque, de maneira mais ou menos explícita, as põem a si próprios biliões de homens que vivem hoje no mundo. O tema do desenvolvimento e do progresso anda nas bocas de todos e aparece nas colunas de todos os jornais e nas publicações, em quase todas as línguas do mundo contemporâneo. Não esqueçamos, todavia, que este tema não contém somente afirmações e certezas mas também perguntas e angustiosas inquietudes. Estas últimas não são menos importantes do que as primeiras. Elas correspondem à natureza dialéctica fundamental da solicitude do homem pelo homem, pela sua própria humanidade e pelo futuro dos homens sobre a face da terra. A Igreja, que é animada pela fé escatológica, considera esta solicitude pelo homem, pela sua humanidade e pelo futuro dos homens sobre a face da terra e, por consequência, pela orientação de todo o desenvolvimento e progresso, como um elemento essencial da sua missão, indissoluvelmente ligado com ela. E o princípio de uma tal solicitude encontra-o a mesma Igreja no próprio Jesus Cristo, como testemunham os Evangelhos. E é por isso mesmo que ela deseja acrescê-la continuamente n'Ele, ao reler a situação do homem no mundo contemporâneo, segundo os mais importantes sinais do nosso tempo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;16. Progresso ou ameaça?&lt;br /&gt;Se, portanto, o nosso tempo, o tempo da nossa geração, o tempo que se vai aproximando do fim do segundo Milénio da nossa era cristã, se nos manifesta como um tempo de grande progresso, ele apresenta-se também como um tempo de multiforme ameaça contra o homem, da qual a Igreja deve falar a todos os homens de boa vontade e sobre a qual ela deve constantemente dialogar com eles. A situação do homem no mundo contemporâneo, de facto, parece estar longe das exigências objectivas da ordem moral, assim como das exigências da justiça e, mais ainda, do amor social. Não se trata aqui senão daquilo que teve a sua expressão na primeira mensagem do Criador dirigida ao homem no momento em que lhe dava a terra, para que ele a « dominasse ». 100 Esta primeira mensagem de Deus foi confirmada depois, no mistério da Redenção, por Cristo Senhor. Isto foi expresso pelo II Concílio do Vaticano naqueles belíssimos capítulos do seu ensino que dizem respeito à « realeza » do homem, isto é, à sua vocação para participar na função real — o « munus regale » — do mesmo Cristo. 101 O sentido essencial desta « realeza » e deste « domínio » do homem sobre o mundo visível, que lhe foi confiado como tarefa pelo próprio Criador, consiste na prioridade da ética sobre a técnica, no primado da pessoa sobre as coisas e na superioridade do espírito sobre a matéria.&lt;br /&gt;É por isso mesmo que é necessário acompanhar atentamente todas as fases do progresso hodierno: é preciso, por assim dizer, fazer a radiografia de cada uma das suas etapas exactamente deste ponto de vista. Está em causa o desenvolvimento da pessoa e não apenas a multiplicação das coisas, das quais as pessoas podem servir-se. Trata-se — como disse um filósofo contemporâneo e como afirmou o Concílio — não tanto de « ter mais », quanto de « ser mais ». 102 Com efeito, existe já um real e perceptível perigo de que, enquanto progride enormemente o domínio do homem sobre o mundo das coisas, ele perca os fios essenciais deste seu domínio e, de diversas maneiras, submeta a elas a sua humanidade, e ele próprio se torne objecto de multiforme manipulação, se bem que muitas vezes não directamente perceptível; manipulação através de toda a organização da vida comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de pressões dos meios de comunicação social. O homem não pode renunciar a si mesmo, nem ao lugar que lhe compete no mundo visível; ele não pode tornar-se escravo das coisas, escravo dos sistemas económicos, escravo da produção e escravo dos seus próprios produtos. Uma civilização de feição puramente materialista condena o homem a tal escravidão, embora algumas vezes, indubitavelmente, isso aconteça contra as intenções e as mesmas premissas dos seus pioneiros. Na raiz da actual solicitude pelo homem está sem dúvida alguma este problema. E não é questão aqui somente de dar uma resposta abstracta à pergunta: quem é o homem; mas trata-se de todo o dinamismo da vida e da civilização. Trata-se do sentido das várias iniciativas da vida quotidiana e, ao mesmo tempo, das premissas para numerosos programas de civilização, programas políticos, económicos, sociais, estatais e muitos outros.&lt;br /&gt;Se nós ousamos definir a situação do homem contemporâneo como estando longe das exigências objectivas da ordem moral, longe das exigências da justiça e, ainda mais, do amor social, é porque isto é confirmado por factos bem conhecidos e por confrontos que se podem fazer e que, por mais de uma vez, já tiveram ressonância directa nas páginas das enunciações pontifícias, conciliares e sinodais. 103 A situação do homem na nossa época não é certamente uniforme, mas sim diferenciada de múltiplas maneiras. Estas diferenças têm as suas causas históricas, mas também têm uma forte ressonância ética. É assaz conhecido, de facto, o quadro da civilização consumística, que consiste num certo excesso de bens necessários ao homem e a sociedades inteiras — e aqui trata-se exactamente das sociedades ricas e muito desenvolvidas — enquanto que as restantes sociedades, ao menos largos estratos destas, sofrem a fome, e muitas pessoas morrem diariamente por desnutrição ou inédia. Simultaneamente sucede que se dá por parte de uns um certo abuso da liberdade, que está ligado precisamente a um modo de comportar-se consumístico, não controlado pela ética, enquanto isso limita contemporâneamente a liberdade dos outros, isto é, daqueles que sofrem notórias carências e se vêem empurrados para condições de ulterior miséria e indigência.&lt;br /&gt;Este confronto, universalmente conhecido, e o contraste a que dedicaram a sua atenção, nos documentos do seu magistério, os Sumos Pontífices do nosso século, mais recentemente João XXIII assim como Paulo VI, 104 representam como que um gigantesco desenvolvimento da parábola bíblica do rico avarento e do pobre Lázaro. 105&lt;br /&gt;A amplitude do fenómeno põe em questão as estruturas e os mecanismos financeiros, monetários, produtivos e comerciais, que, apoiando-se em diversas pressões políticas, regem a economia mundial: eles demonstram-se como que incapazes quer para reabsorver as situações sociais injustas, herdadas do passado, quer para fazer face aos desafios urgentes e às exigências éticas do presente. Submetendo o homem às tensões por ele mesmo criadas, dilapidando, com um ritmo acelerado, os recursos materiais e energéticos e comprometendo o ambiente geofísico, tais estruturas dão azo a que se estendam incessantemente as zonas de miséria e, junto com esta, a angústia, a frustração e a amargura. 106&lt;br /&gt;Encontramo-nos aqui perante o grande drama, que não pode deixar ninguém indiferente. O sujeito que, por um lado, procura auferir o máximo proveito, bem como aquele que, por outro lado, paga as consequências dos danos e das injúrias, é sempre o homem. E tal drama é ainda mais exacerbado pela proximidade com os estratos sociais privilegiados e com os países da opulência, que acumulam os bens num grau excessivo e cuja riqueza se torna, muitas vezes por causa do abuso, motivo de diversos mal-estares. A isto ajuntem-se a febre da inflação e a praga do desemprego: e eis outros sintomas de tal desordem moral, que se faz sentir na situação mundial e que exige por isso mesmo resoluções audaciosas e criativas, conformes com a autêntica dignidade do homem. 107 &lt;br /&gt;Uma tal tarefa não é impossível de realizar. O princípio de solidariedade, em sentido lato, deve inspirar a busca eficaz de instituições e de mecanismos apropriados: quer se trate do sector dos intercâmbios, em que é necessário deixar-se conduzir pelas leis de uma sã competição, quer se trate do plano de uma mais ampla e imediata redistribuição das riquezas e dos controlos sobre as mesmas, a fim de que os povos que se encontram em vias de desenvolvimento económico possam, não apenas satisfazer às suas exigências essenciais, mas também progredir gradual e eficazmente.&lt;br /&gt;Não será fácil avançar, porém, neste difícil caminho, no caminho da indispensável transformação das estruturas da vida económica, se não intervier uma verdadeira conversão das mentes, das vontades e dos corações. A tarefa exige a aplicação decidida de homens e de povos livres e solidários. Com muita frequência se confunde a liberdade com o instinto do interesse individual e colectivo, ou ainda com o instinto de luta e de domínio, quaisquer que sejam as cores ideológicas de que eles se revistam. E óbvio que esses instintos existem e operam; mas não será possível ter-se uma economia verdadeiramente humana, se eles não forem assumidos, orientados e dominados pelas forças mais profundas que se encontram no homem, e que são aquelas que decidem da verdadeira cultura dos povos. E é precisamente destas fontes que deve nascer o esforço, no qual se exprimirá a verdadeira liberdade do homem, e que será capaz de a assegurar também no campo económico. O desenvolvimento económico, conjuntamente com tudo aquilo que faz parte do seu modo próprio e adequado de funcionar, tem de ser constantemente programado e realizado dentro de uma perspectiva de desenvolvimento universal e solidário dos homens tomados singularmente e dos povos, conforme recordava de maneira convincente o meu Predecessor Paulo VI na Encíclica Populorum Progressio. Sem isso, a simples categoria do « progresso económico » torna-se uma categoria superior, que passa a subordinar o conjunto da existência humana às suas exigências parciais, sufoca o homem, desagrega as sociedades e acaba por desenvolver-se nas suas próprias tensões e nos seus mesmos excessos.&lt;br /&gt;É possível assumir este dever; testemunham-no os factos certos e os resultados, que é difícil enumerar aqui de maneira mais pormenorizada. E uma coisa, contudo, é certa: na base deste campo gigantesco é necessário estabelecer, aceitar e aprofundar o sentido da responsabilidade moral, que tem de assumir o homem. Ainda uma vez e sempre, o homem. Para nós cristãos uma tal responsabilidade torna-se particularmente evidente, quando recordamos — e devemos recordá-lo sempre — a cena do juízo final, segundo as palavras de Cristo, referidas no Evangelho de São Mateus. l08&lt;br /&gt;Essa cena escatológica tem de ser sempre « aplicada » à história do homem, deve ser sempre tomada como « medida » dos actos humanos, como um esquema essencial de um exame de consciência para cada um e para todos: « Tive fome e não Me destes de comer...; estava nú e não Me vestistes...; estava na prisão e não fostes visitar-Me ». 109 Estas palavras adquirem um maior cunho de admoestação ainda, se pensamos que, em vez do pão e da ajuda cultural a novos estados e nações que estão a despertar para a vida independente, algumas vezes, se lhes oferecem, não raro com abundância, armas modernas e meios de destruição, postos ao serviço de conflitos armados e de guerras, que não são tanto uma exigência da defesa dos seus justos direitos e da sua soberania, quanto sobretudo uma forma de « chauvinismo », de imperialismo e de neo-colonialismo de vários géneros. Todos sabemos bem que as zonas de miséria ou de fome, que existem no nosso globo, poderiam ser « fertilizadas » num breve espaço de tempo, se os gigantescos investimentos para os armamentos, que servem para a guerra e para a destruição, tivessem sido em contrapartida convertidos em investimentos para a alimentação, que servem para a vida.&lt;br /&gt;Esta consideração talvez permaneça parcialmente « abstracta »; talvez dê azo a uma e à outra « parte » para se acusar reciprocamente, esquecendo cada qual as próprias culpas; talvez provoque mesmo novas acusações contra a Igreja. &lt;br /&gt;Esta, porém, não dispondo de outras armas, senão das do espírito, das armas da palavra e do amor, não pode renunciar a pregar a Palavra, insistindo oportuna e inoportunamente. 110 Por isso, ela não cessa de solicitar a cada uma das partes e de pedir a todos, em nome de Deus e em nome do homem: Não mateis! Não prepareis para os homens destruições e extermínio! Pensai nos vossos irmãos que sofrem a fome e a miséria! Respeitai a dignidade e a liberdade de cada um! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;17. Direitos do homem « letra » ou «espírito »&lt;br /&gt;O nosso século tem sido até agora um século de grandes calamidades para o homem, de grandes devastações, não só materiais, mas também morais, ou melhor, talvez sobretudo morais. Não é fácil, certamente, comparar épocas e séculos sob este aspecto, uma vez que isso depende também dos critérios históricos que mudam. Não obstante, prescindido muito embora de tais comparações, importa verificar que até agora este século foi um tempo em que os homens prepararam para si mesmos muitas injustiças e sofrimentos. Este processo terá sido decididamente entravado? Em qualquer hipótese, não se pode deixar de recordar aqui, com apreço e com profunda esperança para o futuro, o esforço magnífico realizado para dar vida à Organização das Nações Unidas, um esforço que tende para definir e estabelecer os objectivos e invioláveis direitos do homem, obrigando-se os Estados-membros reciprocamente a uma observância rigorosa dos mesmos. Este compromisso foi aceito e ratificado por quase todos os Estados do nosso tempo; e isto deveria constituir uma garantia para que os direitos do homem se tornassem em todo o mundo, o princípio fundamental do empenho em prol do bem do mesmo homem.&lt;br /&gt;A Igreja não precisa de confirmar quanto este problema está intimamente ligado com a sua missão no mundo contemporâneo. Ele está, com efeito, nas mesmas bases da paz social e internacional, como declararam a este propósito João XXIII, o II Concílio do Vaticano e depois Paulo VI, com documentos pormenorizados. Em última análise, a paz reduz-se ao respeito dos direitos invioláveis do homem — « efeito da justiça será a paz » — ao passo que a guerra nasce da violação destes direitos e acarreta consigo ainda mais graves violações dos mesmos. Se os direitos do homem são violados em tempo de paz, isso torna-se particularmente doloroso e, sob o ponto de vista do progresso, representa um incompreensível fenómeno de luta contra o homem, que não pode de maneira alguma pôr-se de acordo com qualquer programa que se autodefina « humanístico ». E qual seria o programa social, económico, político e cultural que poderia renunciar a esta definição? Nós nutrimos a convicção profunda de que não há no mundo de hoje nenhum programa em que, até mesmo sobre a plataforma de ideologias opostas quanto à concepção do mundo, não seja posto sempre em primeiro lugar o homem.&lt;br /&gt;Ora, se apesar de tais premissas, os direitos do homem são violados de diversas maneiras, se na prática somos testemunhas dos campos de concentração, da violência, da tortura, do terrorismo e de multíplices discriminações, isto deve de ser uma consequência de outras premissas que minam, ou muitas vezes quase anulam a eficácia das premissas humanísticas daqueles programas e sistemas modernos. Então impõe-se necessariamente o dever de submeter os mesmos programas a uma contínua revisão sob o ponto de vista dos objectivos e invioláveis direitos do homem.&lt;br /&gt;A Declaração destes direitos, juntamente com a instituição da Organização das Nações Unidas, não tinham certamente apenas a finalidade de nos apartar das horríveis experiências da última guerra mundial, mas também a finalidade de criar uma base para uma contínua revisão dos programas, dos sistemas e dos regimes, precisamente sob este fundamental ponto de vista, que é o bem do homem — digamos, da pessoa na comunidade — e que, qual factor fundamental do bem comum, deve constituir o critério essencial de todos os programas, sistemas e regimes. Caso contrário, a vida humana, mesmo em tempo de paz, está condenada a vários sofrimentos; e, ao mesmo tempo, junto com tais sofrimentos, desenvolvem-se várias formas de dominação, de totalitarismo, de neocolonialismo e de imperialismo, as quais ameaçam mesmo a convivência entre as nações. Na verdade, é um facto significativo e confirmado por mais de uma vez pelas experiências da história, que a violação dos direitos do homem anda coligada com a violação dos direitos da nação, com a qual o homem está unido por ligames orgânicos, como que com uma família maior.&lt;br /&gt;Já desde a primeira metade deste século, no período em que se estavam a desenvolver vários totalitarismos de estado, os quais — como se sabe — levaram à horrível catástrofe bélica, a Igreja havia claramente delineado a sua posição defronte a estes regimes, que aparentemente agiam por um bem superior, qual é o bem do estado, enquanto que a história haveria de demonstrar que, pelo contrário, aquilo era apenas o bem de um determinado partido, que se tinha identificado com o estado. 111 Esses regimes, na realidade, haviam coarctado os direitos dos cidadãos, negando-lhes o reconhecimento daqueles direitos invioláveis do homem que, pelos meados do nosso século obtiveram a sua formulação no plano internacional. Ao compartilhar a alegria de uma tal conquista com todos os homens de boa vontade, com todos os homens que amam verdadeiramente a justiça e a paz, a Igreja, cônscia de que a « letra » somente pode matar, ao passo que só « o espírito vivifica », 112 deve, conjuntamente com estes homens de boa vontade, de contínuo perguntar se a Declaração dos direitos do homem e a aceitação da sua « letra » significam em toda a parte também a realização do seu « espírito ». Surgem, efectivamente, receios fundados de que muito frequentemente estamos ainda longe de uma tal realização, e de que por vezes o espírito da vida social e pública se acha em dolorosa oposição com a declarada « letra » dos direitos do homem. Este estado de coisas, gravoso para as respectivas sociedades, tornaria aqueles que contribuem para o determinar particularmente responsáveis, perante essas sociedades e perante a história do homem.&lt;br /&gt;O sentido essencial do Estado, como comunidade política, consiste nisto: que a sociedade e, quem a compõe, o povo é soberano do próprio destino. Um tal sentido não se torna uma realidade, se, em lugar do exercício do poder com a participação moral da sociedade ou do povo, tivermos de assistir à imposição do poder por parte de um determinado grupo a todos os outros membros da mesma sociedade. Estas coisas são essenciais na nossa época, em que tem crescido enormemente a consciência social dos homens e, conjuntamente com ela, a necessidade de uma correcta participação dos cidadãos na vida política da comunidade, tendo em conta as reais condições de cada povo e o necessário vigor da autoridade pública. 113 Estes são, pois, os problemas de primária importância sob o ponto de vista do progresso do mesmo homem e do desenvolvimento global da sua humanidade.&lt;br /&gt;A Igreja sempre tem ensinado o dever de agir pelo bem comum; e, procedendo assim, também educou bons cidadãos para cada um dos Estados. Além disso, ela sempre ensinou que o dever fundamental do poder é a solicitude pelo bem comum da sociedade; daqui dimanam os seus direitos fundamentais. Em nome precisamente destas premissas, respeitantes à ordem ética objectiva, os direitos do poder não podem ser entendidos de outro modo que não seja sobre a base do respeito pelos direitos objectivos e invioláveis do homem. Aquele bem comum que a autoridade no Estado serve, será plenamente realizado somente quando todos os cidadãos estiverem seguros dos seus direitos. Sem isto, chega-se ao descalabro da sociedade, à oposição dos cidadãos contra a autoridade, ou então a uma situação de opressão, de intimidação, de violência, ou de terrorismo, de que nos forneceram numerosos exemplos os totalitarismos do nosso século. É assim que o princípio dos direitos do homem afecta profundamente o sector da justiça social e se torna padrão para a sua fundamental verificação na vida dos Organismos políticos.&lt;br /&gt;Entre estes direitos insere-se, e justamente, o direito à liberdade religiosa ao lado do direito da liberdade de consciência. O II Concílio do Vaticano considerou particularmente necessário elaborar uma mais ampla Declaração sobre este tema. É o Documento que se intitula Dignitatis humanae, 114 no qual foi expressa, não somente a concepção teológica do problema, mas também a concepção sob o ponto de vista do direito natural, ou seja da posição « puramente humana », em base àquelas premissas ditadas pela própria experiência do homem, pela razão e pelo sentido da sua dignidade. Certamente, a limitação da liberdade religiosa das pessoas e das comunidades não é apenas uma sua dolorosa experiência, mas atinge antes de mais nada a própria dignidade do homem, independentemente da religião professada ou da concepção que elas tenham do mundo. A limitação da liberdade religiosa e a sua violação estão em contraste com a dignidade do homem e com os seus direitos objectivos. O Documento conciliar acima referido diz com bastante clareza o que seja uma tal limitação e violação da liberdade religiosa. Encontramo-nos em tal caso, sem dúvida alguma, perante uma injustiça radical em relação àquilo que é particularmente profundo no homem e em relação àquilo que é autenticamente humano. Com efeito, até mesmo os fenómenos da incredulidade, da a-religiosidade e do ateísmo, como fenómenos humanos, compreendem-se somente em relação com o fenómeno de religião e da fé. É difícil, portanto, mesmo de um ponto de vista « puramente humano », aceitar uma posição segundo a qual só o ateísmo tem direito de cidadania na vida pública e social, enquanto que os homens crentes, quase por príncipio, são apenas tolerados, ou então tratados como cidadãos de segunda categoria, e até mesmo — o que já tem sucedido — são totalmente privados dos direitos de cidadania.&lt;br /&gt;É necessário, embora com brevidade, tratar também deste tema, porque ele realmente faz parte do complexo das situações do homem no mundo actual, e porque ele também está a testemunhar quanto esta situação está profundamente marcada por preconceitos e por injustiças de vários géneros. Se me abstenho de entrar em pormenores neste campo precisamente, no qual me assistiria um especial direito e dever para o fazer, isso é sobretudo porque, juntamente com todos aqueles que sofrem os tormentos da discriminação e da perseguição por causa do nome de Deus, sou guiado pela fé na força redentora da cruz de Cristo. Desejo, no entanto, em virtude de meu múnus, em nome de todos os homens crentes do mundo inteiro, dirigir-me àqueles de quem, de alguma maneira, depende a organização da vida social e pública, pedindo-lhes ardentemente para respeitarem os direitos da religião e da actividade da Igreja. Não se pede nenhum privilégio, mas o respeito de um elementar direito. A actuação deste direito é um dos fundamentais meios para se aquilatar do autêntico progresso do homem em todos os regimes, em todas as sociedades e em todos os sistemas ou ambientes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;IV. A MISSÃO DA IGREJA E O DESTINO DO HOMEM&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;18. A Igreja solicita pela vocação do homem em Cristo &lt;br /&gt;Esta vista de olhos, necessariamente sumária, da situação do homem no mundo contemporâneo, faz-nos voltar ainda mais os nossos pensamentos e corações para Jesus Cristo, para o mistério da Redenção, no qual o problema do homem se acha inscrito com uma especial força de verdade e de amor. Se Cristo « se uniu de certo modo a cada homem », 115 a Igreja, penetrando no íntimo deste mistério, na sua linguagem rica e universal, está a viver também mais profundamente a própria natureza e missão. Não é em vão que o Apóstolo fala do Corpo de Cristo, que é a Igreja. 116 Se este Corpo Místico de Cristo, depois, é Povo de Deus — como dirá por seu turno o II Concílio do Vaticano, baseando-se em toda a tradição bíblica e patrística — isto quer dizer que todos os homens nele são penetrados por aquele sopro de vida que provém de Cristo. Deste modo, o voltar-se para o homem, voltar-se para os seus reais problemas, para as suas esperanças e sofrimentos, para as suas conquistas e quedas, também faz com que a mesma Igreja como corpo, como organismo e como unidade social, perceba os mesmos impulsos divinos, as luzes e as forças do Espírito que provêm de Cristo crucificado e ressuscitado; e é por isto precisamente que ela vive a sua vida. A Igreja não tem outra vida fora daquela que lhe dá o seu Esposo e Senhor. De facto, precisamente porque Cristo no seu mistério de Redenção se uniu a ela, a Igreja deve estar fortemente unida com cada um dos homens.&lt;br /&gt;Uma tal união de Cristo com o homem é em si mesma um mistério, do qual nasce o « homem novo », chamado a participar na vida de Deus, 117 criado novamente em Cristo para a plenitude da graça e da verdade. 118 A união de Cristo com o homem é a força e a nascente da força, segundo a incisiva expressão de São João no prólogo do seu Evangelho: « O Verbo deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus ». 119 É esta força que transforma interiormente o homem, qual princípio de uma vida nova que não fenece nem passa, mas dura para a vida eterna. 120 Esta vida, prometida e proporcionada a cada homem pelo Pai em Jesus Cristo, eterno e unigénito Filho, encarnado e nascido da Virgem Maria « ao chegar a plenitude dos tempos », 121 é o complemento final da vocação do homem; é, de alguma maneira, o cumprir-se daquele « destino » que, desde toda a eternidade, Deus lhe preparou. Este « destino divino » torna-se via, por sobre todos os enigmas, as incógnitas, as tortuosidades e as curvas, do « destino humano » no mundo temporal. Se, de facto, tudo isto, não obstante toda a riqueza da vida temporal, leva por inevitável necessidade à fronteira da morte e à meta da destruição do corpo humano, apresenta-se-nos Cristo para além desta meta: « Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim ... não morrerá jamais ». 122 Em Jesus Cristo crucificado, deposto no sepulcro e depois ressuscitado, « brilha para nós a esperança da feliz ressurreição... a promessa da imortalidade futura », 123 em direcção à qual o homem caminha, através da morte do corpo, partilhando com tudo o que é creado e visível esta necessidade a que está sujeita a matéria. Nós intentamos e procuramos aprofundar cada vez mais a linguagem desta verdade que o Redentor do homem encerrou na frase: « O espírito é que vivifica, a carne para nada serve ». 124 Estas palavras, malgrado as aparências, exprimem a mais alta afirmação do homem: a afirmação do corpo, que o espírito vivifica! &lt;br /&gt;A Igreja vive esta realidade, vive desta verdade sobre o homem, o que lhe permite transpor as fronteiras da temporaneidade e, ao mesmo tempo, pensar com particular amor e solicitude em tudo aquilo que, nas dimensões desta temporaneidade, incide na vida do homem, na vida do espírito humano, onde se afirma aquela inquietude perene, expressa nas palavras de Santo Agostinho: « Fizestes-nos, Senhor, para Vós, e o nosso coração está inquieto, até que não repouse em Vós ». 125 Nesta inquietude criativa bate e pulsa aquilo que é mais profundamente humano: a busca da verdade, a insaciável necessidade do bem, a fome da liberdade, a nostalgia do belo e a voz da consciência. A Igreja, ao procurar ver o homem como que com « os olhos do próprio Cristo », torna-se cada vez mais cônscia de ser a guarda de um grande tesouro, que não lhe é lícito dissipar, mas que deve continuamente aumentar. Com efeito, o Senhor Jesus disse: « Quem não ajunta comigo, dispersa ». 126 Aquele tesouro da humanidade, enriquecido do inefável mistério da filiação divina, 127 da graça de « adopção como filhos » 128 no Unigénito Filho de Deus, mediante a qual dizemos a Deus « Abbá, Pai », 129 é ao mesmo tempo uma força potente que unifica a Igreja sobretudo por dentro e que dá sentido a toda a sua actividade. Por tal força a Igreja une-se com o Espírito de Cristo, com aquele Espírito Santo que o Redentor havia prometido e que comunica continuamente, e cuja descida, revelada no dia do Pentecostes, perdura sempre. Assim, no homem revelam-se as forças do Espírito, 130 os dons do Espírito, 131 os frutos do Espírito Santo. 132 E a Igreja do nosso tempo parece repetir cada vez com maior fervor e com santa insistência: « Vinde, Espírito Santo! ». Vinde! Vinde! « Lavai o que se apresenta sórdido! Regai o que está árido! Sarai o que está ferido! Abrandai o que é rígido! Aquecei o que está frígido! Guiai o que se acha transviado! ». 133&lt;br /&gt;Esta oração ao Espírito Santo, elevada precisamente com a intenção de obter o Espírito, é a resposta a todos os « materialismos » da nossa época. São estes que fazem nascer tantas formas de insaciabilidade do coração humano. Esta súplica faz-se ouvir de diversas partes e parece que frutifica também de modos diversos. Poder-se-á dizer que, nesta súplica, a Igreja não está sozinha? Sim, pode-se dizer, porque « a necessidade » daquilo que é espiritual é exprimida também por pessoas que se encontram fora dos confins visíveis da Igreja. 134 Ou não será isto mesmo confirmado, talvez, por aquela verdade sobre a Igreja, posta em evidência com tanta perspicácia pelo recente Concílio na Constituição dogmática Lumen Gentium, naquela passagem em que ensina ser a Igreja « sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano? ». 135&lt;br /&gt;Esta invocação ao Espírito e pelo Espírito não é outra coisa senão um constante introduzir-se na plena dimensão do mistério da Redenção, no qual Cristo, unido ao Pai e com cada homem, nos comunica sem cessar esse mesmo Espírito que põe em nós os sentimentos do Filho e nos orienta para o Pai. 136 É por isso que a Igreja da nossa época — época particularmente faminta de Espíríto, porque faminta de justiça, de paz, de amor, de bondade, de fortaleza, de responsabilidade e de dignidade humana — deve con centrar-se e reunir-se em torno de tal mistério da Redenção, encontrando nele a luz e a força indispensáveis para a própria missão. Com efeito, se o homem — como dizíamos em precedência — é a via da vida quotidiana da Igreja, é preciso que a mesma Igreja esteja sempre consciente da dignidade da adopção divina que o homem alcança, em Cristo, pela graça do Espírito Santo, 137 e da sua destinação à graça e à glória. 138&lt;br /&gt;Ao reflectir sempre de modo renovado sobre tudo isto, e aceitando-o com uma fé cada vez mais consciente e com um amor cada vez mais firme, a Igreja torna-se simultaneamente mais idónea para aquele serviço do homem, para o qual a chama Cristo Senhor, quando diz: « O Filho do homem ... veio não para ser servido, mas para servir ». 139 A Igreja exerce este seu ministério, participando na « tríplice função » que é própria do seu mesmo Mestre e Redentor. Esta doutrina, com o seu fundamento bíblico, foi posta em plena luz pelo II Concílio do Vaticano, com grande vantagem para a vida da Igreja. Quando, de facto, nos tornamos conscientes dessa participação na tríplice missão de Cristo, no seu tríplice múnus — sacerdotal, profético e real 140 — simultânea e paralelamente tornamo-nos mais conscientes também daquilo que deve servir a Igreja toda, como sociedade e comunidade do Povo de Deus sobre a terra, compreendendo, além disso, qual deva ser a participação de cada um de nós nesta missão e neste serviço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;19. A Igreja responsável pela verdade&lt;br /&gt;Assim, à luz da sagrada doutrina do II Concílio do Vaticano, a Igreja aparece frente a nós como sujeito social da responsabilidade pela verdade divina. Ouçamos com profunda emoção o mesmo Cristo, quando diz: " A palavra que vós ouvis não é minha, é do Pai, que me enviou ". 141 Nesta afirmação do nosso Mestre, não se adverte, porventura, aquela responsabilidade pela verdade revelada, que é « propriedade » do mesmo Deus, se até Ele, o « Filho unigénito » que vive « no seio do Pai », 142 quando a transmite, como profeta e como mestre, sente necessidade de frisar bem que age em plena fidelidade à sua divina fonte? A mesma fidelidade deve ser uma qualidade constitutiva da fé da Igreja, quer quando ela a professa, quer quando ela a ensina. A fé como específica virtude sobrenatural infundida no espírito humano, faz-nos participantes no conhecimento de Deus, em resposta à sua Palavra revelada. Por isso se exige que a Igreja, quando professa e ensina a Fé esteja estritamente aderente à verdade divina, 143 e que a mesma Fé se traduza em comportamentos vividos de obséquio consentâneo à razão. 144 O próprio Cristo, preocupado com esta fidelidade à verdade divina, prometeu à Igreja a particular assistência do Espírito da verdade, concedeu o dom da infalibilidade 145 àqueles a quem confiou o mandato de transmitir tal verdade e de a ensinar 146 — doutrina esta que já havia sido claramente definida pelo I Concílio do Vaticano 147 e que, depois, foi repetida também pelo II Concílio do Vaticano 148 — e dotou ainda todo o Povo de Deus de um particular sentido da fé. l49&lt;br /&gt;Por consequência, tornámo-nos participantes de tal missão de Cristo profeta; e, em virtude da mesma missão e juntamente com Ele, servimos a verdade divina na Igreja. A responsabilidade por esta verdade implica também amá-la e procurar obter a sua mais exacta compreensão, de maneira a torná-la mais próxima de nós mesmos e dos outros, com toda a sua força salvífica, com o seu esplendor e com a sua profundidade e simplicidade a um tempo. Este amor e esta aspiração por compreender a verdade devem andar juntos, como o estão a confirmar as histórias pessoais dos Santos da Igreja. Eles eram os mais iluminados pela autêntica luz que esclarece a verdade divina e que aproxima a mesma realidade de Deus, porque se acercavam desta verdade com veneração e amor: amor sobretudo para com Cristo, Palavra viva da verdade divina e, ainda, amor para com a sua expressão humana no Evangelho, na Tradição e na Teologia. De igual modo hoje são necessárias, antes de mais, tal compreensão e tal interpretação da Palavra divina; é necessária tal Teologia. A Teologia teve sempre e continua a ter uma grande importância, para que a Igreja, Povo de Deus, possa participar na missão profética de Cristo de maneira criadora e fecunda. Por isso, os teólogos, como servidores da verdade divina, dedicando os seus estudos e trabalhos a uma cada vez mais penetrante compreensão da mesma verdade, não podem nunca perder de vista o significado do seu serviço na Igreja, contido no conceito do « intellectus fidei » ou seja, da a inteligência da fé ». Este conceito funciona, por assim dizer, a um ritmo bilateral, segundo a expressão de Santo Agostinho: « intellege, ut credas - crede, ut intellegas ». 150 Depois, funciona de maneira correcta quando os mesmos teólogos procuram servir o Magistério confiado na Igreja aos Bispos, unidos pelo vínculo da comunhão hierárquica com o Sucessor de Pedro, e, ainda, quando se põem ao serviço da sua solicitude no ensino e na pastoral, como também quando se põem ao serviço dos interesses apostólicos de todo o Povo de Deus.&lt;br /&gt;Como em épocas precedentes, também hoje — e talvez mais ainda — os teólogos e todos os homens de ciência na Igreja são chamados a unirem a fé com a ciência e a sapiência, a fim de contribuírem para uma recíproca compenetração das mesmas, como lemos na oração litúrgica da memória de Santo Alberto Magno, Doutor da Igreja. Este interesse ampliou-se enormemente nos dias de hoje, dado o progresso da ciência humana, dos seus métodos e das suas conquistas no conhecimento do mundo e do homem. E isto diz respeito tanto às chamadas ciências exactas, quanto igualmente às ciências humanas, bem como à Filosofia, cujos ligames estreitos com a Teologia foram recordados pelo II Concílio doVaticano. 151&lt;br /&gt;Neste campo do conhecimento humano, que continuamente se alarga e a um tempo se diferencia, também a fé deve aprofundar-se constantemente, tornando manifesta a dimensão do mistério revelado e tendendo para a compreensão da verdade, que tem em Deus a única e suprema fonte. Se é lícito — e é até mesmo para desejar — que aquele trabalho imenso que está por fazer neste sentido tome em consideração um certo pluralismo de métodos, tal trabalho, todavia, não pode afastar-se da fundamental unidade no ensino da Fé e da Moral, como finalidade que lhe é própria. É indispensável, portanto, que haja uma estreita colaboração da Teologia com o Magistério. Todos os teólogos devem estar particularmente conscientes daquilo que Cristo exprimiu, quando disse: « A palavra que vós ouvis não é minha, é do Pai, que me enviou ». 152 Ninguém, por conseguinte, pode tratar a Teologia como que se ela fosse uma simples colectânea dos próprios conceitos pessoais; mas cada um deve ter a consciência de permanecer em íntima união com aquela missão de ensinar a verdade, de que é responsável a Igreja.&lt;br /&gt;A participação no múnus profético do próprio Cristo plasma a vida de toda a Igreja, na sua dimensão fundamental. Uma participação particular em tal múnus compete aos Pastores da Igreja, os quais ensinam e, continuamente e de diversos modos, anunciam e transmitem a doutrina da Fé e da Moral cristãs. Este ensino, quer sob o aspecto missionário quer sob o aspecto ordinário, contribui para congregar o Povo de Deus em torno de Cristo, prepara a participação na Eucaristia e indica as vias da vida sacramental. O Sínodo dos Bispos em 1977 dedicou uma atenção especial à catequese no mundo contemporâneo; e o fruto amadurecido das suas deliberações, experiências e sugestões encontrará, dentro em breve, a sua expressão — em conformidade com a proposta dos participantes no mesmo Sínodo — num apropriado Documento pontifício. A catequese constitui, certamente, uma perene e ao mesmo tempo fundamental forma de actividade da Igreja, na qual se manifesta o seu carisma profético: testemunho e ensino andam juntos. E se bem que aqui se fale em primeiro lugar dos Sacerdotes, não se pode deixar de recordar também o grande número de Religiosos e Religiosas que se dedicam à actividade catequística por amor do divino Mestre. E seria difícil, por fim, não mencionar tantos e tantos Leigos que, nesta mesma actividade, encontram a expressão da sua fé e da sua responsabilidade apostólica.&lt;br /&gt;Além disso, é preciso procurar cada vez mais que as várias formas de catequese e os seus diversos campos — a começar daquela forma fundamental que é a catequese « familiar », isto é, a catequese dos pais em relação aos próprios filhos — atestem a participação universal de todo o Povo de Deus no múnus profético do mesmo Cristo. É necessário que, coligada a este facto, a responsabilidade da Igreja pela verdade divina seja cada vez mais, e de diversas maneiras, compartilhada por todos. E assim, o que é que diremos aqui dos especialistas das diversas disciplinas, dos representantes das ciências naturais e das letras, dos médicos, dos juristas, dos homens da arte e da técnica, e dos que se dedicam ao ensino nos vários graus e especializações? Todos eles — como membros do Povo de Deus — têm a sua parte própria na missão profética de Cristo, no seu serviço à verdade divina, até só através do seu modo honesto de comportar-se em relação à verdade, seja qual for o campo a que ela pertença, ao mesmo tempo que educam os outros na verdade, ou lhes ensinam a maturar no amor e na justiça.&lt;br /&gt;Deste modo, portanto, o sentido de responsabilidade pela verdade é um dos fundamentais pontos de encontro da Igreja com todos e cada um dos homens; e é igualmente uma das fundamentais exigências, que determinam a vocação do homem na comunidade da Igreja. A Igreja dos nossos tempos, guiada pelo sentido de responsabilidade pela verdade, deve perseverar na fidelidade à própria natureza, à qual pertence a missão profética que provém do mesmo Cristo: « Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós ... Recebei o Espírito Santo ». 153&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;20. Eucaristia e Penitência&lt;br /&gt;No mistério da Redenção, isto é, da obra salvífica realizada por Jesus Cristo, a Igreja participa no Evangelho do seu Mestre, não apenas mediante a fidelidade à Palavra e através do serviço à verdade, mas igualmente mediante a submissão, cheia de esperança e de amor, ela participa na força da sua acção redentora, que Ele expressou e encerrou, de forma sacramental, sobretudo na Eucaristia. 154 Esta é o centro e o vértice de toda a vida sacramental, por meio da qual todos os cristãos recebem a força salvífica da Redenção, a começar do mistério do Baptismo, no qual somos imergidos na morte de Cristo, para nos tornarmos participantes da sua Ressurreição, 155 como ensina o Apóstolo. A luz desta doutrina, torna-se ainda mais clara a razão pela qual toda a vida sacramental da Igreja e de cada cristão alcança o seu vértice e a sua plenitude precisamente na Eucaristia. Neste Sacramento, de facto, renova-se continuamente, por vontade de Cristo, o mistério do sacrifício que Ele fez de si mesmo ao Pai sobre o altar da Cruz; sacrifício que o Pai aceitou, retribuindo esta doação total de seu Filho, que se tornou « obediente até à morte », 156 com a sua doação paterna; ou seja, com o dom da vida nova imortal na ressurreição, porque o Pai é a primeira fonte e o doador da vida desde o princípio. Essa vida nova, que implica a glorificação corporal de Cristo crucificado, tornou-se sinal eficaz do novo dom outorgado à humanidade, dom que é o Espírito Santo, mediante o qual a vida divina, que o Pai tem em si e concede ao Filho ter em si mesmo, 157 é comunicada a todos os homens que estão unidos com Cristo.&lt;br /&gt;A Eucaristia é o Sacramento mais perfeito desta união. Ao celebrarmos e conjuntamente ao participarmos na Eucaristia, nós unimo-nos a Cristo terrestre e celeste, que intercede por nós junto do Pai; 158 mas unimo-nos sempre através do acto redentor do seu sacrifício, por meio do qual Ele nos remiu, de modo que fomos « comprados por um preço elevado ». 159 O « preço elevado » da nossa redenção comprova também ele o valor que o mesmo Deus atribui ao homem, comprova a nossa dignidade em Cristo. Realmente, tornando-nos « filhos de Deus », 160 filhos de adopção, 161 à sua semelhança nós tornamo-nos ao mesmo tempo « reino de sacerdotes », alcançamos o « sacerdócio real », 162 isto é, participamos naquela restituição única e irreversível do homem e do mundo ao Pai, que Ele, Filho eterno 163 e ao mesmo tempo verdadeiro Homem, operou de uma vez para sempre. A Eucaristia é o Sacramento no qual se exprime mais cabalmente o nosso novo ser, e no qual o mesmo Cristo, incessantemente e sempre de maneira nova, « dá testemunho » no Espírito Santo ao nosso espírito 164 de que cada um de nós, enquanto participante no mistério da Redenção, tem acesso aos frutos da filial reconciliação com Deus, 165 tal como Ele mesmo a actuou e continua sempre a actuar no meio de nós, mediante o ministério da Igreja.&lt;br /&gt;É uma verdade essencial, não só doutrinal mas também existencial, que a Eucaristia constrói a Igreja; 166 e constrói-a como autêntica comunidade do Povo de Deus, como assembleia dos féis, assinalada pelo mesmo carácter de unidade de que foram participantes os Apóstolos e os primeiros discípulos do Senhor. A Eucaristia constrói renovando-a sempre esta comunidade e unidade; constrói-a sempre e regenera-a sobre a base do sacrifício do mesmo Cristo, porque comemora a sua morte na cruz, 167 com o preço da qual fomos por Ele remidos. Por isso, na Eucaristia nós tocamos de certo modo o próprio mistério do Corpo e do Sangue do Senhor, como atestam as suas mesmas palavras no momento da instituição, em virtude da qual tais palavras se tornaram as palavras da perene celebração da Eucaristia, por parte dos chamados a este ministério na Igreja.&lt;br /&gt;A Igreja vive da Eucaristia, vive da plenitude deste Sacramento, cujo maravilhoso conteúdo e significado tiveram a sua expressão no Magistério da Igreja, desde os tempos mais remotos até aos nossos dias. 168 Contudo, podemos dizer com certeza que este ensino — sustentado pela perspicácia dos teólogos, pelos homens de profunda fé e de oração e pelos ascetas e místicos, com toda a sua fidelidade ao mistério eucarístico — permanece como que no limiar, sendo incapaz de captar e de traduzir em palavras aquilo que é a Eucaristia em toda a sua plenitude, aquilo que ela exprime e aquilo que nela se actua. Ela é, de facto, o Sacramento inefável! O empenho essencial e, sobretudo, a graça visível e fonte da força sobrenatural da Igreja como Povo de Deus é o perseverar e o progredir constantemente na vida eucarística e na piedade eucarística, é o desenvolvimento espiritual no clima da Eucaristia. Com maior razão, portanto, não é lícito nem no pensamento, nem na vida, nem na acção tirar a este Sacramento, verdadeiramente santíssimo, a sua plena dimensão e o seu significado essencial. Ele é ao mesmo tempo Sacramento-Sacrifício, Sacramento-Comunhão e Sacramento-Presença. Se bem que seja verdade que a Eucaristia foi sempre e deve ser ainda agora a mais profunda revelação e celebração da fraternidade humana dos discípulos e confessores de Cristo, ela não pode ser considerada simplesmente como uma « ocasião » para se manifestar uma tal fraternidade. No celebrar o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, é necessário respeitar a plena dimensão do mistério divino, o pleno sentido deste sinal sacramental, em que Cristo, realmente presente, é recebido, a alma é repleta de graça e é dado o penhor da glória futura. 169 Daqui deriva o dever de uma rigorosa observância das normas litúrgicas e de tudo aquilo que testemunha o culto comunitário rendido ao mesmo Deus, tanto mais que Ele, neste sinal sacramental, Se nos entrega com confiança ilimitada, como se não tivesse em consideração a nossa fraqueza humana, a nossa indignidade, os nossos hábitos, a rotina, ou até mesmo a possibilidade de ultraje. Todos na Igreja, mas principalmente os Bispos e os Sacerdotes, devem vigiar por que este Sacramento de amor esteja no centro da vida do Povo de Deus e por que, através de todas as manifestações do culto devido, se proceda de molde a pagar « amor com amor » e a fazer com que Ele se torne verdadeiramente « a vida das nossas almas ». 170 Nem poderemos, ainda, esquecer nunca as seguintes palavras de São Paulo: « Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e, assim, coma deste pão e beba deste cálice ». 171 &lt;br /&gt;Esta exortação do Apóstolo indica, pelo menos indirectamente, o estreito ligame existente entre a Eucaristia e a Penitência. Com efeito, se a primeira palavra do ensino de Cristo, a primeira frase do Evangelho-Boa Nova, foi « fazei penitência e acreditai na Boa-Nova » (metanoèite), l72 o Sacramento da Paixão, da Cruz e Ressurreição parece reforçar e consolidar, de modo absolutamente especial, um tal convite às nossas almas. A Eucaristia e a Penitência tornam-se assim, num certo sentido, uma dimensão dúplice e, a um tempo, intimamente conexa, da autêntica vida segundo o espírito do Evangelho, da vida verdadeiramente cristã. Cristo, que convida para o banquete eucarístico, é sempre o mesmo Cristo que exorta à penitência, que repete o « convertei-vos ». 173 Sem este constante e sempre renovado esforço pela conversão, a participação na Eucaristia ficaria privada da sua plena eficácia redentora, falharia ou, de qualquer modo, ficaria enfraquecida nela aquela particular disponibilidade para oferecer a Deus o sacrifício espiritual, 174 no qual se exprime de modo essencial e universal a nossa participação no sacerdócio de Cristo. Em Cristo, de facto o sacerdócio está unido com o próprio sacrifício, com a sua entrega ao Pai; e uma tal entrega, precisamente porque é ilimitada, faz nascer em nós — homens sujeitos a multíplices limitações — a necessidade de nos voltarmos para Deus, de uma forma cada vez mais amadurecida e com uma constante conversão, cada vez mais profunda.&lt;br /&gt;Nos últimos anos muito se fez para pôr em realce — em conformidade, aliás, com a mais antiga tradição da Igreja — o aspecto comunitário da penitência e, sobretudo, do sacramento da Penitência na prática da Igreja. Estas iniciativas são úteis e servirão certamente para enriquecer a prática penitencial da Igreja contemporânea. Não podemos esquecer, no entanto, que a conversão é um acto interior de uma profundidade particular, no qual o homem não pode ser substituído pelos outros, não pode fazer-se « substituir » pela comunidade. Muito embora a comunidade fraterna dos fiéis, participantes na celebração penitencial, seja muito útil para o acto da conversão pessoal, todavia, definitivamente é necessário que neste acto se pronuncie o próprio indivíduo, com toda a profundidade da sua consciência, com todo o sentido da sua culpabilidade e da sua confiança em Deus, pondo-se diante d'Ele, à semelhança do Salmista, para confessar: « Pequei contra vós! ». 175 A Igreja, pois, ao observar fielmente a plurissecular práctica do Sacramento da Penitência — a prática da confissão individual, unida ao acto pessoal de arrependimento e ao propósito de se corrigir e de satisfazer — defende o direito particular da alma humana. É o direito a um encontro mais pessoal do homem com Cristo crucificado que perdoa, com Cristo que diz, por meio do ministro do sacramento da Reconciliação: « São-te perdoados os teus pecados »; 176 « Vai e doravante não tornes a pecar ». 177 Como é evidente, isto é ao mesmo tempo o direito do próprio Cristo em relação a todos e a cada um dos homens por Ele remidos. É o direito de encontrar-se com cada um de nós naquele momento-chave da vida humana, que é o momento da conversão e do perdão. A Igreja, ao manter o sacramento da Penitência, afirma expressamente a sua fé no mistério da Redenção, como realidade viva e vivificante, que corresponde à verdade interior do homem, corresponde à humana culpabilidade e também aos desejos da consciência humana. « Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados ». 178 O sacramento da Penitência é o meio para saciar o homem com aquela justiça que provém do mesmo Redentor.&lt;br /&gt;Na Igreja que, sobretudo nos nossos tempos, se reune especialmente em torno da Eucaristia e deseja que a autêntica comunidade eucarística se torne sinal da unidade de todos os cristãos, unidade esta que vai maturando gradualmente, deve estar viva a necessidade da penitência, quer no seu aspecto sacramental, 179 quer também no que respeita à penitência como virtude. Este segundo aspecto foi expresso por Paulo VI na Constituição Apostólica Paenitemini. 180 Uma das obrigações da Igreja é o pôr em prática a doutrina que aí se contém. Trata-se de matéria que deverá, certamente, ser ainda mais aprofundada por nós, em comum reflexão, e tornada objecto de muitas decisões ulteriores, em espírito de colegialidade pastoral, com respeito pelas diversas tradições relacionadas com este ponto e pelas diversas circunstâncias da vida dos homens do nosso tempo. Todavia, é certo que a Igreja do novo Advento, a Igreja que se prepara continuamente para a nova vinda do Senhor, tem de ser a Igreja da Eucaristia e da Penitência. Somente com este perfil espiritual da sua vitalidade e actividade, ela é a Igreja da missão divina, a Igreja in statu missionis (em estado de missão), conforme nos foi revelado o rosto da mesma pelo II Concílio do Vaticano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;21. Vocação cristã: servir e reinar&lt;br /&gt;O II Concílio do Vaticano, ao elaborar a partir dos próprios fundamentos a imagem da Igreja como Povo de Deus — mediante a indicação da tríplice missão do mesmo Cristo, participando na qual nós nos tornamos verdadeiramente Povo de Deus — pôs em realce também aquela característica da vocação cristã que se pode definir « real ». Para apresentar toda a riqueza da doutrina conciliar sobre isto, seria necessário fazer aqui referência a numerosos capítulos e parágrafos da Constituição Lumen Gentium, bem como a muitos outros Documentos conciliares. No meio de toda esta riqueza, porém, há um elemento que parece emergir: a participação na missão real de Cristo, isto é, o facto de redescobrir em si e nos outros aquela particular dignidade da nossa vocação, que se pode designar por « realeza ». Uma tal dignidade exprime-se na disponibilidade para servir, segundo o exemplo de Cristo, o qual « não veio para ser servido, mas para servir ». 181&lt;br /&gt;Se, portanto, à luz da atitude de Cristo, se pode verdadeiramente « reinar » somente « servindo », ao mesmo tempo este « servir » exige uma tal maturidade espiritual, que se tem de definí-la precisamente como « reinar ». Para se poder servir os outros digna e eficazmente, é necessário saber dominar-se a si mesmo, é preciso possuir as virtudes que tornam possível um tal domínio. A nossa participação na missão real de Cristo — exactamente na sua « função real » ( munus) — anda intimamente ligada com toda a esfera da moral cristã e também humana.&lt;br /&gt;O II Concílio do Vaticano, ao apresentar o quadro completo do Povo de Deus, recordando qual o lugar que nele ocupam, não apenas os sacerdotes, mas também os leigos, e não apenas os representantes da Hierarquia, mas também as e os representantes dos Institutos de vida consagrada, não deduziu essa imagem somente de uma premissa sociológica. A Igreja, enquanto sociedade humana, pode sem dúvida alguma ser examinada e definida segundo aquelas categorias de que se servem as ciências humanas. Mas tais categorias não são suficientes. Para toda a comunidade do Povo de Deus e para cada um dos seus membros, não se trata somente de um específico « pertencer socialmente », mas sobretudo é essencial, para cada um e para todos, uma particular « vocação » A Igreja, realmente, enquanto Povo de Deus — segundo a doutrina acima aludida de São Paulo, recordada de modo admirável por Pio XII — é também « Corpo Místico de Cristo ». 182 O pertencer a tal « Corpo » deriva de um chamamento particular, junto com a acção salvífica da graça. Portanto, se quisermos ter presente esta comunidade do Povo de Deus, tão vasta e sumamente diferenciada, devemos antes de mais ver Cristo, que diz, de um certo modo, a cada um dos membros desta mesma comunidade: « Segue-me ». 183 Esta é a comunidade dos discípulos, cada um dos quais, de maneira diversa, por vezes muito consciente e coerentemente, e por vezes pouco conscientemente e muito incoerentemente, segue Cristo. Nisto manifesta-se também o aspecto profundamente « pessoal » e a dimensão desta sociedade, a qual — não obstante todas as deficiências da vida comunitária, no sentido humano desta palavra — é uma comunidade precisamente pelo facto de que todos a constituem juntamente com o mesmo Cristo, se não por outro motivo, ao menos porque têm nas suas almas o sinal indelével de quem é cristão.&lt;br /&gt;O II Concílio do Vaticano aplicou uma atenção muito particular em demonstrar de que maneira esta comunidade « ontológica » dos discípulos e dos confessores se deve tornar cada vez mais, também « humanamente », uma comunidade consciente da própria vida e actividade. As iniciativas do Concílio quanto a isto encontraram a sua continuidade em numerosas iniciativas ulteriores, de carácter sinodal, apostólico e organizativo. Devemos ter sempre presente, no entanto, a verdade de que toda e qualquer iniciativa em tanto serve para uma verdadeira renovação da Igreja e em tanto contribui para aportar a autêntica luz de Cristo, 184 em quanto se baseia sobre uma adequada consciência da vocação e da responsabilidade por esta graça singular, única e que não se pode repetir, mediante a qual cada um dos cristãos na comunidade do Povo de Deus edifica o Corpo de Cristo. Este princípio, que é a regra-chave de toda a prática cristã — prática apostólica e pastoral, e prática da vida interior e da vida social — deve ser aplicado, em proporção adequada, a todos os homens e a cada um deles. Também o Papa, assim como todos os Bispos, o devem aplicar a si mesmos. A este princípio devem igualmente ser fiéis os sacerdotes, os religiosos e as religiosas. Com base nele, ainda, devem construir a sua vida os esposos, os pais, as mulheres e os homens de condições e de profissões diversas, a começar por aqueles que ocupam na sociedade os cargos mais elevados e a acabar por aqueles que fazem os trabalhos mais simples. É este justamente o princípio daquele « serviço real », que impõe a cada um de nós, seguindo o exemplo de Cristo, o dever de exigir de si próprio exactamente aquilo para que somos chamado, e a que — para corresponder à vocação — nós nos obrigámos pessoalmente, com a graça de Deus.&lt;br /&gt;Uma tal fidelidade à vocação recebida de Deus, mediante Cristo, acarreta consigo aquela solidária responsabilidade pela Igreja, para a qual o II Concílio do Vaticano desejou educar todos os cristãos. Na Igreja, de facto, enquanto na comunidade do Povo de Deus, guiada pela acção do Espírito Santo, cada um possui « o próprio dom », conforme ensina São Paulo. 185 Este « dom », porém, embora seja uma vocação pessoal e uma forma também pessoal de participação na obra salvífica da Igreja, serve igualmente para os outros e constrói a Igreja e as comunidades fraternas nas várias esferas da existência humana sobre a terra.&lt;br /&gt;A fidelidade à vocação, ou seja, a perseverante disponibilidade para o « serviço real », tem um significado particular para esta multíplice construção, sobretudo pelo que se refere às tarefas mais compromissivas, as quais têm maior influência na vida do nosso próximo e de toda a sociedade. Devem distinguir-se pela fidelidade à própria vocação os esposos, como resulta da natureza indissolúvel da instituição sacramental do matrimónio. Devem distinguir-se por uma análoga fidelidade à própria vocação os sacerdotes, dado o carácter indelével que o sacramento da Ordem imprime nas suas almas. Ao receber este Sacramento, nós, na Igreja Latina, consciente e livremente comprometemo-nos a viver no celibato; e por isso, cada um de nós deve fazer todo o possível, com a graça de Deus, por ser reconhecido por este dom e fiel ao vínculo assumido para sempre. E isto não diversamente dos esposos: eles devem tender, com todas as suas forças, para perseverar na união matrimonial, construindo com este testemunho de amor a comunidade familiar e educando as novas gerações de homens para serem capazes de consagrar, também eles, toda a sua vida à própria vocação, ou seja, àquele « serviço real » do qual nos foram dados o exemplo e o modelo mais belo por Jesus Cristo.&lt;br /&gt;A Igreja de Cristo, que nós todos formamos, é « para os homens », no sentido de que, baseando-nos no exemplo do mesmo Cristo 186 e colaborando com a graça que Ele nos obteve, nós podemos atingir um tal « reinar », que o mesmo é dizer, realizar uma maturada humanidade em cada um de nós. Humanidade maturada significa pleno uso do dom da liberdade, que recebemos do Criador, no momento em que Ele chamou à existência o homem feito à sua imagem e semelhança. Este dom encontra a sua plena realização na doação, sem reservas, de toda a própria pessoa humana, em espírito de amor esponsal a Cristo e, com o mesmo Cristo, a todos aqueles aos quais Ele envia homens e mulheres que a Ele são totalmente consagrados segundo os conselhos evangélicos. Este é o ideal da vida religiosa, assumido pelas Ordens e Congregações, tanto antigas como recentes, e pelos Institutos seculares.&lt;br /&gt;Nos nossos tempos, algumas vezes julga-se, erroneamente, que a liberdade é fim para si mesma, que cada homem é livre na medida em que usa da liberdade como quer, e que para isto é necessário tender-se na vida dos indivíduos e das sociedades. Mas a liberdade, ao contrário, só é um grande dom quando dela sabemos usar conscientemente, para tudo aquilo que é o verdadeiro bem. Cristo ensina que o melhor uso da liberdade é a caridade, que se realiza no dom e no serviço. Foi para tal liberdade « que Cristo nos libertou » 187 e nos liberta sempre. A Igreja vai haurir aqui a incessante inspiração, o estímulo e o impulso para a sua missão e para o seu serviço no meio de todos os homens. A verdade plena sobre a liberdade humana acha-se profundamente gravada no mistério da Redenção. A Igreja presta verdadeiramente um serviço à humanidade, quando tutela esta verdade, com infatigável aplicação, com amor ardente e com diligência maturada; e, ainda, quando, em toda a própria comunidade, através da fidelidade à vocação de cada um dos cristãos, a mesma Igreja a transmite e a concretiza na vida humana. Deste modo é confirmado aquilo a que já nos referimos em precedência, isto é, que o homem é e continuamente se torna a « via » da vida quotidiana da Igreja.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;22. A Mãe da nossa confiança&lt;br /&gt;Quando no início do novo Pontificado dirijo para o Redentor do mundo o meu pensamento e o meu coração, desejo deste modo entrar e penetrar no ritmo mais profundo da vida da Igreja. Com efeito, se a Igreja vive a sua própria vida, isso acontece porque ela a vai haurir em Cristo, o qual deseja sempre uma só coisa, isto é, que nós tenhamos a vida e a tenhamos abundantemente. 188 Aquela plenitude de vida que está n'Ele é ao mesmo tempo destinada para o homem. Por isso, a Igreja, ao unir-se a toda a riqueza do mistério da Redenção, torna-se Igreja dos homens que vivem; e vivem, porque vivificados do interior pela acção do « Espírito da Verdade », 189 e porque assistidos pelo amor que o Espírito Santo difunde nos nossos corações. 190 Assim, o objectivo de qualquer serviço na Igreja, seja ele apostólico, pastoral, sacerdotal ou episcopal, é o de manter este ligame dinâmico do mistério da Redenção com todos e cada um dos homens.&lt;br /&gt;Se estamos conscientes deste intento a realizar, então parece-nos compreender melhor o que significa dizer que a Igreja é mãe; 191 e, ainda, o que significa que a Igreja, sempre, mas de modo particular nos nossos tempos, tem necessidade de uma Mãe. Devemos uma gratidão especial aos Padres do II Concílio do Vaticano, por terem expresso esta verdade na Constituição Lumen Gentium, com a rica doutrina mariológica que nela se encerra. 192 E dado que Paulo VI, inspirado por esta doutrina, proclamou a Mãe de Cristo « Mãe da Igreja », 193 e que tal denominação teve uma ampla ressonância, seja permitido também ao seu indigno Sucessor dirigir-se a Maria como Mãe da Igreja, no final das presentes considerações, que era oportuno desenvolver no início do seu serviço pontifical.&lt;br /&gt;Maria é a Mãe da Igreja, porque, em virtude da inefável eleição do mesmo Pai Eterno 194 e sob a particular acção do Espírito de Amor, 195 Ela deu a vida humana ao Filho de Deus, « do qual procedem todas as coisas e para o qual vão todas as coisas », 196 e do qual assume a graça e a dignidade da eleição todo o Povo de Deus. O seu próprio Filho quis explicitamente estender a maternidade de sua Mãe — e estendê-la de um modo facilmente acessível a todas as almas e a todas os corações — apontando-lhe do alto da Cruz como filho o seu discípulo predilecto. 197 E o Espírito Santo sugeriu-lhe que parmanecesse no Cenáculo, após a Ascensão do Senhor, também Ela, recolhida na oração e na expectativa, juntamente com os Apóstolos, até ao dia do Pentecostes, quando devia visivelmente nascer a Igreja, saindo da obscuridade. 198&lt;br /&gt;E em seguida, todas as gerações de discípulos e de quantos confessam e amam Cristo — à semelhança do Apóstolo João — acolheram espiritualmente em sua casa 199 esta Mãe, que assim, desde os mesmos primórdios, isto é, a partir do momento da Anunciação, foi inserida na história da Salvação e na missão da Igreja. Nós todos, portanto, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, desejamos unir-nos a Ela de modo particular. E fazêmo-lo com total aderência à tradição antiga e, ao mesmo tempo, com pleno respeito e amor pelos membros de todas as Comunidades cristãs.&lt;br /&gt;Fazemo-lo, depois, impelidos por profunda ncessidade da fé, da esperança e da caridade. Se, efectivamente, nesta fase difícil e cheia de responsabilidade da história da Igreja e da humanidade nós advertimos uma especial necessidade de nos dirigir a Cristo, que é o Senhor da sua Igreja e o Senhor da história do homem, em virtude do mistério da Redenção, estamos convencidos de que ninguém mais como Maria poderá introduzir-nos na dimensão divina e humana deste mistério. Ninguém como Maria foi introduzido nele pelo próprio Deus. Nisto consiste o carácter excepcional da graça da Maternidade divina. Não somente é única e algo que se não pode repetir a dignidade desta Maternidade na história do género humano, mas única também pela profundidade e raio de acção é a participação de Maria no plano divino da salvação do homem, através do mistério da Redenção.&lt;br /&gt;Este mistério formou-se, podemos dizer, sob o coração da Virgem de Nazaré, quando Ela pronunciou o seu « fiat » (faça-se). A partir daquele momento esse coração virginal e ao mesmo tempo materno, sob a particular acção do Espírito Santo, acompanha sempre a obra do seu Filho e palpita na direcção de todos aqueles que Cristo abraçou e abraça continuamente com o seu inexaurível amor. E, por isso mesmo, este coração deve ser também maternalmente inexaurível. A característica deste amor materno, que a Mãe de Deus insere no mistério da Redenção e na vida da Igreja, encontra a sua expressão na sua singular proximidade em relação ao homem e a todos as suas vicissitudes. Nisto consiste o mistério da Mãe. A Igreja, que A olha com amor e esperança muito particular, deseja apropriar-se deste mistério de maneira cada vez mais profunda. Nisto, de facto, a mesma Igreja reconhece também a via da sua vida quotidiana, que é todo o homem, todos e cada um dos homens.&lt;br /&gt;O eterno amor do Pai, manifestando-se na história da humanidade através do Filho que o mesmo Pai deu « para que todo aquele que crê n'Ele não pereça mas tenha a vida eterna », 200 esse amor aproxima-se de cada um de nós por meio desta Mãe e, de tal modo, adquire sinais compreensíveis e acessíveis para cada homem. Por conseguinte, Maria deve encontrar-se em todas as vias da vida quotidiana da Igreja. Mediante a sua maternal presença, a Igreja ganha certeza de que vive verdadeiramente a vida do seu Mestre e Senhor, de que vive o mistério da Redenção em toda a sua vivificante profundidade e plenitude. De igual modo, a mesma Igreja, que tem as suas raízes em numerosos e variados campos da vida de toda a humanidade contemporânea, adquire também a certeza e, dir-se-ia, a experiência de estar bem próxima do homem, de todos e de cada um dos homens, de que é a sua Igreja: Igreja do Povo de Deus.&lt;br /&gt;Perante tais tarefas, que surgem ao longo das vias da Igreja, ao longo daquelas vias que o Papa Paulo VI nos indicou claramente na primeira Encíclica do seu Pontificado, nós, cônscios da absoluta necessidade de todas estas vias e, ao mesmo tempo, das dificuldade que sobre elas se amontoam, sentimos ainda mais ser-nos indispensável uma profunda ligação com Cristo. Ressoam em nós, como um eco sonoro, as palavras que Ele disse: « Sem mim, nada podeis fazer ». 201 E não só sentimos esta necessidade, mas ainda um imperativo categórico para uma grande, intensa e crescente oração de toda a Igreja. Somente a oração pode fazer com que estas grandes tarefas e dificuldades que se lhes seguem não se tornem fonte de crise, mas ocasião e como que fundamento para conquistas cada vez mais maturadas na caminhada do Povo de Deus em direcção à Terra Prometida, nesta etapa da história que se vai aproximando do final do segundo Milénio.&lt;br /&gt;Portanto, ao terminar esta meditação, com uma calorosa e humilde exortação à oração, desejo que se persevere nesta oração unidos com Maria, Mãe de Jesus, 202 assim como perseveraram os Apóstolos e discípulos do Senhor, após a Ascensão, no Cenáculo de Jerusalém. 203 E suplico a Maria, celeste Mãe da Igreja, sobretudo, que nesta oração do novo Advento da humanidade, Ela se digne de perseverar connosco, que formamos a Igreja, isto é, o Corpo Místico do Seu Filho unigénito. Eu espero que, graças a tal oração, nós possamos receber o Espírito Santo que desce sobre nós; 204 e, deste modo, tornar-nos testemunhas de Cristo « até às extremidades da terra », 205 como aqueles que sairam do Cenáculo de Jerusalém no dia do Pentecostes.&lt;br /&gt;Com a Bênção Apostólica.&lt;br /&gt;Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 4 de Março, primeiro Domingo da Quaresma, do ano de 1979, primeiro do meu Pontificado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-8441874040494889853?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/8441874040494889853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=8441874040494889853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8441874040494889853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8441874040494889853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/04/primeira-enciclica-de-joao-paulo-ii.html' title='Primeira encíclica de João Paulo II completa 30 anos veja ela na integra.'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4236567234885600256</id><published>2009-04-07T07:25:00.001-07:00</published><updated>2009-04-07T07:25:59.521-07:00</updated><title type='text'>«Tomemos consciência de nossa responsabilidade na construção da Europa»</title><content type='html'>MADRI, terça-feira, 31 de março de 2009 (ZENIT.org).- A iniciativa de Cristãos pela Europa (IXE), que agrupa organizações cristãs de 13 países europeus, acaba de fazer um convite aos cidadãos europeus por ocasião das próximas eleições europeias de junho de 2009; no mesmo, anima «a superar a crise e os desafios de nosso tempo para uma Europa mais unida, mais solidária e mais aberta ao mundo».&lt;br /&gt;Reconhecendo que vivemos «momentos especialmente carregados de dificuldades», os que assinaram lançam um convite afirmando que «o Evangelho, junto com as tradições que se afirmam herdeiras do mesmo, propõe-nos interpretar os sinais dos tempos que nos convidam a mudar de vida, para tornar possível o advento de uma sociedade mais humana e mais respeitosa do bem-estar de todos». &lt;br /&gt;«Só uma Europa unida – acrescentam – pode responder aos desafios atuais, expressando seus valores profundos de solidariedade, de justiça e de paz no mundo. É mister, pois, que tomemos consciência de nossa responsabilidade pessoal na construção da Europa.» &lt;br /&gt;Os que assinaram o convite pedem, em primeiro lugar, que se ponham em prática «o mais breve possível as disposições do Tratado de Lisboa». Afirmam que, ainda que «no Tratado não se mencionem as raízes cristãs da Europa, acolhemos positivamente aquelas afirmações do mesmo que estão, de fato, inspiradas pelo pensamento e os valores cristãos. Assim, o Tratado expõe explicitamente, pela primeira vez, que a dignidade humana é o primeiro dos valores da Europa, antes da liberdade, da democracia e da igualdade». &lt;br /&gt;Em segundo lugar, o convite anima a «enfrentar a globalização da economia, construindo uma Europa mais solidária». Neste sentido, indicam que, diante dos desequilíbrios da situação atual, «é necessário modernizar o modelo europeu da economia social de mercado». &lt;br /&gt;«Deve-se reforçar sua vocação – acrescentam – a reconciliar a eficácia econômica com a justiça social, ou a igualdade de oportunidades com a solidariedade. Esta solidariedade não pode deter-se nas fronteiras nacionais, mas deve beneficiar-se da insubstituível experiência comunitária adquirida na Europa com o transcurso dos anos, e mostrar-se mais audaz na defesa dos interesses dos mais vulneráveis.»&lt;br /&gt;Com relação à mudança climática, convidam a construir «uma Europa mais respeitosa das gerações futuras. (...) Como cristãos – afirmam –, cremos que a Criação nos foi confiada por Deus e que nós somos os ‘administradores’ e usuários responsáveis da mesma». &lt;br /&gt;Em relação a outro dos desafios que o continente enfrenta, o demográfico, «proposto por sua vez pelo envelhecimento e a diminuição de nossas populações», convidam todos a «construírem uma Europa mais generosa».&lt;br /&gt;Para mais informações: &lt;br /&gt;http://www.initiative-ixe.eu/Llamada-a-los-ciudadanos-europeos.html &lt;br /&gt;zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4236567234885600256?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4236567234885600256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4236567234885600256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4236567234885600256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4236567234885600256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/04/tomemos-consciencia-de-nossa.html' title='«Tomemos consciência de nossa responsabilidade na construção da Europa»'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-8226113286067320016</id><published>2009-04-07T07:24:00.001-07:00</published><updated>2009-04-07T07:25:01.416-07:00</updated><title type='text'>Líderes das Igrejas cristãs na Terra Santa pedem apoio</title><content type='html'>Líderes das Igrejas cristãs na Terra Santa pedem apoio&lt;br /&gt;Em um encontro com uma delegação ecumênica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JERUSALÉM, sexta-feira, 3 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Líderes de diferentes Igrejas cristãs reuniram-se com uma delegação ecumênica que visitou a Terra Santa e explicaram a cada vez mais difícil situação dos cristãos. &lt;br /&gt;A delegação formada por uma equipe de «Cartas Vivas» –segundo informa o Conselho Mundial de Igrejas– foi informada sobre as muitas formas em que as igrejas da região cooperam para prestar serviços sociais e advogar pela paz e a justiça.&lt;br /&gt;O grupo pode constatar que «a já escassa população de cristãos palestinos segue diminuindo e a vida torna-se cada vez mais difícil para os palestinos que vivem sob ocupação de Israel. O trabalho das igrejas está submetido a uma pressão crescente e necessita desesperadamente de apoio».&lt;br /&gt;«Cartas Vivas» são pequenas equipes ecumênicas internacionais que viajam a lugares onde os cristãos lutam para superar a violência. Sua finalidade é expressar a solidariedade da família ecumênica e informar-se sobre a forma como as pessoas resolvem seus problemas.&lt;br /&gt;Durante sete dias, a delegação reuniu-se com líderes de igrejas locais: o patriarca ortodoxo grego Teófilo III, o patriarca latino Fouad Twal, o bispo luterano Munib Younan, e o clérigo Robert Edmunds, representante do bispo anglicano Suheil Dawani.&lt;br /&gt;Os líderes cristãos assinalaram entre os fatores que contribuem com as elevadas taxas de emigração dos cristãos palestinos «as políticas discriminatórias, a demolição de casas palestinas para dar lugar a assentamentos israelenses, as elevadas taxas de desemprego e a violência dos colonos israelenses».&lt;br /&gt;O patriarca Fouad Twal comunicou o «amargo sentido de impotência entre os cristãos da Palestina», depois de 60 anos de ocupação. «Seguimos orando –afirmou– e cremos no poder da oração. Temos esperança na nova administração dos Estados Unidos, mas necessitamos que todos os países nos apoiem».&lt;br /&gt;O patriarca Teófilo III disse que uma forte presença cristã na Terra Santa é extremamente importante e seu patriarcado está trabalhando firmemente para promover a reconciliação na região. &lt;br /&gt;«Os cristãos necessitam de apoio moral, necessitam sentir que não estão sozinhos. Uma contribuição muito importante ao processo de paz é a educação, quer dizer, iniciativas que permitam aos jovens se unir, conhecer os respectivos símbolos religiosos e eliminar preconceitos», disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-8226113286067320016?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/8226113286067320016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=8226113286067320016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8226113286067320016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8226113286067320016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/04/lideres-das-igrejas-cristas-na-terra.html' title='Líderes das Igrejas cristãs na Terra Santa pedem apoio'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-5782840896727410425</id><published>2009-04-07T07:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T07:24:10.746-07:00</updated><title type='text'>Bispos belgas rejeitam resolução do Parlamento sobre Papa</title><content type='html'>CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 3 de abril de 2009 (ZENIT.org).- A Câmara dos Deputados da Bélgica aprovou ontem, quinta-feira, uma resolução que pede ao governo condenar as «inaceitáveis» declarações realizadas pelo Papa Bento XVI em seu vôo à África com relação à ineficácia do preservativo na luta contra a AIDS, e de «protestar oficialmente diante da Santa Sé». &lt;br /&gt;Em uma nota difundida nesta sexta-feira pela Conferência dos Bispos da Bélgica, os prelados afirmam que «respeitam o caráter democrático desta decisão, mas lamentando seu conteúdo». &lt;br /&gt;A resolução, afirmam, «não leva em conta o que Bento XVI quis expressar realmente», ou seja, que «sem uma educação na responsabilidade sexual, os demais meios de prevenção serão deficitários». &lt;br /&gt;«Auguramos – acrescentam – que com a proximidade da Páscoa, a polêmica possa diminuir. O que nosso país e a África precisam é de uma reflexão serena sobre todos os meios a colocar em prática para frear a epidemia da AIDS.»&lt;br /&gt;Em um artigo, o jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, recorda que «o óbvio e devido respeito por uma instituição de representação democrática não deve fazer esquecer o também devido respeito à liberdade de expressão de uma autoridade religiosa à qual faz referência mais de um bilhão de mulheres e homens de todo o mundo, sobretudo quando suas afirmações não são compreendidas em sua intenção». &lt;br /&gt;Por sua parte, o porta-voz vaticano, Federico Lombardi, em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, expressou seu «estupor» pela resolução, «já que em todo país democrático parece óbvia a liberdade do Santo Padre e da Igreja Católica de expressar suas próprias posturas e linhas sobre temas que têm evidente conexão com a visão da pessoa humana e de sua responsabilidade moral, com as perspectivas da tarefa educativa e formativa das pessoas, com o serviço de cuidar dos doentes e dos que sofrem». &lt;br /&gt;«A grande tradição e experiência da Igreja no campo formativo e no de saúde, em particular nos países mais pobres, são tão evidentes que não precisam de demonstração ou comentários», acrescentou o jesuíta. &lt;br /&gt;«É preciso perguntar-se – concluiu – se as posturas do Santo Padre foram consideradas com suficiente atenção e seriedade ou, ao contrário, com o filtro não objetivo nem equilibrado dos ecos na mídia ocidental.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-5782840896727410425?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/5782840896727410425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=5782840896727410425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5782840896727410425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5782840896727410425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/04/bispos-belgas-rejeitam-resolucao-do.html' title='Bispos belgas rejeitam resolução do Parlamento sobre Papa'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-5526486665188285723</id><published>2009-02-09T09:51:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T09:52:52.000-08:00</updated><title type='text'>Gato escaldado: O mundo teme uma nova crise causada pelo petróleo</title><content type='html'>Gato escaldado 15/03/2000 especial de VEJA&lt;br /&gt;O mundo teme uma nova crise causada pelo petróleo &lt;br /&gt;As pessoas andam espantadas com os saltos que o preço internacional do petróleo tem dado nos últimos tempos. Depois de anos de calmaria, de produção farta e preços em queda, os países produtores de petróleo parecem estar sofrendo de esquizofrenia. Na semana passada, para cada dia de alta na cotação do petróleo, houve um de baixa. É difícil entender o que está acontecendo, e a lembrança dos choques dos anos 70 e 80 ainda está muito vívida. Naqueles anos, a redução na extração de óleo provocou crises econômicas de proporções planetárias. Teme-se que algo semelhante volte a acontecer. O risco existe, já que o petróleo ainda é um componente importante na formação de todos os preços da economia – desde a alface, transportada de caminhão, até o plástico de embalagem. Mas a observação do quadro do consumo de energia no mundo nos últimos anos é tranqüilizadora. A dependência em relação ao petróleo está diminuindo. Em muitas áreas o óleo vem sendo substituído por energia obtida em hidrelétricas, usinas nucleares, por gás natural e até pela força dos ventos. No Brasil, a participação do petróleo na energia consumida caiu de 42% em 1973 para 35% atualmente. &lt;br /&gt;Confrontado com esses fatos o temor mundial parece exagerado. No entanto, americanos, ingleses e brasileiros estão olhando o fenômeno com atenção. No Brasil, o preço dos combustíveis foi elevado em cerca de 7% no dia 1º de março. Isso ainda não fez disparar a inflação, mas um novo aumento poderia provocar um desequilíbrio na economia, o que ninguém quer. Na semana passada o presidente Fernando Henrique Cardoso tocou no assunto. Disse que não pretende aprovar novo aumento antes de julho. "Não está nos nossos cálculos", explicou. Nos Estados Unidos, Alan Greenspan, o presidente do Fed, o banco central, já deu sinais de que os juros subirão se a inflação subir, empurrada pelo petróleo. Isso esfriaria a economia dos EUA, locomotiva da economia mundial. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os americanos, que são os maiores consumidores de petróleo do planeta, são os mais interessados na questão. Seu governo tem pressionado o México e a Arábia Saudita para que aumentem sua produção de petróleo. Quando a pressão cresce, os preços caem. No dia seguinte, voltam a subir. Explica-se. O petróleo é mercadoria farta, e portanto barata, desde que a União Soviética, detentora de enormes reservas, se esfacelou em dezenas de países. Recentemente os produtores decidiram reduzir a extração de óleo, para transformar o produto em algo mais disputado e, conseqüentemente, mais caro. Mas não há total consenso entre eles. Hoje, produzem petróleo tanto o México e a Venezuela como os países do Oriente Médio, a Rússia e a Noruega. Só a notícia de que um deles possa bambear, e largar o cartel, faz o preço despencar. "É uma fase. O mais provável é que os preços caiam para um patamar entre 20 e 25 dólares", diz o consultor Milton Franke, especialista nesse mercado. &lt;br /&gt;http://veja.abril.com.br/150300/p_125.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-5526486665188285723?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/5526486665188285723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=5526486665188285723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5526486665188285723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5526486665188285723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/gato-escaldado-o-mundo-teme-uma-nova.html' title='Gato escaldado: O mundo teme uma nova crise causada pelo petróleo'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1546278664219815334</id><published>2009-02-09T09:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T09:51:22.976-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Edição 1 640 - 15/3/2000&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;1844 &lt;br /&gt;A J. D. Hooker&lt;br /&gt;11 de janeiro de 1844&lt;br /&gt;1 Down. Bromley, Kent Quinta-feira &lt;br /&gt;Meu prezado Senhor,&lt;br /&gt;Devo escrever para vos agradecer por vossa última carta; &amp; para dizer o quanto todas as vossas idéias e dados me interessam.-Tenho que pedir licença para dar minha interpretação pessoal do que dizeis sobre "não ser um bom organizador de pontos de vista amplos": - que é que não vos entregais às especulações desconexas que são tão facilmente empreendidas por todo conhecedor superfi-cial &amp; todo colecionador errante.-Vejo a tendência acentuada para a generalização como um completo malefício– Peço-vos a gentileza de observar um pequeno fato para mim: se alguma espécie de planta característica de qualquer ilha, como as Galápagos, Sta. Helena ou a Nova Zelândia, onde não há quadrúpe-des de grande porte, tem sementes recurvadas - com ganchos que, se observados aqui, seriam justificadamente considerados como adaptados para se prender à lã dos animais- Peço-vos ainda o obséquio de me informar, em algum momento (embora eu esteja esquecendo de que isso certamente aparecerá em vossa Flora da Antártida), se em ilhas como Sta. Helena, as Galápa-gos &amp; a Nova Zelândia, o número de famílias &amp; gêneros é grande em comparação com o número de espécies, como acontece nas ilhas de coral &amp;, segundo creio(?), nos pontos mais remotos das terras árti-cas. Decerto isso é o que acontece com as conchas Marinhas nos pontos mais distantes dos mares árticos.- Porventura suponde que a escassez numérica de espécies, proporcionalmente ao número de grandes grupos nas ilhotas de Coral, deve-se ao acaso, que faz que sementes de todas as ordens sejam levadas a esmo para esses novos locais, como presumi?- Já haveis coletado conchas marinhas na região de Kerguelen? Eu gostaria de saber qual o caráter delas. ... A parte meu interesse geral pelas terras do sul, tenho agora esta-do empenhado, desde minha volta, num trabalho muito pretensio-so, &amp;que não conheço nenhum indivíduo que não chamasse de uma grande tolice- Fiquei tão impressionado com a distribuição dos or-ganismos nas Galápagos &amp;c &amp;c, &amp; com o caráter dos mamíferos fos-silizados americanos &amp;c &amp;c, que decidi coletar às cegas toda sorte de dados que pudessem ter alguma relação com o que são as espécies. -Li pilhas de livros de agricultura &amp; horticultura, &amp; nunca parei de co-lecionar dados- Por fim, surgiram alguns raios de luz, &amp; estou qua-se convencido (contrariando a opinião com que comecei) de que as espécies não são (isto é como confessar um assassinato) imutáveis. Deus me livre do disparate lamarckiano de uma "tendência para o progresso", de "adaptações oriundas da vontade lenta dos animais" &amp;c,- mas as conclusões a que sou levado não diferem muito das dele - embora os meios da mudança sejam inteiramente diferen-tes- Creio haver descoberto (isso é que é presunção!) a maneira simples pela qual as espécies adaptam-se primorosamente a diversas finalidades-1 Agora haveis de dar um suspiro &amp; pensar com vossos botões: "que homem é esse com quem venho desperdiçando meu tempo ao lhe escrever{?}- É o que eu teria pensado, cinco anos atrás. ... Recebei, meu prezado Senhor,&lt;br /&gt;Minhas mui atenciosas saudações, &lt;br /&gt;C. Darwin &lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;A Errima Darwin,&lt;br /&gt;5 de julho de 1844 Down.&lt;br /&gt;5 de julho - 1844&lt;br /&gt;Minha. Querida. Emma. &lt;br /&gt;Acabo de terminar meu esboço de minha teoria sobre as espé-cies. Se, como creio, minha teoria for verdadeira, &amp; se ela for aceita até mesmo por um só juiz competente, isso será um passo conside-rável na ciência. Portanto, redijo isto, para a eventualidade de minha morte súbita, como meu mais solene &amp; último pedido, que estou certo de que irás considerar da mesma forma que se eu o houvesse incluído legalmente em meu testamento: que dediques 400£ à publicação dela &amp;, além disso, que te empenhes pessoalmente, ou através de Hensleigh, em promovê-la- Desejo que meu esboço seja entregue a uma pessoa competente, juntamente com essa soma, para induzi-la a se empenhar em seu aprimoramento &amp; ampliação.- Dôo a essa pes-soa todos os meus Livros de História Natural que estão anotados ou trazem referências no rodapé das páginas, rogando-lhe que examine &amp; considere essas passagens, cuidadosamente, como de fato estan-do relacionadas ou podendo estar relacionadas com esse assunto.- Desejo que faças uma lista de todos esses livros, como uma tentação para um Organizador. Peço também que lhe entregues todos aque-les fragmentos divididos em mais ou menos oito ou dez Pastas de pa-pel pardo:- Os fragmentos com citações copiadas de diversos livros são os que poderão ajudar meu Organizador. - Peço também que tu (ou um amanuense) ajudes a decifrar qualquer dos fragmentos que o Organizador julgue que possam ser úteis- Deixo a critério dele a decisão de intercalar esses dados no corpo do texto, ou como notas, ou em apêndices. Uma vez que o exame das referências &amp; dos frag-mentos será um trabalho prolongado, &amp; uma vez que a correção &amp; ampliação &amp; alteração de meu esboço também levarão um tempo considerável, deixo essa soma de 400£ como uma pequena remune-ração &amp; um benefício a ser extraído desse trabalho- Considero que, em razão disso, o Organizador assumirá o compromisso de mandar publicar o esboço, seja numa Editora, seja por sua conta e risco. Muitos dos fragmentos que se encontram nas Pastas contém [sic] simples sugestões grosseiras &amp; idéias iniciais, que já agora são inúteis, &amp; é provável que muitos dos dados revelem não ter nenhu-ma relação com minha teoria. Com respeito aos Organizadores.- 0 Sr. Lyell seria o me-lhor, caso se disponha a aceitar esse encargo: creio que ele julgaria o trabalho agradável &amp; aprenderia alguns fatos que lhe seriam inéditos. Pois que o Organizador deve ser geólogo, além de Natu-ralista. A segunda melhor opção como Organizador seria o Pro-fessor Forbes, de Londres. A opção seguinte (&amp; muito melhor, sob vários aspectos) seria o Professor Henslow??. 0 Dr. Hooker talvez se dispusesse a corrigir a Parte de Botânica, provavelmente - e serviria como Organizador- 0 Dr. Hooker seria ótimo. A opção seguinte, o Sr. Strickland.- Se [nenhum] destes se dispuser a cuidar desse trabalho, rogo-te que consultes o Sr. Lyell, ou algum outro homem competente, para encontrar um Organizador que seja geólogo &amp; naturalista. ... &lt;br /&gt;Minha querida Esposa, &lt;br /&gt;Do afet{uosamente} teu,&lt;br /&gt;C. R. Darwin &lt;br /&gt;Se houver alguma dificuldade de conseguir um organizador que se disponha a examinar o assunto minuciosamente, &amp; a refletir sobre a relação entre os trechos assinalados nos Livros &amp; copiados em pedaços de Papel, então, que meu esboço seja publicado como está, com a declaração de que foi redigido anos atrás &amp; de memória, sem a consulta de quaisquer livros &amp; sem nenhuma intenção de ser publicado em sua forma atual ...   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://veja.abril.com.br/150300/p_150a.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1546278664219815334?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1546278664219815334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1546278664219815334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1546278664219815334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1546278664219815334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/edicao-1-640-1532000-1844-j.html' title=''/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-5121384613465475707</id><published>2009-02-09T09:19:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T09:33:10.575-08:00</updated><title type='text'>A Darwin o que é de Darwin...</title><content type='html'>Especial&lt;br /&gt;A Darwin o que é de Darwin...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ideias revolucionárias do naturalista inglês, que nasceu há 200 anos, são os pilares da biologia e da genética e estão presentes em muitas áreas da ciência moderna. O mistério é por que tanta gente ainda reluta em aceitar que o homem é o resultado da evolução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela Carelli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA TAMBÉM&lt;br /&gt;Nesta reportagem&lt;br /&gt;• Quadro: Os 5 pilares do darwinismo&lt;br /&gt;• Quadro: A trajetória da vida e o caminho do homem&lt;br /&gt;• Quadro: Cinco anos no mar&lt;br /&gt;• Quadro: As pegadas da evolução&lt;br /&gt;• Quadro: Adversários famosos da evolução &lt;br /&gt;Nesta edição&lt;br /&gt;• A Darwin o que é de Darwin&lt;br /&gt;• Onde Darwin é só mais uma teoria&lt;br /&gt;• A ciência e a fé já foram unidas &lt;br /&gt;Dos arquivos de VEJA&lt;br /&gt;Em VEJA de 24/9/2008&lt;br /&gt;• A evolução, com a bênção do papa&lt;br /&gt;Em VEJA de 9/5/2007&lt;br /&gt;• A revolução sem fim de Darwin&lt;br /&gt;Em VEJA de 30/11/2005&lt;br /&gt;• Por que Darwin ainda tem a chave da vida&lt;br /&gt;Em VEJA de 15/3/2000&lt;br /&gt;• Origens da Origem &lt;br /&gt;Da internet&lt;br /&gt;• Site da Universidade de Cambridge, com a obra completa de Charles Darwin, desde seu trabalho sobre a teoria da evolução das espécies, cartas, manuscritos, diários até ilustrações originais &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Charles Darwin é um paradoxo moderno. Não sob a ótica da ciência, área em que seu trabalho é plenamente aceito e celebrado como ponto de partida para um grau de conhecimento sem precedentes sobre os seres vivos. Sem a teoria da evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e a biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O enigma reside na relutância, quase um mal-estar, que suas ideias causam entre um vasto contingente de pessoas, algumas delas fervorosamente religiosas, outras nem tanto. Veja o que ocorre nos Estados Unidos. O país dispõe das melhores universidades do mundo, detém metade dos cientistas premiados com o Nobel e registra mais patentes do que todos os seus concorrentes diretos somados. Ainda assim, só um em cada dois americanos acredita que o homem possa ser produto de milhões de anos de evolução. O outro considera razoável que nós, e todas as coisas que nos cercam, estejamos aqui por dádiva da criação divina. Mesmo na Inglaterra, país natal de Darwin, o fato de ele ser festejado como herói nacional não impede que um em cada quatro ingleses duvide de suas ideias ou as veja como pura enganação. Na semana em que se comemora o bicentenário de nascimento de Darwin e, por coincidência, no ano do sesquicentenário da publicação de seu livro mais célebre, A Origem das Espécies, como explicar a persistente má vontade para com suas teorias em países campeões na produção científica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para investigar a razão pela qual as ideias de Darwin ainda são vistas como perigosas, é preciso recuar no passado. Quando o naturalista inglês pela primeira vez propôs suas teses sobre a evolução pela seleção natural, a maioria dos cientistas acreditava que a Terra não tivesse mais de 6.000 anos de existência, que as maravilhas da natureza fossem uma manifestação da sabedoria divina. A hipótese mais aceita sobre os fósseis de dinossauros era que se tratava de criaturas que perderam o embarque na Arca de Noé e foram extintas pelo dilúvio bíblico. A publicação de A Origem das Espécies teve o efeito de um tsunami na Inglaterra vitoriana. Os biólogos se viram desmentidos em sua certeza de que as espécies são imutáveis. A Igreja ficou perplexa por alguém desafiar o dogma segundo o qual Deus criou o homem à sua semelhança e os animais da forma como os conhecemos. A sociedade se chocou com a tese de que o homem não é um ser especial na natureza e, ainda por cima, tem parentesco com os macacos. Havia, naquele momento, compreensível contestação científica às novas ideias. Darwin havia reunido uma quantidade impressionante de provas empíricas – mas ainda restavam muitas questões sem resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro exemplar a sair da gráfica foi enviado a sir John Herschel, um dos mais famosos cientistas ingleses vivos em 1859. Darwin tinha tanta admiração por ele que o citou no primeiro parágrafo de A Origem das Espécies. Herschel não gostou do que leu. Ele não podia acreditar, sem provas científicas tangíveis, que as espécies podiam surgir de variações ao acaso. Pressionado, Darwin disse que, se alguém lhe apontasse um único ser vivo que não tivesse um ascendente, sua teoria poderia ser jogada no lixo. O que se encontrou em profusão foram evidências da correção do pensamento de Darwin em seus pontos essenciais. Hoje, para entender a história da evolução, sua narrativa e mecanismo, os modernos darwinistas não precisam conjeturar sobre o funcionamento da hereditariedade. Eles simplesmente consultam as estruturas genéticas. As evidências que sustentam o darwinismo são agora de grande magnitude – mas, estranhamente, a ansiedade permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pilares da ciência moderna, como a teoria da relatividade, de Albert Einstein, não suscitam tanta desconfiança e hostilidade. Raros são aqueles que se sentem incomodados diante da impossibilidade de viajar mais rápido que a luz ou saem à rua em protesto contra a afirmação de que a gravidade deforma o espaço-tempo. Evidentemente, o núcleo incandescente da irritação causada por Darwin tem conotação religiosa. A descoberta dos mecanismos da evolução enfraqueceu o único bom argumento disponível para a existência de Deus. Se Ele não é responsável por todas essas maravilhas da natureza, sua presença só poderia ser realmente sentida na fé de cada indivíduo. Mas isso não explica tudo. Em 1920, ao escrever sobre o impacto da divulgação das ideias darwinistas, Sigmund Freud deu seu palpite: "Ao longo do tempo, a humanidade teve de suportar dois grandes golpes em sua autoestima. O primeiro foi constatar que a Terra não é o centro do universo. O segundo ocorreu quando a biologia desmentiu a natureza especial do homem e o relegou à posição de mero descendente do mundo animal". Pelo raciocínio do pai da psicanálise, a rejeição à teoria da evolução seria uma forma de compensar o "rebaixamento" da espécie humana contido nas ideias de Copérnico e Darwin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O biólogo americano Stephen Jay Gould, um dos grandes teóricos do evolucionismo no século XX, morto em 2002, dizia que as teorias de Dar-win são tão mal compreendidas não porque sejam complexas, mas porque muita gente evita compreendê-las. Concordar com Darwin significa aceitar que a existência de todos os seres vivos é regida pelo acaso e que não há nenhum propósito elevado no caminho do homem na Terra. Disse a VEJA o biólogo americano David Sloan Wilson, da Universidade Binghamton: "As grandes ideias e teorias são aceitas ou rejeitadas popularmente por suas consequências, não pelo seu valor intrínseco. Infelizmente, a evolução é percebida por muitos como uma arma projetada para destruir a religião, a moral e o potencial dos seres humanos". Uma pesquisa publicada pela revista New Scientist sobre a aceitação do darwinismo ao redor do mundo mostra que os mais ardentes defensores da evolução estão na Islândia, Dinamarca e Suécia. De modo geral, a crença na evolução é inversamente proporcional à crença em Deus. Mas a pesquisa encontrou outra configuração interessante: os habitantes dos países ricos acreditam menos em Deus que aqueles que vivem em países inseguros. Isso pode significar que a crença em Deus e a rejeição do evolucionismo são mais intensas nas sociedades sujeitas às pressões darwinistas, como escreveu a revista Economist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos Latinstock e David Ball/Corbis/Latinstock&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo do inferno&lt;br /&gt;Muito religiosa, Emma, a mulher de Darwin, temia que o marido fosse para o inferno. Ela dava por certo que iria para o céu e sofria com a ideia de ficarem separados pela eternidade. À direita, a casa da família, nos arredores de Londres: nela, Darwin viveu e trabalhou por quarenta anos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da evolução causa mal-estar em muita gente – mas só algumas confissões evangélicas converteram o darwinismo em um inimigo a ser combatido a todo custo. Como essas reli-giões são poderosas nos Estados Unidos, é lá que se trava o mais renhido combate dessa guerra santa. Ciência e religião já andaram de mãos dadas pela maior parte da história da humanidade (veja reportagem). Mas esse nó se desatou há dois séculos e Dar-win foi um dos responsáveis por esse divórcio amigável, com nítidas vantagens para ambos os lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o ano passado, o bordão entre os criacionistas americanos é "liberdade acadêmica". A ideia que tentam passar é que o darwinismo é apenas uma teoria, não um fato, e ainda por cima está cheio de lacunas e é carente de provas conclusivas. Sendo assim, não há por que Darwin merecer maior destaque que o criacionismo. O argumento é de evidente má-fé. Em seu significado comum, teoria é sinônimo de hipótese, de achismo. A teoria da evolução de Darwin usa o termo em sua conotação científica. Nesse caso, a teoria é uma síntese de um vasto campo de conhecimentos formado por hipóteses que foram testadas e comprovadas por leis e fatos científicos. Ou seja, uma linha de raciocínio confirmada por evidências e experimentos. Por isso, quando é ensinado numa aula de religião, o gênesis está em local apropriado. Colocado em qualquer outro contexto, só serve para confundir os estudantes sobre a natureza da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência não tem respostas para todas as perguntas. Não sabe, por exemplo, o que existia antes do Big Bang, que deu origem ao universo há 13,7 bilhões de anos. Nosso conhecimento só começa três minutos depois do evento, quando as leis da física passaram a existir. Os cientistas também não são capazes de recriar a vida a partir de uma poça de água e alguns elementos químicos – o que se acredita ter acontecido 4,5 bilhões de anos atrás. A mão de Deus teria contribuído para que esses eventos primordiais tenham ocorrido? Não cabe à ciência responder enquanto não houver provas científicas do que aconteceu. O fato é que a luta dos criacionistas contra Darwin nada tem de científica. Em sua profissão de fé, eles têm o pleno direito de acreditar que Deus criou o mundo e tudo o que existe nele. Coisa bem diferente é querer impingir essa maneira de enxergar a natureza às crianças em idade escolar, renegando fatos comprovados pela ciência. Essa atitude nega às crianças os fundamentos da razão, substituindo-os pelo pensamento sobrenatural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda o bom senso que não se misturem ciência e religião. A primeira perscruta os mistérios do mundo físico; a segunda, os do mundo espiritual. Elas não necessariamente se eliminam. Há cientistas eminentes que creem em Deus e não veem nisso nenhuma contradição com o darwinismo. O mais conhecido deles é o biólogo americano Francis Collins, um dos responsáveis pelo mapeamento do DNA humano. Diz ele: "Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. A Bíblia não é um livro científico. Não deve ser levado ao pé da letra". A Igreja Católica aceitou há bastante tempo que sua atribuição é cuidar da alma de seu 1 bilhão de fiéis e que o mundo físico é mais bem explicado pela ciência. O Vaticano até organizará em março o simpósio "Evolução biológica: fatos e teorias – Uma avaliação crítica 150 anos depois de A Origem das Espécies".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em A Origem das Espécies, num raciocínio que cabe em poucas linhas mas expressa ideias de alcance gigantesco, Darwin produziu uma revolução que alteraria para sempre os rumos da ciência. Ele mostrou que todas as espécies descendem de um ancestral comum, uma forma de vida simples e primitiva. Darwin demonstrou também que, pelo processo que batizou de seleção natural, as espécies evoluem ao longo das eras, sofrendo mutações aleatórias que são transmitidas a seus descendentes. Essas mutações podem determinar a permanência da espécie na Terra ou sua extinção – dependendo da capacidade de adaptação ao ambiente. Uma década depois da publicação de seu livro seminal, o impacto das ideias de Darwin se multiplicaria por mil com o lançamento de A Descendência do Homem, obra em que mostra que o ser humano e os macacos divergiram de um mesmo ancestral, há 4 milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embate entre evolucionistas e criacionistas teria causado um desgosto profundo a Darwin, que era religioso e chegou a se preparar para ser pastor da Igreja Anglicana. Esse plano foi interrompido pela fantástica aventura que protagonizou entre 1831 e 1836, em viagem a bordo do Beagle, um pequeno navio de exploração científica, numa das passagens mais conhecidas da história da ciência. Aos 22 anos, Darwin embarcou no Beagle para servir de acompanhante ao capitão do barco, o aristocrata inglês Robert Fitzroy. Durante a viagem, que se estendeu por quatro continentes, Darwin deu vazão à curiosidade sobre o mundo natural que o acompanhava desde a infância. Até a volta à Inglaterra, havia recolhido 1 529 espécies em frascos com álcool e 3 907 espécimes preservados. Darwin escreveu um diário de 770 páginas, no qual relata suas experiências nos lugares por onde passou. No Brasil, visitou o Rio de Janeiro e a Bahia, extasiando-se com a biodiversidade da Mata Atlântica – mas ficou horrorizado com a escravidão e com a maneira como os escravos eram tratados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frans Lanting/Corbis/Latinstock&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pescoço da girafa&lt;br /&gt;Anterior a Darwin, o naturalista francês Lamarck elaborou a primeira teoria da evolução. Para ele, o pescoço da girafa teria esticado para colher folhas e frutos no alto das árvores. A seleção natural de Darwin explica melhor: em grandes períodos de seca, só os animais de pescoço mais longo conseguiam se alimentar, o que favoreceu a reprodução dos pescoçudos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a viagem, Darwin fez as principais observações que o levariam a formular a teoria da evolução pela seleção natural. Grande parte delas teve como cenário as Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico. Lá, reparou que muitas das espécies eram semelhantes às que existiam no continente, mas apresentavam pequenas diferenças de uma ilha para outra. Chamaram sua atenção, principalmente, os tentilhões, pássaros cujo bico apresentava um formato em cada ilha, de acordo com o tipo de alimentação disponível. A única explicação para isso seria que as primeiras espécies de animais chegaram às ilhas vindas do continente. Depois, desenvolveram características diferentes, de acordo com as condições do ambiente de cada ilha. Era a prova da evolução. Mais recentemente, ao estudarem os mesmos tentilhões das Ilhas Galápagos, grupos de biólogos observaram a evolução ocorrer em tempo real. Os pássaros evoluíam de um ano para outro, de acordo com as mudanças nas condições climáticas da ilha. Darwin, que definiu a evolução como um processo invariavelmente longo, através das eras, ficaria espantado com as novas descobertas em seu parque de diversões científico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornar à Inglaterra, após a viagem do Beagle, Darwin foi amadurecendo a teoria da evolução e começou a escrever A Origem das Espécies dois anos depois, em 1838. Só publicou o volume, no entanto, após 21 anos. Ele sabia do potencial explosivo de suas ideias na ultraconservadora Inglaterra do século XIX – da qual, ele próprio, era um legítimo representante. Elaborar uma teoria que ia contra os dogmas da Bíblia era, para Darwin, motivo de enorme angústia. Não colaboravam em nada os temores de sua mulher, Emma, de que, por causa de suas ideias, Darwin fosse para o inferno após a morte, enquanto ela iria para o céu – com isso, eles estariam condenados a viver separados na vida eterna. Darwin nunca declarou que a Bíblia estava errada. Manteve a fé religiosa até os últimos anos de vida, quando se declarou agnóstico – segundo seus biógrafos, sob o impacto da morte da filha Annie, aos 10 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o lançamento de A Origem das Espécies, um best-seller que esgotou rapidamente cinco edições, os cientistas não demoraram a aceitar a proposta de que as plantas e os animais evoluem e se modificam ao longo das eras. Na verdade, essa ideia chegou a ser formulada por outros cientistas, inclusive pelo avô de Darwin, o filósofo Erasmus Darwin. A noção de que a evolução das espécies se dá pela seleção natural, no entanto, é original de Charles Darwin, e só foi aceita integralmente depois da descoberta da estrutura do DNA, em 1953. Darwin atribuiu a transmissão de características entre as gerações a células chamadas gêmulas, que se desprenderiam dos tecidos e viajariam pelo corpo até os órgãos sexuais. Lá chegando, seriam copiadas e passadas às gerações seguintes. Os estudos feitos com ervilhas pelo monge austríaco Gregor Mendel na segunda metade do século XIX, mas aos quais a comunidade científica só deu importância no início do século XX, estabeleceram a ideia básica da genética moderna, a de que as características de cada indivíduo são transmitidas de pais para filhos pelo que ele chamou de "fatores", e hoje se conhece como genes. Com as ervilhas de Mendel, o processo concebido por Darwin teve comprovação científica. A descoberta da dupla hélice do DNA, pelos cientistas James Watson e Francis Crick, em 1953, finalmente esclareceu o mecanismo por meio do qual a informação genética é transmitida através das sucessivas gerações. Hoje, os biólogos se dedicam a responder a questões ainda em aberto no evolucionismo, como quais são exatamente as mudanças genéticas que provocam as adaptações produzidas pela seleção natural. É espantoso que, enquanto continuam a desbravar territórios na ciência, as ideias de Darwin ainda despertem tanto temor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com reportagem de Leandro Narloch, Paula Neiva e Renata Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; fonte:http://veja.abril.com.br/110209/p_072.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-5121384613465475707?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/5121384613465475707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=5121384613465475707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5121384613465475707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5121384613465475707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/darwin-o-que-e-de-darwin.html' title='A Darwin o que é de Darwin...'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1205697851726253019</id><published>2009-02-09T09:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T09:19:25.936-08:00</updated><title type='text'>A evolução, com a bênção do papa: Discurso criacionista faz a Santa Sé e a</title><content type='html'>O reverendo anglicano Michael Reiss cometeu uma heresia. Em discurso na Inglaterra, há duas semanas, ele sugeriu que a teoria da evolução, de Charles Darwin, deveria ceder ao criacionismo parte de seu espaço no currículo escolar básico. O que se seguiu ao pronunciamento foi uma tempestade pública que só amainou com a demissão sumária de Reiss do cargo de diretor de educação da Royal Society, a mais prestigiada sociedade científica da Inglaterra. O episódio deu a oportunidade para duas das mais importantes confissões cristãs reiterarem seu apoio à teoria da evolução de Darwin. O primeiro veio da Igreja Anglicana, na qual o naturalista inglês foi batizado, que pediu perdão pela posição contrária de alguns de seus clérigos – mas não da instituição, que jamais o condenou – em relação a suas idéias: "Duzentos anos após seu nascimento, a Igreja da Inglaterra lhe deve desculpas pelos mal-entendidos". O segundo veio do presidente do Conselho para a Cultura do Vaticano, Gianfranco Ravasi, que reafirmou que não há contradições entre o evolucionismo e as idéias católicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Bridgeman Art Library/Getty Images&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A ORIGEM DO HOMEM&lt;br /&gt;Caricatura de Darwin do século XIX: controvérsia no clero  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Católica jamais condenou formalmente a teoria de Darwin, embora tenha mostrado certa relutância em aceitá-la nas primeiras décadas após a publicação de A Origem das Espécies, em 1859. A retomada das descobertas genéticas do monge austríaco Gregor Mendel, no século XX, permitiu à ciência comprovar a teoria evolucionista – até então controversa e puramente abstrata. Em 1950, o papa Pio XII afirmou que não há contradição entre a evolução e a doutrina cristã, posição reforçada por João Paulo II, em 1996. "Os primeiros mal-entendidos a respeito da aceitação da teoria da evolução pela doutrina católica referem-se a uma interpretação literal da narração bíblica da criação", disse a VEJA Rafael Martínez, sacerdote espanhol e professor de história da ciência da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma. "Hoje sabemos que a sabedoria divina criou o mundo utilizando as forças da natureza." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aversão atual às idéias de Darwin deve-se a um grupo de religiões, como algumas confissões de batistas, metodistas e pentecostais, que permanece preso à leitura ao pé da letra da origem do universo contida na Bíblia. São os criacionistas, um grupo minoritário, mas bem instalado em algumas regiões dos Estados Unidos. Felizmente, sua influência é diminuta fora do país, exceto por alguns casos pontuais, como o de Michael Reiss. Que assim continue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://veja.abril.com.br/240908/p_115.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1205697851726253019?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1205697851726253019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1205697851726253019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1205697851726253019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1205697851726253019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/evolucao-com-bencao-do-papa-discurso.html' title='A evolução, com a bênção do papa: Discurso criacionista faz a Santa Sé e a'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4368058671500917900</id><published>2009-02-09T08:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T08:46:20.254-08:00</updated><title type='text'>A ciência e a fé já foram unidas</title><content type='html'>A ciência e a fé já foram unidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinar Adão e Eva nas aulas de ciências é treva. &lt;br /&gt;Astrologia é charlatanismo. Mas grandes descobertas&lt;br /&gt;científicas foram feitas por gênios que conviveram bem&lt;br /&gt;com ideias religiosas e até superstições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA TAMBÉM&lt;br /&gt;Nesta edição&lt;br /&gt;• A Darwin o que é de Darwin&lt;br /&gt;• Onde Darwin é só mais uma teoria&lt;br /&gt;• A ciência e a fé já foram unidas &lt;br /&gt;Dos arquivos de VEJA&lt;br /&gt;Em VEJA de 24/9/2008&lt;br /&gt;• A evolução, com a bênção do papa&lt;br /&gt;Em VEJA de 9/5/2007&lt;br /&gt;• A revolução sem fim de Darwin&lt;br /&gt;Em VEJA de 30/11/2005&lt;br /&gt;• Por que Darwin ainda tem a chave da vida&lt;br /&gt;Em VEJA de 15/3/2000&lt;br /&gt;• Origens da Origem &lt;br /&gt;Da internet&lt;br /&gt;• Site da Universidade de Cambridge, com a obra completa de Charles Darwin, desde seu trabalho sobre a teoria da evolução das espécies, cartas, manuscritos, diários até ilustrações originais &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O primeiro místico e o primeiro cientista foram uma mesma pessoa, um Homo sapiens qualquer que, olhando para o céu noturno há 30.000 anos, viu a lua cheia e se encheu de devoção e conjecturas. Partes diferentes de seu cérebro processaram à sua maneira a informação visual captada pelos olhos. Uma delas, o lobo temporal, registrou aquela luz pálida emanada de um disco que parecia flutuar no espaço como uma experiência sublime, inexplicável, superior, poderosa, acachapante, religiosa. Ao mesmo tempo, outras regiões do cérebro tentavam avaliar se aquele objeto luminoso oferecia algum perigo, se podia despencar causando danos, se era comestível, se sua aparição na abóbada celeste se repetiria ou se poderia ser relacionada com algum outro fenômeno, como a escassez ou a abundância de caça. Como sugeriu poeticamente o astrônomo francês Guillaume Bigourdan (1851-1932), o último Homo sapiens do planeta será talvez surpreendido pela morte quando entretido com a mesma lua cheia e – por maiores que sejam sua educação e treino científico, mais exata sua noção do tamanho, das distâncias e dos formatos das órbitas – ela lhe parecerá sublime, inexplicável, superior, poderosa, acachapante, religiosa. Disse Bigourdan: "Isso é do homem. Contar lunações, medir órbitas, calcular fre-quências, mas se prostrar extático diante da imensidão do universo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por eras o lado místico e o científico conviveram sem conflitos na mente humana. Com o excedente econômico trazido pelo desenvolvimento tecnológico, as sociedades primitivas deram-se ao luxo de ter indivíduos dedicados a tarefas específicas – o guardião armado, o sacerdote para aplacar as fúrias naturais e adivinhar o trajeto dos mamutes, o líder para julgar e punir quem ferisse as regras de convivência do grupo. Mesmo depois disso, com as tarefas práticas entregues a certos indivíduos enquanto outros se dedicavam a magia e rituais, a fé e a razão continuaram como campos complementares da experiência humana. As civilizações da Antiguidade, a babilônica, a chinesa, a persa, a hindu, a grega e a romana, tiravam sua coesão social e sua força da fusão indelével entre o místico e o prático. Os engenheiros romanos que projetaram e construíram o Anio Novus, o maior aqueduto do seu tempo, com 95 quilômetros de extensão, banharam-se em sangue de touro obedecendo a preceitos da jus divinum (lei divina) como forma de garantir a proteção dos deuses para seu extraordinário empreendimento. A Europa medieval arrastou-se na névoa das crenças, com pouquíssimo progresso tecnológico. Mas nem o advento do Iluminismo, do Método Científico ou da Revolução Industrial fez regredir as crenças, as superstições e o poder das religiões de moldar o pensamento e o comportamento das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cientista de maior impacto na história, sir Isaac Newton (1643-1727), ao tempo que mudava o curso do pensamento com suas leis da gravitação universal e da mecânica clássica, considerava-se melhor teólogo que astrônomo e via mais possibilidades na alquimia do que no cálculo infinitesimal. O poeta Alexander Pope escreveu o epitáfio de Newton: "Nature and nature’s laws lay hid in night; God said ‘Let Newton be’ and all was light". (A natureza e as leis da natureza estavam imersas na noite; Deus disse "Que Newton seja" e tudo se iluminou.) Johannes Kepler (1571-1630), o mais fenomenal matemático de seu tempo, escondeu por dez anos o fato de ter confirmado as observações do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), descobridor da forma elíptica das órbitas dos planetas do sistema solar. Escondeu por pavor de estar cometendo uma heresia contra a visão aristotélica da Igreja, que, já começando a aceitar a hipótese heliocêntrica de Copérnico, determinava, porém, que as órbitas desenhadas por Deus só podiam ser círculos perfeitos. Na apresentação de sua obra Harmonices Mundi (Harmonia do Mundo), Kepler se desmancha em mística adoração pelo Criador em termos que chocariam os cientistas ou qualquer pensador racional dos dias atuais: "Deixei-me levar pela fúria divina e roubei os barcos dourados dos egípcios para construir uma casa adequada ao meu Deus. Mas se isso O contrariar não hesitarei em queimar meus estudos". Kepler, que também era astrólogo, atribuía suas descobertas científicas a epifanias – ou seja, a revelações divinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos Bettmann/Corbis/Latinstock&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em nome de Deus &lt;br /&gt;Os astrônomos Kepler e sir Isaac Newton julgavam estar lendo a mente divina&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa convivência pacífica entre o fervor religioso e a capacidade de pensar racionalmente não duraria muito mais tempo. Logo, a ousadia crescente dos cientistas e filósofos surgidos a partir de meados do século XVII passaria a se tornar um estorvo para a Igreja, em especial para a hierarquia católica. A mais estrondosa trombada, algo que ecoou pelos séculos até os nossos dias, foi vivida por um leitor e admirador de Kepler, o físico, matemático e astrônomo nascido em Pisa em 1564 que se entronizou no panteão da liberdade de pensamento com o nome de Galileu Galilei. A perseguição empreendida contra Galileu pelo Santo Ofício eternizou-o como um mártir da razão que só escapou da morte depois de renegar publicamente seu apoio à hipótese de Copérnico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Galileu fez para atrair a fúria da Inquisição católica e por que Kepler e outras grandes cabeças escaparam ilesos? Galileu investiu diretamente contra as Escrituras e, ao contrário de Kepler, não esperava que suas descobertas fossem apenas confirmações, com ligeiras e aceitáveis variações, da verdade revelada dos livros sagrados e das bulas papais. Não. Galileu pôs de pé um conjunto de premissas que, de tão revolucionárias, são as mesmas a presidir todas as experiências científicas até hoje – o Método Científico. Para que um experimento fosse científico, ensinou Galileu, entre outras coisas, ele deveria poder ser repetido por outras pessoas, em outros lugares e, dadas as mesmas condições, produzir os mesmos resultados. Simples? Sem dúvida, simples. Mas revolucionário. Um alquimista jamais se colocaria esses entraves – os ingredientes, os processos e os saberes da alquimia eram segredos pessoais e intransferíveis como os de um mágico. Galileu foi também um extraordinário polemista. Ele refutou com veemência a crença predominante de que tudo o que Deus queria que os homens soubessem sobre o céu e a terra estava nos livros sagrados. "As Escrituras ensinam como chegar ao céu, mas não como ele funciona", escreveu Galileu, citando um padre e astrônomo de seu tempo. Ele elaborou: "Não posso aceitar que a visão de Deus sobre astronomia seja aquela que está na Bíblia. Se aceitar isso, terei de negar sua infinita perfeição". Galileu pregava que Deus não falou aos homens sobre astronomia e física pelas Escrituras, mas por outra linguagem, a da natureza. Graças a outra dádiva divina, a mente humana, essa linguagem poderia ser lida com a ajuda da matemática, da observação, do apego à exatidão das medidas, pelas conjecturas e, principalmente, pela experimentação, em especial com a matéria em movimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Não se preocupe tanto com a exatidão – ninguém vai aceitar tudo isso literalmente." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se pudesse fechar o foco sobre um único feito de Galileu Galilei, ele seria, sem dúvida, o ceticismo na investigação científica. Os sábios que andaram de mãos dadas com as crenças religiosas de seus tempos – e Kepler é o exemplo mais acabado – tinham a convicção de estar apenas revelando ao mundo a perfeição da mente divina descrita nas Escrituras ao torná-la acessível aos mortais por meio de seus livros. Galileu era mais ambicioso. Ele tinha certeza de que a experimentação científica captaria as mensagens de Deus diretamente na natureza e, se elas contrariassem as crenças religiosas, paciência. Kepler se ofereceu para destruir seu livro. Galileu sugeriu que, quando em choque com a boa ciência, as crenças religiosas é que deveriam ser desprezadas. Albert Einstein reagiu como Galileu quando veio a confirmação empírica de um dos pontos de sua Teoria da Relatividade Geral, o que estabelecia que a luz também sofre a ação da gravidade. Informado de que astrônomos internacionais, observando um eclipse em Sobral, no Ceará, em 1919, haviam constatado a deflexão da luz das estrelas nas proximidades do Sol, Einstein rea-giu sem surpresa: "Se a luz não fosse desviada, Deus estaria errado". Como se vê, a concepção básica de Galileu ajudou a criar o mundo moderno. Por isso, é inevitável a sensação de retrocesso quando se vê a multiplicação das tentativas de ensinar Adão e Eva nas aulas de ciências das escolas brasileiras – e não por valorizar as Escrituras. Uma mente poderosa como a do filósofo Giambattista Vico (1668-1744) usou argumentos de alta elaboração racional para defender a tese de que, ao investir contra as crenças religiosas e superstições, o ceticismo científico destruiria os fundamentos da civilização. Pode-se concordar ou discordar de Vico, mas isso se dará no campo da razão. O atraso mesmo está na aceitação literal da Bíblia em questões científicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder da razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giambattista Vico (1668-1744) e Galileu Galilei (1564-1642) entraram para a história do pensamento com registros opostos. Galileu como o mártir que quase foi crucificado por discordar do dogma católico que colocava a Terra no centro do universo. Vico por defender que, ao enfraquecer a fé e as superstições, o ceticismo científico era um perigo para a civilização. O maravilhoso, no caso, é que visões tão opostas tenham sido ambas exemplos do uso mais requintado da mente humana e de seu instrumento, a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bloomimages/Corbis&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; fonte:&lt;br /&gt;http://veja.abril.com.br/110209/p_088.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4368058671500917900?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4368058671500917900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4368058671500917900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4368058671500917900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4368058671500917900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/ciencia-e-fe-ja-foram-unidas.html' title='A ciência e a fé já foram unidas'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-3608488678466612996</id><published>2009-02-09T08:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T08:44:27.803-08:00</updated><title type='text'>Mãos Abençoadas: A História de Ben Carson).</title><content type='html'>O ator americano Cuba Gooding Jr. vai retratar o Dr. Benjamin S. Carson em um filme para a TV no canal TNT: "Gifted Hands: The Ben Carson Story" (Mãos Abençoadas: A História de Ben Carson). Cuba Gooding Jr. ganhou o Oscar de ator coaduvante por Jerry Maguire em 1996, e protagonizou Cruzeiro das Loucas e Neve pra Cachorro. O filme vai ao ar na noite de 7 de fevereiro de 2009 e  traçará a história do médico adventista da infância frustrada no subúrbio à direção da Neurocirurgia Pediátrica no Centro Infantil Johns Hopkins. &lt;br /&gt;Mais informações em http://www.adventistreview.org/article.php?id=2357&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Adventist Review&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-3608488678466612996?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/3608488678466612996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=3608488678466612996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/3608488678466612996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/3608488678466612996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/maos-abencoadas-historia-de-ben-carson.html' title='Mãos Abençoadas: A História de Ben Carson).'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-5782651117273630605</id><published>2009-02-09T08:41:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T08:43:16.232-08:00</updated><title type='text'>POSSE DE OBAMA E BEN CARSON NA TNT</title><content type='html'>Date: Fri, 30 Jan 2009 10:51:00 -0200&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adventistas do sétimo dia desempenharam papéis importantes e visíveis nas festividades inaugurais e primeiras celevbrações para o Presidente Barack Obama, o primeiro negro eleito como chefe executivo dos EUA. Momentos após o discuros inaugural do Presidente Obama, o pastor adventista e capelão do Senado americano Barry C. Black fez a oração de invocação almoço inaugural realizado no Salão do Congresso Americano, em 20 de janeiro. Na manhã seguinte,  Wintley Phipps, um renomado cantor e pastor adventista do sétimo dia, cantou no Culto da Oração Inaugural na Catedral Nacional de Washington. &lt;br /&gt; Mais informações em http://www.adventistreview.org/article.php?id=2362&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-5782651117273630605?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/5782651117273630605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=5782651117273630605' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5782651117273630605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/5782651117273630605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2009/02/posse-de-obama-e-ben-carson-na-tnt.html' title='POSSE DE OBAMA E BEN CARSON NA TNT'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-7430438278451522973</id><published>2008-12-18T10:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T10:06:06.531-08:00</updated><title type='text'>A nova era do espiritismo</title><content type='html'>RELIGIÃO&lt;br /&gt;A nova era do espiritismo&lt;br /&gt;Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa metamorfose ainda pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?&lt;br /&gt;PABLO NOGUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFIRA A SEGUIR UM TRECHO DESSA REPORTAGEM QUE PODE SER LIDA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO DA REVISTA GALILEU DE DEZEMBRO/2008.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ritual em São Paulo mistura espiritismo, esoterismo e a figura de Jesus ao som de axé music &lt;br /&gt;O espiritismo voltou às manchetes com força em 2008, graças ao sucesso do filme "Bezerra de Menezes - Diário de um Espírito". Por meio dele, quase 500 mil brasileiros relembraram (ou conheceram) a história do chamado "Kardec brasileiro", médium e maior nome da doutrina no País no final do século 19. Esse instantâneo histórico, que narra a consolidação dos fundamentos do espiritismo por aqui, serve de contraponto para uma tendência que gera polêmica: a mistura do espiritismo com outras correntes filosóficas e a medicina holística, que trabalha corpo e mente simultaneamente. Enquanto, segundo o IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declaram-se espíritas, outros cerca de 30 milhões - de acordo com estimativas da Federação Espírita Brasileira - simpatizam com as idéias da doutrina. E os últimos, cada vez mais, estão misturando correntes de pensamento orientais (como hinduísmo, ioga e tai-chi-chuan), terapias energéticas ou a força do pensamento positivo em seus rituais e práticas. A questão que fica é: o espiritismo irá incorporar essas influências ou os tradicionalistas acabarão mantendo as coisas separadas?&lt;br /&gt;Criada há 150 anos pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec (1804-1869), a doutrina espírita surgiu graças à curiosidade e ao fascínio pela possibilidade de comunicação com os mortos. Quando chegou ao Brasil, anos depois, o espiritismo encontrou terreno fértil. O sincretismo da mistura entre europeus e africanos acabou impulsionando o movimento. Quem já havia visto um pai-de-santo incorporado em um terreiro não tinha muita dificuldade para crer no depoimento de um médium. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a bióloga Marilda Machini, a mediunidade ajuda a resolver conflitos psicológicos&lt;br /&gt;Hoje, quem entra em um centro espírita no Brasil encontra uma mistura de hospital espiritual e centro de estudos. Ali, os tratamentos se resumem ao atendimento com passes (em que o médium repassa ao atendido a energia dos espíritos e a sua), à ingestão de água fluidificada (na qual fluidos medicamentosos são adicionados por espíritos desencarnados), e às desobsessões (nas quais o médium incorpora espíritos que interferem na vida de alguém). Além disso, há centros onde outras manifestações, como a psicografia, são presenciadas. Quem quiser pode desenvolver sua própria mediunidade. Todos os atendimentos são de graça e tudo é embalado pela divulgação dos livros de Kardec e de autores como Chico Xavier, segundo recomendações da Federação Espírita Brasileira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;FONTE: REVISTA GALILEU (DEZEMBRO)2008 &lt;br /&gt;http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG85322-7855-209,00-A+NOVA+ERA+DO+ESPIRITISMO.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-7430438278451522973?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/7430438278451522973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=7430438278451522973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7430438278451522973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7430438278451522973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/nova-era-do-espiritismo.html' title='A nova era do espiritismo'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-7960146803204068992</id><published>2008-12-18T09:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T09:59:03.022-08:00</updated><title type='text'>O FILTRO - REVISTA ÉPOCA  - Juliano Machado</title><content type='html'>Este é O Filtro, um roteiro do que há de mais relevante nos principais jornais do país hoje. Todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, o boletim eletrônico estará &lt;strong&gt;disponivel no site de ÉPOCA.&lt;/strong&gt;Boa leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As dez mais de 18 dezembro DE 2008&lt;br /&gt;1. Ninguém segura a queda do petróleo&lt;br /&gt;Há poucos meses, os grandes produtores de petróleo sentiam-se poderosos como nunca. O preço do barril estava perto de US$ 150. Mas nada como uma crise financeira global. Os compradores enxugaram gastos e a demanda desabou – junto com ela, as cotações da commodity. O Globo dá manchete para a decisão histórica da Opep, que reúne os maiores exportadores de petróleo, de reduzir a oferta diária em 2,2 milhões de barris. Nada indica, porém, que essa tentativa desesperada de frear a derrocada dos preços, atualmente em US$ 40 o barril, vá ter êxito. De qualquer forma, o The Wall Street Journal afirma que a medida é “uma rara dose de boa notícia para EUA, Japão e outras economias em crise que dependem muito de importação de petróleo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Governo pode liberar até R$ 95 bi para crédito&lt;br /&gt;O governo anunciou mais medidas para tentar ampliar a oferta de algo que anda escasso em tempos de crise: crédito. Um dos principais beneficiados serão pequenos e médios bancos, diz a Folha (para assinantes), especialmente os que operam com financiamento de carros novos e usados e estão com dificuldade de conseguir recursos para fazer suas operações. Por meio do Fundo Garantidor de Crédito, serão oferecidos até R$ 9 bilhões a essas instituições. Além disso, o governo decidiu reduzir o IPI para caminhões, e foi liberada a entrada da Caixa Econômica no financiamento ao comércio exterior. A estimativa é de que o pacote possa injetar até R$ 95 bilhões no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A tal OEA do B&lt;br /&gt;A tentativa – pelo menos no discurso – de se distanciar dos Estados Unidos marcou a cúpula dos chefes de Estado da América Latina e Caribe, encerrada ontem na Costa do Sauípe (BA). O encontro terminou, como se esperava, sem nenhuma proposta consistente de aliança entre as nações latino-americanas, mas alguns presidentes lançaram a idéia de um fórum próprio para discussão de problemas no continente, mas sem os Estados Unidos. Como diz O Globo (íntegra para assinantes), seria uma espécie de “OEA do B”, em referência à Organização dos Estados Americanos, da qual os americanos fazem parte. É difícil acreditar que isso não passe de bravata. A conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Lula faz piada sobre sapatada contra Bush&lt;br /&gt;O clima no litoral baiano não estava mesmo convidativo para os americanos. Além de terem sido excluídos das conversas formais, eles foram motivo de piada entre os líderes latino-americanos. Na verdade, mais especificamente o presidente George W. Bush e o episódio da sapatada de um jornalista iraquiano, no qual ele quase foi vítima. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião do evento, foi quem mais fez troça da desgraça alheia: antes de iniciar a entrevista de ontem, pediu aos repórteres que não tirassem seus sapatos. “Como aqui faz muito calor, a gente vai perceber o chulé antes que alguém decida jogá-los”. Não satisfeito, Lula ainda fez um gesto sugerindo que ia tirar seu sapato para jogar contra um jornalista que se alongou muito numa questão, como relata o Estadão (para assinantes). Sapato na cabeça dos outros é refresco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política&lt;br /&gt;5. De madrugada, Senado aprova mais 7,3 mil vereadores&lt;br /&gt;O Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que recriou 7.343 dos 8 mil cargos a vereador cortados pelo TSE em 2004, à época com o objetivo de reduzir gastos e adequar o tamanho das Câmaras ao número de eleitores de cada município. Agora, informa a Agência Brasil, o país salta de 51.748 para 59.791 vereadores. Durante a semana, vereadores de várias regiões peregrinaram por Brasília tentando convencer os senadores a decidir sobre o projeto ainda este ano. Deu certo. A sessão que aprovou a medida foi realizada de madrugada, cheia de suplentes e com o cumprimento relâmpago dos prazos constitucionais de discussão da matéria – ou seja, não se discutiu nada. Assim, de afogadilho, as Câmaras voltarão a ser infladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A ficção do Orçamento de 2009&lt;br /&gt;Não é história da carochinha. Para tapar os principais buracos da lei orçamentária, o relator-geral do Orçamento da União de 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), fechou um acordo com o governo sobre o uso de uma verba fictícia de R$ 2,5 bilhões oriunda da venda de sucatas da extinta Rede Ferroviária Federal. O Estadão informa que o dinheiro arrecadado serviria para recompor parcialmente os cortes que sofreram algumas áreas estratégicas, como Educação e Ciência e Tecnologia. O que a história não diz é que esse dinheiro não é um acréscimo às receitas, mas um engodo pelo corte de R$ 4,1 bilhões que esses setores sofreram no Orçamento do ano que vem. O que soa mais irreal é a inversão de prioridades do governo. Enquanto saúde e ensino perdem verbas, o programa Turismo Social e o Esporte e Lazer na Cidade receberam R$ 2 bilhões e R$ 868 milhões, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúde&lt;br /&gt;7. Celebridades não podem mais fazer propaganda de remédios&lt;br /&gt;Os rostinhos bonitos das celebridades não poderão mais aparecer em comerciais recomendando medicamentos. Segundo a Folha (para assinantes), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estipulou novas normas para a publicidade de remédios e impôs uma série de restrições à distribuição de brindes, pagamento de passagens e oferta de amostras grátis aos médicos. Segundo o ministro da saúde, José Gomes Temporão, o endurecimento das regras foi feito para diminuir o número de intoxicações por medicamentos, provocado pelo excesso de incentivo à compra e consumo de remédios sem orientação médica. As medidas são bem-vindas, especialmente no que se refere ao corte nos agrados oferecidos aos médicos pela indústria farmacêutica com intuito de gerar uma “fidelização” dos medicamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forças Armadas&lt;br /&gt;8. Plano de defesa será lançado hoje&lt;br /&gt;A BBC Brasil traz reportagem afirmando que a Estratégia Nacional de Defesa será divulgada hoje pelo governo federal, com três vertentes principais – a reorganização das Forças Armadas, que passarão a operar de forma unificada; sua formação, que deve atingir todas as classes sociais e não apenas “os pobres"; e a reestruturação da indústria de defesa. Para um analista ouvido pela BBC Brasil, é importante que a Presidência esteja “chamando para si a responsabilidade pela Defesa”, algo inédito. Só falta saber como o plano será recebido por civis e militares – e, principalmente, como o plano sairá do papel para virar realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo&lt;br /&gt;9. Obama se dá um prazo de 2 anos para fechar Guantánamo &lt;br /&gt;Eleito a personalidade do ano pela revista Time, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deu a seu governo um prazo de dois anos para fechar, “de forma responsável”, a prisão da base naval de Guantánamo, onde estão diversos acusados de terrorismo. Em entrevista para a Time, Obama falou do assunto ao ser questionado sobre o que os eleitores deviam esperar de sua administração daqui a dois anos. No campo da política internacional, o fechamento de Guantánamo foi o primeiro item, seguido pelo compromisso de encontrar um “equilíbrio” entre a segurança e a Constituição americanas. Obama já fez várias vezes essa promessa, mas ainda não há uma proposta concreta sobre como e onde os suspeitos serão julgados nem sobre o destino dos muitos já declarados inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporte&lt;br /&gt;10. Projeto tenta inibir assédio a jovens craques&lt;br /&gt;Há cerca de um mês, ÉPOCA Online mostrou em reportagem como meninos de até 9 anos passaram a ser assediados por empresários e clubes de futebol e quais os efeitos dessa prática. Hoje, o jornal O Globo (para assinantes) publica uma reportagem sobre um projeto de lei do deputado e dirigente do Vitória José Rocha (DEM-BA), que cria um contrato para vincular jogadores de até 14 anos com os clubes. O auge do assédio aos adolescentes se dá até os 16 anos, pois é com essa idade que o primeiro contrato profissional pode ser assinado. A intenção de Rocha parece ser boa, pois afastará dos jovens atletas os muitos empresários que nem sempre praticam sua profissão de forma ética. É importante, no entanto, que esses contratos não favoreçam apenas os clubes, criando situações em que os adolescentes não tenham alternativas para deixar os clubes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com José Antonio Lima e Thiago Cid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia as demais notas do dia em &lt;strong&gt;www.ofiltro.com.br.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No site, você pode também fazer comentários e acessar o arquivo da coluna.&lt;br /&gt;FONTE: O Filtro - Juliano Machado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-7960146803204068992?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/7960146803204068992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=7960146803204068992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7960146803204068992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/7960146803204068992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/o-filtro-revista-poca-juliano-machado.html' title='O FILTRO - REVISTA ÉPOCA  - Juliano Machado'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-916776350829335733</id><published>2008-12-18T09:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T09:53:06.360-08:00</updated><title type='text'>Papa explica mistério do Natal: «Sentido se fez carne»</title><content type='html'>Santa Sé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa explica mistério do Natal: «Sentido se fez carne»&lt;br /&gt;O Natal, «muito mais que o nascimento de um grande personagem»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Inma Álvarez&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI declarou que para os cristãos o Natal é muito mais que a lembrança do «nascimento de um grande personagem». &lt;br /&gt;O Papa aproveitou que nesta quarta-feira começava a Novena de Natal para dedicar a catequese da audiência geral, concedida na Sala Paulo VI, a explicar o sentido desta festa, na qual «inclusive os não-crentes percebem como algo extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração». &lt;br /&gt;Os valores da simplicidade, da amizade e da solidariedade, que tanto se exaltam nestas festas, afirmou o Papa, «não bastam para assimilar plenamente o valor do Natal». &lt;br /&gt;«No Natal, portanto, não nos limitamos a comemorar o nascimento de um grande personagem; não celebramos simplesmente e em abstrato o mistério do nascimento do homem ou em geral o nascimento da vida; tampouco celebramos só o princípio de uma nova estação.» &lt;br /&gt;«Nós sabemos que se celebra o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade», acrescentou. &lt;br /&gt;Explicando o significado que em grego tem a palavra Logos, que é a que São João utiliza no prólogo de seu Evangelho para referir-se a Cristo, o Papa fez notar que além de traduzir-se como «o Verbo», que é a transposição corrente, Logos significa também «o Sentido». &lt;br /&gt;Portanto, explicou o Papa, o «Sentido eterno» do mundo «se fez tangível a nossos sentidos e à nossa inteligência: agora podemos tocá-lo e contemplá-lo», e esse «sentido» «não é simplesmente uma idéia geral inscrita no mundo», mas é «uma Pessoa que se interessa por cada um de nós». &lt;br /&gt;«Sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto impotente contra o absurdo. O Sentido é poderoso: é Deus bom, que não se confunde com qualquer poder excelso e distante, ao que nunca se poderia chegar, mas um Deus que se fez próximo de nós.»&lt;br /&gt;Mas, por que Deus se fez um menino indefeso? Pergunta o Papa. &lt;br /&gt;«Na gruta de Belém, Deus se mostra a nós como humilde ‘infante’ para vencer nossa soberba», responde. &lt;br /&gt;«Talvez tivéssemos nos rendido mais facilmente frente ao poder, frente à sabedoria; mas Ele não quer nossa rendição; apela mais ao nosso coração e à nossa decisão livre de aceitar seu amor.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-916776350829335733?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/916776350829335733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=916776350829335733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/916776350829335733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/916776350829335733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/papa-explica-mistrio-do-natal-sentido.html' title='Papa explica mistério do Natal: «Sentido se fez carne»'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-8001722390685127603</id><published>2008-12-18T09:45:00.001-08:00</published><updated>2008-12-18T09:45:47.690-08:00</updated><title type='text'>Comunicado final do XI Colóquio católico-muçulmano</title><content type='html'>Documentação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicado final do XI Colóquio católico-muçulmano&lt;br /&gt;Entre o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e a World Islamic Call Society&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir o texto na íntegra do comunicado final do XI Encontro celebrado nestes dias em Roma entre membros do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e da World Islamic Call Society, que a Santa Sé divulgou hoje. &lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Comunicado final do XI Colóquio do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e a World Islamic Call Society&lt;br /&gt;O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso (Cidade do Vaticano) e a World Islamic Call Society (Trípoli, Líbia) organizaram conjuntamente um Colóquio em Roma de 15 a 17 de dezembro de 2008. Esta iniciativa segue outros encontros que começaram em 1976 com a Conferência cristã-muçulmana que aconteceu em Trípoli, e que continuaram regularmente desde 1989 até hoje. As seguintes pessoas participaram do encontro: &lt;br /&gt;Participantes católicos: &lt;br /&gt;1. Sua Eminência o cardeal Jean-Louis Tauran&lt;br /&gt;2. Sua Excelência o arcebispo Pier Luigi Celata&lt;br /&gt;3. Sua Excelência o bispo Giovanni Martinelli&lt;br /&gt;4. Sua Excelência o bispo Jean-Luc Brunin&lt;br /&gt;5. Reverendo monsenhor Khaled Akasheh&lt;br /&gt;6. Reverendo padre Markus Solo&lt;br /&gt;7. Reverendo monsenhor Bernard Munono&lt;br /&gt;8. Reverendo monsenhor Mato Zovki‚&lt;br /&gt;9. Reverendo padre Joseph Ellul, O.P.&lt;br /&gt;10. Dra. Ilaria Morali&lt;br /&gt;11. Dra. Eugenia Di Gregorio&lt;br /&gt;12. Sr Roberto Mussi&lt;br /&gt;Participantes muçulmanos:&lt;br /&gt;1. Sr Ibrahim Rabu&lt;br /&gt;2. Dr. Mohamed Fathalla Ziadi&lt;br /&gt;3. Dr. Abdelati Abdelgalil Al-Warfally&lt;br /&gt;4. Dr. Amal Ibrahim Said&lt;br /&gt;5. Dr. Mohammad Assammak&lt;br /&gt;6. Dr. Mohammed Bakari&lt;br /&gt;7. Dr. Anas Schakfeh&lt;br /&gt;8. Sr Faisal Joseph&lt;br /&gt;9. Imane Ahmad Tayel&lt;br /&gt;10. Dr. Mohammad Beshari&lt;br /&gt;11. Dr. Mansur Tantush&lt;br /&gt;A delegação católica estava presidida pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, enquanto a muçulmana estava dirigida pelo senhor Ibrahim Rabou, chefe de Departamento de Conferências, Organizações Internacionais e Ajuda, naWorld Islamic Call Society. &lt;br /&gt;O tema do colóquio foi «Responsabilidade dos líderes religiosos especialmente em tempos de crise». O tema se desenvolveu em três subtemas: 1) Responsabilidades religiosas; 2) Responsabilidades culturais e sociais, 3) Tempos de crise no caminho do diálogo inter-religioso.&lt;br /&gt;Os participantes católicos e muçulmanos entraram em acordo no seguinte: &lt;br /&gt;1) A primeira e mais importante responsabilidade dos líderes religiosos é de natureza religiosa, de acordo com suas respectivas tradições religiosas, cumprindo fielmente através do ensinamento, boas obras e o exemplo, portanto, e servir a suas comunidades para a glória de Deus. &lt;br /&gt;2) Levando em conta o papel que as religiões podem e devem ter na sociedade, os líderes religiosos também têm uma função cultural e social a desempenhar na promoção de valores éticos fundamentais, tais como a justiça, a solidariedade, a paz, a harmonia social e o bem comum da sociedade em seu conjunto, especialmente para os necessitados, os frágeis, os migrantes e os oprimidos. &lt;br /&gt;3) Os líderes religiosos têm uma responsabilidade especial para com os jovens, que requerem uma atenção especial, a fim de que não sejam vítimas do fanatismo religioso e do radicalismo, e que recebam ao contrário uma boa educação que lhes ajude a converter-se em construtores de pontes e agentes de paz. &lt;br /&gt;4) Levando em conta que as crises de diferente natureza, inclusive nas relações inter-religiosas, são possíveis, tanto no âmbito nacional como internacional, os líderes religiosos devem aprender a prevenir, enfrentar e remediar estas situações, evitando sua degeneração em violência confessional. Isso requer um respeito mútuo e um conhecimento recíproco, tanto no cultivo das relações pessoais como no fomento da confiança mútua, com o fim de ser capazes de enfrentar juntos as crises quando ocorrerem. &lt;br /&gt;Os participantes se sentiram honrados e agradecidos ao ser recebidos por Sua Santidade Bento XVI, que lhes expressou sua satisfação e forte ânimo. &lt;br /&gt;Ambas as partes acordaram ter o próximo colóquio em Trípoli, nos próximos dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-8001722390685127603?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/8001722390685127603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=8001722390685127603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8001722390685127603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/8001722390685127603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/comunicado-final-do-xi-colquio-catlico.html' title='Comunicado final do XI Colóquio católico-muçulmano'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-4506554890719599958</id><published>2008-12-18T09:43:00.002-08:00</published><updated>2008-12-18T09:44:37.193-08:00</updated><title type='text'>Líderes católicos e muçulmanos decidem enfrentar crises juntos</title><content type='html'>Líderes católicos e muçulmanos decidem enfrentar crises juntos&lt;br /&gt;Termina em Roma o XI Colóquio Católico-Muçulmano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Inma Álvarez&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Os líderes católicos e muçulmanos devem enfrentar de forma conjunta as crises que possam surgir entre ambas as comunidades: é uma das conclusões a que chegou o XI Colóquio entre o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e a World Islamic Call Society, que aconteceu nestes dois últimos dias em Roma. &lt;br /&gt;As duas delegações, a católica presidida pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente deste dicastério, e a muçulmana dirigida por Ibrahim Rabu, representante da WICS, foram recebidas pelo Papa nesta quarta-feira, ao término da audiência geral. &lt;br /&gt;Em um comunicado de quatro pontos, divulgado hoje pela Santa Sé, os participantes do Colóquio (12 de cada confissão religiosa) concordaram em «enfrentar de forma conjunta» as «crises de diferentes naturezas, inclusive nas relações inter-religiosas, tanto no âmbito nacional como internacional». &lt;br /&gt;«Os líderes religiosos devem aprender a prevenir, enfrentar e remediar estas situações, evitando sua degeneração em violência confessional», afirmam ambas as partes. &lt;br /&gt;Isso requer, afirmam, «um respeito mútuo e um conhecimento recíproco, tanto no cultivo das relações pessoais como no fomento da confiança mútua, com o fim de ser capazes de enfrentar juntos as crises quando estas ocorrerem». &lt;br /&gt;Manifestaram especialmente sua responsabilidade para com os jovens, «que requerem uma atenção especial, a fim de que não sejam vítimas do fanatismo religioso e do radicalismo, e que recebam uma boa educação que os ajude a converter-se em construtores de pontes e agentes de paz». &lt;br /&gt;A responsabilidade dos líderes religiosos «é, antes de tudo, de natureza religiosa», afirma o comunicado, mas «também cultural e social». &lt;br /&gt;Com sua atividade religiosa, os líderes desempenham «uma importante função na promoção de valores éticos fundamentais, tais como a justiça, a solidariedade, a paz, a harmonia social e o bem comum da sociedade em seu conjunto, especialmente com os necessitados, os frágeis, os migrantes e os oprimidos». &lt;br /&gt;Os participantes concordaram, finalmente, em voltar a reunir-se em Trípoli (Líbia), dentro de dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ZENIT.ORG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-4506554890719599958?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/4506554890719599958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=4506554890719599958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4506554890719599958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/4506554890719599958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/lderes-catlicos-e-muulmanos-decidem.html' title='Líderes católicos e muçulmanos decidem enfrentar crises juntos'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-2516260250058802183</id><published>2008-12-18T09:43:00.001-08:00</published><updated>2008-12-18T09:43:54.294-08:00</updated><title type='text'>Bispos franceses, preocupados com desaparecimento do Dia do Senhor</title><content type='html'>Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bispos franceses, preocupados com desaparecimento do Dia do Senhor&lt;br /&gt;Publicam uma mensagem sobre o significado cristão e humano do descanso dominical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Inma Álvarez&lt;br /&gt;PARIS, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- «O domingo em risco na vida atual» é o título do documento que os bispos franceses divulgaram na segunda-feira passada, 15 de dezembro, por ocasião do projeto de lei francês sobre o trabalho no domingo. &lt;br /&gt;O documento foi elaborado pelo Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência dos bispos da França. &lt;br /&gt;Os bispos aduzem razões tanto sociais como antropológicas para argumentar sobre a importância do dia de descanso semanal na cultura ocidental e para o bem-estar das famílias. &lt;br /&gt;Por um lado, afirmam, é necessário «um tempo para descansar, viver em família, ter uma vida social e desfrutar de diversas atividades culturais e esportivas, etc.», escapando das constrições impostas pelo trabalho durante o resto da semana. &lt;br /&gt;Com relação às razões sociais que aconselham não eliminar o dia de descanso semanal, os prelados advertem que a economia e o trabalho «não podem ter a última palavra na vida social», e recordam que quando se regulou pela última vez esta questão, em 1906, afirmava-se que o domingo supõe «uma experiência social que é importante respeitar». &lt;br /&gt;Os defensores da consideração do domingo como dia de trabalho, precisam os bispos, são sobretudo as grandes superfícies comerciais, que pretendem assim «dinamizar a economia», mas, advertem, esta medida está «distante de ser eficaz», porque o problema «tem mais a ver com o poder aquisitivo real dos consumidores», acrescentam. &lt;br /&gt;Também, para os trabalhadores, as vantagens salariais do trabalho extraordinário desapareceram, «a menos que se recorra a empregos a tempo parcial que continuem reforçando as situações de estado precário de muitas famílias». &lt;br /&gt;Finalmente, advertem, apagar o caráter particular do domingo «é um caminho fácil que, com o pretexto do liberalismo, retira do homem uma indicação objetiva, inscrita no tempo, de sua dimensão espiritual». &lt;br /&gt;«A abertura das lojas no domingo voltaria a banalizar este dia e a fazer as leis do comércio passarem por cima da dimensão amistosa, familiar e espiritual da existência. Isso acentuaria a atomização da sociedade francesa», sublinha o Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência dos bispos da França. &lt;br /&gt;O domingo para os cristãos&lt;br /&gt;Para os cristãos, o domingo é o dia do descanso e também da libertação do mal mediante a ressurreição de Cristo. «A assembléia dominical celebra com antecipação o ‘banquete celeste’ e a esperança da volta do Senhor. A missa do domingo expressa ao mesmo tempo o sentido e a finalidade da vida dos cristãos», explica o documento. &lt;br /&gt;Desde os primeiros séculos, o significado do domingo como dia da Eucaristia «precedeu a instauração do domingo como dia de descanso semanal», a qual «permitiu enriquecer a celebração do dia do Senhor» como «dia dedicado à família e à contemplação espiritual». &lt;br /&gt;Atualmente, diante do desespero do desaparecimento do descanso dominical, advertem os bispos, «os cristãos, guardando o domingo, fazem um chamado profético: o homem não vive só de pão». &lt;br /&gt;A Igreja, ao defender o domingo, não só «manifesta sua vontade de que os cristãos vivam esse dia em condições favoráveis», mas também «deseja prestar um serviço a toda a sociedade, para que possa encontrar um caminho que permita tornar a vida humana cada vez mais humana». &lt;br /&gt;O documento pode ser lido em: www.elise.catholique.fr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-2516260250058802183?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/2516260250058802183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=2516260250058802183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/2516260250058802183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/2516260250058802183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/bispos-franceses-preocupados-com.html' title='Bispos franceses, preocupados com desaparecimento do Dia do Senhor'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-1647057166930398603</id><published>2008-12-18T09:25:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T09:27:50.270-08:00</updated><title type='text'>OBSERVATÓRIO DA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO E OUTROS ARTIGOS...</title><content type='html'>América do Sul&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CATÓLICOS BAPTIZADOS&lt;br /&gt;157.816.000&lt;br /&gt;CIRCUNSCRIÇÕES ECLESIÁSTICAS&lt;br /&gt;268&lt;br /&gt;SUPERFÍCIE&lt;br /&gt;8.514.215&lt;br /&gt;POPULAÇÃO&lt;br /&gt;186.770.000&lt;br /&gt;REFUGIADOS&lt;br /&gt;20.783&lt;br /&gt;DESALOJADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; BRASIL&lt;br /&gt;A Constituição brasileira, no seu Artigo 5º, sanciona e salvaguarda a liberdade religiosa. Além disso, o Código Penal, aprovado em Dezembro de 1998, define certas ofensas contra o sentimento religioso e o respeito pelos mortos como sendo crimes. Não existe nenhuma religião de Estado e não existe igualmente nenhuma obrigação de registo; pelo contrário, todos os grupos religiosos são livres de organizar as suas próprias actividades. As relações entre a Igreja Católica e o Estado são geridas, desde 1945, por meio de uma Concordata. &lt;br /&gt;Também na prática não surgiram quaisquer relatos de violações do direito à liberdade religiosa por parte das autoridades.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O problema do aborto&lt;br /&gt;Começando com a nota emitida no dia 23 de Fevereiro de 2005 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Católica promoveu uma campanha intensiva contra a proposta de lei do Governo para a liberalização do aborto. De momento, e desde a visita do Papa Bento XVI, em Maio de 2007, esta lei foi retirada da agenda do Congresso brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, o problema de uma mobilização “secularista” massiva e agressiva por parte de alguns agrupamentos políticos, e de governos e instituições, foi também denunciado pelo conselho especial para a América do secretariado-geral do Sínodo dos Bispos, em Outubro de 2007, tal como relatado pela agência ACI no dia 16 de Outubro de 2007. Estes ataques parecem ser dirigidos especialmente contra a Igreja Católica, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Os que compareceram à reunião do conselho referiram "a produção e o tráfico de drogas, a violência e a corrupção política, a promoção de uma série de leis – sobre o aborto e a eutanásia - contrárias a todas as normas éticas". Os bispos foram ainda mais longe ao realçarem a expansão de uma ideologia política "de tendência neo-marxista" que está a criar "desequilíbrios nas relações internacionais e no seio das instituições internas nestes países, tendo como objectivo colocar de lado a Igreja Católica e deixar de a considerar como um parceiro no diálogo social".&lt;br /&gt;A disseminação da violência&lt;br /&gt;Um clima abrangente de violência, originado por uma variedade de motivos, criou condições difíceis para os padres e trabalhadores pastorais, um facto exemplificado pelo assassinato do Padre Bruno Baldacci, sacerdote italiano que trabalhava na Diocese de São Salvador da Bahia. Foi assassinado na sua própria casa, em Vitória da Conquista, no estado da Bahia, como relatado pela agência noticiosa Zenit no dia 31 de Março de 2006.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bispos da Igreja Católica no Brasil expressaram igualmente a sua preocupação com o aumento da violência em várias regiões do país, numa mensagem intitulada "A Justiça e a Paz Consagrar-se-ão” (Fides, 3 de Julho de 2006). "Nós lamentamos que nesta triste situação os direitos humanos de tantas pessoas não tenham sido respeitados”, declararam os bispos neste documento, referindo-se especificamente a recentes erupções de violência e de agressões em São Paulo, no Rio de Janeiro e nos estados do Espírito Santo, Pará, Bahia e Maranhão. De acordo com os bispos, a situação tinha-se deteriorado em especial por causa de "uma falta de políticas adequadas e da ausência do uso apropriado do poder". As difamações e as ameaças de morte contínuas feitas "contra os funcionários da Igreja, os bispos, os sacerdotes e os religiosos, e contra os líderes de movimentos populares que trabalham nas regiões de Altamira e de Santarém, bem como noutros locais", estavam a criar "um clima de tensão e de medo neste país pacífico e trabalhador". Confrontados com esta situação, os bispos brasileiros fizeram um apelo às autoridades ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL&lt;br /&gt;autoridades para estas implementarem as medidas necessárias e garantirem a defesa dos direitos de todos os indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.fundacao-ais.pt/observatorio/detail/id/95&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;17-12-2008 &lt;br /&gt;Católicos e muçulmanos contra o fundamentalismo&lt;br /&gt;Católicos e muçulmanos devem estar juntos na luta contra o fanatismo religioso e o radicalismo. O apelo é lançado no comunicado final do 11.º Colóquio conjunto do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e a "World Islamic Call Society", com sede em Tripoli (Líbia), que chegou ao fim esta Quarta-feira, em Roma. &lt;br /&gt;  “Os líderes religiosos têm uma responsabilidade especial em relação à juventude, que requer uma atenção particular para que não seja vítima do fanatismo religioso e o radicalismo, recebendo, pelo contrário, uma sólida educação que os ajude a tornar-se construtores de pontes e de paz”, pode ler-se. &lt;br /&gt;O tema do encontro destes dias foi “Responsabilidade dos líderes religiosos, em especial em tempos de crise”. O colóquio encerrou-se com uma audiência concedida por Bento XVI aos participantes, com o Papa a expressar a sua “satisfação e forte encorajamento” por esta iniciativa. &lt;br /&gt;O documento conclusivo, publicado pela sala de imprensa da Santa Sé, frisa que “a primeira e mais importante responsabilidade dos líderes religiosos é de natureza religiosa, de acordo com as suas respectivas tradições” e que para a cumprir fielmente devem dedicar-se “ao ensino, boas obras e bons exemplos, assim servindo as suas comunidades para a glória de Deus”. &lt;br /&gt;Sublinha igualmente o papel das religiões na promoção de “valores éticos fundamentais” como “a justiça, solidariedade, paz, harmonia social e o bem comum da sociedade como um todo, em particular os mais necessitados, os fracos, os migrantes e os oprimidos”. &lt;br /&gt;No comunicado apela-se aos líderes religiosos para que se preocupem em “prevenir, gerir e remediar” situações de crise, tanto a nível nacional como internacional, de forma a evitar “a sua degeneração em violência confessional”. &lt;br /&gt;“Isto requer um respeito e conhecimento mútuos, promovendo relações pessoais e construindo confiança recíproca, até ao ponto de sermos capaz de enfrentar em conjunto as crise que possam ocorrer”, concluem os participantes no Colóquio. &lt;br /&gt;As cinco sessões do Colóquio deste ano foram dedicadas à apresentação e aprofundamento de três pistas de reflexão, seja por católicos, seja por muçulmanos: Responsabilidade religiosa, Responsabilidades culturais e sociais, Tempos de crise no caminho do diálogo inter-religioso. &lt;br /&gt;As duas delegações, num total de 23 elementos, foram presididas pelo Cardeal Jean-Louis Tauram, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e por Mohamed Ahmed Sherif, secretário-geral da "World Islamic Call Society". &lt;br /&gt;O próximo colóquio decorrerá em Tripoli, em data a definir até 2010. &lt;br /&gt;Departamento de Informação da Fundação AIS/Agência Ecclesia&lt;br /&gt;info@fundacao-ais.pt &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;10-12-2008 &lt;br /&gt;Menos liberdade religiosa no mundo&lt;br /&gt;Mais de 60 países em todo o mundo violam “gravemente” a liberdade religiosa. O número é lançado no “Relatório 2008 - Liberdade Religiosa no Mundo”, publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Segundo a publicação, disponível agora na sua versão portuguesa, os casos mais dramáticos no período estudado registaram-se na Índia, Paquistão, Arábia Saudita e Eritreia, nações onde a liberdade de culto é negada de maneira mais violentas e nas quais os crentes são perseguidos, nalguns casos até à morte. &lt;br /&gt;Esta nova edição do "Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo" retrata uma situação crítica, a nível mundial, da liberdade de culto. Os conflitos militares, o terrorismo e as ditaduras contribuíram, entre outras causas, para as situações mais alarmantes. O relatório analisa a situação da liberdade religiosa em cada país, com base nos testemunhos de representantes da Igreja local, documentos oficiais, artigos de agências de notícias e outros media especializados em assuntos religiosos, bem como nas informações fornecidas por organizações de direitos humanos. &lt;br /&gt;O estudo assinala que a perseguição religiosa está a aumentar em todo o mundo. Entre as principais preocupações apresentadas, está a da Índia, que piorou nos últimos anos, apesar de a Constituição reconhecer a liberdade religiosa. O livro analisa também a situação no Iraque, onde desde finais de Setembro duas mil famílias cristãs tiveram de abandonar Mossul. &lt;br /&gt;Segundo a Fundação AIS, a própria necessidade da obra “sublinha a fragilidade da liberdade religiosa como um princípio fundamental.No relatório é apresentada uma lista de países nos quais se registaram “graves limitações à liberdade religiosa”. Entre eles encontram-se a China, Cuba, Coreia do Norte, Irão, Nigéria, Myanmar (ex-Birmânia), Laos, Arábia Saudita, Paquistão e Sudão. Em seguida, consta uma lista de países nos quais se verificam “limitações legais à liberdade religiosa”, entre os quais se encontram Afeganistão, Argélia, Bahrein, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Egipto, Eritreia, Terra Santa (Israel e os territórios palestinos) e México. &lt;br /&gt;A AIS fala ainda de países nos quais se registaram episódios de “repressão legal” e de países nos quais se registaram conflitos locais, analisados já noutras secções. Nalguns casos, como por exemplo na China, “o receio de abrir-se à liberdade de culto coincide com o temor de deixar espaços a outras liberdades”. &lt;br /&gt;Sobre Portugal, é destacado o mal-estar gerado pela demora na regulamentação da Concordata entre o país e a Santa Sé, assinada em 2004, que já levou a manifestações de descontentamento por parte do episcopado católico. O relatório analisa a situação da liberdade religiosa em cada país, com base nos testemunhos de representantes da Igreja local, documentos oficiais, artigos de agências de notícias e outros media especializados em assuntos religiosos, bem como nas informações fornecidas por organizações de direitos humanos. Com este documento, a organização católica internacional AIS pretende apresentar um compêndio general do grau de liberdade religiosa existente em cada um dos países do mundo, além das formas e motivos da repressão que padecem os diferentes grupos religiosos. &lt;br /&gt;A AIS apresenta ainda uma presença renovada na Internet (www.fundacao-ais.pt), na qual se destaca o Observatório da Liberdade Religiosa no Mundo. O Observatório é actualizado anualmente e tem por base o Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre. &lt;br /&gt;A informação contida neste Observatório foi coligida pela Ajuda à Igreja que Sofre, através dos seus secretariados nacionais, baseando-se em análises às legislações nacionais e documentos oficiais em matéria religiosa, nos testemunhos de representantes religiosos locais e em artigos de agências de notícias especializadas e relatórios de ONG’s internacionais que actuam nesta área. Mantendo um carácter não confessional, este Observatório monitoriza as violações ao direito que assiste a qualquer pessoa, independentemente da sua religião, de professar livremente uma fé – um direito que está consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem (Artigo 18º). &lt;br /&gt;Catarina Martins destaca que este espaço virtual “tem a vantagem de ser uma área dinâmica onde a informação é continuamente actualizada e complementada com outros conteúdos: notícias, projectos, campanhas, etc”. &lt;br /&gt;Fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, inspirado na mensagem de Fátima, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre é uma organização dependente da Santa Sé, tendo por objectivo apoiar projectos de cunho pastoral em países onde a Igreja Católica está em dificuldades. No início, o trabalho da Ajuda à Igreja que Sofre consistia apenas em auxiliar os refugiados da Alemanha de Leste que fugiam da ocupação comunista, mas rapidamente se espalhou pelos campos de refugiados da Europa e da Ásia, pelas Repúblicas Populares comunistas, pela América Latina e pela África. &lt;br /&gt;Os desafios são múltiplos: totalitarismo de esquerda ou de direita, fanatismo religioso, multiplicação de seitas, materialismo, falta de sacerdotes, etc.A Fundação esforça-se por responder aos apelos numerosos e urgentes que lhe chegam a todo o momento. &lt;br /&gt;Departamento de Informação da Fundação AIS &lt;br /&gt;info@fundacao-ais.pt - www.fundacao-ais.pt &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;15-12-2008 &lt;br /&gt;Perseguições por causa da fé continuam a matar&lt;br /&gt;A Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada faz agora 60 anos, incluía o direito à liberdade de consciência e de culto. A secção portuguesa da Ajuda à Igreja que Sofre, pela voz da sua presidente, Catarina Martins, lembra como muitos crentes de todo o mundo ainda não vivem essa realidade, sofrendo e morrendo por causa da sua fé. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Qual é a importância da publicação deste relatório nos 60 anos depois da proclamação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, pela ONU? &lt;br /&gt;É um pequeno contributo para dar a conhecer a situação da liberdade religiosa no mundo, um dos direitos fundamentais proclamados solenemente há 60 anos. Apesar de ser reconhecido e “aceite” por quase todas as nações do mundo, infelizmente continuam a existir pessoas que são discriminadas, perseguidas, torturadas e até mortas por causa da sua religião, por professarem um credo diferente da religião oficial do Estado ou porque a sua fé as impele a agir, em consciência, de uma determinada maneira que pode entrar em choque com as autoridades. &lt;br /&gt;Fazer o levantamento destes acontecimentos e divulgar periodicamente este Relatório é absolutamente essencial para manter a opinião pública informada e consciente de que estes assuntos dizem respeito a todos nós, como pessoas humanas e cidadãos livres, e que há ainda muito trabalho a fazer e um largo caminho a percorrer para a eliminação de todas estas situações de injustiça. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Que papel tem a AIS na promoção da liberdade religiosa e na denúncia das suas violações? &lt;br /&gt;Curiosamente foi precisamente há 60 anos que a AIS iniciou as suas actividades numa altura em que o mundo acordou, unanimemente, para pôr termo aos horrores da guerra e proclamar a necessidade de defender sempre os Direitos Universais do Homem. &lt;br /&gt;Esta coincidência não é alheia à missão da AIS que nasceu num contexto muito específico, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, e que se inspirou no carisma do Padre Werenfried van Straaten. Efectivamente, a promoção da liberdade religiosa fundamenta-se na convicção profundamente cristã de que todo o ser humano tem dignidade por ter sido criado por Deus à Sua imagem e semelhança. &lt;br /&gt;Estes valores que fundamentam a doutrina social da Igreja foram aprofundados e consolidaram-se com o trabalho de campo da AIS. Apoiamos os cristãos que fogem do Iraque, que são expulsos da Palestina, que se encontram nos campos de refugiados no Darfur, no Chade ou no Congo. Sem a nossa denúncia e apoio incondicional, os cristãos da Terra de Jesus e da Mesopotâmia correm o risco de desaparecer. Na China, uma grande parte dos cristãos da Igreja clandestina ficariam sem recursos para os seus padres, seminaristas e irmãs por causa do controlo excessivo do Estado. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Como é que a AIS-Portugal tem procurado actuar neste campo específico? &lt;br /&gt;Em primeiro lugar, todas as nossas actividades ao nível nacional estão orientadas para a divulgação desta realidade de sofrimento, carências e privações da Igreja que sofre. Periodicamente lançamos campanhas que visam alertar as pessoas, mantê-las atentas e envolvê-las através da oração e da acção. A oração é essencial para o sucesso da nossa actividade e sabemos que a Igreja, como organismo vivo, partilha e comunica tudo, não só os bens materiais mas, sobretudo, os bens espirituais. Neste sentido funciona uma rede de oração que conta já com mais de cinco mil pessoas e da qual fazem parte pessoas e instituições, as comunidades religiosas e quase todos os mosteiros de vida contemplativa, paróquias e grupos de oração, etc. &lt;br /&gt;Todas as nossas publicações e artigos que disponibilizamos aqui em Portugal giram em torno da mesma temática: livros biográficos sobre a história dos mártires da era moderna, espiritualidade e oração, produtos solidários que sustentam famílias cristãs em Belém, monges de clausura na China, etc. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A liberdade religiosa é reconhecida e apreciada no nosso país ou estão a surgir sinais de preocupação? &lt;br /&gt;Naturalmente, em Portugal os cidadãos desfrutam de uma ampla liberdade religiosa que é reconhecida e protegida por uma legislação específica. Existe também a Comissão da Liberdade Religiosa que está atenta e promove diversas iniciativas louváveis. &lt;br /&gt;No entanto, tem havido algumas tensões relacionadas com a falta de regulamentação da Nova Concordata. Assuntos como a assistência religiosa nos hospitais e prisões, as regras para a propriedade dos meios de comunicação e o apoio às IPSS foram questões que, apesar de estarem a ser negociadas, têm gerado algumas fricções e mal entendidos entre a Igreja e o Estado Português. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A que público quer a AIS-Portugal dirigir o Relatório da Liberdade Religiosa 2008? &lt;br /&gt;A publicação periódica deste Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo tem sido um marco importante para as publicações de especialidade, particularmente a Missão Press, a Imprensa Cristã e a Imprensa Regional. No entanto, muitos outros jornalistas têm manifestado o interesse em conhecer os dossiers da liberdade Religiosa no Mundo. &lt;br /&gt;Porém, o público principal é constituído pelos benfeitores da Fundação AIS. Também as mais diversas instituições, ONG, fundações e escolas, têm sido contactadas no sentido de nos ajudarem a divulgar o relatório junto dos seus públicos específicos. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Como é que todo este trabalho vai ser complementado com o Observatório lançado na Internet (www.fundacao-ais.pt)? &lt;br /&gt;A Internet é um canal complementar que se afirma cada vez mais como o canal das novas gerações. Para podermos chegar a um público mais novo é essencial comunicarmos com eles usando a mesma linguagem e estando nos mesmos lugares onde eles se movimentam… &lt;br /&gt;O Observatório disponibiliza toda a informação contida no Relatório da Liberdade Religiosa mas tem a vantagem de ser uma área dinâmica onde a informação é continuamente actualizada e complementada com outros conteúdos: notícias, projectos, campanhas, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Departamento de Informação da Fundação AIS– info@fundacao-ais.pt &lt;br /&gt;Documentação&lt;br /&gt;Bento XVI sobre lei natural e pesquisa teológica&lt;br /&gt;Discurso à Comissão Teológica Internacional&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir o discurso que Bento XVI dirigiu aos participantes na sessão plenária da Comissão Teológica Internacional, dia 5 de dezembro.&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Venerados Irmãos no Episcopado&lt;br /&gt;Ilustres Professores &lt;br /&gt;Estimados Colaboradores&lt;br /&gt;É com verdadeira alegria que vos recebo no final dos trabalhos da vossa Sessão Plenária anual que, esta vez, coincide com a conclusão do sétimo quinquénio da criação da Comissão Teológica Internacional. Desejo antes de tudo expressar um sentido agradecimento pelas palavras de homenagem que, em nome de todos, D. Luis Francisco Ladaria Ferrer, Secretário-Geral da Comissão Teológica Internacional, quis dirigir-me na sua saudação. O meu agradecimento dirige-se, depois, a todos vós que, ao longo do quinquénio, empregastes as vossas energias num trabalho deveras precioso para a Igreja e para aquele que o Senhor chamou a desempenhar o ministério de Sucessor de Pedro.&lt;br /&gt;De facto, os trabalhos deste sétimo "quinquénio" da Comissão Teológica Internacional já deram um fruto concreto, como D. Ladaria Ferrer recordou, com a publicação do documento"A esperança da salvação para as crianças que morrem sem baptismo", e se preparam para alcançar outra meta importante com o documento "Na busca de uma ética universal: novo olhar sobre a lei natural", que ainda deve ser submetida aos últimos passos previstos pelas Normas dos Estatutos da Comissão, antes da aprovação definitiva. Como já tive a ocasião de afirmar nas precedentes ocasiões, reafirmo a necessidade e a urgência, no contexto de hoje, de criar na cultura e na sociedade civil e política as condições indispensáveis para uma consciência plena do valor irrenunciável da lei moral natural. Também graças ao estudo que empreendestes sobre este assunto fundamental, será claro que a lei natural constitui a verdadeira garantia oferecida a cada um para viver livre e respeitado na sua dignidade de pessoa, e para se sentir defendido de qualquer manipulação ideológica ou abuso perpetrado com base na lei do mais forte. Todos sabemos bem que num mundo formado pelas ciências naturais o conceito metafísico da lei natural está quase ausente, incompreensível. Muito mais, vendo esta sua fundamental importância para as nossas sociedades, para a vida humana, é necessário que seja de novo reproposto e tornado compreensível este conceito no contexto do nosso pensamento: isto é, o facto de que o próprio ser tem em si uma mensagem moral e uma indicação para os caminhos do direito.&lt;br /&gt;Em relação depois ao terceiro tema, Sentido e método da Teologia, que neste quinquénio foi vosso objecto de estudo particular, desejo ressaltar a sua relevância e actualidade. Numa "sociedade planetária" como a que hoje se está a formar, aos teólogos é com frequência pedido pela opinião pública sobretudo que promova o diálogo entre as religiões e as culturas, que contribuam para o desenvolvimento de uma ética que tenha como próprias coordenadas de fundo a paz, a justiça, a defesa do ambiente natural. Trata-se realmente de bens fundamentais. Mas uma teologia limitada a estes nobres objectivos perderia não só a sua própria identidade, mas o próprio fundamento destes bens. A primeira prioridade da teologia, como já o seu nome indica, é falar de Deus, pensar Deus. E a teologia fala de Deus não como de uma hipótese do nosso pensamento. Fala de Deus porque o próprio Deus falou connosco. O verdadeiro trabalho da teologia é entrar na palavra de Deus, tentar compreendê-la na medida do possível e fazê-la compreender ao nosso mundo, e assim encontrar as respostas para as nossas grandes perguntas. Neste trabalho sobressai também que a fé não só não é contrária à razão, mas abre os olhos da razão, alarga o nosso horizonte e permite-nos encontrar as respostas necessárias para os desafios dos tempos diversos.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista objectivo, a verdade é a Revelação de Deus em Cristo Jesus, que exige como resposta a obediência da fé em comunhão com a Igreja e com o seu Magistério. Recuperando assim a identidade da teologia, entendida como reflexão argumentada, sistemática e metódica sobre a Revelação e sobre a fé, também a questão do método é iluminada. O método em teologia nunca se poderá constituir apenas com base nos critérios e nas normas comuns às outras ciências, mas deverá observar antes de tudo os princípios e as normas que derivam da Revelação e da fé, do facto que Deus falou.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista subjectivo, ou seja, do ponto de vista de quem faz teologia, a virtude fundamental do teólogo é procurar a obediência à fé, a humildade da fé que abre os nossos olhos: esta humildade que torna o teólogo colaborador da verdade. Desta forma não acontecerá que ele fale de si mesmo; interiormente purificado pela obediência à verdade, chegará ao contrário a fazer com que a própria Verdade, que o Senhor possa falar através do teólogo e da teologia. Ao mesmo tempo, obterá que, por seu intermédio, a verdade possa ser levada ao mundo.&lt;br /&gt;Por outro lado, a obediência à verdade não significa renúncia à busca e à fadiga de pensar; pelo contrário, a preocupação do pensamento, que indubitavelmente nunca poderá ser na vida dos crentes totalmente satisfeita, dado que estão também eles no caminho da pesquisa e do aprofundamento da Verdade, será contudo uma preocupação que os acompanha e os estimula na peregrinação do pensamento em relação a Deus, e assim resultará fecunda. Por conseguinte, faço votos por que a vossa reflexão sobre estas temáticas consiga fazer ressaltar os princípios autênticos e o significado sólido da verdadeira teologia, de modo a sentir e compreender cada vez melhor as respostas que a Palavra de Deus nos oferece e sem as quais não podemos viver de modo sábio e justo, porque só assim se abre o horizonte universal, infinito da verdade.&lt;br /&gt;O meu obrigado pelo vosso compromisso e pela vossa obra na Comissão Teológica Internacional durante este quinquénio é portanto, ao mesmo tempo, um cordial auspício pelo trabalho futuro deste vosso importante organismo ao serviço da Sé Apostólica e de toda a Igreja. Ao renovar a expressão de sentimentos de satisfação, de afecto e de alegria pelo encontro de hoje, invoco do Senhor, por intercessão da Virgem Santíssima, abundantes luzes celestes sobre o vosso trabalho e de coração concedo-vos uma especial Bênção Apostólica, que faço extensiva às pessoas queridas.&lt;br /&gt;© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana  &lt;br /&gt;Fonte: zenit.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espiritualidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pregador do Papa: 2ª pregação do Advento&lt;br /&gt;A Bento XVI e à Cúria Romana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a segunda pregação do Advento à Cúria Romana que, na presença de Bento XVI, o Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap., pregador da Casa Pontifícia, pronunciou na capela «Redemptoris Mater», do palácio apostólico do Vaticano. &lt;br /&gt;Segunda pregação do Advento &lt;br /&gt;«Chamados por Deus à comunhão com seu Filho Jesus Cristo» &lt;br /&gt;Para permanecer fiéis ao método da lectio divina, tão recomendada pelo recente Sínodo dos bispos, escutemos as palavras de São Paulo sobre as quais refletiremos nesta meditação: &lt;br /&gt;«Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo. Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo e estar com ele. Não com minha justiça, que vem da lei, mas com a justiça que se obtém pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus pela fé. Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. &lt;br /&gt;1. «Anseio pelo conhecimento de Cristo»&lt;br /&gt;Na semana passada, meditamos sobre a conversão de Paulo como uma metanoia, uma mudança de mente, no modo de conceber a salvação. Paulo, contudo, não se converteu a uma doutrina, ainda que fosse uma doutrina de justificação mediante a fé; Ele se converteu a uma pessoa! Antes que uma mudança de pensamento, a sua foi uma mudança de coração, o encontro com uma pessoa viva. Usa-se com freqüência a expressão «flechada» para denominar um amor à primeira vista que elimina todo obstáculo; em nenhum caso esta metáfora é tão apropriada como em São Paulo. &lt;br /&gt;Vejamos como esta mudança de coração aparece no texto que lemos. Fala do «bem supremo» (hyperecho) de conhecer a Cristo e se sabe que, neste caso, como em toda a Bíblia, conhecer não indica uma descoberta só intelectual, um ter uma idéia de algo, mas um laço vital íntimo, um entrar em relação com o objeto conhecido. O mesmo vale no caso da expressão «anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos». «Conhecer pela participação em seus sofrimentos» não significa, evidentemente, ter uma idéia dos mesmos, mas experimentá-los. &lt;br /&gt;Por acaso li esta passagem em um momento especial da minha vida, no qual me encontrava também eu diante de uma escolha. Eu tinha me ocupado de Cristologia, havia escrito e lido muito sobre este tema, mas quando li «pelo conhecimento de Cristo», compreendi imediatamente que aquele simples pronome pessoal que aparece no original, «ele», (auton) continha mais verdades sobre Jesus que todos os livros escritos ou lidos sobre Ele. Compreendi que, para o apóstolo, Cristo não era um conjunto de doutrinas, de heresias, de dogmas: era uma pessoa viva, presente e realíssima que se podia designar com um simples pronome, como se faz quando se fala de alguém que está presente, assinalando-o com o dedo.  &lt;br /&gt;O efeito do enamoramento é duplo. Por um lado, põe em obra uma drástica redução do interesse em si, uma concentração sobre a pessoa amada que faz passar a um segundo plano todo o resto do mundo; por outro, nos faz capazes de sofrer qualquer coisa pela pessoa amada, aceitar a perda de tudo. Vemos ambos os efeitos realizados à perfeição no momento no qual o Apóstolo descobre Cristo: por ele, diz, «tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo». &lt;br /&gt;Aceitou a perda de seus privilégios de «judeu entre os judeus», a estima e a amizade de seus mestres e compatriotas, o ódio e a lástima de quem não compreendia como um homem como ele teria podido deixar-se seduzir por uma seita de fanáticos. A 2ª Carta aos Coríntios inclui a enumeração impressionante de tudo o que ele sofreu por Cristo (cf. 2 Cor 11, 24-28). &lt;br /&gt;O Apóstolo encontrou por si mesmo a única palavra que encerra tudo: «conquistado por Jesus Cristo». Poder-se-ia traduzir também «aferrado», «fascinado» ou, com uma expressão de Jeremias, «seduzido» por Cristo. Os enamorados não se cortam; fizeram-no tantos místicos no cúmulo de seu ardor. Não tenho dificuldade, portanto, para imaginar um Paulo que, em um ímpeto de alegria, após sua conversão, grita ele sozinho aos árabes ou, às margens do mar, o que mais tarde escreveria aos filipenses: «Fui conquistado por Cristo! Fui conquistado por Cristo!». &lt;br /&gt;Conhecemos bem as frases lapidárias e cheias de significado do Apóstolo que cada um gostaria de poder repetir na própria vida: «Para mim viver é Cristo» (Flp 1, 21), e «Não sou eu quem vive, mas Cristo quem vive em mim» (Gál 2, 20). &lt;br /&gt;2. «Em Cristo» &lt;br /&gt;Pois bem, sendo fiel ao anunciado no programa destas pregações, eu gostaria de destacar o que, sobre este ponto, o pensamento de Paulo pode significar, primeiro para a teologia de hoje e depois para a vida espiritual dos crentes. &lt;br /&gt;A experiência pessoal levou Paulo a uma visão global da vida cristã que ele denomina «Em Cristo» (en Christo). A fórmula se repete 83 vezes no corpus paulino, sem contar a expressão afim «com Cristo» (syn Christo) e as expressões pronominais equivalentes «nele» ou «naquele que». &lt;br /&gt;É quase impossível traduzir com palavras o rico conteúdo destas frases. A proposição «em» tem um significado algumas vezes local, outras temporal (no momento no qual Cristo morre e ressuscita), outras instrumental (por meio de Cristo). Descreve a atmosfera espiritual na qual o cristão vive e atua. Paulo aplica a Cristo o que, no discurso ao Areópago de Atenas, diz de Deus, citando um autor pagão: «N’Ele vivemos, nos movemos e existimos» (Atos 17, 28). Mais tarde, o evangelista João expressaria a mesma visão com a imagem do «permanecer em Cristo» (João 15, 4-7). &lt;br /&gt;A estas expressões recorrem aqueles que falam de mística paulina. Frases como «Deus reconciliou em si o mundo em Cristo» (2 Cor 5, 19) são totalizadoras, não deixam fora de Cristo nada nem ninguém. Dizer que os crentes estão «chamados a ser santos» (Romanos 1, 7) equivale para o Apóstolo a dizer que estão «chamados por Deus à comunhão com seu Filho Jesus Cristo» (1 Cor 1, 9). &lt;br /&gt;Justamente, também no mundo protestante, hoje se começa a considerar a visão sintetizada, na expressão «em Cristo» ou «no Espírito», como mais central e representativa do pensamento de Paulo que a própria doutrina da justificação mediante a fé. &lt;br /&gt;O ano paulino poderia revelar-se como a ocasião providencial para fechar todo um período de discussões e confrontos ligados mais ao passado que ao presente, e abrir um novo capítulo no uso do pensamento do Apóstolo. Voltar a usar suas cartas, e em primeiro lugar a Carta aos Romanos, para o fim para o qual foram escritas, que não era, certamente, o de proporcionar às gerações futuras uma palestra na qual exercitar sua perspicácia teológica, mas o de edificar a fé da comunidade, formada em sua maioria por pessoas simples e iletradas. «Anseio ver-vos – diz aos romanos –, a fim de comunicar-vos algum dom espiritual que vos fortaleça, ou melhor, para sentir entre vós o mútuo consolo da fé comum: a vossa e a minha.» (Rom 1, 11-12)&lt;br /&gt;3. Muito além da Reforma e da Contra-reforma&lt;br /&gt;É tempo, creio, de ir muito além da Reforma e muito além da Contra-reforma. O que está em jogo, no princípio do terceiro milênio, já não é o mesmo do início do segundo milênio, quando se produziu a separação entre o Oriente e o Ocidente, e nem sequer da metade do milênio, quando se produziu, dentro da cristandade ocidental, a separação entre católicos e protestantes. &lt;br /&gt;Por dar um só exemplo, o problema já não é o de Lutero de como libertar o homem do sentimento de culpa que o oprime, mas de como devolver ao homem o verdadeiro sentido do pecado que perdeu totalmente. Que sentido tem continuar discutindo sobre «como se dá a justificação do ímpio», quando o homem está convencido de que não precisa de nenhuma justificação e declara com orgulho: «Eu mesmo hoje me acuso e só eu posso absolver-me, eu o homem?» [1].&lt;br /&gt;Eu creio que todas as discussões de séculos entre católicos e protestantes, em torno da fé e das obras, acabaram por fazer-nos perder de vista o principal ponto da mensagem paulina, desviando com freqüência a atenção de Cristo às doutrinas sobre Cristo, na prática, de Cristo aos homens. O que o Apóstolo afirma em Romanos 3 não é que estamos justificados pela fé, mas estamos justificados pela fé em Cristo; não é tanto que estamos justificados pela graça, mas que estamos justificados pela graça de Cristo. O acento é posto em Cristo, mais do que na fé ou na graça. &lt;br /&gt;Após ter apresentado nos capítulos precedentes da Carta à humanidade em seu universal estado de pecado e perdição, o Apóstolo tem o incrível valor de proclamar que esta situação agora mudou radicalmente «em virtude da redenção realizada por Cristo», «pela obediência de um só homem» (Rom 3, 24; 5, 19). A afirmação de que esta salvação se recebe por fé, e não pelas obras, é importantíssima, mas vem em segundo lugar, não em primeiro. Cometeu-se o erro de reduzir a um problema de escolas, dentro do cristianismo, o que era para o Apóstolo uma afirmação de alcance mais amplo, cósmico, universal. &lt;br /&gt;Esta mensagem do Apóstolo sobre a centralidade de Cristo é de grande atualidade. Muitos fatores, com efeito, levam a colocar entre parênteses hoje sua pessoa. Cristo não se questiona hoje em nenhum dos três diálogos mais vivazes em curso entre a Igreja e o mundo. Nem no diálogo entre fé e filosofia, porque a filosofia se ocupa de conceitos metafísicos, não de realidades históricas com a pessoa de Jesus de Nazaré; nem no diálogo com a ciência, com a qual se pode unicamente discutir sobre a existência ou não de um Deus criador, de um projeto por trás da evolução; nem, enfim, no diálogo inter-religioso, que se ocupa daquilo que as religiões podem fazer juntas, em nome de Deus, pelo bem da humanidade. &lt;br /&gt;Poucos, inclusive entre os crentes, quando são perguntados sobre em que crêem, responderiam: creio que Cristo morreu por meus pecados e ressuscitou para minha justificação. A maioria responderia: creio na existência de Deus, em uma vida depois da morte. E, contudo, para Paulo, como para todo o Novo Testamento, a fé que salva é só aquela na morte e ressurreição de Cristo: «Se confessas com tua boca que Jesus é Senhor e crês em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo» (Rom 10, 9). &lt;br /&gt;No mês passado, aconteceu aqui no Vaticano um simpósio promovido pela Academia Pontifícia para as Ciências, com o título «Pontos de vista científicos em torno da evolução do universo da vida», do qual participaram os máximos cientistas de todo o mundo. Eu quis entrevistar, para o programa que dirijo aos sábados à tarde na TV sobre o evangelho, um dos participantes, o professor Francis Collins, diretor do grupo de pesquisa que levou em 2000 a decifrar completamente o genoma humano. Sabendo que era crente, eu lhe fiz, entre outras, a pergunta: «Você creu primeiro em Deus ou em Jesus Cristo?». &lt;br /&gt;Ele respondeu: «Até quando tinha mais ou menos 25 anos, eu era ateu, não tinha uma preparação religiosa, era um cientista que reduzia quase tudo a equações e leis da Física. Mas, como médico, comecei a ver as pessoas que deveriam enfrentar o problema da vida e da morte, e isso me fez pensar que meu ateísmo não era uma idéia arraigada. Comecei a ler textos sobre as argumentações racionais da fé, que não conhecia. Primeiro, cheguei à convicção de que o ateísmo era uma alternativa menos aceitável. Pouco a pouco, cheguei à conclusão de que deve existir um Deus que criou tudo isso, mas não sabia como era esde Deus». &lt;br /&gt;É instrutivo ler, em seu livro «A linguagem de Deus», como ele superou este impasse: «Para mim, era difícil estender a ponte para este Deus. Quanto mais aprendia a conhecê-lo, mais sua pureza e santidade me pareciam inacessíveis. Nesta amarga coincidência, chegou a pessoa de Jesus Cristo. Havia passado mais de um ano desde que decidi crer em alguma espécie de Deus, e agora havia chegado a prestação de contas. Em uma linda manhã de outono, enquanto pela primeira vez, passeando pelas montanhas, eu me dirigia ao oeste do Mississipi, a majestade e a beleza da criação venceram minha resistência. Compreendi que a busca havia chegado a seu fim. Na manhã seguinte, ao sair o sol, eu me ajoelhei sobre a erva úmida e me rendi a Jesus Cristo» [2]. &lt;br /&gt;Pensa-se na palavra de Cristo: «Ninguém vai ao Pai senão por mim». Só n’Ele Deus se faz acessível e crível. Graças a esta fé reencontrada, o momento da descoberta do genoma humano foi, ao mesmo tempo, diz ele, uma experiência de exaltação científica e de adoração religiosa. &lt;br /&gt;A conversão deste cientista demonstra que o evento de Damasco se renova na história; Cristo é o mesmo ontem e hoje. Não é fácil para um cientista, especialmente para um biólogo, declarar-se crente publicamente hoje, como não o foi para Saulo: corre-se o risco de ser imediatamente «expulso da sinagoga». E, de fato, é o que aconteceu ao professor Collins, que por sua profissão de fé teve de sofrer os dardos de muitos laicistas.&lt;br /&gt;4. Da presença de Deus à presença de Cristo &lt;br /&gt;Resta-me dizer algo sobre outro ponto: o que o exemplo de Paulo tem a dizer para a vida espiritual dos crentes. Um dos temas mais tratados na espiritualidade católica é o do pensamento da presença de Deus [3]. São incontáveis os tratados sobre este tema desde o século XVI até hoje. Em um deles se lê: «O bom cristão deve habituar-se a este santo exercício em todo tempo e em todo lugar. Ao despertar, dirija em seguida o olhar da alma a Deus, fale e converse com Ele como seu amado Pai. Quando caminhe pelas ruas, tenha os olhos do corpo baixos e modestos, elevando os da alma a Deus» [4].&lt;br /&gt;Distingue-se «o pensamento da presença de Deus» do «sentimento de sua presença: o primeiro depende de nós, o segundo é, ao contrário, dom da graça que depende de nós. (Para São Gregório, «o sentimento da presença» de Deus, a aisthesis parousia, é quase sinônimo de experiência mística). &lt;br /&gt;É uma visão rigidamente teocêntrica que, em alguns autores, chega inclusive ao conselho de «deixar de lado a santa humanidade de Cristo». Santa Teresa de Jesus reagirá energicamente contra esta idéia que reaparece periodicamente no cristianismo, desde Orígenes em diante, tanto oriental como ocidental. Mas a espiritualidade da presença de Deus, também depois da Santa, continuará sendo rigidamente teocêntrica, com todos os problemas que derivam dela, postos de relevo pelos mesmos autores que tratam deles [5].&lt;br /&gt;Neste sentido, o pensamento de São Paulo pode nos ajudar a superar a dificuldade que levou ao declive da espiritualidade da presença de Deus. Ele fala sempre de uma presença de Deus «em Cristo». Uma presença irreversível e insuperável. Não há um estágio da vida espiritual no qual se possa prescindir de Cristo, ou ir «além de Cristo». A vida cristã é uma «vida oculta com Cristo em Deus» (Colossenses 3, 3). Este cristocentrismo paulino não atenua o horizonte trinitário da fé, mas o exalta, porque para Paulo todo o movimento parte do Pai e volta ao Pai, por meio de Cristo, no Espírito Santo. A expressão «em Cristo» é intercambiável, em seus escritos, com a expressão «no Espírito».&lt;br /&gt;A necessidade de superar a humanidade de Cristo, para aceder diretamente ao Logos eterno e à divindade, nascia de uma escassa consideração da ressurreição de Cristo. Esta era vista em seu significado apologético, como prova da divindade de Jesus, e não suficientemente em seu significado mistérico, como início de sua vida «segundo o Espírito», graças à qual a humanidade de Cristo aparece já em sua condição espiritual e, portanto, onipresente e atual. &lt;br /&gt;O que se deriva disso no âmbito prático? Que podemos fazer tudo «em Cristo» e «com Cristo», seja que comamos, durmamos, ou que façamos qualquer outra coisa, diz o Apóstolo (1 Coríntios 10, 31). O Ressuscitado não está presente só porque pensamos n’Ele, mas está realmente junto de nós; não somos nós que devemos, com o pensamento e a imaginação, transladar-nos à sua vida terrena e representar os episódios de sua vida (como se trata de fazer com a meditação dos «mistérios da vida de Cristo»): é Ele, o Ressuscitado, o que vem a nós. Não somos nós que, com a imaginação, temos de fazer-nos contemporâneos de Cristo: é Cristo o que se faz realmente nosso contemporâneo. «Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo» (a propósito, por que não fazer imediatamente um ato de fé? Ele está aqui, nesta capela, mais presente que qualquer um de nós; busca o olhar de nosso coração e se alegra quando o encontra). &lt;br /&gt;Existe um texto reflete maravilhosamente esta visão da vida cristã, na oração atribuída a São Patrício: «Cristo comigo, Cristo na minha frente, Cristo atrás de mim, Cristo em mim! Cristo debaixo de mim, Cristo sobre mim, Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda»! [6]. &lt;br /&gt;Que novo e mais alto significado adquirem as palavras de São Luis María Grinon de Montfort, se aplicarmos ao «Espírito de Cristo» o que ele diz do «espírito de Maria»: &lt;br /&gt;«Devemos abandonar-nos ao Espírito de Cristo para ser movidos e guiados segundo seu querer. Devemos colocar-nos e permanecer entre suas mãos como um instrumento nas mãos de um oleiro, como um alaúde entre as mãos de um hábil instrumentista. Devemos perder-nos e abandonar-nos nele como a pedra que se lança ao mar. É possível fazer tudo isso simplesmente e em um instante, com um só olhar interior ou um leve movimento da vontade, ou inclusive com alguma breve palavra.» [7]&lt;br /&gt;5. Esquecimento do passado&lt;br /&gt;Concluamos voltando ao texto de Filipenses 3. São Paulo acaba suas «confissões» com uma declaração: &lt;br /&gt;«Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.» (Flp 3, 13-14)&lt;br /&gt;«Prescindindo do passado.» Que passado? O de fariseu, do qual falou antes? Não, o passado de apóstolo na Igreja! Agora, o lucro a considerar perda é outro: é justo o ter já de uma vez considerado tudo perda por Cristo. Era natural pensar: «Que valor tem Paulo: abandonar uma carreira de rabino tão bem iniciada por uma obscura seita de galileus! E que cartas escreveu! Quantas viagens empreendeu, quantas igrejas fundou!». &lt;br /&gt;O Apóstolo intui o perigo mortal de introduzir entre si e Cristo uma «justiça própria», derivada das obras – esta vez, as obras realizadas por causa de Cristo –, e reage energicamente. «Não considero – diz – ter chegado à perfeição.» São Francisco de Assis, no final de sua vida, cortava pela raiz toda tentação de auto-complacência, dizendo: «Comecemos, irmãos, a servir ao Senhor, porque até agora fizemos pouco ou nada» [8]. &lt;br /&gt;Esta é a conversão mais necessária para quem já seguiu Cristo e viveu a seu serviço na Igreja. Uma conversão sumamente especial, que não consiste em abandonar o mal, mas, em certo sentido, em abandonar o bem! Ou seja, em tomar distância de tudo o que se fez, repetindo para si mesmos, segundo a sugestão de Cristo: «Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer» (Lucas 17, 10). &lt;br /&gt;Este esvaziar as mãos e os bolsos de toda pretensão, em espírito de pobreza e humildade, é o melhor modo para preparar-nos para o Natal. Recorda-nos um simpático conto natalino que me compraz citar de novo. Ele narra que, entre os pastores que correram na noite de Natal para adorar o Menino, havia um tão pobrezinho que não tinha nada para oferecer e se envergonhava muito. Ao chegarem à gruta, todos competiam ao oferecer seus dons. Maria não sabia como fazer para receber todos, tendo o Menino nos braços. Então, vendo ao pastorinho com as mãos livres, pegou Jesus e o confiou a ele. Ter as mãos vazias foi sua fortuna e, em outro nível, será também a nossa.&lt;br /&gt;---------------------  &lt;br /&gt;[1] J.-P. Sartre, Il diavolo e il buon dio, X,4 (Parigi, Gallimard 1951, p. 267.).&lt;br /&gt;[2] F. Collins, The Language of God. A Scientist Presents Evidence for Belief, pp. 219-255.&lt;br /&gt;[3] Cf.  M. Dupuis, Présence de Dieu, in D Spir. 12, coll. 2107-2136.&lt;br /&gt;[4] F. Arias (+1605), cit. da Dupuis, col. 2111.&lt;br /&gt;[5] Dupuis, cit., col 2121:  «Se l'onnipresenza di Dio non si distingue dalla sua essenza, l'esercizio della presenza di Dio non aggiunge al tradizionale tema del ricordo di Dio, se non un sforzo imaginativo».&lt;br /&gt;[6] «Christ with me, Christ before me, Christ behind me, Christ below me, Christ above me, Christ at my right, Christ at my left.»&lt;br /&gt;[7] Cf. S. L. Grignon de Montfort, Trattato della vera devozione a Maria, nr. 257.259 (in Oeuvres complètes, Parigi 1966, pp. 660.661).&lt;br /&gt;[8] Celano,Vita prima, 103 (Fonti Francescane, n. 500).&lt;br /&gt;[Traduzido por Zenit]&lt;br /&gt;top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentação «On Line»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrução vaticana "Dignitas personae"&lt;br /&gt;Da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre algumas questões bioética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Já se pode ler a instrução "Dignitas personae sobre algumas questões de bioética", publicada dia 12 de dezembro pela Congregação para a Doutrina da Fé, na seção de Documentos do site da Agência Zenit (www.zenit.org).    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro em Roma entre católicos e muçulmanos sobre diálogo inter-religioso&lt;br /&gt;Os participantes serão recebidos amanhã pelo Papa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Ontem começou em Roma o XI Encontro entre o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e a World Islamic Call Society, sobre o tema «A responsabilidade dos líderes religiosos, especialmente em tempos de crise».&lt;br /&gt;No encontro participam 24 especialistas, 12 católicos e outros muçulmanos. O encontro constará de cinco sessões, entre as quais se refletirá sobre a responsabilidade dos líderes religiosos diante da crise e do diálogo inter-religioso. &lt;br /&gt;Pela parte católica, participam os membros da Comissão para as Relações com os Muçulmanos deste dicastério, da qual fazem parte o presidente, cardeal Jean Louis Tauran, e o secretário, o arcebispo Pier Luigi Celata. &lt;br /&gt;Na qualidade de especialistas participam, entre outros, Dom Giovanni Martinelli (vigário apostólico de Trípoli), Jean-Luc Brunin (bispo de Ajaccio) e Khaled Akasheh (chefe do Comitê para o Islã do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso), assim como vários professores universitários, especialistas no mundo islâmico. &lt;br /&gt;Pela parte muçulmana, participam o presidente da World Islamic Call Society em Roma, Mansosur Tantush, o secretário-geral, Mohamed Ahmed Sherif, representantes de federações islâmicas da Áustria e França, assim como vários professores universitários e o diretor do Sahefat Addaawa Newspaper, Abdelati Abdelgalil Alwarfally. &lt;br /&gt;A World Islamic Call Society (WICS) foi fundada em 1972 para promover a civilização e a cultura islâmicas, e tem sua sede em Trípoli (Líbia). Em seus congressos participam mais de 250 organizações islâmicas, procedentes de 80 países. &lt;br /&gt;Esta organização trabalha fundamentalmente no campo educativo e cultural, ainda que também atue como provedor de ajuda humanitária em colaboração com algumas agências da ONU. Outra de suas atividades é o diálogo com os cristãos de diversas confissões. &lt;br /&gt;Com o Conselho Pontifício, a WICS teve 12 encontros nos últimos anos, em Trípoli, Roma, Viena e Malta. Também mantém contato com o Conselho Mundial das Igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: zenit.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise e propostas de Bento XVI diante da crise econômica&lt;br /&gt;Apresentadas em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Jesús Colina&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- A obsessão dos agentes financeiros por conseguir elevadíssimos lucros no curto prazo é algo perigoso para todos, começando pelos próprios interessados, denuncia Bento XVI.&lt;br /&gt;O Papa fez uma análise do papel das finanças no atual panorama econômico na mensagem escrita por ocasião do Dia Mundial da Paz (1º de janeiro de 2009), que nesta ocasião leva por tema: «Combater a pobreza, construir a paz» e que é publicada em uma crise financeira e econômica global em precedentes. &lt;br /&gt;A crise &lt;br /&gt;«Uma atividade financeira confinada no breve e brevíssimo prazo torna-se perigosa para todos, inclusivamente para quem consegue beneficiar dela durante as fases de euforia financeira», adverte o Santo Padre.&lt;br /&gt;Bento XVI, que considera que o combate à pobreza deve levar em conta necessariamente o contexto da globalização, não condena a atividade financeira, e mais, lhe atribui um papel importante para a promoção do desenvolvimento. &lt;br /&gt;«A função objetivamente mais importante do mercado financeiro, que é a de sustentar a longo prazo a possibilidade de investimentos e consequentemente de desenvolvimento, aparece hoje muito frágil: sofre as consequências negativas de um sistema de transações financeiras – a nível nacional e global – baseadas sobre uma lógica de brevíssimo prazo, que busca o incremento do valor das actividades financeiras e se concentra na gestão técnica das diversas formas de risco.&lt;br /&gt;Segundo o Papa, «a recente crise demonstra como a atividade financeira seja às vezes guiada por lógicas puramente auto-referenciais e desprovidas de consideração pelo bem comum a longo prazo».&lt;br /&gt;«O nivelamento dos objectivos dos operadores financeiros globais para o brevíssimo prazo reduz a capacidade de o mercado financeiro realizar a sua função de ponte entre o presente e o futuro: apoio à criação de novas oportunidades de produção e de trabalho a longo prazo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propostas &lt;br /&gt;Neste contexto, o Papa considera que é necessário um «quadro jurídico eficaz para a economia» que permita «à comunidade internacional e especialmente aos países pobres individuarem e actuarem soluções coordenadas para enfrentar os referidos problemas».&lt;br /&gt;O Santo Padre exige «estímulos para se criarem instituições eficientes e participativas, bem como apoios para lutar contra a criminalidade e promover uma cultura da legalidade».&lt;br /&gt;Agora, Bento XVI alerta perante «as políticas marcadamente assistencialistas» por considerar que é inegável que «estão na origem de muitos fracassos na ajuda aos países pobres».&lt;br /&gt;O Papa considera que nesta busca de soluções é importante ter em conta o justo e necessário valor do lucro, inclusive na «luta contra a fome e a pobreza absoluta».&lt;br /&gt;«Deste ponto de vista, seja banida a ilusão de que uma política de pura redistribuição da riqueza existente possa resolver o problema de maneira definitiva».&lt;br /&gt;Com efeito, assinala, «o valor da riqueza depende em medida determinante da capacidade de criar rendimento presente e futuro».&lt;br /&gt;Por isso, assegura, «a criação de valor surge como um elo imprescindível, que se há- de ter em conta se se quer lutar contra a pobreza material de modo eficaz e duradouro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão de valores &lt;br /&gt;Na primeira jornada dos trabalhos do último Sínodo dos Bispos (Cf. Zenit, 6 de outubro de 2008), o Papa falou da crise, em particular da queda de grandes bancos.&lt;br /&gt;«Sobre a areia constrói quem constrói só sobre as coisas visíveis e tangíveis, sobre o êxito, sobre a carreira, sobre o dinheiro. Aparentemente estas são as verdadeiras realidades. Mas tudo isto um dia passará», assegurou.&lt;br /&gt;A mensagem de Bento XVI por ocasião do Dia Mundial da Paz foi apresentada pelo cardeal Renato R. Martino, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações, como um «aperitivo» da próxima encíclica social que deve ser publicada no início de 2009.&lt;br /&gt;top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cardeal Arinze: celibato sacerdotal consagra mais intimamente a Cristo&lt;br /&gt;Em seu novo livro, «Reflexões sobre o sacerdócio, carta a um jovem sacerdote»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- «A Igreja, desde sempre, valorizou muito o celibato dos sacerdotes»: assim afirma o cardeal Francis Arinze, até há alguns dias prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em um livro apresentado nesta terça-feira na sede da Rádio Vaticano.&lt;br /&gt;Amplos fragmentos do texto deste livro, titulado «Reflexões sobre o sacerdócio, carta a um jovem sacerdote» (publicado pela Livraria Editora Vaticana) foram também publicados em italiano pelo jornal L'Osservatore Romano. &lt;br /&gt;«Cristo viveu uma vida virginal, ensinou a castidade a seus discípulos e propôs a virgindade aos que estão dispostos e em grau de seguir um chamado semelhante», explica o cardeal Arinze em seu livro. &lt;br /&gt;«Na vida sacerdotal, a continência perpétua pelo reino dos céus expressa e estimula a caridade pastoral. É uma fonte especial de fecundidade espiritual no mundo», «é um testemunho que resplandece no mundo como caminho eficaz para o seguimento de Cristo».  &lt;br /&gt;No mundo de hoje, «imerso em uma preocupação exagerada pelo sexo e por sua dessacralização», «um presbítero que vive com alegria, fidelidade e positivamente seu próprio voto de castidade é um testemunho que não pode ser ignorado», observa. &lt;br /&gt;Através do celibato sacerdotal, prossegue o purpurado, «o presbítero se consagra mais intimamente a Cristo no exercício da paternidade espiritual», manifesta-se «com mais disponibilidade» «como ministro de Cristo, esposo da Igreja», e pode «verdadeiramente apresentar-se como sinal vivo do mundo futuro, que já está presente por meio da fé e da caridade». &lt;br /&gt;O sacerdote, adverte o cardeal, «não deve duvidar do valor ou da possibilidade do celibato por causa da ameaça que a solidão representa», pois ela esta está presente em certa dose em todo estado de vida, também na vida matrimonial. &lt;br /&gt;Seria, portanto, um equívoco tentar evitar a solidão, «lançando-se cada vez mais à atividade e organizando continuamente novos encontros, viagens ou visitas». &lt;br /&gt;O que o sacerdote precisa, ao contrário, é «silêncio, quietude e recolhimento para estar na presença de Deus, dar maior atenção a Deus e encontrar Cristo na oração pessoal diante do tabernáculo», porque «só então será capaz de ver Cristo em cada pessoa que encontrar durante seu ministério». &lt;br /&gt;Para viver bem o celibato, também é importante a contribuição da fraternidade, até o ponto de que «o ideal é que o bispo faça que os sacerdotes vivam de dois em dois ou de três em três por paróquia, em vez de sozinhos», porque «têm necessidade uns dos outros para desenvolver ao máximo suas potencialidades».&lt;br /&gt;O presbítero, acrescenta o cardeal em seu livro, «tem Cristo como Mestre», e ainda que não lhe seja possível imitar sua forma de atuar «em cada mínimo detalhe», «isso não nos exime de segui-lo da forma mais próxima possível». &lt;br /&gt;A obediência que o sacerdote vive com relação ao Papa, ao bispo e a seus representantes «baseia-se na fé» e é o instrumento através do qual «o sacerdote dá a Deus a possibilidade de servir-se plenamente dele para realizar a missão da Igreja». &lt;br /&gt;«Deus protege o sacerdote que respeita e obedece a seu bispo com fidelidade firme e nobreza de caráter.»&lt;br /&gt;Como seguidor de Cristo, que em sua vida terrena viveu como pobre, o presbítero está chamado à pobreza. &lt;br /&gt;A virtude da pobreza tem a ver também com o uso pessoal do próprio dinheiro. Evitando tudo aquilo que possa apegá-lo aos bens terrenos e incliná-lo a gastos excessivos, o sacerdote deve lembrar-se dos pobres, dos enfermos, dos idosos e de todos os necessitados em geral. &lt;br /&gt;Os meios de transporte, a casa, o mobiliário, a veste, não devem colocar-lhe do lado dos ricos e dos poderosos. &lt;br /&gt;Um teste sobre a generosidade do sacerdote pode consistir em perguntar-se que motivos de caridade se incluem em seus desejos e quantas pessoas pobres, seminaristas ou candidatos à vida consagrada chorarão em sua morte, reconhecendo que faleceu seu pai em Cristo e seu benfeitor.&lt;br /&gt;top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa escolhe temas das JMJ até Madri 2011&lt;br /&gt;«Enraizados e edificados em Cristo, inabaláveis na fé»: tema desse encontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa já fixou os temas das três próximas Jornadas Mundiais da Juventude, segundo a Santa Sé deu a conhecer nesta terça-feira.&lt;br /&gt;Estes lemas, dois deles tomados das cartas de São Paulo e um do Evangelho, «favorecerão o itinerário espiritual que culminará com a celebração internacional prevista em Madri (Espanha), de 16 a 21 de agosto de 2011», afirma a mensagem. &lt;br /&gt;O lema da próxima JMJ, que acontecerá no Domingo de Ramos de 2009, em Roma e em cada diocese, é: «Pusemos nossa esperança no Deus vivo» (1 Tm 4, 10). &lt;br /&gt;O da seguinte Jornada, que acontecerá também no âmbito diocesano no Domingo de Ramos de 2010, será «Bom Mestre, o que devo fazer para herdar a vida eterna?» (Mc 10, 17). &lt;br /&gt;O da 26ª JMJ 2011, que acontecerá em Madri, será: «Enraizados e edificados em Cristo, inabaláveis na fé» (cf. Col 2, 7). &lt;br /&gt;top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa envia bênção aos membros do Regnum Christi&lt;br /&gt;Cardeal Franc Rodé trouxe ao Brasil o alento do pontífice ao Movimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI enviou sua bênção aos membros e amigos do Movimento Regnum Christi no Brasil que se reuniram de sexta-feira a domingo em Brasília para celebrar o IV Encontro «Juventude e Família».&lt;br /&gt;O cardeal Franc Rodé, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, representante da Santa Sé no evento, levou as palavras de alento do Papa ao Regnum Christi, Movimento que compartilha o carisma e o apostolado da congregação religiosa dos Legionários de Cristo. &lt;br /&gt;Dom Rodé – que acabara de chegar do Chile, onde também se encontrou com membros do Movimento – destacou, momentos depois de encerrar sua conferência aos participantes, esse domingo, as palavras que o Papa lhe falou antes de seu embarque para o Brasil: «estimo-os e os aprecio; diga-lhes que envio minha bênção».&lt;br /&gt;Esse foi praticamente o único momento em que o cardeal pediu desculpas por ter que falar «na língua de Cervantes e não de Luis de Camões», pois disse que poderia se expressar melhor em espanhol, arrancando aplausos da multidão que ouvia atentamente seu claro português.&lt;br /&gt;Nos três dias do Encontro «Juventude e Família», houve diferentes momentos de formação, convivência e impulso de programas de apostolado ao serviço da evangelização e da promoção humana.&lt;br /&gt;Palestras sobre espiritualidade, temas de bioética, workshop com empresários, brinquedoteca para as crianças e iniciativas esportivas para os jovens, shows musicais (entre eles com a Banda Anjos de Resgate), integraram as atividades.&lt;br /&gt;O arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, presidiu à missa de abertura do evento, na sexta-feira. Em sua homilia, pediu aos presentes que o amor seja «o distintivo de nossas comunidades».&lt;br /&gt;Às vésperas do Natal, Dom João Braz convidou os católicos a montarem um presépio em casa, «para que o Natal seja uma festa onde o aniversário não fique sem o Aniversariante».&lt;br /&gt;No sábado, o diretor geral dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi, Pe. Álvaro Corcuera, LC, falou com os membros e amigos do Movimento sobre o lema do evento – Amar mais para servir mais –, refletindo sobre as virtudes teologais e a humildade.&lt;br /&gt;Já o cardeal Rodé, em sua conferência feita integralmente em português, no domingo, fez um forte chamado à evangelização.&lt;br /&gt;«Esse é o espírito dos membros do Regnum Christi: atuar porque faz falta, porque a missão não é um capricho ou uma iniciativa pessoal para preencher o tempo, mas um modo de acudir a uma necessidade vital para os irmãos, algo que agrada a Deus.»&lt;br /&gt;«E neste momento em que reina uma secularização profunda e um forte materialismo hedonista, o mundo necessita desta evangelização», afirmou.&lt;br /&gt;O encerramento do encontro foi marcado por uma missa celebrada pelo cardeal e concelebrada por mais 50 sacerdotes Legionários de Cristo.&lt;br /&gt;O IV Encontro «Juventude e Família», promovido pelo Movimento Regnum Christi e pelos Legionários de Cristo, reuniu ao todo mais de 4 mil pessoas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital do Brasil, sendo que a maioria dessas pessoas eram de jovens e famílias jovens. Também estiveram presentes no evento jovens consagradas dentro do Movimento.&lt;br /&gt;O movimento Regnum Christi é realidade eclesial reconhecida pela Santa Sé que conta com cerca de 70 mil membros, jovens e adultos, diáconos e sacerdotes, em mais de 30 países.&lt;br /&gt;Os textos da conferência do cardeal Rodé e de sua homilia na missa de encerramento podem ser encontrados nosite do Regnum Christi.&lt;br /&gt;top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimentos: evangelizar a cultura, com testemunho de santidade, oração e formação&lt;br /&gt;É o que pede no Brasil o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Aos católicos implicados na vida da Igreja por meio dos novos movimentos, o cardeal Franc Rodé destacou a importância de uma evangelização que incida da sociedade e na cultura, sendo testemunho de uma vida de santidade, oração e formação.&lt;br /&gt;O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica esteve em Brasília esse final de semana para falar aos membros do movimento Regnum Christi, no Encontro «Juventude e Família».&lt;br /&gt;Segundo o cardeal Rodé – que se dirigiu aos presentes em português – a Igreja necessita hoje, «mais do que nunca», de evangelizadores. «Homens e mulheres dispostos a dedicar a sua vida, no seu ambiente ou onde os leve a Providência, a pregar o nome de Cristo, a estender o seu Reino».&lt;br /&gt;«Temos de evangelizar nossos irmãos, as famílias, as empresas, temos de evangelizar a cultura», disse o prefeito da Congregação vaticana, na conferência que dirigiu esse domingo.&lt;br /&gt;O cardeal Rodé enfatizou que não se trata de «impor uma ideologia ou uma doutrina, mas de apresentar Cristo como ideal do ser humano e como Salvador para humanizar e salvar nossos irmãos e as sociedades». &lt;br /&gt;No contexto do Ano Paulino, ao recordar o exemplo do apóstolo, o representante da Santa Sé afirmou que São Paulo ensina que evangelizar «é um serviço que se faz por amor».&lt;br /&gt;Assim, é preciso «crescer na santidade para ser melhores testemunhas de Cristo no mundo. Crescer na santidade, crescer no amor, crescer na esperança, para levar a outros a fé, o amor e a esperança». «A santidade de vida é o cimento do testemunho, do apostolado», acrescentou.&lt;br /&gt;Segundo o cardeal Rodé, São Paulo também «insiste muito» na oração. «A oração é o diálogo com Deus, e é o alimento do apóstolo, do evangelizador. Hoje, quando nos toca viver em ambientes tão adversos, a oração se faz ainda mais importante».&lt;br /&gt;«A oração nos mostra que nosso compromisso evangelizador nasce de Cristo. Evangelizar é dar o que se tem recebido, é ir pregar o Cristo com o que me encontro na oração», disse. &lt;br /&gt;Dom Franc Rodé recordou em seguida que a Conferência de Aparecida dá destaque à «formação necessária para a missão». «O compromisso na missão da Igreja exige uma formação integral excelente, de qualidade».&lt;br /&gt;«A Igreja necessita de homens e mulheres muito bem preparados para poder dialogar com os homens e as mulheres de hoje e poder transmitir-lhes Cristo.»&lt;br /&gt;Hoje, para poder desenvolver sua missão, a Igreja «precisa contar com membros muito bem formados que saibam dar razão de sua fé e oferecer respostas aos homens e mulheres de hoje».&lt;br /&gt;«Por isso peço-lhes que se formem a fundo, sem economizar esforços. Vivam o esforço contínuo de sua formação como um serviço a Cristo e à Igreja. A formação minuciosa de vocês é a melhor garantia de que serão missionários eficazes a serviço de Cristo e da Igreja», afirmou.&lt;br /&gt;Ao destacar que o lema do Encontro era «amar mais para servir mais», o cardeal Rodé explicou que esta foi uma das marcas da vida de São Paulo e deve ser também uma característica essencial de todo cristão.&lt;br /&gt;São Paulo «estava convencido de que sem amor não era nada. Sem amor não somos nada, não somos evangelizadores, não somos cristãos autênticos».&lt;br /&gt;«O amor é o distintivo do cristão, nisto conhecerão os homens e as mulheres de hoje que sois discípulos de Cristo», disse.&lt;br /&gt;O IV Encontro «Juventude e Família», promovido pelo Movimento Regnum Christi e pelos Legionários de Cristo, reuniu mais de 4 mil pessoas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital do Brasil, sendo que a maioria dessas pessoas eram de jovens e famílias jovens. Também estiveram presentes no evento jovens consagradas dentro do Movimento.&lt;br /&gt;O movimento Regnum Christi é realidade eclesial reconhecida pela Santa Sé que conta com cerca de 70 mil membros, jovens e adultos, diáconos e sacerdotes, em mais de 30 países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bispos do Japão: «fundamentalismo de mercado» é contrário à dignidade do homem&lt;br /&gt;Em sua mensagem com ocasião do aniversário dos Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÓQUIO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- «A miséria econômica constitui uma ameaça para a paz mundial, e a aplicação rígida, sem regras morais, das leis do mercado é uma das principais causas de humilhação da dignidade humana». É o que afirmam os bispos do Japão em uma mensagem divulgada por ocasião do aniversário da Declaração dos Direitos Humanos.&lt;br /&gt;No texto, que L'Osservatore Romano recolhe em sua edição desta terça-feira, os prelados afirmam que para assegurar a paz no mundo é urgente «garantir a todos, e muito mais no clima de incerteza atual pela crise econômica mundial, a aplicação dos direitos humanos, libertando os povos da miséria». &lt;br /&gt;Os bispos reconhecem o «longo e importante caminho» percorrido após as duas guerras mundiais e a proclamação dos direitos humanos, e os esforços de «muitas pessoas e organizações» nesse sentido.&lt;br /&gt;Contudo, recordam, «é fato que a desigual distribuição da riqueza, e, em consequência, a desigual distribuição dos lucros, ampliou as diferenças entre os países ricos e os países pobres», e afirmam que a causa desta situação está no que chamam «fundamentalismo de mercado».&lt;br /&gt;Trata-se da aplicação «impiedosa» da lógica do mercado, afirmam, que «produziu graves danos como a deterioração do meio ambiente e a mudança climática», assim como «o aumento dos preços dos alimentos e do combustível».&lt;br /&gt;Isto é consequência, acrescentam, «das leis de um mercado sem alma que fez ainda mais miseráveis as condições de vida de multidões de pobres em todo o mundo, pondo em perigo o direito fundamental à vida».&lt;br /&gt;Os bispos afirmam com ênfase que «se os indivíduos, as empresas e as nações seguirem buscando seu próprio interesse, a dignidade humana será pisoteada e o mundo será cada vez mais violento e disforme», no qual as vítimas, «cuja dignidade humana é violada impunemente, se converterão em presa fácil da tentação à violência».&lt;br /&gt;«Não há tempo a perder», acrescentam. A crise «não é em primeiro lugar estrutural, mas moral». Os prelados se dirigem a toda a sociedade japonesa, começando pelos católicos.&lt;br /&gt;«Se não fizermos nosso o ponto de vista dos marginalizados, nós, inclusive sem intenções maliciosas, acabaremos ao lado daqueles que dizem que um certo grau de violação dos direitos humanos é inevitável», concluem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Zenit.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4579479312263850540-1647057166930398603?l=rossinytagore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rossinytagore.blogspot.com/feeds/1647057166930398603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4579479312263850540&amp;postID=1647057166930398603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1647057166930398603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4579479312263850540/posts/default/1647057166930398603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rossinytagore.blogspot.com/2008/12/observatrio-da-liberdade-religiosa-no.html' title='OBSERVATÓRIO DA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO E OUTROS ARTIGOS...'/><author><name>ROSSINY TAGORE "E NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA".</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14184655622169865047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Tr6BnYyPU78/SNEE7nG11cI/AAAAAAAAAAM/hyq9LqOWbus/S220/FOTO+3X4+ROSSINY.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4579479312263850540.post-6914514754565288018</id><published>2008-12-01T09:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T09:52:45.733-08:00</updated><title type='text'>Valor corrente para matar pastores: US$ 250,00</title><content type='html'>Quinta-feira, Novembro 27, 2008&lt;br /&gt;Valor corrente para matar pastores: US$ 250,00 &lt;br /&gt;Grupos extremistas hindus estão oferecendo dinheiro, comida e álcool para qualquer um que matar cristãos e destruir seus lares. A violência não é uma novidade em Orissa, Índia, onde o Partido Indiano Comunista estima que mais de 500 cristãos foram mortos por grupos hindus em Orissa desde agosto, 12 vezes mais do que o governo afirma oficialmente: apenas 40 homicídios. Entretanto, atualmente as apostas estão ainda mais altas – pastores têm uma recompensa maior por suas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faiz Rahman, presidente da India Good News, disse que militantes hindus estão mirando em líderes cristãos, informou o Christian Post. "O preço corrente para matar um pastor é $ 250,00", afirmou. Rahman, administrador de vários orfanatos no estado de Orissa, disse que ajudou 25 pastores a abandonarem os campos de refugiados, mas 250 líderes ainda estão em abrigos. "Todos os pastores são alvos altamente valorizados", Rahman disse à Release International britânica. "Temos que tirá-los dos campos de refugiados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porta-voz do Conselho Cristão Indiano afirmou: "Estão oferecendo recompensas às pessoas para matarem e destruírem igrejas e propriedades cristãs. Estão oferecendo bebidas importadas, galinhas, carne de carneiro e armas. Eles ganham gasolina e querosene."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um oficial disse que ele autorizou pessoalmente a "cremação de mais de 200 corpos" encontrados em florestas após os cristãos serem responsabilizados pela morte do líder hindu Swami Laxmanananda Saraswati, no dia 24 de agosto. Eles continuam sendo perseguidos mesmo após maoístas admitirem abertamente o assassinato de Saraswati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de casas e igrejas foram destruídas e aproximadamente 50 mil cristãos foram forçados a fugir da violência. O Mission Network News estima que 5 mil lares cristãos foram queimados e 200 igrejas destruídas. De acordo com o Christian Post, 30 mil pessoas continuam em campos de refugiados do governo. Dezenas de milhares estão vivendo em florestas, muitos seriamente feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre Manoj, estabelecido no escritório do arcebispo em Bhubaneshwar, disse que os cristãos ainda estão em esconderijos. "Estão muito assustados para voltar para casa. Eles sabem que se retornarem para suas vilas, serão forçados a se converter ao hinduísmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de direitos religiosos, Barnabus Fund, disse que o grupo de militantes hindus "forçou" cristãos em Orissa a se "converterem" ao hinduísmo, ameaçando-os com estupro caso se recusassem. Segundo relatos, vizinhos estupraram uma mulher hindu após seu tio cristão se recusar a renunciar sua fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vizinhos disseram a outra hinduísta chamada Jaspina: "Se você continuar sendo cristã, queimaremos sua casa e seus filhos na sua frente." Ela e sua família foram forçados a comer excremento bovino para se "purificar" do Cristianismo. Outros cristãos foram encharcados com gasolina e receberam ordens para participar de cerimônias de conversão ou ateariam fogo neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, extremistas hindus disseram que estabeleceram um prazo para a captura dos assassinos de Saraswati. Se os culpados não forem entregues até 15 de dezembro, eles prometeram que iniciarão um massacre no dia 25 de dezembro, Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com as últimas notícias, bispos católicos de Orissa escreveram uma carta anônima para o ministro-chefe do Estado. Ela diz: "Este conflito é um plano mestre previamente calculado e planejado para extirpar o Cristianismo de Kandhamanl para concretizar a intenção oculta de se estabelecer uma nação hindu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Worldnetdaily)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Thiago Juliani &lt;br /&gt;Marcadores: religião &lt;br /&gt;Postado por Michelson às 5:48 PM   &lt;br /&gt;Bispos da UE pedem debate a respeito do domingo &lt;br /&gt;Os bispos da União Européia tem expressado consternação pelo fato de o Parlamento Europeu não incluir um debate a respeito do trabalho aos domingos em sua Diretriz de Horas de Trabalhado. O parlamento está atualmente discutindo durante a Segunda Leitura a revisão da Diretriz de Horas de Trabalho de 2003. No dia 22 de outubro, sete membros do parlamento colocaram em pauta emendas para a recomendação do relator Alejandro Cercas, declarando que o período mínimo de desca
