Alerta do porta-voz vaticano pela perseguição de cristãos no Iraque e Índia
Rua por rua, casa por casa, em Mosul
CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O porta-voz da Santa Sé lançou um grito de alerta frente à perseguição que os cristãos estão sofrendo no Iraque e na Índia. O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, exige uma resposta diante dos grupos fundamentalistas violentos no editorial da Octava Dies, semanário televisivo do Centro Televisivo Vaticano, do qual também é diretor.
«Evidentemente – começa constatando –, todo o povo iraquiano, e não somente as comunidades cristãs, sofrem as conseqüências de décadas de regimes opressivos, de uma guerra infausta e da desordem política e social que as acompanhou.»
No entanto, prossegue, «as antigas comunidades cristãs do país agora estão submetidas a uma pressão sistemática e intencional, com uma seqüência impressionante de violências e ameaças».
O Pe. Lombardi informa sobre o caso de Mosul, onde nas últimas semanas a situação se converteu em um paradigma.
«A documentação emanada pelas instituições humanitárias e pelas agências de notícias independentes demonstram que as ameaças de grupos muçulmanos extremistas é promovida rua por rua e casa por casa, com a difusão de delirantes mensagens escritas, como por exemplo: ‘Você deve abandonar a sua casa e sair desta área dentro de 24 horas, pois do contrário você será justamente castigado e assassinado, como nossa religião islâmica manda fazer com aqueles que, como você, veneram a cruz’.»
O porta-voz vaticano afirma que é absolutamente necessário que os grupos fanáticos fundamentalistas sejam combatidos com decisão. «É necessário que todos os homens de paz, também no mundo muçulmano, se oponham com força e clareza a esta horrível violência contra os direitos fundamentais da pessoa», acrescenta.
«Esperamos que as iniciativas do diálogo com o mundo muçulmano, no caminho aberto por João Paulo II e continuado por Bento XVI, ajudem a afirmar cada vez mais decididamente que em nome de Deus não pode matar e odiar, mas amar e respeitar cada pessoa humana», conclui.
Nos dias 4 e 5 de novembro está previsto no Vaticano um encontro com sábios e representantes muçulmanos, organizado pelo Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, com o tema «O amor de Deus no amor ao próximo».
fonte:Zenit.org
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Bento XVI: nutrir-se da Palavra é prioridade da Igreja hoje
Bento XVI: nutrir-se da Palavra é prioridade da Igreja hoje
Homilia do Papa no encerramento do Sínodo dos Bispos
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI afirmou ontem, durante a homilia da Missa de encerramento da XII Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos, que a prioridade da Igreja hoje é «antes de tudo nutrir-se da Palavra de Deus, para tornar eficaz o empenho da nova evangelização».
O Papa, que concelebrou com os padres sinodais, expressou seu desejo de que as conclusões do Sínodo «sejam levadas a toda a comunidade», para que «se compreenda a necessidade de traduzir em gestos de amor a palavra escutada, porque só assim o anúncio do Evangelho se torna confiável, apesar das fragilidades humanas».
Ele insistiu em várias ocasiões na importância do vínculo entre a escuta da Palavra e a evangelização, como pontos fundamentais do testemunho dos cristãos no mundo, especialmente frente aos não-crentes.
«Muita gente está buscando, talvez sem perceber, encontrar-se com Cristo e com seu Evangelho; muitos precisam encontrar n’Ele o sentido de suas vidas. Dar testemunho claro e compartilhado de uma vida segundo a Palavra de Deus, demonstrada por Jesus, é portanto critério indispensável de verificação da missão da Igreja», afirmou.
«É necessário que os fiéis tenham amplo acesso à Sagrada Escritura, para que as pessoas, encontrando a verdade, possam crescer no amor autêntico. Trata-se de um requisito indispensável para a evangelização hoje», acrescentou.
Por outro lado, o Papa se referiu ao evangelho do dia sobre o mandato de Cristo de amor ao próximo como a si mesmo e afirmou que «a plenitude da Lei, como de todas as Escrituras divinas, é o amor».
«Quem julga ter compreendido as Escrituras, ou ao menos uma parte delas, sem empenhar-se em construir, mediante sua inteligência, o duplo amor a Deus e ao próximo, demonstra na realidade estar ainda longe de ter captado seu sentido profundo.»
Referiu-se também a outras das questões tratadas no Sínodo, como a necessidade do Magistério na hora de interpretar corretamente as Sagradas Escrituras, a liturgia como lugar fundamental de escuta da Palavra e a necessidade da formação bíblica dos sacerdotes.
«Dado que às vezes o encontro com a Escritura corre o risco de não ser «um fato» eclesial, mas é exposto ao subjetivismo e à arbitrariedade, é indispensável uma promoção pastoral robusta e confiável do conhecimento da Sagrada Escritura, para anunciar, celebrar e viver a Palavra na comunidade cristã», acrescentou.
«O lugar privilegiado onde ressoa a Palavra de Deus, que edifica à Igreja, como se disse muitas vezes no Sínodo, é sem dúvida a liturgia.»
Por outro lado, o Papa insistiu na importância dos «esforços atuais para suscitar o movimento bíblico entre os leigos», assim como «o esforço de dar a conhecer a fé através da Palavra de Deus também aos ‘afastados’ e especialmente a quem está buscando sinceramente o sentido de sua vida».
Por último, o Papa agradeceu a todos os que participaram dos trabalhos do Sínodo e teve especialmente presente os bispos da China, «que não puderam estar representados nesta Assembléia sinodal».
«Desejo fazer-me intérprete aqui, e agradecer a Deus, seu amor por Cristo, sua comunhão com a Igreja universal e sua fidelidade ao sucessor do Apóstolo Pedro. Eles estão presentes em nossa oração, junto com todos os fiéis confiados ao seu cuidado pastoral», concluiu o Papa.
fonte: Zenit.org
Homilia do Papa no encerramento do Sínodo dos Bispos
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI afirmou ontem, durante a homilia da Missa de encerramento da XII Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos, que a prioridade da Igreja hoje é «antes de tudo nutrir-se da Palavra de Deus, para tornar eficaz o empenho da nova evangelização».
O Papa, que concelebrou com os padres sinodais, expressou seu desejo de que as conclusões do Sínodo «sejam levadas a toda a comunidade», para que «se compreenda a necessidade de traduzir em gestos de amor a palavra escutada, porque só assim o anúncio do Evangelho se torna confiável, apesar das fragilidades humanas».
Ele insistiu em várias ocasiões na importância do vínculo entre a escuta da Palavra e a evangelização, como pontos fundamentais do testemunho dos cristãos no mundo, especialmente frente aos não-crentes.
«Muita gente está buscando, talvez sem perceber, encontrar-se com Cristo e com seu Evangelho; muitos precisam encontrar n’Ele o sentido de suas vidas. Dar testemunho claro e compartilhado de uma vida segundo a Palavra de Deus, demonstrada por Jesus, é portanto critério indispensável de verificação da missão da Igreja», afirmou.
«É necessário que os fiéis tenham amplo acesso à Sagrada Escritura, para que as pessoas, encontrando a verdade, possam crescer no amor autêntico. Trata-se de um requisito indispensável para a evangelização hoje», acrescentou.
Por outro lado, o Papa se referiu ao evangelho do dia sobre o mandato de Cristo de amor ao próximo como a si mesmo e afirmou que «a plenitude da Lei, como de todas as Escrituras divinas, é o amor».
«Quem julga ter compreendido as Escrituras, ou ao menos uma parte delas, sem empenhar-se em construir, mediante sua inteligência, o duplo amor a Deus e ao próximo, demonstra na realidade estar ainda longe de ter captado seu sentido profundo.»
Referiu-se também a outras das questões tratadas no Sínodo, como a necessidade do Magistério na hora de interpretar corretamente as Sagradas Escrituras, a liturgia como lugar fundamental de escuta da Palavra e a necessidade da formação bíblica dos sacerdotes.
«Dado que às vezes o encontro com a Escritura corre o risco de não ser «um fato» eclesial, mas é exposto ao subjetivismo e à arbitrariedade, é indispensável uma promoção pastoral robusta e confiável do conhecimento da Sagrada Escritura, para anunciar, celebrar e viver a Palavra na comunidade cristã», acrescentou.
«O lugar privilegiado onde ressoa a Palavra de Deus, que edifica à Igreja, como se disse muitas vezes no Sínodo, é sem dúvida a liturgia.»
Por outro lado, o Papa insistiu na importância dos «esforços atuais para suscitar o movimento bíblico entre os leigos», assim como «o esforço de dar a conhecer a fé através da Palavra de Deus também aos ‘afastados’ e especialmente a quem está buscando sinceramente o sentido de sua vida».
Por último, o Papa agradeceu a todos os que participaram dos trabalhos do Sínodo e teve especialmente presente os bispos da China, «que não puderam estar representados nesta Assembléia sinodal».
«Desejo fazer-me intérprete aqui, e agradecer a Deus, seu amor por Cristo, sua comunhão com a Igreja universal e sua fidelidade ao sucessor do Apóstolo Pedro. Eles estão presentes em nossa oração, junto com todos os fiéis confiados ao seu cuidado pastoral», concluiu o Papa.
fonte: Zenit.org
Santa Sé convida hindus a «conviverem em harmonia» com outras religiões
Santa Sé convida hindus a «conviverem em harmonia» com outras religiões
Por ocasião da celebração do Diwali, a festa que dá início ao ano novo
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 28 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Por ocasião da celebração da festa hindu do Diwali – «da luz» –, que dá início ao ano novo, a Santa Sé divulgou uma mensagem do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, com o título: «Cristãos e hindus, juntos para a não-violência».
Na mensagem, o presidente deste Conselho, cardeal Jean-Louis Tauran, convida o mundo hindu a considerar «como podemos viver em harmonia na sociedade atual, dando testemunho desta verdade, dessa luz e dessa esperança celebradas no Diwali».
O purpurado disse que, na tradição hindu, «a não-violência é um dos ensinamentos mais importantes», e recordou Mahatma Gandhi, que desenvolveu o conceito da não-violência, da qual foi «um guia e um exemplo até o ponto de sacrificar sua vida».
Por outro lado, recordou, «para os cristãos, no Discurso da Montanha Jesus exortou seus discípulos a amarem a seus inimigos, a rezarem pelos que os odeiam, a fazerem o bem aos que os maltratam».
«A não-violência não é só um expediente tático, mas a postura de quem, como fez o Papa, ‘está tão convencido do amor de Deus e de seu poder, que não teme enfrentar o mal com as únicas armas do amor e da verdade’», acrescentou.
Segundo o cardeal Tauran, o amor aos inimigos «é a revolução do amor, um amor que fundamentalmente não depende das capacidades humanas, mas é um dom de Deus».
Também recordou que a não-violência é um valor para muitas outras religiões. «Como líderes religiosos, chamados a afirmar a verdade que se encontra em nossas respectivas religiões, estimulemos a não-violência entre nossos seguidores e apoiemos isso com nossas ações.»
«Façamos todo o possível para promover a sacralidade da vida humana, o bem dos pobres e dos frágeis ao nosso redor, e para colaborar, através do diálogo, para que se respeite a dignidade de todo ser humano sem distinção de etnia ou casta, credo ou classe social.»
O purpurado convida hindus e cristãos, especialmente na situação atual, a «se deixarem vencer pelo amor sem reservas, com a convicção de que a não-violência é o único caminho para construir uma sociedade global mais compassiva, mais justa e mais atenta aos necessitados».
fonte:Zenit.org
Por ocasião da celebração do Diwali, a festa que dá início ao ano novo
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 28 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Por ocasião da celebração da festa hindu do Diwali – «da luz» –, que dá início ao ano novo, a Santa Sé divulgou uma mensagem do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, com o título: «Cristãos e hindus, juntos para a não-violência».
Na mensagem, o presidente deste Conselho, cardeal Jean-Louis Tauran, convida o mundo hindu a considerar «como podemos viver em harmonia na sociedade atual, dando testemunho desta verdade, dessa luz e dessa esperança celebradas no Diwali».
O purpurado disse que, na tradição hindu, «a não-violência é um dos ensinamentos mais importantes», e recordou Mahatma Gandhi, que desenvolveu o conceito da não-violência, da qual foi «um guia e um exemplo até o ponto de sacrificar sua vida».
Por outro lado, recordou, «para os cristãos, no Discurso da Montanha Jesus exortou seus discípulos a amarem a seus inimigos, a rezarem pelos que os odeiam, a fazerem o bem aos que os maltratam».
«A não-violência não é só um expediente tático, mas a postura de quem, como fez o Papa, ‘está tão convencido do amor de Deus e de seu poder, que não teme enfrentar o mal com as únicas armas do amor e da verdade’», acrescentou.
Segundo o cardeal Tauran, o amor aos inimigos «é a revolução do amor, um amor que fundamentalmente não depende das capacidades humanas, mas é um dom de Deus».
Também recordou que a não-violência é um valor para muitas outras religiões. «Como líderes religiosos, chamados a afirmar a verdade que se encontra em nossas respectivas religiões, estimulemos a não-violência entre nossos seguidores e apoiemos isso com nossas ações.»
«Façamos todo o possível para promover a sacralidade da vida humana, o bem dos pobres e dos frágeis ao nosso redor, e para colaborar, através do diálogo, para que se respeite a dignidade de todo ser humano sem distinção de etnia ou casta, credo ou classe social.»
O purpurado convida hindus e cristãos, especialmente na situação atual, a «se deixarem vencer pelo amor sem reservas, com a convicção de que a não-violência é o único caminho para construir uma sociedade global mais compassiva, mais justa e mais atenta aos necessitados».
fonte:Zenit.org
Como fruto do Sínodo, Papa propõe encontrar Deus na Bíblia
Como fruto do Sínodo, Papa propõe encontrar Deus na Bíblia
Exortação aos peregrinos na audiência geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 29 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Como fruto mais concreto do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra, concluído neste domingo no Vaticano, Bento XVI convida os fiéis a buscarem Deus na Bíblia.
O Papa mencionou a assembléia de bispos do mundo, celebrada no Vaticano sobre o tema «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja», em sua saudação em polonês aos 20 mil peregrinos que participaram da audiência geral desta quarta-feira, realizada na Praça de São Pedro.
O bispo de Roma reconheceu que este Sínodo «nos recordou a necessidade de alimentar-nos constantemente da Palavra inspirada de Deus».
«Que a leitura cotidiana da Bíblia seja para vós a oportunidade para encontrar Deus e o alento para renovar a vida», desejou o Papa.
Exortação aos peregrinos na audiência geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 29 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Como fruto mais concreto do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra, concluído neste domingo no Vaticano, Bento XVI convida os fiéis a buscarem Deus na Bíblia.
O Papa mencionou a assembléia de bispos do mundo, celebrada no Vaticano sobre o tema «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja», em sua saudação em polonês aos 20 mil peregrinos que participaram da audiência geral desta quarta-feira, realizada na Praça de São Pedro.
O bispo de Roma reconheceu que este Sínodo «nos recordou a necessidade de alimentar-nos constantemente da Palavra inspirada de Deus».
«Que a leitura cotidiana da Bíblia seja para vós a oportunidade para encontrar Deus e o alento para renovar a vida», desejou o Papa.
Bento XVI: diálogo entre culturas e religiões é «dever sagrado»
Santa Sé
Bento XVI: diálogo entre culturas e religiões é «dever sagrado»
Recebeu uma delegação judaica em audiência hoje
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- No complexo mundo atual, o diálogo entre as culturas e as religiões é um dever sagrado, declarou Bento XVI nesta quinta-feira, ao receber em audiência os membros de uma delegação do International Jewish Committee on Interreligious Consultations.
Recordando que há mais de 30 anos este Comitê e a Santa Sé mantiveram «contatos regulares e frutíferos, que contribuíram para uma maior compreensão e aceitação entre católicos e judeus», o Papa quis aproveitar esta ocasião para reafirmar «o compromisso da Igreja de levar a cabo os princípios expressados na histórica Declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II».
O documento, explicou, «condenava firmemente toda forma de anti-semitismo e representava um marco na história das relações entre judeus e católicos; e também convidava a uma renovada compreensão teológica das relações entre a Igreja e o Povo de Israel».
Hoje, afirmou Bento XVI, os cristãos são «cada vez mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo eleito por Deus em sua graça inefável, um patrimônio que requer mais apreço recíproco, estima e amor».
Da mesma forma, os judeus estão chamados a «descobrir o que têm em comum com todos aqueles que crêem no Senhor, o Deus de Israel, que se revelou através de sua palavra poderosa e geradora de vida».
Esta Palavra, observou o pontífice, «nos exorta a oferecer um testemunho comum do amor, da misericórdia e da verdade de Deus», «um serviço vital em nossa época, ameaçada pela perda dos valores morais e espirituais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz».
No mundo atual, caracterizado freqüentemente pela pobreza, pela violência e pela exploração, o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto cada vez mais como «um dever sagrado que compete a todos aqueles que estão comprometidos na construção de um mundo mais digno do homem», constatou o Papa.
A capacidade de aceitar uns aos outros e de dizer a verdade no amor é «essencial para superar as diferenças, prevenir os mal-entendidos e evitar confrontos inúteis».
O diálogo, acrescentou, é «sério e honrado» só quando «respeita as diferenças e reconhece o outro em sua alteridade».
Um diálogo sincero também «precisa de abertura e de um sólido senso de identidade por ambas as partes, para que cada uma se enriqueça com os dons da outra».
Agradecendo ao Senhor pelos «progressos nas relações entre judeus e católicos», que se refletem em seus encontros com as comunidades judaicas em Nova York, Paris e no Vaticano, o Papa animou os presentes a «levarem adiante seu trabalho com paciência e renovado compromisso».
«Com estes sentimentos, queridos amigos, peço ao Todo-Poderoso que continue velando sobre vós e sobre vossas famílias, e guie vossos passos pelo caminho da paz», concluiu.
No mês que vem, o International Jewish Committee Consultations terá um encontro com uma delegação da comissão vaticana para as relações religiosas com o Judaísmo para discutir sobre o tema «Religião e sociedade civil», em Budapeste (Hungria).
fonte:zenit.org
Bento XVI: diálogo entre culturas e religiões é «dever sagrado»
Recebeu uma delegação judaica em audiência hoje
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- No complexo mundo atual, o diálogo entre as culturas e as religiões é um dever sagrado, declarou Bento XVI nesta quinta-feira, ao receber em audiência os membros de uma delegação do International Jewish Committee on Interreligious Consultations.
Recordando que há mais de 30 anos este Comitê e a Santa Sé mantiveram «contatos regulares e frutíferos, que contribuíram para uma maior compreensão e aceitação entre católicos e judeus», o Papa quis aproveitar esta ocasião para reafirmar «o compromisso da Igreja de levar a cabo os princípios expressados na histórica Declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II».
O documento, explicou, «condenava firmemente toda forma de anti-semitismo e representava um marco na história das relações entre judeus e católicos; e também convidava a uma renovada compreensão teológica das relações entre a Igreja e o Povo de Israel».
Hoje, afirmou Bento XVI, os cristãos são «cada vez mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo eleito por Deus em sua graça inefável, um patrimônio que requer mais apreço recíproco, estima e amor».
Da mesma forma, os judeus estão chamados a «descobrir o que têm em comum com todos aqueles que crêem no Senhor, o Deus de Israel, que se revelou através de sua palavra poderosa e geradora de vida».
Esta Palavra, observou o pontífice, «nos exorta a oferecer um testemunho comum do amor, da misericórdia e da verdade de Deus», «um serviço vital em nossa época, ameaçada pela perda dos valores morais e espirituais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz».
No mundo atual, caracterizado freqüentemente pela pobreza, pela violência e pela exploração, o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto cada vez mais como «um dever sagrado que compete a todos aqueles que estão comprometidos na construção de um mundo mais digno do homem», constatou o Papa.
A capacidade de aceitar uns aos outros e de dizer a verdade no amor é «essencial para superar as diferenças, prevenir os mal-entendidos e evitar confrontos inúteis».
O diálogo, acrescentou, é «sério e honrado» só quando «respeita as diferenças e reconhece o outro em sua alteridade».
Um diálogo sincero também «precisa de abertura e de um sólido senso de identidade por ambas as partes, para que cada uma se enriqueça com os dons da outra».
Agradecendo ao Senhor pelos «progressos nas relações entre judeus e católicos», que se refletem em seus encontros com as comunidades judaicas em Nova York, Paris e no Vaticano, o Papa animou os presentes a «levarem adiante seu trabalho com paciência e renovado compromisso».
«Com estes sentimentos, queridos amigos, peço ao Todo-Poderoso que continue velando sobre vós e sobre vossas famílias, e guie vossos passos pelo caminho da paz», concluiu.
No mês que vem, o International Jewish Committee Consultations terá um encontro com uma delegação da comissão vaticana para as relações religiosas com o Judaísmo para discutir sobre o tema «Religião e sociedade civil», em Budapeste (Hungria).
fonte:zenit.org
Falece sacerdote vítima da perseguição contra cristãos na Índia
Falece sacerdote vítima da perseguição contra cristãos na Índia
O Pe. Bernard Digal foi barbaramente golpeado em 25 de agosto
NOVA DÉLI, quinta-feira, 30 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Nesta quarta-feira faleceu o primeiro sacerdote vítima da perseguição contra os cristãos que se vive na Índia, em particular, no Estado de Orissa. Trata-se do Pe. Bernard Digal, da arquidiocese de Cuttack-Bhubaneshwar, em Orissa, que foi brutalmente golpeado por extremistas violentos hindus em 25 de agosto.
Ele faleceu no hospital por causa das graves lesões sofridas na cabeça e em todo o corpo.
O Pe. Mrutyunjay Digal, sacerdote da mesma arquidiocese e secretário do arcebispo local, Dom Raphael Cheenath, deu a notícia à agência missionária da Santa Sé «Fides», definindo-o como «um momento de luto, de silêncio e de oração por toda a Igreja local».
O Pe. Bernard, de 45 anos, foi internado no hospital de Chennai, em Tamil Nadu, para ser submetido a uma delicada intervenção cirúrgica na cabeça. Contudo, seu corpo não resistiu aos traumas recebidos.
«Durante sua vida, o Pe. Bernard mostrou determinação e valentia para testemunhar e morrer por Cristo. Morreu como autêntico cristão, e imediatamente depois da agressão sofrida, perdoou seus inimigos e perseguidores», explicou o sacerdote de sua arquidiocese.
«A todos os seus entes queridos se dirigem nosso afeto e nossas orações, para infundir força e ânimo neste momento de dificuldade», acrescentou, informando que na cabeceira do leito de morte do Pe. Bernard estava Dom Cheenath, que lhe deu as últimas palavras de consolo e o acompanhou no trânsito com a oração.
O Pe. Bernard é o primeiro sacerdote católico que morre na campanha de violência anticristã. Segundo algumas organizações cristãs indianas citadas pela Fides, os mortos por causa da violência contra os cristãos são aproximadamente 100, enquanto são milhares os feridos e continuam as matanças, freqüentemente escondidas.
Cerca de 15 mil cristãos estão ainda em campos de refugiados, e cerca de 40 mil fugiram para a selva ou a outros lugares, aterrorizados por grupos de extremistas hindus.
fonte: zenit.org
O Pe. Bernard Digal foi barbaramente golpeado em 25 de agosto
NOVA DÉLI, quinta-feira, 30 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Nesta quarta-feira faleceu o primeiro sacerdote vítima da perseguição contra os cristãos que se vive na Índia, em particular, no Estado de Orissa. Trata-se do Pe. Bernard Digal, da arquidiocese de Cuttack-Bhubaneshwar, em Orissa, que foi brutalmente golpeado por extremistas violentos hindus em 25 de agosto.
Ele faleceu no hospital por causa das graves lesões sofridas na cabeça e em todo o corpo.
O Pe. Mrutyunjay Digal, sacerdote da mesma arquidiocese e secretário do arcebispo local, Dom Raphael Cheenath, deu a notícia à agência missionária da Santa Sé «Fides», definindo-o como «um momento de luto, de silêncio e de oração por toda a Igreja local».
O Pe. Bernard, de 45 anos, foi internado no hospital de Chennai, em Tamil Nadu, para ser submetido a uma delicada intervenção cirúrgica na cabeça. Contudo, seu corpo não resistiu aos traumas recebidos.
«Durante sua vida, o Pe. Bernard mostrou determinação e valentia para testemunhar e morrer por Cristo. Morreu como autêntico cristão, e imediatamente depois da agressão sofrida, perdoou seus inimigos e perseguidores», explicou o sacerdote de sua arquidiocese.
«A todos os seus entes queridos se dirigem nosso afeto e nossas orações, para infundir força e ânimo neste momento de dificuldade», acrescentou, informando que na cabeceira do leito de morte do Pe. Bernard estava Dom Cheenath, que lhe deu as últimas palavras de consolo e o acompanhou no trânsito com a oração.
O Pe. Bernard é o primeiro sacerdote católico que morre na campanha de violência anticristã. Segundo algumas organizações cristãs indianas citadas pela Fides, os mortos por causa da violência contra os cristãos são aproximadamente 100, enquanto são milhares os feridos e continuam as matanças, freqüentemente escondidas.
Cerca de 15 mil cristãos estão ainda em campos de refugiados, e cerca de 40 mil fugiram para a selva ou a outros lugares, aterrorizados por grupos de extremistas hindus.
fonte: zenit.org
Não há incompatibilidade entre evolução e criação
Não há incompatibilidade entre evolução e criação
Afirma o Cardeal Schönborn na Plenária da Academia Pontifícia das Ciências
ROMA, segunda-feira, 3 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Não existe incompatibilidade entre a teoria científica da evolução e a afirmação cristã da criação. Assim afirmou na sexta-feira passada o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, durante a assembléia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, que terminará amanhã em Roma.
O purpurado explicou que não existe contraposição entre evolucionismo e crença na Criação, mas sim «um conflito entre dois conceitos diferentes do homem e de sua racionalidade, entre a visão cristã e um racionalismo que pretende reduzir o homem à sua dimensão biológica».
Citando diversas intervenções do cardeal Joseph Ratzinger antes e depois de sua eleição como Papa, o cardeal Schönborn explicou que «existem muitas provas a favor de uma evolução».
Contudo, apontou o prelado dominicano, «ainda enriquecendo nosso conhecimento da vida, esta teoria não responde à grande pergunta filosófica: de onde vem tudo e como esse tudo toma um caminho até chegar ao homem?».
Portanto, trata-se de descobrir «que existe uma idéia precedente, que o homem não é fruto do caos, mas que 'foi pensado', 'querido' e amado» pelo Criador.
No mesmo sentido, o chanceler da Academia Pontifícia para as Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, explicou em algumas declarações à Rádio Vaticano que, longe de contradizer-se, a teoria da evolução está mais próxima ao relato bíblico da criação que outras hipóteses sobre a origem do mundo.
«Pensando no fato de que a Bíblia nos apresenta um Deus que criou o mundo em sete dias, introduz-se a idéia de uma criação progressiva. Neste sentido, está mais próximo que, por exemplo, as teorias dos antigos gregos, que pensavam em um mundo eterno e cíclico», explicou.
A questão não se opõe à teoria da evolução em si, acrescentou, e sim às «filosofias que se apóiam no evolucionismo e que são materialistas, que dizem que só existe a matéria. Mas isso não é ciência, e sim filosofia».
«Utilizam-se teorias científicas para fazer interpretações filosóficas, ou até atéias, afirmando que tudo é caos. Mas repito, esta é uma opinião filosófica que, para dizer a verdade, não pertence aos grandes cientistas, dos quais quase todos são crentes», garantiu.
Segundo Dom Sánchez Sorondo, a Igreja «está aberta ao que a ciência disser. E mais ainda, isso lhe interessa muitíssimo, porque fala da natureza. A Igreja sempre acreditou que a natureza foi criada por Deus, e os homens fazem parte da natureza», concluiu.
fonte: zenit.org
Afirma o Cardeal Schönborn na Plenária da Academia Pontifícia das Ciências
ROMA, segunda-feira, 3 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Não existe incompatibilidade entre a teoria científica da evolução e a afirmação cristã da criação. Assim afirmou na sexta-feira passada o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, durante a assembléia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, que terminará amanhã em Roma.
O purpurado explicou que não existe contraposição entre evolucionismo e crença na Criação, mas sim «um conflito entre dois conceitos diferentes do homem e de sua racionalidade, entre a visão cristã e um racionalismo que pretende reduzir o homem à sua dimensão biológica».
Citando diversas intervenções do cardeal Joseph Ratzinger antes e depois de sua eleição como Papa, o cardeal Schönborn explicou que «existem muitas provas a favor de uma evolução».
Contudo, apontou o prelado dominicano, «ainda enriquecendo nosso conhecimento da vida, esta teoria não responde à grande pergunta filosófica: de onde vem tudo e como esse tudo toma um caminho até chegar ao homem?».
Portanto, trata-se de descobrir «que existe uma idéia precedente, que o homem não é fruto do caos, mas que 'foi pensado', 'querido' e amado» pelo Criador.
No mesmo sentido, o chanceler da Academia Pontifícia para as Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, explicou em algumas declarações à Rádio Vaticano que, longe de contradizer-se, a teoria da evolução está mais próxima ao relato bíblico da criação que outras hipóteses sobre a origem do mundo.
«Pensando no fato de que a Bíblia nos apresenta um Deus que criou o mundo em sete dias, introduz-se a idéia de uma criação progressiva. Neste sentido, está mais próximo que, por exemplo, as teorias dos antigos gregos, que pensavam em um mundo eterno e cíclico», explicou.
A questão não se opõe à teoria da evolução em si, acrescentou, e sim às «filosofias que se apóiam no evolucionismo e que são materialistas, que dizem que só existe a matéria. Mas isso não é ciência, e sim filosofia».
«Utilizam-se teorias científicas para fazer interpretações filosóficas, ou até atéias, afirmando que tudo é caos. Mas repito, esta é uma opinião filosófica que, para dizer a verdade, não pertence aos grandes cientistas, dos quais quase todos são crentes», garantiu.
Segundo Dom Sánchez Sorondo, a Igreja «está aberta ao que a ciência disser. E mais ainda, isso lhe interessa muitíssimo, porque fala da natureza. A Igreja sempre acreditou que a natureza foi criada por Deus, e os homens fazem parte da natureza», concluiu.
fonte: zenit.org
Assinar:
Postagens (Atom)